Capa do romance Um Doce Tabu

Um Doce Tabu

8.1 / 10.0
Em Um Doce Tabu, Sophia entra em um mundo de luxo e perigo ao ser escolhida pelo herdeiro Constantino. Neste romance billionaire, ela troca sua liberdade por um contrato de submissão. Leia livros online grátis e descubra o preço do desejo nesta envolvente fiction fantasy romance books.
Resumo de Um Doce Tabu
Sophia, caloura de Medicina, vê sua vida mudar ao entrar em um cabaré de luxo em São Paulo. Lá, ela é selecionada pelo frio bilionário Constantino Windergard. Em vez de um encontro casual, ele propõe um contrato de exclusividade: luxo e status em troca de total submissão. Agora, vivendo em uma cobertura, ela se torna uma boneca moldada por ele. Entre o desejo e a manipulação, Sophia questiona se o amor pode surgir de um acordo onde sua liberdade é o preço.
Ler Mais

Um Doce Tabu Capítulo 1

Dizem que São Paulo não é para amadores, mas infelizmente quando eu entrei nesse game eu era apenas uma mera iniciante.

Havia acabado de me mudar para estudar na USP. Tinha vindo do interior do Rio de Janeiro então tudo em São Paulo capital era novo pra mim. As pessoas, os lugares, as oportunidades.

Consegui uma quitinete por um preço interessante no bairro da Liberdade. Claro que pelo preço que eu estava pagando no aluguel eu sabia que tinha algo muito errado com aquele lugar, não poderia ser outra coisa se não isso.

Quando cheguei lá, pela primeira vez, eu não vi nada de errado. Era uma quitinete pequena e abafada sem ar condicionado, apenas um ventilador de chão desses maiorezinhos.

Ele tinha um vento potente, mas nos dias de verão do início do semestre ele pouco fazia efeito, tinha que viver tomando banho.

Ah e falando em banho o chuveiro não tinha água quente, apenas água fria, o que me fazia pensar que não me fazia tanto mal assim no verão, mas no inverno eu ia penar. Já estava me imaginando aquecendo um balde de água para tomar banho.

Além do banheiro e do calor, haviam outras coisas que me deixavam incomodada, como por exemplo o forno sempre parecer que ia explodir, entre outras coisas que tornavam aquele lugar insalubre.

Mas eu tentava pensar positivo, que em algum momento eu sairia dali.

Outra coisa engraçada daquele lugar é que no andar de baixo tinha uma sex shop. Inclusive a porta que ficava na frente da minha quitinete era do estoque, mas a entrada era separada, se dava por uma escadinha lateral.

O apartamento era da dona da sex shop, Senhorita Maria Lourdes, ela não era uma "senhorita" como vocês imaginam, era o tipo de pessoa que chamamos de "senhora" normalmente. Mas ela era loira platinada e com cabelo alisado, vários procedimentos no rosto, incluindo um monte de botox, lifting e preenchimento labial. Ela parecia uma boneca de plástico e usava sempre estampa de oncinha.

Naquela manhã quando eu a encontrei ela estava com uma legging de oncinha e uma camisetinha colada cor-de-rosa. Eu me perguntava como uma pessoa poderia esbanjar tanta cafonice.

Mas ela era uma pessoa extremamente solícita, calma, gentil e boa. Eu gostava dela apesar da breguice.

- Que bom que eu te encontrei, Sophia. - Eu estava saindo de casa e ela estava com a chave encaixada na porta do estoque. Não duvidaria se ela saísse dali com um dildo que mais parecesse uma tora.

Tem pessoas que não tem dó do próprio cu.

Seja com as situações da vida, ou literalmente não poupando o anus físico.

Cada um que lide com seus masoquismos diários afinal.

- Em que posso ser útil, senhorita Lourdes? - Eu segurei firme na minha mochila, eu só esperava que ela não me chamasse para levar pintos para dentro da loja com ela, eu morria de vergonha, afinal tinha um breve caminho da portinha frontal até a entrada discreta da sexshop. E ali no estoque as coisas não estavam com "embalagem discreta".

- Você tem quantos anos mesmo? - Ela questionou com um sorriso no rosto, eu tinha dito minha idade para ela no meu primeiro dia no apartamento, mas acho que não tinha guardado o suficiente, sua cabeça provavelmente estava ocupada com outras coisas, principalmente com o Derby que ela iria fumar daqui a pelo menos 5 minutos, assim que ela terminasse de sair ali.

