Capa do romance A Prisão Dourada do Marido Obsessivo

A Prisão Dourada do Marido Obsessivo

8.5 / 10.0
Após três anos de sigilo, o sonho de Helena se realizou ao casar com Arthur Prado. Grávida de gêmeos, ela viaja para surpreendê-lo, mas ouve o marido descrevê-la como algo sem graça e descartável. Devastada pela crueldade dele, ela interrompe a gestação. Ao descobrir, Arthur se torna obsessivo e a encarcera em uma cobertura de luxo. Disposto a drogá-la para apagar suas memórias e torná-la submissa, ele ignora que Helena já planeja sua própria fuga dessa gaiola.

A Prisão Dourada do Marido Obsessivo Capítulo 1

Depois de três anos sendo o segredinho dele, finalmente tive o casamento de conto de fadas com que sempre sonhei.

Meu marido, Arthur Prado, estava finalmente livre do controle da família e tinha me escolhido.

Grávida de gêmeos, atravessei o país de avião para fazer uma surpresa em sua viagem de negócios, apenas para ouvi-lo conversando com o melhor amigo.

— Ela é boazinha demais — disse ele, com a voz casual. — Como um chiclete que já perdeu o gosto.

Aquelas palavras destruíram meu mundo.

O homem que se ajoelhou aos meus pés, com lágrimas nos olhos, prometendo-me a eternidade, me via apenas como uma conveniência sem graça.

A traição foi tão absoluta, tão cruel, que entrei em um hospital no dia seguinte e interrompi a gravidez.

Quando ele descobriu, seu amor se transformou em uma obsessão sombria.

Ele me trancou em nossa cobertura, uma prisioneira em uma gaiola dourada.

— Eu poderia te dar algo — sussurrou ele, com os olhos brilhando com uma luz aterrorizante. — Algo para fazer você esquecer. Para te fazer feliz de novo.

Ele planejava me drogar, apagar minhas memórias e minha dor, transformando-me em sua boneca perfeita e sorridente para sempre.

Mas ele me subestimou. Eu tinha meu próprio plano.

Capítulo 1

Ele se ajoelhou diante de mim, o diamante brilhando sob as luzes do restaurante, e eu quase acreditei.

Quase acreditei que três anos haviam mudado tudo, que suas lágrimas eram reais, que desta vez ele estava finalmente livre para me escolher.

Dois anos. Esse foi o tempo que fui o segredo de Arthur Prado.

Sua namorada escondida, mantida longe do mundo que sua família havia traçado para ele.

Eu era o sussurro suave ao fundo. A presença silenciosa nas sombras de sua enorme cobertura em São Paulo.

Era uma vida de momentos roubados. Olhares rápidos e telefonemas abafados.

Eu sabia o meu lugar. Eu entendia o acordo.

Então chegou o dia de seu noivado estratégico. Aquele que sua família havia arranjado.

Um pacote de rescisão generoso caiu na minha conta. Mais dinheiro do que eu jamais tinha visto.

Arrumei minha pequena mala. Sem alarde, sem drama. Apenas saí em silêncio.

Três anos se passaram, longos e silenciosos. Construí minha própria vida, pequena e estável.

Então, a notícia estourou. O pai dele morreu.

Arthur Prado herdou tudo. A empresa, o poder, o império.

Ele se divorciou de sua esposa de "arranjo comercial" rapidamente. Um rompimento limpo e público.

E então, ele me encontrou. Acho que ele sempre soube onde me encontrar.

Ele estava na minha porta, a chuva colando seu terno caro ao corpo. Seus olhos estavam vermelhos.

— Alice — ele engasgou, a voz embargada pelo choro. — Estou finalmente livre.

Ele caiu de joelhos. Ali mesmo, no capacho gasto do meu pequeno apartamento.

— Case-se comigo — implorou ele, o diamante capturando a luz fraca do corredor. — Por favor, case-se comigo.

Eu não sabia o que dizer. Meu coração batia em um ritmo frenético contra minhas costelas.

Ele me cobriu de afeto. Flores enchiam meu apartamento minúsculo. Jantares em lugares com os quais eu só podia sonhar.

Ele me trouxe para o mundo dele, aquele que eu só tinha vislumbrado de longe. Era deslumbrante.

O casamento foi espetacular. Um conto de fadas que nunca pensei que viveria.

Renda branca e lustres cintilantes. Todos lá, nos observando.

Olhei em seus olhos e, por um momento, acreditei verdadeiramente. Acreditei no "para sempre".

Eu disse sim, minha voz mal passando de um sussurro. Um novo capítulo, um novo começo.

Ele proclamou sua liberdade do passado. Disse que tudo era diferente agora.

Disse que eu era sua única escolha. Seu verdadeiro amor.

Eu tinha sido seu segredo. Uma parte silenciosa de sua vida, facilmente descartada.

A morte de seu pai havia destrancado sua gaiola dourada. Ele herdou todo o império tecnológico.

Seu casamento com Eduarda Rezende, uma aliança fria e calculada, havia acabado. Dissolvido com uma canetada.

Lembrei-me do envelope. Do cheque pesado.

Foi um adeus silencioso, naquela época. Sem gritos, sem acusações.

Eu me senti surpreendentemente calma. Uma paz estranha, sabendo que finalmente tinha acabado.

Mas agora, ele estava de volta. O rosto banhado em lágrimas, a voz crua de emoção.

— Eu cometi um erro — sussurrou ele, segurando minhas mãos com força. — Um erro terrível e imperdoável.

Ele prometeu um futuro construído na honestidade. Sem mais segredos, sem mais arranjos.

Senti-me querida. Celebrada. Como se finalmente fosse vista.

Nosso casamento foi mais do que apenas uma cerimônia. Foi uma declaração. Uma exibição pública do nosso amor.

Deveria ser nosso novo começo, uma promessa sussurrada sob um dossel de rosas brancas.

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A Prisão Dourada do Marido Obsessivo de Conteúdos

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