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Capa do romance Sua Esposa Indesejada e Muda: Agora Sua Obsessão

Sua Esposa Indesejada e Muda: Agora Sua Obsessão

Casada com o temível Dante Vitiello, vivi como prisioneira e fui incriminada por sua amante. Após ser torturada e descartada, ingeri veneno para simular minha morte e escapar do sofrimento. Um ano depois, despertei e descobri que Dante soube da verdade. Para me libertar e garantir meu divórcio, ele participou de uma roleta-russa fatal. O monstro que me humilhava sacrificou a própria vida, e agora meu silêncio finalmente representa minha liberdade.
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Capítulo 1

Eu era a filha do pescador mudo que se casou com o Rei do Rio, apenas para me tornar sua prisioneira.

Dante Vitiello não me amava; ele usava meu silêncio como uma arma e deixava sua amante, Valeria, mandar na minha casa.

Quando Valeria se envenenou para me incriminar, Dante não procurou a verdade.

Ele drenou meu sangue para salvar a vida dela, depois me jogou numa masmorra congelante para apodrecer entre os ratos.

Ele planejava se casar com ela enquanto eu tremia no escuro, me dizendo que eu não passava de lixo da sarjeta.

Sem voz para gritar e sem ter como lutar, eu escolhi a única saída que me restava.

Engoli um frasco de veneno letal de baiacu, trocando minha vida por um coma que imitava a morte.

Eu queria assombrá-lo. Eu queria que meu corpo frio fosse sua punição.

Mas quando acordei, um ano depois, o mundo tinha mudado.

Eu não estava no inferno. Estava numa clínica, e Dante estava caído no chão com uma bala na cabeça.

Ele tinha descoberto a verdade tarde demais.

Para me acordar, ele aceitou um jogo mortal de roleta-russa.

Assinou nossos papéis de divórcio com a mão firme, depois puxou o gatilho para comprar minha liberdade.

O monstro estava morto.

E, pela primeira vez, o silêncio era meu.

Capítulo 1

Sienna POV

A transmissão ao vivo na tela de sessenta polegadas estava granulada, mas a imagem era nítida o suficiente para parar meu coração.

Meu pai estava de joelhos.

Minha mãe, ao lado dele.

Estavam amarrados com enforca-gato, os tornozelos presos a blocos de concreto, balançando na beira do cais enferrujado onde passei minha infância limpando sardinhas.

"Olhe para eles, Sienna."

Dante Vitiello não gritou.

Ele não precisava.

Como o Chefão dos Chefões das famílias do Rio, seu sussurro carregava mais peso que um tiro.

Eu estava parada no centro de seu escritório de mogno, minhas mãos tremendo ao lado do corpo.

Eu não conseguia gritar.

Eu não falava uma palavra desde os seis anos, desde o dia em que vi uma gangue rival cortar a língua do meu tio.

Dante sabia disso.

Ele usava meu silêncio como uma arma.

Ele contornou sua mesa, seu terno italiano desenhando uma silhueta afiada contra o horizonte da cidade.

Ele cheirava a uísque caro e ao cheiro frio e metálico da violência.

"Você tem sido difícil ultimamente", ele disse, parando bem na minha frente. "Recusando-se a ir ao baile de gala. Recusando-se a aceitar a posição da Valeria nesta casa."

Ele estendeu a mão e colocou uma mecha do meu cabelo atrás da minha orelha.

Seu toque era gelo, mas queimava como uma marca de ferro.

"Valeria é da família", ele continuou, sua voz desprovida de empatia. "O pai dela controla os portos. Ela fica. Você aceita. Ou a imagem apaga."

Ele gesticulou para a tela.

No monitor, um soldado mascarado apontava uma pistola para a cabeça do meu pai.

Meu pai, um homem que cheirava a sal e suor, que pagava a Dante uma taxa de proteção toda semana só para poder respirar.

Eu gesticulei freneticamente, minhas mãos se movendo num borrão de desespero.

*Ela me humilha. Ela me trata como uma empregada na minha própria casa.*

Dante segurou meus pulsos.

Seu aperto era brutal, calando minha voz antes que eu pudesse terminar a frase.

"Você não é uma empregada", ele rosnou, seus olhos escuros cravados nos meus. "Você é uma Vitiello. Aja como tal. Orgulho é um luxo que você não pode ter quando seus pais estão no fundo da Baía de Guanabara."

A porta do escritório se abriu.

Valeria entrou.

Ela era linda de um jeito que revirava o estômago — afiada, polida e letal.

Alta, loira, cruel.

Ela usava um robe de seda que eu reconheci.

Era meu.

"Dante", ela ronronou, me ignorando completamente como se eu fosse parte da mobília. "Meu pai está perguntando sobre a carga."

Dante não soltou meus pulsos.

"Já está resolvido", ele disse a ela, os olhos ainda fixos em mim. "Sienna estava justamente concordando com nossos termos."

Ele olhou para a tela novamente.

"Abaixe a cabeça", ele ordenou.

Eu olhei para meus pais.

Minha mãe estava chorando, seus ombros tremendo mesmo através da imagem pixelada.

Senti a bile subir pela minha garganta.

Eu abaixei a cabeça.

Um movimento rígido e quebrado.

Dante me soltou.

"Boa menina."

Ele pegou o celular e digitou uma mensagem.

Na tela, o soldado abaixou a arma e deu um passo para trás.

Mas eles não cortaram os enforca-gato.

"Eles vão passar a noite aí", disse Dante, virando as costas para mim para servir uma bebida para Valeria. "Para te lembrar das consequências da desobediência."

Eu me virei e corri.

Corri para fora do escritório, pelo corredor de mármore que parecia mais um mausoléu do que um lar.

Consegui chegar ao banheiro e tranquei a porta.

Caí no chão, abraçando os joelhos contra o peito para não desmoronar.

Aceitar Valeria significava aceitar a morte por mil cortes.

Recusar significava a morte dos meus pais.

Não havia saída.

Não viva.

A menos que eu mudasse as regras.

Puxei meu celular descartável do bolso.

Minhas mãos tremiam tanto que o deixei cair duas vezes antes de conseguir desbloquear a tela.

Mandei uma mensagem para Gia.

*Preciso daquilo. O veneno de baiacu. Hoje à noite.*

A resposta veio três segundos depois.

*Tem certeza? Não tem volta.*

Olhei para meu reflexo no espelho.

Pele pálida, olhos fundos.

A filha do pescador mudo que pensou que poderia se casar com um Rei e sobreviver.

*Tenho certeza*, digitei de volta.

*Traga no portão dos fundos.*

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