
UM AMOR SEM LEMBRANÇAS
Capítulo 2
Rafael sempre foi apaixonado por Nina desde o primeiro momento em que a conheceu, ela era alegre divertido e muito inteligente e ele amava isso nela.
Ele se lembra do momento em que se conheceram, foi em uma cafeteria perto do lugar onde ele trabalha, Nina começou a trabalhar em uma editora ali perto, sua mulher era apaixonada por fotos, e era uma fotógrafa maravilhosa.
Um dia em um fim de expediente de trabalho eles se encontram na fila do café, quatro minutos de conversa, e ele já estava encantado pelo sorriso dela, nunca tinha sido um homem de se apaixonar fácil, mas aquela mulher realmente era incrível.
Depois que pegaram seus cafés, ele não quis esperara o destino fazer sua mágica, ele foi até ela e pediu seu número, ficou surpreso e feliz quando ela o deu " Me chamo Rafael a propósito" meu sorriso para ela provavelmente era de um idiota, sem muito repertório de conquista, mas no fim funcionou, por que tempos depois ela me disse" foi o seu sorriso que me conquistou, você fica devastadoramente sexy com esse sorriso, e você só pode sorrir desse jeito para mim", nos dois éramos éramos muito felizes até um mês antes do acidente.
Agora Nina me olhava como se eu fosse um desconhecido, como se o nosso amor tivesse existido só para mim, meu coração deu um pulo no peito, minha mulher me apagou de suas lembranças, e para machucar ainda mais, a última data que ela se lembra era um dia antes de ter ficado noiva do ex namorado.
Talvez ela só quisesse se lembrar dos eventos que não trouxeram dor para ela, e eu estava entre esses eventos.
Quando ela abriu os olhos eu fiquei tão feliz, dois meses ela estava naquele coma, horas depois do acidente a cabeça dela estava tão inchada, seu rosto deformada e machucado, uma lembrança que eu assim como ela queria esquecer na parte de trás da cabeça dela ainda a uma parte rasparam onde estão os pontos que ela levou nove para ser exato, com aquela quantidade de cabeça que ela tem não vai ficar exposto, mas eu sei que aquela marca vai ser para sempre, tanto nela quanto em mim.
Fui em direção a ela queria seu abraço queria que ela disse que estava tudo bem, mas ela agiu como se eu fosse agredi-la, e o pior foi perceber que ela simplesmente não me conhecia.
Olhando agora sua cabeça através de vários monitores a minha frente, eu também queria ver onde estava as lembranças do nosso amor, eu queria apertar o botão que para deletar as lembranças dela com aquele filho da puta do ex dela, e deixar ali só a nossa história, queria que tivesse sido o contrário, queria que ela se lembrasse só de mim, mas nao foi o que aconteceu, ela havia me apagado de sua memória.
O médico estava olhando atentamente as imagens, para mim aquilo era só borrões difusas, uma bola amarelada com cores aleatórias a sua volta, mas aquilo era mais que isso, era o registro de uma sentença, minha mulher estava com amninesia dissociativa, seu cérebro havia aproveitado a pancada para apagar eventos traumáticos .
Puta que pariu, eu era um evento traumático.
Doeu.
Aquile episódio podia durar uma hora, oito horas ou simplesmente anos.
Mas tudo bem, se a memória dela não se lembrava de mim, eu iria fazer ela se apaixonar por mim de novo , nosso amor era mais forte do que aquela pancada na cabeça dela, afinal de contas quem foi capaz de amar uma fez e capaz de amar de novo.
Uma coisa era certa, eu não iria abri mão da minha mulher nem do amor que vivemos, eu simplesmente não conseguia imaginar uma vida sem ela, nos nossos planos, nos dois teríamos no mínimo dois filhos, e nos iríamos viajar, fazer coisas divertidas, ela iria fotografar vários países, cidades, e eu iria construir nossa casa, como já estava acontecendo, do jeito que sonhamos, por que queríamos sempre ter para onde voltar, nosso lar, "nosso ninho de amor" como ela batizou nossa casa.
Como abrir mão de tudo isso? Não, eu não iria, não posso e não vou, ela vai me amar de novo.
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