Capa do romance Uma Princesa Para o Mafioso

Uma Princesa Para o Mafioso

9.7 / 10.0
Em Uma Princesa Para o Mafioso, Elena Santoro enfrenta um casamento arranjado com o implacável Luca Grecco para selar a paz na Cosa Nostra. Neste romance de máfia e ação, ela deve sobreviver a jogos de poder e segredos letais. Leia livros online grátis e descubra este mafia romance book.
Resumo de Uma Princesa Para o Mafioso
Elena Santoro cresceu sob o peso de um destino traçado: casar-se para garantir a paz com a Cosa Nostra. Aos vinte e dois anos, ela é entregue a Luca Grecco, um Don impiedoso e temido por sua crueldade. Longe de ser um sonho, sua nova realidade é cercada por sangue e poder. Em meio a perigos e intrigas, Elena descobre camadas ocultas sob a frieza de Enzo. Agora, ela deve decidir se esse homem sombrio será sua ruína ou a salvação de seu coração ferido.
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Uma Princesa Para o Mafioso Capítulo 1

Seis anos antes...

A catedral estava mergulhada na penumbra, iluminada apenas pelas velas que tremulavam em um ritmo irregular. O som dos meus passos ecoava pelo chão de mármore, cada batida lembrando que, a partir desta noite, minha vida não era mais minha. Era da Cosa Nostra.

Olhei ao redor, permitindo que meus olhos percorressem cada banco. Todos os rostos estavam voltados para mim - aliados, cúmplices, homens e mulheres que deviam suas vidas e fortunas à minha família. Cada um deles estava aqui para testemunhar minha ascensão, para ver o filho de Salvatore De Luca tomar o lugar de seu pai.

Meu olhar parou nos últimos bancos, onde estavam os Santoros. Sempre tão distintos, sempre escondidos sob a fachada impecável de uma família nobre, mas nós dois sabíamos o que eles realmente eram. O patriarca deles me lançou um breve aceno de cabeça, mas meu interesse não estava nele. Estava na garota ao seu lado.

Ela estava parcialmente escondida pela escuridão, o rosto iluminado apenas pela luz fraca das velas, ainda era apenas uma adolescente. Elena Santoro. A prometida. Minha noiva. A moeda de troca que garantiu a paz entre nossas famílias.

Paz. Uma palavra que me soava tão irônica quanto inalcançável.

Ela manteve os olhos baixos, as mãos cruzadas sobre o colo. Não sei se era medo, resignação ou apenas treinamento. As princesas da máfia eram criadas para isso, afinal: submissas, intocáveis, obedientes. Mas havia algo nela que me intrigava. Talvez fosse o contraste entre sua postura delicada e o peso que ela carregava nos ombros. Ou talvez fosse o fato de que, mesmo sem olhar diretamente para mim, eu sabia que ela me sentia ali.

Respirei fundo e continuei até o altar, parando diante do padre. A cruz pendurada atrás dele parecia me observar, um lembrete incômodo de que, neste mundo, não existia redenção.

A catedral parecia viva, mas não com fé - com poder. As paredes de pedra carregavam o peso de décadas de segredos, conspirações e sangue derramado em nome da Cosa Nostra. Cada vela tremulava como se lutasse contra a escuridão que dominava o ambiente, lançando sombras que se moviam como espectros.

Meus passos ecoavam no chão de mármore frio enquanto eu atravessava o corredor central. Todos os olhares estavam sobre mim, mas o silêncio era tão profundo que quase podia ouvir a respiração contida de cada pessoa presente. As famílias mais poderosas estavam ali, os reis e rainhas do submundo, esperando o momento em que eu me tornaria oficialmente Don.

O altar estava à minha frente, um monumento de pedra cinzenta adornado com símbolos de fé que pareciam incongruentes neste cenário. O padre me esperava ali, de pé, com uma expressão séria. Ele não era apenas um homem de Deus. Ele era um servo da nossa causa, tão leal à Cosa Nostra quanto qualquer outro.

Sobre o altar, repousava o punhal de omertà. A lâmina era longa, antiga, marcada com gravuras que remontavam às origens de nossas tradições. Não era apenas uma arma - era um símbolo. Com aquele punhal, eu faria meu juramento de sangue.

O padre começou, sua voz ressoando pela catedral.

- Você jura lealdade eterna à Cosa Nostra, à sua família e às tradições que sustentam este império?

- Juro. - Minha voz soou firme, mas carregada com o peso da responsabilidade que eu estava assumindo.

O padre assentiu e me indicou que me aproximasse. Estendi a mão, sem hesitar, enquanto ele segurava o punhal e a virava para mim. A lâmina brilhou fracamente sob a luz das velas.

- Com este juramento, você se torna mais do que um homem. Você se torna o guardião das nossas leis, o protetor do sangue que une esta família.

Acertei o punhal contra a palma da minha mão, a lâmina cortando minha pele sem piedade. O sangue escorreu, quente, pingando sobre o altar enquanto o padre pronunciava palavras que eu conhecia desde a infância. Ele estendeu uma pequena vela e aproximou a chama do meu ferimento, cauterizando o corte. Um sinal de força. Um sinal de compromisso.

- A partir deste momento, você é o Don. A Cosa Nostra vive em você.

Levantei a mão marcada, deixando que todos vissem o sangue em minha pele. Aquele gesto era um juramento visível, um aviso silencioso de que, a partir de agora, eu era a lei.

Os aliados nos bancos inclinaram a cabeça em respeito. Mas o ar parecia mais denso, quase sufocante. Sabia que, em algum lugar no fundo daqueles olhos, havia medo. Eu me tornei o monstro que eles precisavam temer e obedecer.

Meu olhar se desviou por um instante para o banco dos Santoros. Lá estava ela. Elena. A prometida. Suas mãos estavam cruzadas no colo, mas seu rosto parecia uma máscara de serenidade que quase escondia o pavor. Nossos olhos se encontraram, e por um momento tudo ao redor desapareceu. Ela era minha. Por obrigação, sim, mas ainda assim minha.

Ao fundo, o sino da catedral soou uma única vez. O som ecoou como um lembrete. Uma era havia terminado.

Outra, muito mais perigosa, estava começando.

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Uma Princesa Para o Mafioso de Conteúdos

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