- 18. - Respondi, estava levemente ofendida dela não se lembrar da minha idade.

- Ah ótimo, é essa idade que o Emerson está procurando. - Levantei uma das sobrancelhas em interrogação. Não tinha entendido. Quem é Emerson? O que ele estava procurando? Porque ele queria uma garota de 18 anos?

- Oi? - Geralmente eu era mais educada, mas aquela situação me pegou de vez. Eu realmente não consegui expressar a mim mesma de outra forma, que não demonstrando aquela surpresa daquela forma.

Lourdes fez como se não fosse nada com a mão, como se não fosse nada demais, mas para mim era bem estranho. Principalmente porque eu sabia que ela mexia com essas coisas de sexualidade.

Será que ela estava me cafetinando para um velho de 60 anos barrigudo e calvo e eu não estava sabendo?

Eu era caloura da faculdade, mas era virgem, confesso que imaginar isso me deixou nervosa porque eu tinha um total de zero experiência na cama, e queria perder minha virgindade por livre e espontânea vontade com alguém que eu confiasse e sentisse atração, no mínimo.

Houveram poucas oportunidades na vida de eu perder a virgindade, isso porque eu passei o ensino médio inteiro completamente obcecada num menino da minha sala que não dava a minima para mim.

Acabou que ele foi morar no Rio Grande do Sul e eu nunca mais vi o querido, ou melhor, desquerido.

- Emerson é meu amigo empresário, minha filha. Ele está procurando moças novas para vestir as roupas da marca dele para a recepção de um coquetel de investidores. - Ela disse, explicando a situação e eu vendo que não era tão ruim assim. - E menina do céu, você é linda, daria uma excelente hostess. - Se eu tivesse a pele um pouco mais clara eu teria enrubescido. Mas como eu tinha crescido na Região dos Lagos, meu corpo estava sempre bronzeado e por isso eu não fiquei vermelha.

Mas era um convite e tanto.

Por isso que dizem que São Paulo era a cidade das oportunidades. Eu havia chegado há pelo menos duas semanas e já estava sendo convidada para um jantar de investidores.

- Ah tudo bem, a senhora tem meu contato, pode passar pra ele. - Sorri, ela acenou com a cabeça e então eu desci. Estava morrendo de fome e naquela tarde não haveria aula.

Ia comer Yakissoba num restaurante perto dali, eu não costumava a ser muito fã de comida japonesa, mas tinha um fraco enorme por yakissoba, principalmente o de carne.

Fui descendo a rua, rumo ao restaurante, sendo acompanhada pelos olhos atentos das luminárias japonesas acima de mim. Eu não ligava muito para a cultura japonesa até chegar naquele local.

Naquele meio do dia eu tinha esquecido de colocar meu celular no silencioso, quando ele começou a tocar no meu bolso. Eu havia propositalmente colocado um toque bem alto e irritante, porque eu costumava a colocar para tocar quando tinha algo muito importante para ouvir.

Naquela manhã por exemplo eu estava aguardando notícias do meu avô que estava internado, mas ninguém ligou;

Quando o telefone começou a tocar, aquele som irritante e escandaloso, eu já estava próxima ao restaurante. Parei no meio do caminho, olhei para a primeira loja que vi na frente e entrei para me proteger de qualquer ladrãozinho.

Entrei e vi que na tela do telefone não havia exatamente um nome, mas um número com DDD de São Paulo que eu não conhecia, ali eu já sabia que não eram noticias do meu avô.

- Sophia? - A voz do outro lado do telefone era masculina e grave.

- Sim, quem fala? - Enquanto isso eu ia entrando pela loja, era uma daquelas lojas de rock que vendiam ítens trevosos e camisas de banda, na minha adolescencia talvez eu ainda me interessasse por isso, mas naquele momento da vida não era o foco.

- Aqui é o Emerson, Lourdes me passou seu número. - Acenei positivamente com a cabeça, estava tão presa nos meus proprios pensamentos que havia esquecido da conversa que tinha tido com minha locatária há poucos minutos.

