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Capa do romance Seu Amor Orquestrado, Minha Vida Estilhaçada

Seu Amor Orquestrado, Minha Vida Estilhaçada

Após perder o noivo em um ataque brutal, casei-me com meu amigo de infância, acreditando ter achado a paz. Contudo, grávida, descobri que ele planejou a tragédia para se aproximar da minha meia-irmã. No hospital, ela forjou uma agressão e ele me atacou, causando a perda do meu bebê. Abandonada e sangrando, usei uma gravação da confissão dela para forjar minha morte. Agora, sob a proteção da minha mãe bilionária, buscarei vingança contra quem me destruiu.
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Capítulo 3

Ele ainda não tinha ligado pela manhã. Nenhuma mensagem, nenhuma pergunta. Era como se eu tivesse deixado de existir.

Durante meu check-up de rotina, os olhos da médica se arregalaram. "Parabéns", disse ela, com um sorriso caloroso no rosto. "Você está grávida."

Meu coração deu um salto doloroso. Eu a interrompi rapidamente. "Por favor", sussurrei, minha voz quase inaudível. "Não conte a ninguém, especialmente ao meu marido." Ela me olhou com curiosidade, mas assentiu, sentindo a urgência em meu tom.

Era quase meio-dia quando a porta finalmente se abriu. Ele estava lá. E ao lado dele, minha meia-irmã, Sofia. E atrás dela, a mãe dela, com o rosto uma máscara de falsa preocupação. Meu estômago revirou, uma onda familiar de náusea, não da gravidez, mas da presença delas.

Minha meia-irmã, com uma fachada angelical, correu para o meu lado. "Oh, minha pobre irmãzinha", ela arrulhou, a voz escorrendo falsa simpatia. Ela até usou a palavra "irmãzinha", um termo que raramente, ou nunca, pronunciava. "Você está bem? Meu querido ficou tão preocupado com você a noite toda."

Heitor evitou meu olhar, uma expressão envergonhada no rosto. "Me desculpe, amor", ele murmurou, um pedido de desculpas cuidadosamente ensaiado. "Emergência de negócios. Você entende."

A mãe da minha meia-irmã deu um passo à frente, seus olhos se estreitando. "Bem, que pena", ela zombou, a voz carregada de veneno. "Sempre alguma coisa com você, não é? Igualzinha à sua mãe, sempre criando drama."

Minhas mãos se fecharam sob as cobertas. A velha raiva ferveu, mas eu a engoli. Agora não. Aqui não.

"Querido, uma palavrinha, por favor", disse a mãe da minha meia-irmã, puxando o braço de Heitor. Ela o levou para fora do quarto, fechando a porta suavemente atrás deles.

Eu sabia. Eu sabia o que estava por vir. Tateei em busca do meu celular, meus dedos voando pela tela. Apertei para gravar. Apenas por precaução.

No momento em que a porta se fechou, o comportamento da minha meia-irmã mudou. O sorriso doce desapareceu, substituído por um desdém. Seus olhos, antes cheios de lágrimas de crocodilo, agora estavam frios, duros.

"O que te faz pensar que pode ficar com ele?", ela cuspiu, a voz baixa e furiosa. "Ele é meu. Sempre foi." Ela andava de um lado para o outro no pequeno quarto, sua raiva mal contida. "Ele passou a noite toda comigo, mas estava distraído. Você o tinha na palma da mão, não é? Com seu teatrinho de inocente, sua história trágica."

"Pelo menos eu não roubei o marido de outra mulher", retruquei, minha voz surpreendentemente firme. "E certamente não orquestrei violência contra alguém só para conseguir o que quero."

Ela riu, um som áspero e quebradiço. "Ah, essa história velha? Você acha que eu me importo? Você é fraca. Sempre foi. Lembra como nem conseguiu segurar seu primeiro noivo? Como ele te largou rápido quando as coisas ficaram 'complicadas'?" Suas palavras torceram a faca, lembrando-me das feridas mais profundas. "Você não passa de um tapa-buraco, uma distração temporária até eu estar pronta para reivindicar o que era meu."

Então, uma bomba. "E por falar em reivindicar o que é meu", ela continuou, com um ar presunçoso, "estou grávida. Do filho dele. Ele ainda não sabe, mas vai saber. E então você estará fora de cena para sempre." Ela traçou o contorno de sua barriga, um brilho triunfante nos olhos. "Meu marido não significa nada para mim. Vou me divorciar dele. Seremos uma família. Uma família de verdade."

Ela se inclinou, sua voz baixando para um sussurro, cheia de pura malícia. "Assim como sua mãe não conseguiu manter o marido, você não conseguiu manter o seu. Vocês duas são patéticas."

Foi a gota d'água. Minha mãe. Meu sangue ferveu. "Nunca mais", eu fervi, minha voz tremendo de fúria contida, "fale da minha mãe."

Ela sorriu com desdém. "O quê, toquei num ponto sensível? É a verdade. E olhe para você. Ainda usando essa correntinha barata que ele te deu? Acha que isso significa alguma coisa? Ele gastou uma fortuna nos meus presentes. Você mal é uma lembrança."

Eu explodi. "Você é um monstro, igual à sua mãe!"

Seus olhos brilharam de fúria. "Sua vadia!", ela gritou. Então, em um movimento tão rápido, tão inesperado, ela pegou uma pequena faca de frutas da mesa ao lado da minha cama e, em um movimento horrível, a arrastou pelo próprio braço.

Ela soltou um grito agudo, largando a faca, e depois desabou no chão, agarrando o braço ensanguentado. "Socorro! Ela me atacou! Ela tentou me matar e matar meu bebê!"

A porta se abriu com um estrondo. Heitor estava lá, os olhos arregalados de horror, fixos no braço "sangrando" da minha meia-irmã. "O que você fez?!", ele rugiu, os olhos ardendo com uma fúria perigosa dirigida unicamente a mim.

Ele passou por mim para chegar até ela, me empurrando com força. Minha cabeça bateu para trás, atingindo a cabeceira da cama com um baque surdo. Uma dor lancinante rasgou meu abdômen, fazendo estrelas dançarem diante dos meus olhos. Meus joelhos cederam e eu caí no chão, ofegante.

"Sua vadia assassina!", gritou a mãe da minha meia-irmã, correndo para o lado da filha. "Você vai pagar por isso! Meu neto quase morreu por sua causa!"

Tentei falar, explicar, mas as palavras não saíam. A dor era intensa demais, um peso esmagador no meu baixo ventre.

Heitor nem sequer olhou para mim. Ele pegou minha meia-irmã nos braços, o rosto uma máscara contorcida de raiva e preocupação por ela. "Eu vou acabar com você por isso!", ele rosnou para mim, os olhos queimando de ódio, enquanto saía correndo do quarto, gritando por médicos.

De repente, o quarto se encheu de enfermeiras e médicos frenéticos. Mas a atenção deles estava totalmente nele, na minha meia-irmã. Eles o seguiram para fora, uma procissão caótica, me deixando sozinha no chão frio, agarrando minha barriga dolorida. Ninguém sequer olhou para trás.

Ouvi seus gritos furiosos ecoando pelo corredor: "Se alguma coisa acontecer com ela ou com meu filho, eu fecho a porra deste hospital!"

Eu estava completamente sozinha. A dor no meu abdômen se intensificou, uma agonia pulsante e implacável. Lentamente me levantei, meu corpo gritando em protesto. Minha mente parecia estranhamente clara, calma até. Não havia mais nada para mim aqui. Nada.

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