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Capa do romance Submissa Comprada pelo CEO II

Submissa Comprada pelo CEO II

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Capítulo 1

PRÓLOGO

Vagas lembranças decerto irão ficar para sempre. Preciso romper as correntes, libertar. Mas não consigo. Lembro-me dos beijos e abraços, do tom colorido que transformara meus dias cinzentos. Lembro-me do conforto ao ouvir sua voz, da suavidade do toque em sua pele, dos lindos cabelos com cheiro de alecrim que me fizeram apaixonar. Sinto falta dela.

Sabe aquele dia que você está desanimado, cansado de procurar e você não achar?

Sou eu...

Me virei na cama procurando o que me faltava, o cheiro e o corpo da minha garota. E hoje faz um ano que ela se foi e eu movi o mundo e não consegui encontrar nada. Amanheci péssimo, cansado, depois de uma noitada de farra, de bebedeira. Mas tudo em vão, porque quando você entra porta adentro, o seu coração chora, sofre. Cheguei desanimado, mas mesmo assim eu tinha que sobreviver.

Eu estava sobrevivendo à espera dela voltar.

Será que um dia ela ainda volta?

Tenho tantas perguntas sem respostas e nem sei o que dizer ou fazer quando estiver com ela de novo.

— Não pode ficar assim, Glay. Você precisa levantar a cabeça.

— Mas eu já levantei a cabeça, e o meu pau também depois de tanto tempo sozinho eu conseguir. Estou seguindo a minha vida.

— Já está tudo pronto para o coquetel e apenas meia hora e depois está livre.

Eu me troquei para mais um coquetel de trabalho. E era daqueles bem chatos. Em minhas noites se resume em coquetel e clubes noturnos de putaria.

— E o que é mesmo?

—Para a premiação de novos talentos.

E eu não tinha paciência nenhuma para novos talentos.

Todos os meus novos talentos eram cuidados pela luz. — Que palhaçada. Mas se não tenho opção.

Ainda me olho no espelho e vejo que a coleira dela estava no mesmo lugar em cima da cômoda e aonde vou eu a levo comigo. Passo a mão e coloco no meu bolso.

Sentando olhando o meu celular e eu fecho os olhos com um copo de uísque na mão. Aperto e sinto um aperto no peito.

— Chegamos senhor.

Deixei o copo e desço arrumando meu terno azul-marinho no lugar. E quando cheguei na megafesta, estava lotado, repleto de mulheres bonitas. Poderosos e políticos. A bagunça estava feita. Peguei o meu uísque e fiquei no fundo, olhando todo mundo conversar e falar ao mesmo tempo.

Mas eu estava louco para sair dali e voltar ao clube novamente. E mais uma vez fazer uma sessão. Para aliviar a minha dor. Às vezes não aliviava, às vezes só me fazia lembrar dela.

Mas eu adorava uma sala de luxúria. Ali, deparando, olhando cada detalhe daquela festa. Era todo mundo subindo ao palco, falando ao mesmo tempo. Agradecimentos e uma chatice e fui liberado de discursar essa noite.

Acendi o cigarro e fiquei de costas para o enorme palco. Eu estava cansado de olhar todo mundo subir lá em cima e pegar um canudo daquele.

Respirei fundo e olhei e vi uma linda modelo sorrindo para mim e eu a comprimento com o olhar. Mas acabo me virando de costas para o palco, fumando meu cigarro. Eu estava sendo obrigado a ficar ali. Porque sou representante do concurso.

Meu corpo estava ali, mas a minha cabeça estava longe. E depois de algum tempo na espera da finalização, eles começaram a anunciar os ganhadores do concurso. E anunciou uma, duas, três, seis pessoas.

Olhei desanimado para o palco. Foi tudo tão rápido. E depois voltei a fumar com um copo de uísque na mão e balancei o gelo.

E ele anunciando a todos e os gritos, eu fiquei cabisbaixo olhando para o chão e respiro fundo. Me sentindo aliviado pelo término.

E ele disse…

“Amélia Fiorentini parabéns e a ganhadora do prêmio da construção e design.” Ganhou a bonificação. Ainda ganhará um trabalho para o novo hotel da cidade. Fiquei ouvindo e todos gritando. E era apenas um nome que eu nunca ouvi falar. — Vem até aqui para receber o seu prêmio.

Ouço lá, no fundo, as risadas e meu peito acelerou e sinto a mão trêmula, algo estava errado comigo. E quando tento sair da sacada e volta ao salão ouço a voz conhecida misturada na risada de timidez.

— Tenho a agradecer a alguém especial que me trouxe até aqui, Bernardo Cassiles. Ele é a pessoa mais importante na minha vida.

Eu ouvi aquela voz, aquela risada, que eu me virei tentando me segurar. O copo caiu ao chão, despedaçando a cada caco, assim como a minha vida. Eu seguro a coleira que estava no meu bolso e aperto.

E eu grito na hora:

— MELINDA?

Me aproximo do enorme palco, saí empurrando todos, eu queria olhar em seus olhos e mostra a ela que a encontrei. E quando me aproximo coloco uma das mãos no bolso e tiro a coleira e aperto e respiro fundo e olho em sua direção e faço questão de sorri mesmo com todo ódio dentro peito. E ficamos ali por alguns minutos sem ar, e sem saber o que fazer. Ela me encara e se calou e ouço o barulho do corpo dela ao chão. Ela desmaia.

“Minha Melinda?”

MELINDA KEEN GLAY

Saí correndo pelas ruas. A chuva forte que batia em meu rosto se misturava com as minhas lágrimas trazendo tudo aquilo que vivi com ele. Os pensamentos de tristeza, a dor de saber que eu estava deixando para trás o meu grande amor, mas eu não pensei duas vezes depois de ver tudo aquilo depois dos últimos acontecimentos. Eu precisava me reencontrar, eu precisava achar a antiga Melinda. Caminhando em meios as lagrimas nas ruas de Portugal desesperadamente. Era duas da manhã quando atravessa a rua, a única coisa que consigo olhar virando para frente, as lágrimas rolando em meu rosto e fico extasiada. E lembrando de tudo que vivemos encosto num enorme monumento e chorei ao fechar meus olhos e lembrar de tudo aquilo que nós dois vivemos dos nossos poucos momentos juntos, mas que parecia uma eternidade, eu chorei, mas eu não podia aceitar aquela situação.

Ele jamais deixará essa vida, não é isso que quero para mim. O que quero para mim é um amor de verdade. Uma família. Sem mentiras, sem promessas falsas e quando criei coragem de tomar o próximo passo, de ter que atravessar aquela rua e depois sem olhar para trás foi muito grande. As minhas pernas tremiam. O meu coração palpitava. As minhas mãos suavam. E a chuva me fazia chorar mais ainda ao lembrar de quando fizemos amor na chuva.

A única coisa que eu consigo é enxergar. São os faróis em cima do meu corpo. Caída ao chão.

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