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Capítulo 2
— Abel, quem é Dani? — perguntou, mostrando a mensagem para ele. — Você está me traindo com ela?
— O quê? Não, claro que não — respondeu, pegando o celular da mão dela. — Você está louca, Amala?
— Não estou louca, não. Estou vendo aqui, com os meus próprios olhos. Ela diz que está com saudades de você, que precisa de você. O que é isso, se não uma traição? — esbravejou com uma voz alterada e magoada.
— Isso é um mal-entendido, Amala. Você não sabe de nada — disse, tentando se explicar. — Dani ou Daniel, é um advogado recém-formado, que eu estou ajudando a conseguir clientes. Ele é um amigo, nada mais.
— Um amigo que te manda beijos? Um amigo que diz que precisa de você? Que tipo de amigo é esse, Abel? — perguntou, com uma voz incrédula e indignada.
— Um amigo que é grato pelo meu apoio, que tem problemas financeiros, que está passando por uma fase difícil. Ele só estava desabafando comigo. Você está interpretando tudo errado, Amala. Você está sendo paranoica e ciumenta.
— Eu não estou sendo paranoica, nem ciumenta. Eu estou sendo traída, e humilhada. Como você pode fazer isso comigo, Abel? Como você pode mentir para mim, e me enganar? — continuou com uma voz chorosa e desesperada.
— Eu não estou fazendo nada disso, Amala. Eu não estou mentindo, nem te enganando. Eu te amo, Amala. Eu nunca te trairia. Você é a minha esposa, a mãe da minha filha. Você é tudo para mim. Por favor, me perdoa, Amala. Me perdoa por ter te magoado, por ter te feito duvidar de mim. Me perdoa por ter sido descuidado com o meu celular, e ter deixado essa mensagem chegar até você. Me perdoa, Amala. Eu te imploro.
Abel se aproximou dela, e a abraçou, tentando consolá-la. Mas Amala se afastou dele, e o empurrou, tentando se livrar dele. Não queria acreditar nele, mas também não queria perdê-lo . Estava confusa, e assustada. Já não sabia o que fazer, o que pensar, o que sentir.
Ela só sabia que estava cansada da monotonia, queria que algo fosse diferente, não queria discutir mais com Abel. Temia buscar mais a fundo e descobrir algo que não queria saber. Temia perder o seu marido, mesmo que ele não a amasse mais. Não queria ficar sozinha, e destruir a sua família. Por isso, preferiu deixar a discussão de lado, e terminar de preparar o café.
Abel percebeu que Amala estava abalada, mas não se importou. Não tinha tempo para lidar com os dramas dela, tinha coisas mais importantes para fazer. Precisava ir trabalhar, e encontrar o seu amigo. Então o loiro apenas disse que ia tomar um banho rápido, e saiu apressado.
Amala colocou o café na mesa, e foi acordar a sua filha, Lila. Ela entrou no quarto da menina, e viu que a pequena ainda dormia. Se aproximou da cama lentamente, e a chamou com carinho:
— Bom dia, meu amor. Hora de acordar — chamou, beijando a testa dela.
— Bom dia, mamãe — responde abrindo os olhos. — Que cheirinho bom de café.
— É para você, meu bem. Vamos, levanta. Temos que nos arrumar para ir à escola — avisou, ajudando a menina a se levantar.
— Hoje tem reunião, né, mamãe? — perguntou, animada.
— Tem sim, meu amor. Eu vou estar lá com você, para ver como você está se saindo na escola.
— Eu estou me saindo bem, mamãe. Eu gosto muito da escola, e dos meus amigos, e da minha professora — contou, feliz.
— Eu sei, meu amor. Eu fico muito feliz por você. Você é uma menina muito inteligente, e muito especial — abraçando a filha.
Juntas foram para a cozinha, e tomaram café juntas. Amala serviu Lila com pão, queijo, frutas e suco. Enquanto ela mesma comeu pouco, sem apetite. Tentava esquecer o que tinha acontecido com Abel, e se concentrar na sua filha. Por isso conversou com Lila sobre a escola, os amigos, os planos. E sorriu com as histórias e as gracinhas da menina. Sentia um amor imenso pela filha, que era sua razão de viver.
Quando terminaram o café, foram se arrumar para sair. Amala vestiu Lila com um uniforme azul e branco, e penteou seus cabelos loiros. Depois se vestiu com uma calça jeans e uma blusa branca, e prendeu seus cabelos negros em um rabo de cavalo. Elas pegaram suas bolsas e saíram de casa.
Elas entraram no carro, e seguiram para a escola. No caminho, ouviram música, e cantaram juntas. Se divertiram, e se sentiram felizes. Quando chegaram na escola, e foram recebidas pela professora de Lila, que as cumprimentou com um sorriso.
— Bom dia, Amala. Bom dia, Lila — disse a professora simpática.
— Bom dia, professora — disseram, em coro.
