Capa do romance O Senhor do Caos: Um Casamento Forçado

O Senhor do Caos: Um Casamento Forçado

9.3 / 10.0
Em O Senhor do Caos: Um Casamento Forçado, Vittoria é capturada no altar por Vincenzo, herdeiro da máfia siciliana em busca de vingança. Nesta mafia romance book, ela se torna prisioneira de um inimigo implacável. Leia este romance novel repleto de perigo e rendição no Web Novel.
Resumo de O Senhor do Caos: Um Casamento Forçado
Arrancada do próprio altar, Vittoria De Angelis torna-se o troféu de Vincenzo Lucchese, o herdeiro da máfia siciliana que retornou em busca de vingança. O casamento forçado sela uma nova ordem de poder e punição. Agora prisioneira de um homem dominado pelo rancor, Vittoria vive um jogo perigoso de rendição e ódio. Entre segredos e sangue, ela descobre que fugir é arriscado, mas amar seu captor pode ser fatal. Uma guerra silenciosa onde o desejo é a arma mais letal.
Ler Mais

O Senhor do Caos: Um Casamento Forçado Capítulo 1

O fim de tarde mergulhava Savoca, uma pequena e charmosa comuna italiana localizada nas colinas da Sicília, na província de Messina, em um espetáculo de tons dourados e âmbar, enquanto o sol se despedia lentamente no horizonte.

A cidade respira a primavera em cada sopro de vento, o ar exala um perfume sutil de flor de laranjeira e alecrim selvagem, aromas que se entrelaçam como velhos segredos no coração das colinas sicilianas.

Na luxuosa mansão da família De Angelis, o movimento é constante. Empregados correm de um lado para o outro, apressados, atentos a cada capricho do Don e de seus familiares.

Em um dos quartos mais suntuosos da casa, cercada por cortinas de linho e móveis entalhados à mão, Vittoria observa seu reflexo no espelho com olhar sereno, mas atento.

O vestido branco cai com perfeição sobre seu corpo, moldando cada curva com sutileza e elegância.

Os longos cabelos, meticulosamente penteados, emolduram um rosto de traços nobres e postura imperturbável.

No reflexo, não há hesitação, somente um olhar firme, calculado. Mais do que beleza ou vaidade, Vittoria exala controle.

Dizem que o casamento deve ser o dia mais feliz na vida de uma mulher.

Então, por que, ao encarar a própria imagem no espelho, tudo que ela sente é um vazio que nem o luxo ao redor consegue preencher?

— Você está deslumbrante, ragazza mia. — A voz grave de Don Alfonso surge atrás dela com a imponência de quem comanda mais do que uma casa, comanda um império.

Ela pisca devagar, como se despertasse de um pensamento profundo, mas não se vira de imediato.

Por um instante, permanece ali, contemplando o reflexo de uma noiva que não se sente dona do próprio destino.

— Você não parece feliz. — Comenta, com a voz baixa, mas firme, enquanto se aproxima da filha e a observa através do espelho.

— Isso me parece precipitado. — Vittoria responde, por fim virando-se lentamente para encarar o pai.

Seu olhar encontra o dele com firmeza, sem desrespeito, mas sem submissão. Havia coragem ali, a de quem aprendeu a se calar por anos, mas não a se curvar.

— Ragazza, por que isso agora? — Pergunta, tocando levemente o rosto da filha, o gesto suave contrastando com o peso da cobrança em sua voz. — Vocês estão juntos há seis meses e você concordou com o noivado.

As palavras não soam como uma acusação, mas como uma lembrança fria, inegável, impossível de contestar.

Um lembrete de que, mesmo sob o peso das expectativas, foi ela quem disse “sim”.

Uma prisão feita de silêncio, aparência e obediência, construída por ele e aceita por ela.

— Mas quando disse sim, não imaginei que estaria casada três semanas depois. — Retruca, com calma, sem elevar a voz, mas deixando claro o desconforto.

Ela estende a mão e pega a coroa que sustenta o véu, com movimentos precisos, quase mecânicos, como quem cumpre um ritual do qual não sente parte.

— Mia principessa. — Murmura, a voz baixa e envolvente, carregada daquela doçura calculada que só os homens perigosos sabem usar bem.

Ele pega a coroa com reverência, a mesma que um dia repousou sobre a cabeça da mãe de Vittoria, como se segurasse uma relíquia sagrada, símbolo de um império e não de um casamento.

