Capa do romance Enrico

Enrico

8.5 / 10.0
Enrico, o jovem e respeitado Capo da máfia Sabatini, dedicou dez anos para consolidar seu poder na Itália. Ao retornar ao Brasil para um casamento, ele se encanta por Selena, uma mulher que detesta o crime organizado. Para conquistá-la, Enrico oculta sua origem e assume o papel de um CEO. Agora, ele enfrenta um dilema: como reassumir seu posto na máfia sem perder Selena, após construir uma relação baseada em mentiras sobre sua perigosa identidade?

Enrico Capítulo 1

Enrico olhou Antonella, sua prima loira e linda, adormecida em sua cama, então acendeu um cigarro. Pensou na primeira vez que dormiu com aquela beldade, logo que chegou na Itália, dez anos atrás. Antonella era um ano mais velha do que ele, já estava em idade de se casar, mas negava todos os pretendentes, desde os 18 anos.

A primeira tarefa como chefe de família de Enrico, era convencer Antonella a aceitar fazer uma aliança vantajosa para a família. Enrico riu disso e mandou chamar a prima, imaginando que fosse uma moça sem atributos que precisaria ser casada para ser respeitada. Quando Antonella, com 21 anos entrou em seu escritório, com um vestido longo vermelho, com uma fenda até o quadril, mostrando que estava sem calcinha, um decote vantajoso com bojo e alcinhas finas, mostrando que também estava sem sutiã, com tudo isso cobrindo um lindo corpo bem avantajado, deixando a prima sexy sem vulgaridade, Enrico tentou disfarçar a ereção, se lembrando das palavras do pai, antes de ele viajar para a Itália:

- Lá não é Brasil, Enrico. As mulheres da máfia tem que ser respeitadas. Se você tirar a virgindade de uma delas, vai ter que se casar ou será morto pela honra da menina.

- Que idiotice!

- Também acho uma idiotice, Enrico. Mas não é como aqui, que você vai em uma noitada, transa com uma mulher e vai embora sem nem dar seu telefone ou saber o nome verdadeiro dela.

Quando questionei os motivos da prima não querer aceitar nenhuma aliança:

- Você. Vou me casar com você. Faça a proposta e verá a mágica acontecer.

- Está doida, Antonella? Somos primos e a regra é clara para parentes próximos em primeiro grau.

- Mas somos de segundo grau, tolinho.

- Mas esqueça. Eu não vou me casar.

- Ah, você vai! Espere e verá, em breve vão começar a te pressionar para produzir o herdeiro.

- Já estão me pressionando, Antonella. Mas eu sou o capô, eu faço as leis. E só vou me casar quando eu quiser e se quiser!

Depois daquela reunião, Antonella passou a me cercar. Aquela diaba estava quase conseguindo me fazer pegar ela! Mas eu fui mais esperto. Enquanto planejava derrubar a lei da virgindade para as noivas da máfia, ia dormindo com mulheres de programa.

Depois da lei derrubada, enfim me enterrei naquela prima gostosa, que estava quase me fazendo pirar. Depois da primeira vez, a gente sempre se encontrava. Escondido, claro. Eu não queria ter tios raivosos tentando me depôr. As outras famílias já estavam dando o que tinham para me fazer desistir de ser capo, imagina quando descobrissem que eu estava dando motivos?

Deixei bem claro para Antonella que não iria me casar, principalmente quando, três anos depois, consegui quebrar a lei do relacionamento entre parentes! Eu levei quase uma vida pra mostrar para esses idiotas que era muito mais inteligente deixar os apaixonados se casarem e manter o poder dentro da família, do que entregar nossas preciosas para alguém que poderia maltratar elas ou nos trair.

Mas Antonella acreditou que eu tomei essa atitude para poder assumi- la, começou a ficar exigente e eu parei de dormir com ela por um tempo, conheci outras garotas e ela sempre ameaçava as outras mulheres. Para me impor, lhe arranjei um casamento. Ela me implorou pra não casar ela, pois ela sabia que a gente nunca mais poderia dormir juntos, já que o adultério era condenável dentro da máfia, para homens e mulheres. Uma das regras que eu mantenho até hoje, me lembrando que eu sou fruto de um adultério e não gostando nenhum pouco do que meu pai fez com minha tia Amélia.

Mas a aliança já estava formada e Antonella prometida, ela me jurou que o casamento não ia ser consumado e ela seria devolvida. Eu sabia que ela não iria fazer algo nesse sentido. Ia destruir a reputação dela e da família inteira!

E como previ, Antonella foi uma lady durante o noivado, mostrando seus atributos e ser uma noiva que qualquer um desejaria. Foi extremamente acolhida pela família do noivo, fez a sogra se apaixonar perdidamente por ela durante o noivado, eram amigas íntimas, assim como minha nona e bisnona. Fiquei admirado do comportamento dela e até com um pouco de ciúmes, mas o que estava feito, estava feito.

No dia da cerimônia, depois de casados, Antonella contou ao marido que não era mais virgem, e na festa, perante todos os familiares e as outras famílias, o noivo armou um escândalo, humilhando Antonella e questionando minha decisão.Tive que matar ele ali mesmo para mostrar quem é que manda. Resultado? Antonella era viúva, não tinha mais obrigação de se casar com ninguém se não quisesse, acolhida pela família do defunto, dona da mansão que ele preparou para eles e herdeira da família dele. Os irmãos eram crianças ainda e ela ajudava a sogra com eles, que culpavam o que aconteceu com o filho apenas ao seu temperamento, e não a minha adorável prima.

Sorri com essa lembrança quando a endiabrada se mexeu ao meu lado:

- Caramba, Enrico. Já te falei pra não fumar perto de mim! Além de você estar se matando, ainda deixa um cheiro horrível no cabelo!

- Larga de ser chata e vem aqui dar uma mamada.

- Nossa, você deu duas sem tirar de dentro, ainda não está satisfeito?

- Não, de você nunca!

Antonella sorriu e abocanhou o meninão, que logo acordou ao toque experiente dela. Apaguei o cigarro e fechei meus olhos, mas a porra do telefone tocou e era Alessa, minha melhor amiga brasileira. Fiz Antonella parar, ela olhou feio pra mim, se enrolou no lençol e foi pro banheiro, e eu atendi a chamada de vídeo, vendo Aisha e Paulo Henrique na tela:

- Vamos nos casar e queremos que você seja nosso padrinho!

Puta que pariu, eu teria que voltar ao Brasil?

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