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Capa do romance Uma Noite Apenas

Uma Noite Apenas

À beira dos trinta anos, Marian se sente presa a um sentimento que julga imaturo. Longe dos padrões estéticos, a mulher curvilínea nutre uma obsessão platônica por um homem elegante, marcado pelo perfume marcante e o estilo impecável de seus ternos. O que poderia ser apenas uma paixonite passageira tornou-se um desejo persistente e profundo. Entre a autocrítica e o fascínio, ela se perde observando cada detalhe dele, questionando a natureza desse amor não realizado.
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Capítulo 2

E os barulhos seguiam. A pélvis masculina contra a minha carne; o ranger da cama; nossos ofegos e gemidos. O movimento era intenso e ininterrupto, forte, duro, uma dança de tesão e prazer. A qualquer momento gozaria, já estava no limite do prazer. Eu podia ouvir o rapaz quase rosnar enquanto se afundava em minha carne. Um pouco mais. Gemi, ele grunhiu, e algo explodiu em

meu corpo e mente.

Ele se afundou algumas vezes mais, e não reclamei. Estava em êxtase, sentindo todo o prazer que era possível. Meu corpo estava sensível, minha respiração, ofegante, minhas mãos e joelhos, trêmulos.

Rafael se retirou do meu corpo emitindo um som baixo pelo movimento e o vi ir para o banheiro se livrar da camisinha que carregava a prova do seu gozo.

Relaxei na cama. Pensei que o rapaz desistiria de continuar, já que havia feito o que eu pedi. Olhei para o teto e me recordei de cada movimento, cada sensação, cada estocada.

Ouvi alguns passos no quarto e abri os olhos, para arregalá-los em seguida. Rafael havia se

livrado de todas as roupas, exibindo seu lindíssimo corpo. Era um verdadeiro Davi de Michelangelo, com a diferença de ter um membro muito bem- dotado. E o rapaz sabia disso, afagava a carne rígida sem o menor pudor.

— Marian, sabe chupar um pau? — Ele me olhava sacana. — Quero provar essa boca safada e atrevida.

Quase engasguei ao ouvi-lo. Ele subiu sobre a cama, me deixando a centímetros de distância do membro duro e avermelhado. Continuava afagando a carne sem a menor vergonha.

— Está vendo o que estou fazendo? Sabe punhetar um homem? — Ele segurou a minha mão e a colocou no seu pau. — Assim. — E movimentou ambas as mãos ao mesmo tempo.

Eu não sabia explicar, mas senti o corpo inteiro formigar com o toque e o movimento. Ele

me olhava com tanto desejo que senti prazer em fazê-lo. Sem muita perícia, desci os lábios sobre o pau dele e comecei a chupá-lo, como se fosse um sorvete.

— Continue com a mão também — a voz rouca deu a ordem, que obedeci em seguida. — Isso, Marian... gostosa!

Ele perdia o fôlego quando eu sugava mais forte. Sem mais aguentar, o rapaz se afastou, me deixando confusa.

— Calma, gostosa, ainda vou te fazer beber toda a minha porra... mas antes quero te comer muito... Você me pediu, lembra?

Ele me empurrou levemente na cama enquanto ele se posicionava entre minhas pernas e avançava beijando minhas coxas até atingir a minha boceta quente e molhada no centro delas. Ele a chupava sem dó, alternando entre a língua e os dedos, que me invadiam impiedosamente.

— Que boceta gostosa, Marian!

Aquela tortura durou um pouco mais, até que gozei sem o menor pudor. Só percebi ele colocando a camisinha e se afundando em mim, prolongando o prazer com aquela invasão. Entretanto, dessa vez, ele alternava entre movimentos fortes, brutos e mais calmos e suaves. Por um momento, retirou o meu vestido, revelando que nada me cobria mais. Avançou nos meus seios enrijecidos.

Não era possível separar os gemidos. Parecia um único som, misturando-se perfeitamente. E, mais uma vez, gozei, já sem forças para gemer. Estava exausta. Nunca pensei que poderia ficar tão esgotada tendo prazer.

RAFAEL

Fui ao banheiro me livrar de mais um preservativo. A mulher atrevida era tesão puro. Eu teria que me recompor para continuar. Quando entrei no quarto, vi a jovem ressonando na mesma posição em que a deixei, descoberta, exibindo a pele cheirosa e as curvas avantajadas.

Me aproximei e a cobri com o lençol. Abaixei-me e dei um beijo nos seus lábios. Ela balbuciou algo incompreensível. Sentei numa das poltronas da suíte, e comecei a me lembrar da primeira vez em que havia visto Marian parada próxima ao ponto de ônibus. Era na quadra ao lado de minha empresa.

