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Capa do romance Sexy e Possessivo

Sexy e Possessivo

Fiel à memória da esposa, Chance Müller limita seus desejos à observação na Private Pleasure. Tudo muda ao conhecer Cherry, uma mulher misteriosa que desperta nele uma obsessão incontrolável. A surpresa surge quando ele descobre que ela é Phoebe Morris, sua nova advogada em um caso de assédio. Determinado a possuí-la, Chance propõe um acordo de prazer em troca de um desejo, impondo uma regra crucial: sentimentos e paixão estão estritamente proibidos.
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Capítulo 2

2 meses depois

Gina estava prestes a pular no pescoço de George, o que não seria nada mal, devido ao que ele fez para ela, mas consegui repreendê-la e ela engoliu sua raiva e continuou sentada na mesa, batucando os dedos. Temia que algo terrível acontecesse, principalmente porque Gina não era, exatamente, um exemplo de autocontrole.

— A vadia não tirou a mão da coxa dele — disse ela, num intervalo de um gole e outro. Gina expirou audivelmente e desviou os olhos da mesa vizinha, na qual George e sua mais nova amante estavam. — Eu poderia ligar para a polícia e denunciá-lo.

— O quê?

— É. — Ela disse, passando a fixar os olhos em mim. — Ela é muito mais jovem que ele. Isso é pedofilia, certo? — Olhei para a mulher sentada ao lado de George, e pela primeira vez agradeci silenciosamente por a mesa ter quase um metro e meio de distância da nossa.

— Ela não parece ser uma adolescente. — Ela era uma mulher atraente. Devia ser maior que George, e por parecer um pouco mais jovem do que é, provavelmente pensaria a mesma coisa se não estivesse tão maquiada e metida num vestido de dois centímetro. — Na verdade, você prometeu que não iria fazer isso.

— Prometi, né? — Perguntou ela, como se quisesse me fazer lembrá-la do motivo. — Mas acontece que não poderia prever que ela iria ficar se esfregando nele. — A voz de Gina era afogada e rouca. — Para ser sincera, adoraria quebrar minha promessa.

Gina já tinha bebido demais por uma noite, disso eu tinha certeza, mas ela estava certa. Ela conheceu George há quase quatro meses, no bar em que trabalha, e começaram a namorar, mas acontece que ela descobriu que o cretino a traía com outras mulheres. A mais recente é Eve, ou como Gina prefere, a Srta. Pernas Abertas.

Tomei um gole do vinho e reparei no homem acompanhando George e Eve. Eu não sabia o porquê, mas ele parecia familiar.

— Devíamos ir para casa. Está tarde e você está bêbada. — Eu disse. Gina balançou a mão no ar, desconsiderando o que eu disse. — Além disso, o George vai negar tudo o que disser, e não será uma briga que consertará algo. — Ela encolheu os ombros e fez biquinho. Sua expressão tristonha me fazia pensar se foi mesmo uma boa ideia ter aceitado seu convite para jantar esta noite.

Eu não fazia ideia de que logo hoje George e sua nova namorada iriam aparecer.

— Eu deveria ir até lá? — ela disse, olhando para mim, como se esperasse que eu dissesse algo.

Eu olhei para o trio da mesa vizinha, depois para Gina.

— Não acho que seja uma boa ideia.

Essa era a pergunta que fora repetida algumas centenas de vezes desde que Gina descobriu que George estava no mesmo restaurante que nós. Só então me contou que seu namoro não estava indo tão bem quanto dizia.

Ela levou a taça à boca e bebeu um gole de vinho. Deveria ser a quinta taça seguida. George parecia estar compenetrado demais com a conversa para perceber que estávamos perto — ou talvez percebeu, mas estava nos ignorando.

— Eu sinto muito — eu disse, olhando para ela. — Deve ser muito ruim estar nesta situação. — Ela fez que sim com a cabeça e tomou o último gole da taça. — Vai terminar com ele? — Ela repetiu o gesto, encolheu-se na cadeira e ergueu a cabeça, voltando a atenção na direção de George, que gargalhava de algo que o cara loiro e familiar lhe disse.

Eu revirei os olhos.

Que se dane.

Levantei, ajeitei o vestidinho preto e peguei a mão de Gina, que me encarou, surpresa.

