Seguir
Capítulos
Compartilhar
Capa do romance Sussurros do Prazer: Jogos do Desejo

Sussurros do Prazer: Jogos do Desejo

Destinada ao público adulto, esta coletânea explora o despertar de desejos intensos através de contos provocantes. A obra mergulha em encontros fortuitos e paixões proibidas que desafiam a lógica, priorizando a linguagem do toque e do prazer físico. Cada narrativa revela segredos íntimos e transformações profundas vividas pelos personagens em momentos de pura entrega. Prepare-se para uma jornada sensorial onde cada sussurro conduz a um clímax inesquecível e ardente.
Capítulos
Compartilhar

Capítulo 2

Ele não se afastou. Permaneceu onde estava, permitindo que ela se espremesse por ele, seu corpo uma barreira sólida e quente. Kethlen manteve a respiração suspensa, os sentidos em alerta máximo, cada fio de nervo em seu corpo vibrando com a consciência aguda de sua proximidade. Por um instante louco, ela imaginou como seria recuar, pressionar as costas contra aquele peito largo e sentir os braços fortes dele envolvendo sua cintura.

Então, o momento passou. Ela estava no hall de entrada, o piso frio de pedra sob seus pés um contraste com o calor que agora a inundava. A casa cheirava a madeira encerada, flores murchas e passado.

- A vó não me avisou - ela disse, virando-se para enfrentá-lo, tentando recuperar alguma compostura.

Gael fechou a porta lentamente, o ruído da tranca ecoando na sala silenciosa. Ele se virou e se apoiou na porta, as mãos enfiadas nos bolsos do jeans, o gesto puxando o tecido ainda mais sobre a área evidente entre suas pernas. Kethlen não pôde evitar um rápido olhar, registrando o volume definido ali. Um novo fluxo de calor correu por suas veias.

- Acho que ela gosta de armar suas pequenas armadilhas - ele disse, o sorriso ainda brincando em seus lábios. - Sabia que a gente ia se esbarrar assim, sem aviso.

- E isso é uma armadilha? - a pergunta saiu antes que ela pudesse detê-la, carregada de um duplo sentido que pairou pesado no ar.

Os olhos de Gael escureceram, a diversão dando lugar a uma concentração intensa e predatória.

- Depende do que você está caçando, prima.

A palavra "prima" soou estranha em sua boca, um rótulo inadequado para a corrente carnal que agora fluía claramente entre eles. Ele a chamou de "Keth" antes, no portão, um apelido de infância que agora soava como uma carícia íntima.

- Preciso levar minhas coisas para dentro - ela disse, desviando o olhar, rompendo o feitiço. Precisava de espaço, de ar.

- Claro. Qual quarto?

- O de sempre. O da torre.

Ele acenou com a cabeça, mas não se moveu para ajudá-la. Kethlen sentiu o peso do olhar dele nela enquanto se virava e caminhava em direção à escada. A mala estava no porta-malas, mas buscar significava passar por ele de novo. Decidiu ir primeiro ao quarto. Subiu os degraus de madeira, consciente de cada movimento de seus quadris, da maneira como a saia se ajustava às suas nádegas a cada passo. Era uma sensação estranhamente poderosa e vulnerável ao mesmo tempo. Sabia, com uma certeza instintiva, que ele estava a observando. Não era a observação casual de um parente. Era o olhar lento, deliberado, de um homem avaliando uma mulher, traçando as curvas do seu corpo com os olhos, imaginando o que havia por baixo das roupas de linho e seda.

Ela chegou ao topo da escada e se virou para o corredor escuro. A respiração estava acelerada. O simples ato de subir escadas sob o olhar dele tinha sido uma provação. Suas coxas estavam fracas, e um ponto úmido e quente de desejo começava a pulsar em seu centro, um latejar insistente e impróprio que a envergonhava e excitava na mesma medida.

O quarto da torre era como ela lembrava – grande, circular, com janelas altas que ofereciam uma vista deslumbrante do vale. O ar estava parado e cheirava a poeira e lençórios guardados. Deixou a bolsa em cima da cama de dossel, as mãos tremendo ligeiramente. Precisava se recompor. Gael estava aqui. Na mesma casa. E a atração que ela sempre sufocou, enterrada sob o rótulo de "primos", havia explodido à superfície com a força de um vulcão adormecido.

Desceu as escadas, determinada a agir com normalidade. Ele não estava mais no hall. Seguiu o som de ruídos vindos da cozinha. Gael estava diante da geladeira, bebendo água diretamente de uma garrafa, o pescoço inclinado, os músculos do seu garganta trabalhando com cada gole. A cena era despretensiosamente íntima e visceralmente erótica. Ele a viu e baixou a garrafa, uma gota de água escorrendo pelo seu queixo.

- Achei que você fosse buscar a mala - ele comentou, passando o dorso da mão pela boca.

- Depois - ela disse, entrando na cozinha. A atmosfera estava carregada. Cada movimento, cada olhar, cada palavra parecia ter uma camada subjacente de intenção sexual. - Está com fome? Podemos pedir algo.

