
SUBMISSA III
Capítulo 2
Luna Mancini 👄
Memórias
Depois que saí do show eu só pensava no que aconteceu comigo depois que ele se foi. E odeio essa sensação que estou sentindo agora e sei que acabo me entregando nos braços dele de novo.
E esse tapa dói até hoje. O tapa dado pelo homem que você ama é o pior. Entrei no meu camarim correndo e querendo chorar, mas me seguro porque eu já não chorava mais. Depois da última vez que estivemos juntos, nunca mais eu desci uma lágrima, e mais por causa de macho. Eu simplesmente balancei a cabeça e virei a tequila no gargalo. Respirei fundo e olhei novamente. Ele estava mais lá. Eu virei a tequila quando um dos meus homens chegou.
— A sua agenda, madame.
— Obrigada, eu já vou descer. Ainda grito. — Gigante? Mande a Margot ficar no calabouço comigo.
Ela chegou toda animada e gritando e eu vi trazer um buque de rosas-vermelhas nas mãos, sorridente. E me entregou e eu rir ao ver ser dele e quer saber hoje eu poderia arrancar a pele dele e depois joga fora como ele fez no passado. Mas me dar de presente para ele seria muito fácil.
― Madame, eu acho melhor você falar com a sua família. Eu acho que eles precisam saber. Quem é você, porque se você ficar escondendo quando eles descobrirem, você sabe que.
― Meu pai sabe o que eu sou, o que eu tenho, meu pai sabe desse clube, sabe de tudo, sabe por quê? Porque ele mandou um dos seguranças dele andar atrás de mim e ele é um dos meus seguranças, hoje ele conta tudo pro meu pai.
― E quem é esse segurança?
― É o espeto. Ele é o meu braço direito. Meu segurança é meu amigo, meu companheiro. Ele me protegeu de tudo do passado. Ele esteve do meu lado. Meu pai sabe de cada passo e sabe de cada um, até com quem eu fui para a cama. Você pode ter certeza disso.
― Então ele sabe do senador também. Caramba, seu pai é porreta, controla tudo.
―Não é fraco, não, minha filha. Mancini. Ele tem tudo embaixo das asas deles, todos os filhos. A esposa, ele tem tudo, ele finge não saber de nada. Controla todos, nós todos, batemos a cabeça pro Mancini. Essa é real e você acha que eu consegui esse clube aqui como? Claro que ele que deu o dinheiro.
Ele já sabia o que eu queria fazer. E eu não vou voltar para casa.
Meu pai é um dos homens mais importantes da Itália, da mesa de ferro, ele controla todos eles. Ele vai casar o Galego agora com a filha do ministro, que vai ser presidente. Eles sabem da minha relação com o senador, e controlam os políticos do lado dele. Então ele é um dos homens mais importantes. Mas ainda não vencemos a guerra, porque temos um grande inimigo, e esse inimigo para vencer ele nós estamos juntando todos nós. Para acabar com ele?
É duro você ter que lutar contra a sua própria família.
― A Amiga. Calma, você vai conseguir. Claro que vamos. Nós somos Mancini de verdade. E não aqueles que querem roubar, o que é nosso? Mas ninguém vai conseguir. Você pode ter certeza.
― E quanto ao senador?
― Quanto ao senador? Deixe agora ele saber onde ele pode me encontrar. Mas eu o tenho nas minhas mãos, porque ele não vai querer perder a campanha para a presidência e eu já sei o que eu vou fazer.
― É por que sua mãe desistiu de ser madame? Afinal de contas, vocês têm no sangue a dominação e a submissão.
― É por que a minha mãe? Ela é uma mulher que quer ser só de um homem. Ela quer dominar, mas apenas um homem que é o meu pai. E o meu pai é um dominador, ciumento, possessivo e jamais vai deixar que a minha mãe faça uma sessão com outro homem que não seria ele. Então é impossível ela seguir nesse mundo sendo a esposa de Mancini, ela tem que escolher ou ela é esposa dele, ou ela é uma Madame. E ela escolheu o Mancini.
― E você já não escolheu ser a madame?
― Eu não tive a oportunidade de escolher. Quando tudo aconteceu, ele abriu mão de nós. E foi viver a Vida no Senado.
― E se você pudesse escolher?
― Hoje eu escolheria 1000 vezes. Se a Madame Colette.
Descemos o enorme corredor escuro, o cheiro de mofo misturado com sexo, a bebida era maravilhosa e toda vez que eu passava aquele corredor eu esquecia de tudo e somente lembrava do prazer e dor.