— Estou muito feliz que você veio, Amala. Hoje temos a reunião de pais e mestres, e eu tenho muitas coisas boas para falar sobre a Lila — explicou, elogiando a menina.
— Que bom, professora. Eu estou ansiosa para saber.
— Venha comigo, então. Vamos para a sala de reuniões.
— Tá bom, professora. Tchau, mamãe. Te amo — Lila disse, abraçando Amala.
— Tchau, meu amor. Te amo!
Depois que se despediram, e seguiram seus caminhos. Amala foi com a professora para a sala de reuniões, onde encontrou outros pais e mestres. Ela se sentou em uma cadeira, e esperou a reunião começar. Estava orgulhosa da sua filha, e queria saber tudo sobre o seu desempenho na escola.
A reunião durou cerca de uma hora, e foi muito produtiva. A professora falou sobre os conteúdos, as atividades, os projetos, e os resultados dos alunos. E claro, elogiou muito a Lila, dizendo que ela era uma aluna exemplar, que se destacava em todas as matérias, que era participativa, criativa, e cooperativa. A professora mostrou alguns trabalhos da menina, que eram muito bonitos e caprichados. Lila era uma das melhores alunas da turma, e tinha um futuro brilhante pela frente.
Amala ficou muito feliz e emocionada com as palavras da professora. Ela agradeceu pelos elogios, e disse que se sentia muito orgulhosa da sua filha. E que sempre faria de tudo para apoiá-la e incentivá-la, pois sabia que sua filha era uma menina muito inteligente, e muito especial.
A reunião terminou, e Amala se despediu da professora, e dos outros pais e mestres. Quando saiu da sala de reuniões, foi direto buscar a sua filha. Ela encontrou a Lila na sala de aula, brincando com os seus amigos. Chamou a menina, e a abraçou. Dizendo que estava muito orgulhosa dela, e que a professora tinha falado muito bem dela.
Lila ficou muito feliz e emocionada com as palavras da mãe. Agradecendo pelos elogios, e que se sentia muito orgulhosa da sua mãe. Elas se abraçaram, e se beijaram. Elas se sentiram amadas, e seguras.
Só então finalmente saíram da sala de aula, e foram para o carro. Então Amalá decidiu ir visitar sua grande amiga, Jane. Queria desabafar, se divertir, e esquecer os problemas. Elas seguiram para a casa de Jane, conversando e rindo. Lila adorava visitar a tia e brincar com o filho dela.
Quando chegaram na casa da Jane, foram recebidas com um sorriso caloroso e abraços apertados. O filho de Jane, de mesma idade que Lila, agarrou a mão dela e a puxou para fora, convidando-a para brincar no quintal. Enquanto isso, Amala e Jane se acomodaram na cozinha e começaram a conversar animadamente enquanto preparavam o almoço.
Enquanto cortavam vegetais e mexiam panelas, Amala desabafou sobre as frustrações de seu relacionamento com Abel. Ela revelou a Jane sobre a mensagem comprometedora que encontrou no celular dele, de uma pessoa chamada Dani, e as explicações evasivas que Abel deu, alegando ser apenas um amigo chamado Daniel. Amala estava confusa e magoada com essa situação, e desabafar com Jane trouxe um alívio momentâneo, tornando o fardo um pouco mais leve.
A conversa então tomou um rumo mais íntimo, e Amala compartilhou sua frustração sexual. Ela se abriu com Jane sobre como se sentia desconectada do seu próprio corpo e como a falta de satisfação na intimidade estava afetando sua felicidade no relacionamento. Jane ofereceu palavras de compreensão e encorajamento, afirmando que a sexualidade é uma parte importante da vida de qualquer pessoa, e que Amala merecia se sentir plenamente realizada.
— Amiga, eu sou solteira e tenho mais vida sexual que você, você é tão bonita, está perdendo tempo com esse cara.
— Preciso encontrar um jeito de salvar meu casamento.
— Você está precisando gozar, isso sim!
Enquanto as duas riam e compartilhavam suas histórias e experiências pessoais, Jane entusiasmada fez um convite inesperado a Amala. Ela explicou que havia planejado uma noite especial com mais duas amigas do tempo de escola, uma noite das garotas, para que pudessem se divertir, beber e flertar livremente. A princípio, Amala recusou, preocupada com o impacto que isso poderia ter em seu relacionamento, mas Jane a convenceu de que era importante cuidar de si mesma e explorar novas experiências.
— Quer saber, eu topo!
E assim, com um misto de hesitação e excitação, Amala aceitou o convite de Jane. Questionando a si mesma sobre o que aconteceria nesta noite das garotas cheia de promessas e possibilidades? Seria uma noite de risos, confissões e novas paixões? Ou talvez encontraria uma clareza interior que a ajudaria a tomar decisões sobre seu relacionamento? A única certeza que ela tinha era que estava aberta para o que o futuro lhe reservava.
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