— O que está fazendo? — Perguntou. Eu a guiei para perto da mesa, e expliquei:

— Ei! George! — Disse, parei, e quando ele virou a cara, nos observou com surpresa. — O que está fazendo aqui? — Perguntei. — Ah, e quem são esses? Não vai nos apresentar a seus amiguinhos?

George ficou estático, nos encarando. Tão pálido quanto a toalha da mesa. O cara que o acompanhava apoiou a mão na cadeira confortável e olhou por cima do ombro. Ele era realmente muito bonito. Loiro, olhos azuis incríveis e um maxilar definido. Ele olhou diretamente para mim, como se estivesse me analisando.

— George? — O cara lhe chamou a atenção, inclinando-se para ele. — Quem são elas? — Ele disse, apontando para nós.

— G-Gina — ele disse — e Phoebe. — O homem piscou algumas vezes e não tirou os olhos de mim. Eu fingi não prestar atenção, mas a verdade é que aquele estranho estava me encarando. — O que estão fazendo aqui?

— Gina marcou um dia das garotas. — Expliquei. George engoliu em seco e Eve, que era sua antiga corretora, se mexeu na cadeira. — E o que você está fazendo aqui?

— Esses são Evelyn e Chance — informou George. — O Chance quer um apartamento novo e pensei em apresentá-lo a Evelyn, já que ela é a minha corretora. — Contou. — É um jantar de negócios — ele desviou os olhos de mim e os pousou em Gina, que o lançava um olhar mortal.

— Ah. Você costuma deixar sua corretora massagear suas bolas? — Perguntei, apoiando meus braços sobre a mesa. George arregalou os olhos, alarmado. Eu sorri maliciosamente. — Oh… você não disse para a Eve que ainda não tinha se livrado daquilo? — Olhando de canto de olho, percebi o estranho me encarando.

Ai, meu Deus… estava sem paciência.

— O que você quer? — Perguntei, talvez grosseira demais.

Ele riu.

— Desculpe. Acho que conheço você de algum lugar. — Eu pisquei e franzi as sobrancelhas. Ele descaradamente correu os olhos pelo meu corpo.

— Não costumo frequentar a Bobolândia. — Debochei, erguendo as sobrancelhas, convencida de que o destruí. Mas não cheguei nem perto.

O estranho sorriu graciosamente e estendeu a mão.

— Sou Chance. Chance Müller.

— Não perguntei. — Eu disse, sacudindo a mão, desconsiderando o que disse.

— E do que ele exatamente não se livrou? — Perguntou Eve.

— Ele costumava ser viciado em masturbação. — Eu disse. Eve deu de ombros. — E batia punheta olhando para a foto da avó.

George me encarou, enraivecido.

— Phoebe… — Ele disse em um tom de aviso.

— Ai, meu Deus… — Gina interviu. — Phoebe… — Ela pegou meu braço e me puxou. — É melhor parar. — Sussurrou.

— Sabe, Eve… isso não é tudo. Está vendo essa mulher? — Eu empurrei Gina para frente, apoiei o queixo em seu ombro e apontei para ela, balançando a mão no ar. — Ela costumava ser a pessoa que o fez parar de ser viciado em masturbação.

— É mesmo? — Chance disse, olhando para mim. — Conheço algumas pessoas que ficariam interessadas na sua tática.

— Phoebe, Gina… saiam daqui. Agora. — George ordenou.

— Ficou irritado? — Perguntei, sorrindo. George bateu na mesa. Forte. Eu engoli em seco. — Babaca. — Peguei a taça do estranho e joguei o conteúdo que havia dentro na cara de George, que sobressaltou.

— Phoebe! — Gina berrou. Ela pegou minha mão, e antes que eu percebesse, estava sendo arrastada como uma garotinha de cinco anos que perdeu sua Barbie nova.

Estávamos na porta do restaurante, e Gina estava gargalhando sem parar, vendo George tentar explicar o que fosse para Eve.

— O George vai matar te matar. — Disse ela.

— Vai, é?

Ergui uma sobrancelha e puxei Gina para um abraço.

— Ninguém mexe com você. Você sabe que nunca teria dado a ideia de virmos a este restaurante se soubesse que… bem, que esse babaca também estaria aqui.

— Está tudo bem. Obrigada.

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