Desde quando eu resolvi abrir meu próprio negócio, eu só atendia um cliente por noite e ainda era escolhido a dedos. Eu verificava quem era e eu não ia para a cama com nenhum dos meus clientes. Era uma das minhas regras. Era prazer e dor sem contato sexual. Mas a vinda dele aqui me tirou toda a concentração. Mas nada que uma tequila não resolva. Respirei fundo e virei a tequila e troquei a roupa, colocando a minha roupa de madame. E eu desci o calabouço, o meu calabouço. No meu clube, é só dominatrix. E submissas em geral, mas apenas dominatrix, que comandava os shows e os calabouços. Tinha distribuído 5 calabouços, distribuindo entre dor e prazer. Venha comigo e se entregue a dor…
E eu desci as escadas, uma escuridão com apenas tochas de fogo. Eu sinto o cheiro forte do prazer, cheiro do sexo, como misturado com o suor e a bebida. Meu corpo já arrepiava, não era sangue a dominação. Respirei fundo com a cabeça tremer. Eu entro e respiro fundo ainda de costas sem olhar para o escravo.
— De joelhos, escravo.
Ligo a minha música favorita e respiro fundo e estava pronta para a sessão. Arranquei o meu roupão e deixei cair mostrando o meu body de couro com botas de ilhós até o joelho, a máscara em couro de gata e os cabelos com uma enorme trança a favorita dos homens que me procuravam. E me virei rodeando o escravo ao chão e já tinha preparado uma festinha para ele, afinal era sua primeira vez.
Levantando o meu rosto eu dou de cara com as costas largas morena e eu conhecia cada parte daquele corpo, eu já me perdi ali por noites. Quando sinto o meu corpo responder, a filha da puta sábia disso que ficou com os braços para trás e não se ajoelhou e só aí percebi o cheiro dele exalando em meu calabouço e eu já estava ferrada, sabia que não ia conseguir resistir. E antes que ele virasse, eu enrolo os dois chicotes no punho e seguro firme e respiro forte.
E com toda a força que eu posso solta, o ódio que vem de dentro do meu peito e soltei nas costas dele que gritou e caiu de joelho e quando ele tentou levantar e empurrei com o salto da bota e apertou. E eu apertei com ódio e prazer.
― O que você pensa que está fazendo? Acha que pode entrar no meu calabouço? Eu apertei e ele gritava. ― Achou que eu não ia saber seu maldito?
― Me solta porra… Eu vou te esfolar
― Vai sair daqui a morto, por ser atrevido.
― Você vai matar o próprio presidente.
― Vai ser um prazer. Assim, a nação vai se livrar de uma Praga como você.
― Vamos conversar com Luna.
― Está no lugar errado. Quer conversar? Vai à psicóloga aqui e dor.
― Me ouvi, Luna, eu quero conversar com você. Eu descobri que tudo foi uma armação.
― Eu sempre soube que foi. Nós não temos nada que conversar, presidente, é melhor você sair ou então você vai sair daqui a morto. Eu juro para você que toda a raiva que eu tô sentindo de você, eu vou descontar. Então é melhor você sair.
― Eu não vou sair enquanto você não me ouvir.
Ele era mais forte do que eu e ainda me tinha em suas mãos segurou meus tornozelos e em questão de segundos se levantou e eu desço o chicote nas costas dele que segura e puxa com tudo me levando até ele pelo chicote e me segura pela nuca.
Ele segurou as minhas mãos, aprendeu as minhas duas mãos para trás e ele ficou face a face comigo, o cheiro do álcool, o cheiro dos lábios dele, estava vindo sobre o meu rosto, me enlouquecendo a maldição, o homem me dominava de uma certa forma que eu não conseguia sair. Eu fechei os olhos pensando em todas as coisas que ele me fez para não deixar ser dominada. E ele pegou o meu rosto, apertou, machucando e beijou os meus lábios, arrancando sangue da minha boca e lambeu e beijou. Eu sinto o meu ar sair e se mistura com o dele me prendia em seu corpo e desceu os dedos sobre a minha pele. E sua boca brincava na minha me tomando toda a força que eu tinha eu era durona, mas com ele eu era uma merda de uma fraca.
― E minha e sabe você disso. E se eu estou aqui é porque eu não sei viver sem você, eu estou queimando. Ele roçava seu corpo no meu e seu rosto sobre meu rosto e lambendo a minha boca e a cadela molhada.
― Então você vai ter que aprender presidente porque não terá espaço no meu calabouço e você nunca sentirá prazer com os meus chicotes.
― Eu não quero seus chicotes. Eu quero isso daqui. Ele enfiou a mão no meio das minhas pernas, enfiou o dedo lá, no fundo, o dedo grosso e firme foi fundo e eu me molhei na hora, eu estava encharcada com apenas uma dedada. E eu afastei o rosto, tentando não ter nenhum prazer, mas ele me conhecia a minha entrada ficou tremendo com o dedo.
Tirou os dedos e sugava como sugava uma fruta e passando a língua nos dedos grossos que diabo de homem e ainda disse:
― Saborosa, deliciosa e minha. Respiro pegando as roupas. ― Isso é só para você saber que eu estou de volta, minha delicinha…
Eu me aproximo da porta e grito:
― Não vai voltar, porque se você voltar, você pode ter certeza que a imprensa inteira vai saber que você anda na casa de prostituição. Não é isso que eu sou para você, presidente, uma prostituta?
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