Todos os dias passava em frente a ela, mas não a olhava diretamente. Observava-a bem antes e depois seguia como se nada estivesse à minha

frente. Surpreendi-me ao ver a moça no barzinho que frequentava sempre após o trabalho. Talvez eu pudesse descobrir mais sobre a moça tímida e de olhar profundo, por isso me sentei ao seu lado no balcão.

No entanto, julguei errado quando a classifiquei como tímida. A mulher falou tudo o que desejava sem receio. E, para minha surpresa, ela me queria em sua cama. Quieta, tímida e safada. Mistura perfeita.

Senti que era o homem mais cobiçado do mundo, e aquele pedido era mais do que esperei ouvir. Com certeza era o convite mais excitante que já recebi.

E então ali estava eu, vendo a jovem dormir. Também estava cansado e resolvi ter companhia para dormir pela primeira vez na vida.

— Acho que vou descobrir como é dormir ao seu lado, Marian.

Só de boxer, deitei-me ao lado da jovem nua e me aconcheguei ao corpo quente. O sono veio rápido, arrebatador.

MARIAN

Despertei com uma sensação estranha. Olhei para todos os lados do quarto, a luz do sol invadindo as janelas e me lembrei. Eu havia apagado com um homem delicioso esperando para me fazer ir ao céu. Ou ao inferno. Vai saber... E eu simplesmente dormi. Soltei um muxoxo de insatisfação. Apesar de termos transado duas maravilhosas vezes, queria ter aproveitado cada segundo. Vi meu celular caído no chão e o alcancei.

Era seis e meia da manhã. Levantei-me e vi que ainda estava nua. Catei minhas roupas e, ao me virar, dei de cara com Rafael, que me observava em silêncio.

— Uau, mas que visão logo de manhã... — Ele segurava uma caneca de café e vestia só a boxer.

Colocou a caneca no criado-mudo e se aproximou de mim, enlaçando a minha cintura. Esfregou seu pau duro em mim, e pude perceber que a brincadeira ainda não havia acabado.

— Acho que despertei querendo mais. — Ele apenas retirou o membro e me segurou no colo, encaixando-me em sua cintura. Me invadiu sem aviso, e dei um grito, quase um gemido.

Rafael apoiou-me na parede, começando a entrar e sair lentamente de meu corpo. Os sons inundavam o quarto quando sussurrei que estava quase gozando. Ele também parecia estar quase no

limite, mas se conteve um pouco. E naquele momento percebi que ele não estava usando preservativo. Mas o meu corpo traidor não se deteve e gozei sentindo a invasão do rapaz que gemia. Senti que ele rapidamente se retirou de dentro de mim e deixou seu sêmen cair pelo chão.

— Marian, você me deixou doido! — Ele ofegava, tentando se recuperar. — Esqueci completamente da camisinha.

Ainda no colo dele, entendi a seriedade da informação.

— Não se preocupe, eu não gozei em

você.

Respirei mais aliviada. Não que isso

diminuísse outros perigos.

Rafael me colocou na cama e o vi se limpar com uma toalha.

— Acho que um banho cairia bem. — Estendeu a mão para mim. — Você ainda está me

devendo mais, já que dormiu logo depois da nossa segunda foda.

Segurei a sua mão e o segui para o banheiro.

— Hoje você vai sair daqui sem conseguir sentar, Marian — ele sussurrou no meu ouvido, e me arrepiei.

Realmente é necessário saber o que se pede. Eu estava numa deliciosa enrascada.

O banho mal havia começado, e num movimento rápido, Rafael estava me fodendo de novo. Já havia me acostumado ao vai e vem. Cada investida era mais relaxante e tensa ao mesmo tempo. A água morninha e o corpo masculino me invadindo por trás só me deixavam mais ciente da loucura que cometi. E pensei que faria mais vezes.

O rapaz passou a acariciar meu clitóris e tive certeza de que me faltaria forças se... Oh, sim, estava gozando loucamente enquanto Rafael

trabalhava incansavelmente em meu corpo.

Segurou-me pela cintura ao perceber o tremor nas minhas pernas. Gozamos quase juntos. Aquilo era delicioso, insano, maravilhoso.

Após o banho, nos vestimos e tomamos o café da manhã que Rafael havia pedido. Seguimos até a recepção sem mais conversas.

No saguão, ele chamou dois táxis. Cada um ainda teria de se trocar para trabalhar naquele dia.

— Chamei um táxi para você. — Ele se aproximou de mim. — Foi um prazer atender ao seu pedido, Marian! — sussurrou perto de meu ouvido e senti um beijo no meu pescoço.

Meu corpo inteiro se arrepiou. Todavia,

não houve tempo para responder àquela provocação. Os táxis haviam chegado, Rafael sumiu do saguão.

A loucura tinha acabado.

Segunda-feira, três dias depois.

Acabava de entrar na recepção do prédio central da empresa em que trabalhava. Havia sido

convocada para ocupar o cargo de assistente do

CEO Enrico Rafaelo.

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