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Capa do romance Um Bebê Inesperado para o Bilionário

Um Bebê Inesperado para o Bilionário

Traída no altar, Vitória foge para Miami e vive uma noite intensa com o enigmático Christian. Após um grave acidente, ela é dada como morta e desperta sem memórias, ignorando que carrega um fruto daquele encontro. Enquanto reconstrói sua vida sobre mentiras de 27 anos, Christian a procura incessantemente. Entre segredos sombrios, vingança e a descoberta de sua verdadeira identidade, ela enfrentará um destino onde o passado e o presente colidem drasticamente.
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Capítulo 1

Um Bebê Inesperado para o Bilionário

Esta história é apenas e unicamente da minha autoria.

PLÁGIO É CRIME. PDF TAMBÉM.

‼️‼️‼️ADVERTÊNCIAS ‼️‼️‼️

ATENÇÃO : ESTA OBRA CONTÉM GATILHOS

CENAS DE SEXO EXPLÍCITO

PALAVRAS OBSCENAS

MORTES, VINGANÇAS

DOENÇAS DO FORO PSICOLÓGICO

+18 🔞

SE POR ACASO SE SENTIR INCOMODADO COM ALGUMA COISA, POR FAVOR NÃO LEIA.

ESTÁ BEM EXPLICADO O QUE VAI ENCONTRAR NO DECORRER DA OBRA.

CAPÍTULO 1

Austin, Texas

O CASAMENTO COMEÇA

Narrado por Vitória

"As pessoas erradas ensinam-nos sempre as lições certas"

O grande espelho na minha frente, mostra a minha belíssima imagem.

Dentro do meu vestido de noiva branco, com belíssimos cristais brilhantes e uma linda renda ao redor de toda a saia rodada. A parte de cima, um charmoso decote à barco e muito bem comportado.

O meu enorme véu, desce pelos meus cabelos castanhos escuros, perfeitamente penteados, com uma delicada tiara no alto da minha cabeça.

A porta é aberta e a minha mãe entra.

Como sempre, a minha mãe está mal humorada, mas apenas para mim.

Sempre foi assim, desde que me lembro que sou gente, que tanto a minha mãe como o meu pai são um pouco rudes para mim, mas não para a Alicia, a minha irmã mais velha.

Mas hoje, principalmente hoje, não quero pensar em como as pessoas têm um mau íntimo, são cruéis e mesquinhas.

Enfim.

— Já estás pronta? - pergunta rispida ao colocar as suas mãos nas ancas, visivelmente sem paciência nenhuma.

— Sim, mãe, já estou pronta. - falo não me importando com o seu mau humor habitual.

Estou feliz, sinto-me feliz e vou ser feliz.

Isso é o que importa, nada mais importa, senão o meu querido e amoroso noivo, o Patrick.

— Então vamos logo de uma vez, não vais querer que o Patrick fique toda a vida à espera no altar, pois não?

— Não, mãe, claro que não.

Saímos então do meu quarto e o meu pai está logo ali na sala.

— Tanto tempo, vamos logo. — diz se levantando do sofá — Até parece mal deixar a família do Patrick assim à espera, que falta de educação — ele resmunga.

Os meus pais bajulam a família do Patrick, porque eles são ricos e nós somos de uma família de classe média, não temos muitos luxos mas também não vivemos na miséria.

A minha irmã sai do seu quarto como se fosse para um cabaré e não para o casamento da sua irmã.

Alicia é muito descarada, sempre gostou de dar nas vistas e sempre se achou a melhor de todas as pessoas e ficou extremamente furiosa quando soube que eu namorava o Patrick Morris, e pior ficou, quando anunciamos o nosso casamento.

Queria ser ela a casar primeiro, visto que é a mais velha e queria arranjar um homem rico para a bancar em tudo, mas o máximo que ela arranjou foi pilantras, mentirosos e vigaristas.

Vamos então para a igreja e a cerimónia é lindíssima, e depois vamos para a Quinta dos pais do Patrick, onde se vai realizar o copo de água.

Tiramos as famosas e tradicionais fotos e a seguir vamos comer.

As horas passam e os convidados estão alegres e felizes.

Percebo que não vejo o meu agora marido à um bocado, não muito, mas o suficiente para eu dar pela sua falta.