— Esta união. — Continua, enquanto a segura diante dela. — Não é somente um compromisso. É a consagração do teu legado.

Com cuidado, ele a conduz de volta ao espelho e posiciona-se atrás da filha, pousando a coroa sobre os cabelos meticulosamente penteados.

Suas mãos descansam firmes sobre os ombros dela, como um lembrete silencioso de quem a moldou até ali.

— A partir de hoje, você estará sob a proteção das duas famílias mais poderosas de Savoca. E quando falarem seu nome, não será com ternura, será com respeito.

— O senhor quis dizer medo. — Corrige, com a voz contida, mas cortante como lâmina polida.

Ela mantém os olhos fixos no próprio reflexo, sem desviar, sem vacilar. Não havia ingenuidade ali, apenas a lucidez amarga de quem conhece os bastidores da própria linhagem.

— Lembre-se de uma coisa, ragazza. — Aconselha, virando-a abruptamente de frente para si, o olhar firme como pedra, perfurando o dela sem hesitação. — É melhor ser temido do que temer.

Ele deixa o silêncio se alongar por um instante, como se suas palavras devessem ecoar dentro dela como uma sentença sem argumentos, definitiva, indiscutível.

Então, sem pressa, inclina-se e beija sua testa com delicadeza, um gesto de carinho que mais parece uma marca.

— Então, levante a cabeça e agradeça a posição que ocupa. — Finaliza, com a tranquilidade de quem não sugere, mas ordena.

Vittoria somente assente com a cabeça, em silêncio, como se aceitasse mais uma peça colocada no tabuleiro.

Mas por dentro, algo se contrai, se tivesse a chance, desapareceria sem olhar para trás.

Ela permanece imóvel, o olhar fixo no espelho, observando seu reflexo em silêncio, até que a porta se fecha suavemente atrás de Don Alfonso.

Só então, o peso da solidão a invade por completo e, com ele, a certeza de que o nome que carrega é tanto uma coroa quanto uma prisão.

— Por que estou surtando? — Sussurra, encarando o próprio reflexo com um olhar perdido.

Mas as palavras mal deixam seus lábios antes que um sorriso amargo os substitua, torto, involuntário, quase cruel.

Uma risada incrédula escapa em seguida, seca e vazia, como se ela mesma não conseguisse sustentar a mentira que insiste em repetir.

Assim que o sino toca duas vezes nos jardins da mansão, Vittoria soube: era hora de partir.

Não para um conto de fadas, mas para selar um destino escrito por mãos que não são as suas.

Durante todo o trajeto até a residência dos Moretti, cada quilômetro é um golpe seco contra a pouca convicção que ainda tenta sustentar.

O vestido branco, impecável aos olhos do mundo, pesa como uma armadura feita de expectativas.

A ansiedade se acumula no peito, espessa, sufocante, e a vontade de abrir a porta do automóvel e desaparecer cresce a cada curva.

Ela aperta as mãos no colo, tentando conter o impulso de gritar. Está prestes a se tornar o símbolo de uma aliança poderosa, mas tudo que sente é que está sendo conduzida, lentamente, ao próprio cativeiro.

Vittoria vive cada instante como se não estivesse ali, como se fosse somente uma espectadora silenciosa, assistindo à própria vida de fora do corpo.

O mundo ao seu redor desfoca enquanto é conduzida pelo extenso tapete vermelho até o altar.

As flores, as luzes, os sorrisos, tudo parece parte de um cenário encenado para uma história que não lhe pertence mais.

Nem mesmo o sorriso largo de Enzo Moretti, seu noivo, consegue arrancar qualquer reação de seus lábios.

Ela o encara, vazia, enquanto os aplausos ecoam ao fundo como ruído distante.

Quando Don Alfonso entrega sua mão à de Enzo, o gesto é firme, solene. E naquele toque final, ela entende: ali termina o que restava de suas próprias escolhas.

A partir daquele instante, seu corpo pertence à aliança. Sua vida, ao pacto. E sua vontade ao silêncio.

A cerimônia segue com precisão impecável, elegante, comovente aos olhos dos convidados e fiel a cada tradição ancestral das famílias envolvidas.

Tudo acontece como deve acontecer: o sacerdote entoa suas palavras com reverência, os votos são trocados sob olhares atentos, e o silêncio respeitoso da multidão esconde os segredos enterrados sob aquele altar.