- Sim, pode falar. - Parei então na frente de uma camisa do Deftones e fiquei olhando. Tinha um gato preto enorme e estava me encarando com olhos ariscos.

- Hoje a noite vamos fazer um evento na Avenida Paulista e precisamos de uma moça para ajudar na recepção dos convidados. Será às 19h, será que você consegue chegar umas 17:30h para a equipe te arrumar?

- Sim, claro. Pode me passar o endereço por favor? - Nesse meio tempo peguei o fone sem fio numa habilidade que eu não costumava a ter. - Só um minuto. - Apoiei meu celular numa prateleira perto de mim e coloquei os fones, ouvindo dentro do ouvido ele se conectar ao celular e os barulhos do fundo da chamada aparecerem diretamente na minha audição.

Do outro lado da linha Emerson passou o endereço e eu anotei no bloco de notas, assim que ele terminou eu coloquei um lembrete para tocar uma hora e meia antes na agenda, para eu conseguir chegar lá a tempo.

Eu acho que eu só precisaria ir de banho tomado, já que ele disse que equipe ia me arrumar.

Saí da loja colocando o celular na barra da calça e fui comer meu yakissoba com uma sensação gostosa de ansiedade na barriga.

Continue Lendo

Um Doce Tabu de Conteúdos

Ch. 1 Ch. 2 Ch. 3
Ch. 4
Ch. 5
Ch. 6
Ch. 7
Ch. 8
Ch. 9
Ch. 10
Ch. 11
all

Você pode gostar

Romances Recém-Lançados

Capa do romance A FAVELADA E O POLICIAL (MORRO)
9.7
Calíope, criada no Complexo do Alemão e irmã de um traficante influente, cruza o caminho de Thayron, um Major da PM preso em um casamento de conveniência. Após ser salva pelo policial em um incidente no asfalto, a jovem tenta seduzi-lo com seu charme perigoso. Entre o dever e o desejo proibido, resta saber se o militar sucumbirá ao encanto da 'sereia' ou se a usará como peça estratégica para capturar seu verdadeiro alvo no crime organizado.
Capa do romance Boneca de pano
9.1
Carolina, uma jovem rica de São Paulo, sempre priorizou sua liberdade. Contudo, sua rotina muda drasticamente durante um intercâmbio ao presenciar uma cena digna de Hollywood: uma mulher furiosa atira um anel de noivado no homem mais atraente que ela já viu. Para sua surpresa, o desconhecido a pede em casamento ali mesmo. Longe de ser a moça inocente que aparenta, Carolina se vê diante de uma tentação irresistível. Será que ela aceitará esse desafio?
Capa do romance Caí nos Braços de Um Mafioso
8.0
Criada na máfia e negligenciada pelo pai, Aurora carrega traumas e um pacto: jamais amar. No entanto, sua vida muda ao conhecer Domenico, o atraente subchefe da família Barone, no casamento de sua amiga. O que deveria ser apenas um acordo casual de amizade com benefícios evolui para uma conexão profunda e inesperada. Agora, eles precisam descobrir se a paixão é forte o bastante para vencer as barreiras do passado e os riscos letais de seu mundo.
Capa do romance Esmeraldas Quebradas, Alma Reconstruída
9.1
Sofia vê sua vida ruir quando o marido, Lucas, rouba o colar de esmeraldas deixado por seu falecido pai para presentear a amante, Camila. Após a joia ser destruída e Sofia ser humilhada publicamente, a traição escala para níveis cruéis: ela é sequestrada e forçada a doar sangue para a rival. Diante do roubo de seus projetos e de abusos físicos, a dor de Sofia se transforma em uma fúria calculada. Ela decide que não será mais vítima, preparando sua vingança contra Lucas.
Capa do romance O Paraiso de Destiny
8.1
O publicitário Ethan Roberts vê sua rotina em Boston mudar drasticamente ao viajar para o Havaí e conhecer Destiny De Angelis. Morando em Kauai com seu amigo Nicholas após abandonar o Direito, Dess vive com total liberdade. Ethan fica fascinado por esse estilo de vida, e enquanto ela tenta ensiná-lo a ser espontâneo e aproveitar o agora, ele busca incentivá-la a levar o futuro a sério. Juntos, eles tentam equilibrar responsabilidade e lazer.
Capítulos
Leia agora
Compartilhar