- A vó deixou a despensa cheia. Posso fazer um macarrão, se quiser.

Kethlen arregalou os olhos. - Você cozinha?

- Um homem tem que se virar - ele encolheu os ombros, abrindo a despensa. Ele se esticou para alcançar um pacote de espaguete na prateleira de cima, e a camiseta subiu, revelando uma faixa de pele bronzeada e tensa nas costas, e a borda da cueca preta por sobre a cintura das calças. Kethlen sentiu a boca secar. Era um corpo trabalhado, não o de um garoto. Era o corpo de um homem que sabia o que fazer com ele.

- Macarrão está bom - ela sussurrou, afastando-se e apoiando-se na pia, precisando de algo sólido para se segurar.

Enquanto ele mexia os ingredientes numa panela, com uma eficiência que era surpreendentemente atraente, Kethlen o observava. Observava a maneira como os músculos de seus braços se flexionavam, a maneira como suas costas largas se moviam sob a camiseta, a concentração em seu rosto perfilado. Cada detalhe era uma descoberta, um combustível para o fogo que agora ardia em suas entranhas. Ele era proibido. Era seu primo. Mas naquele momento, naquela cozinha silenciosa e cheia de fantasmas, a única coisa que importava era a atração animal e incontestável que puxava um pelo outro.

- Então, como está a vida na grande cidade? - ele perguntou, quebrando o silêncio pesado. - Projetando arranha-céus?

- Algo assim - ela respondeu, cruzando os braços sob os seios, um gesto defensivo. - E você? Ainda na oficina?

- Sim. Mas é minha agora. Comprei a parte do sócio no ano passado.

- Parabéns - ela disse, e a admiração em sua voz era genuína.

Você pode gostar

Capa do romance Enquadrado pelo Amor, Desencadeado pela Vingança
7.9
Traída pelo marido e sua amante, a advogada de patentes Helena sobreviveu a uma armadilha mortal e viveu escondida por sete anos. Quando Eduardo e seu filho Caio a reencontram, tentam forçá-la a aceitar o noivado do ex com a mulher que a destruiu. Em plena festa, diante de pedidos hipócritas de desculpas, ela decide confrontá-los. Helena revela a verdade sombria: Caio sabotou o carro da própria mãe naquela noite fatídica, dando início à sua vingança.
Capa do romance Entre o Altar e a UTI: O Dia do Meu Não-Casamento
8.1
No dia do altar, Leo sumiu. O choque veio por uma foto: minha irmã, Sofia, segurava a mão dele no hospital. Alegando compatibilidade sanguínea para um transplante vital, ela usou o próprio sacrifício para me desestruturar e conquistar a família dele. Entre manipulações gélidas e traição, decidi usar minha própria condição de saúde como contra-ataque. Cancelei a união e parti para o hospital. Não deixarei Sofia vencer; o jogo agora é meu e eu vou lutar.
Capa do romance Meu Príncipe secreto
8.2
Estela, de 27 anos, está exausta das cobranças familiares sobre casamento. Para evitar um pretendente arranjado no Natal, ela decide buscar um namorado falso. Enquanto isso, Zayd, o príncipe herdeiro da Jordânia, foge de suas obrigações reais para viver um sonho em Nova York. Ele aceita o papel sem revelar sua nobreza. Entre mentiras e festas, um sentimento real surge, mas o segredo de Zayd mudará o destino de Estela, transformando-a em uma futura princesa.
Capa do romance O Eco Silencioso do Nosso Amor
8.7
No terceiro aniversário de casamento, a frieza de Vítor culmina em uma descoberta devastadora. Ao checar o celular dele, encontro mensagens ardentes de Camila, revelando que nossa união foi uma farsa cruel. Percebo que fui usada apenas como um útero de aluguel e peça em um jogo de interesses. O suposto resgate heroico do passado não passou de mentira. Consumida pela dor e raiva, ligo para meu pai decidida a voltar para casa e recomeçar minha vida longe dessa traição.
Capa do romance O Fim de Um Amor
8.2
Pedro abandonou o futebol para cuidar de Sofia em coma, mas descobriu que tudo era uma farsa cruel. Ao acordar, ela revelou ter fingido o estado vegetativo para roubar seu sistema sobrenatural, agindo em conluio com Lucas, rival dele. Cada traição de Sofia causava dores terríveis em Pedro devido ao vínculo do poder. Diante da humilhação e do beijo dos traidores, o sistema oferece uma chance de transferência. Agora, Pedro planeja sua volta por cima.
Capa do romance O marido que eu não conhecia
9.1
Eunice volta após três anos com o filho para reivindicar sua herança, unindo-se a um simples programador. Contudo, itens luxuosos e semelhanças físicas com um bilionário famoso despertam dúvidas que ele sempre nega. A farsa termina em um grande evento, onde ela descobre que seu marido é o magnata no palco. O que parecia acaso era um plano guiado pelo destino, pois ele a escolheu desde o início, esperando a hora de revelar sua verdadeira face.