Saio cá para fora para o jardim e tento ver onde ele está. Acabo por me afastar um pouco do local da festa e chego ao pequeno lago que há aqui na propriedade.

Ouço sons estranhos e a minha curiosidade é aguçada por aqueles sons, mas ao chegar mais perto percebo que é alguém que está ali a fazer o amor.

Sinto-me deveras envergonhada por estar ali tão perto de algum casal da festa que ali está a divertir-se, mas também não é sítio para se divertir desta maneira.

Mas o que ouço a seguir, me deixa com os pés colados ao chão.

— Isso, Patrick, mais fundo, mais forte.

O meu coração literalmente pára.

Eu conheço perfeitamente aquela voz, e na festa, o único Patrick é…

Desvio as folhas altas com rapidez e me deparo com a visão do inferno.

Patrick com as calças para baixo de bunda de fora, e a minha irmã com o seu vestido para cima sem calcinhas e de pernas abertas.

Patrick me olha horrorizado, Alicia nem tanto.

Eu não quero ver mais nada daquela sem vergonhice e começo a correr e a chorar em prantos enquanto o ouço me chamar atrás de mim.

— Vitória, Vitória, por favor, pára.

Entro na tenda onde está a ser servido o buffet, parecendo um furacão seguida logo atrás pelo Patrick que tenta apertar as calças desesperadamente mas sem sucesso.

Pelo menos não tem nada de fora.

Eu choro descontrolada.

— Por favor, Vitória, não é o que parece. — ele fala com a maior cara de pau.

A desculpa mais estúpida do mundo.

A frase mais clichê do planeta.

— COMO NÃO É O QUE PARECE, EU VI PATRICK, COM OS MEUS PRÓPRIOS OLHOS, NINGUÉM ME CONTOU, EU VI, TU NO COMPLETO DESFRUTE COM…

A minha irmã entra nesse instante na tenda com o ar mais importante e despreocupado do mundo.

Mas é uma descarada mesmo.

— EU VOU TE MATAR SUA BISCATE DE QUINTA CATEGORIA.

Eu parto para cima dela e caímos as duas no chão.

As pessoas tentam nos afastar uma da outra, mas eu quero tirar a alma dela do seu corpo imundo.

Nos embrulhamos no chão a bater uma na outra até que nos conseguem afastar, mas eu pego nos cabelos dela e quanto mais me puxam a mim, mais eu puxo o cabelo desta maldita.

Com muita pena minha, conseguem afastar ela de mim e a levam embora dali.

A minha mãe chega perto de mim e me olha enojada.

— Mas que espetáculo mais deprimente, que vergonha, tu só nos envergonhas e pior, na frente da família do Patrick.

— AH EU É QUE VOS ENVERGONHO?? ABRAM OS OLHOS, EU APANHEI A ALICIA COM O MEU MARIDO A TRANSAREM NO JARDIM E EU É QUE TENHO QUE TER VERGONHA??

Ela nem parece ter ouvido o que eu falei, porque me vira as costas com o mesmo ar altivo, logo seguida pelo meu pai e também eles vão embora.

O pai do Patrick o puxa para fora dali e a mãe dele tenta me confortar.

Eu choro, sem acreditar no que acaba de acontecer.

Os convidados sem saber o que fazer vão saindo também.

E assim a festa do meu casamento acaba.

Este devia ser um dia feliz, o dia mais feliz da minha vida, mas a Alicia tinha que o estragar.

Mas porque é que a minha família faz isso comigo? Tudo fazem para eu ser uma infeliz.

Eu estou toda descomposta, não sei onde foi parar o meu véu, estou toda despenteada, o meu lindo vestido branco está rasgado, sujo e desalinhado.

Pareço até a noiva do Frankenstein.

— Porquê, porque o Patrick fez isso comigo? - pergunto no meu completo desespero.

A mãe dele me abraça e afaga o meu cabelo.

— Os homens por vezes conseguem ser muito estúpidos, Vitória. Mesmo ele sendo o meu filho, não deixa de ser um homem estúpido. — ela diz bastante irritada.

A mãe dele me abraça forte e eu choro feito uma infeliz nos seus braços.

A única mulher que devia estar aqui a fazer-me carinhos e tentar me acalmar, foi a primeira a sair e ainda me culpou pelo sucedido.

Com toda a certeza foi fazer carinho na filha traidora, naquela piriguete que se finge de santa.

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