— Se alguém aqui presente tiver algo a dizer que impeça esta união, fale agora ou cale-se para sempre. — O sacerdote pergunta, sua entonação solene ecoando sob os arcos dourados do altar, elegantemente montado no centro do jardim.

— Tenho algo a dizer. — Diz uma voz firme, profunda e carregada de autoridade, fazendo o ar no jardim parecer parar por um instante.

E então, como se obedecessem a um comando invisível, todos se voltam na direção de quem ousou interromper.

Continue Lendo

O Senhor do Caos: Um Casamento Forçado de Conteúdos

Ch. 1 Ch. 2 Ch. 3
Ch. 4
Ch. 5
Ch. 6
Ch. 7
Ch. 8
Ch. 9
Ch. 10
Ch. 11
all

Você pode gostar

Romances Recém-Lançados

Capa do romance BOX MÃOS SANGRENTAS - UM ROMANCE SOMBRIO DA MÁFIA DA
8.8
Explore o submundo letal da máfia russa nesta coletânea onde o poder e a violência ditam as regras. Mãos Sangrentas apresenta um romance sombrio habitado por monstros, em que a linha entre a dor e o desejo desaparece. Mergulhe em uma narrativa repleta de tensão psicológica e cenas intensas, focada em uma relação marcada pela obsessão e submissão. Sem heróis, resta apenas uma paixão destrutiva, possessiva e cheia de reviravoltas brutais.
Capa do romance Casamento Cancelado: Amor Real
8.3
Pela décima primeira vez, Ricardo é abandonado no altar por Sofia. O motivo é o mesmo: Gabriel, o ex que ela prioriza acima de tudo. Após anos de sacrifícios e humilhações, a ficha finalmente cai em um bar sujo. Sofia não demonstra remorso, apenas preocupação com a própria imagem social. Ao encarar a frieza dela e o peso de sete anos de negligência, Ricardo percebe que era apenas uma conveniência. O encanto acaba e ele decide que, desta vez, tudo será diferente.
Capa do romance Grávida do pai do meu ex-noivo
9.8
Na véspera do casamento, Liv Bennett flagra o noivo, Aaron, com a meia-irmã. Desolada, ela busca refúgio no álcool e vive uma noite intensa com um desconhecido. O choque vem depois: o homem é Kaelon Blackwood, o bilionário pai de seu ex. A situação escala quando Liv se descobre grávida dele, mergulhando em um escândalo familiar. Agora, ela deve decidir se foge desse amor proibido ou se enfrenta o poder dos Blackwood para trilhar seu próprio destino.
Capa do romance Mate-me ou Cura-me ( MORRO)
8.2
Viviane cuida de sua avó doente na comunidade Estrela Guia, em São Paulo. Ela é comprometida com Pedro, ex-policial e atual chefe da milícia local, envolvido com tráfico. O destino da jovem muda ao conhecer Leonardo, um médico dedicado e herdeiro de uma família tradicional que assume a clínica da região. Encantado por Viviane, ele ignora os perigos dessa paixão proibida. Entre dilemas e riscos, um triângulo amoroso surge enquanto ela descobre novos horizontes.
Capa do romance O Arrogante Irresistível
8.3
Unida por uma conexão imediata, uma dupla marcada por traumas e decepções antigas luta para aceitar o surgimento do amor verdadeiro. Embora as feridas do passado dificultem a entrega, o tempo fortalece a paixão, levando-os a enfrentar obstáculos e armadilhas complexas. No caminho para a felicidade, eles precisarão superar cada barreira imposta para provar que esse sentimento pode sobreviver. Será que o casal conseguirá resistir a tudo e alcançar o seu final feliz?
Capa do romance O quinto Elemento - Sopro
8.4
Anna, de 16 anos, descobre que sua vida é uma farsa: seus avós mentiram sobre sua origem e ela não possui laços de sangue com sua família. Desesperada, ela foge e abre um portal para um reino mágico onde é uma princesa bruxa e herdeira de um trono maldito. Nesse mundo, ela se apaixona pelo príncipe Kaarl, filho da Rainha Maiju. Agora, Anna precisa enfrentar sua maior inimiga e quebrar uma maldição mortal para sobreviver e encontrar seu destino.
Capítulos
Leia agora
Compartilhar