
Sequestrada pelo CEO mafioso (Irmãos Rodrigues Livro 3)
Capítulo 2
Antônio
O desgraçado do Sampaio age como fosse imune. Mas não é. Ele estava na cobertura dele. Depois de procurar o desgraçado em vários lugares onde poderia estar, descobri que estava embaixo do meu nariz. Ele devia estar rindo de nós, mas não vai rir por muito tempo.
Fui sozinho. Seguranças ou outros assassinos levantaria suspeitas.
Aluguei um apartamento no prédio, de onde, com a ajuda de André, desligamos a câmeras de segurança tempo o suficiente para eu sair do meu apartamento e entrar no dele.
Subi e toquei a campainha tranquilamente. Obvio que ele não abriu. O azar dele é que não precisava. Usar sistema de segurança em porta tem suas desvantagens. Assim como fez com as câmeras, meu irmão abriu a porta remotamente. Às vezes gostaria de ter o dom dele. O meu se resume a matar mesmo.
“Enfim sós!”
Coloquei meu celular para reproduzir essa fala clichê ― que gravei de algum personagem ― ao entrar e encontrar o projeto malfeito de homem pela casa com um roupão branco.
Ele arregalou os olhos.
Mostrei a arma e fechei a porta atrás de mim.
― O que você quer? Posso te dar o que quiser se não me matar. Eu tenho dinheiro, tenho poder.
Acho que não tem tanto assim, ou estaria melhor protegido.
Se ele achou mesmo que a segurança do prédio era suficiente, sua inteligência é que não era.
Ele caiu sentado no sofá enquanto me olhava.
― Eu sei que você não fala. Pode escrever. Escreva a quantia que quiser ― mostrou com a cabeça um bloco de notas na mesa de centro.
Balancei a cabeça negando e rindo.
Depois fui realmente até o bloco de notas, peguei e escrevi:
“Seu tempo acabou.”
― Por favor, eu tenho família.
Dei de ombros e busquei uma cadeira na cozinha. Tinha lugar de apoiar os braços, era perfeita.
O amarei na cadeira, com carinho para não deixar marcas. E novamente escrevi no bloco de notas.
“Fique quieto para não deixar marcas.”
Esse negócio vai ser útil.
― Filho da puta, me deixa sair daqui. ― Ele começou a gritar.
Tive que cobrir sua boca. Não gosto que falem de mamãe.
Ele continuou implorando.
Sentei no sofá e procurei um livro. Havia bastante títulos. Achei um de Agatha Christie e comecei a ler. Ficaríamos alguns dias sozinhos.
Dormi em sua cama. Mexi em suas coisas, sempre tomando cuidado para não deixar vestígios. Queria que pensassem que ele esteve esses dias isolado em casa, sozinho. Não deixei que morresse de fome ou de sede.
No segundo dia lhe entreguei papel e caneta. Deu trabalho, mas ele escreveu uma carta de suicídio confessando seus crimes.
Quando Alexandre voltou da lua de mel, fiz contato e ele ordenou o suicídio do canalha. O motivo de ficar no apartamento foi para não atrapalhar a lua de mel do meu irmão e nem correr o risco de perder o cliente de vista.
Já sabia o destino do miserável, então era só finalizar meu trabalho.
Com a arma na sua cabeça, fiz ele entrar na banheira e joguei um aparelho elétrico, dessas coisas que mulheres usam para secar cabelo. Pelo jeito é vaidoso. Tem várias coisas para cuidar da beleza no banheiro.
Ele se contorceu na banheira até morrer. E eu só conseguia pensar que seria muito bom ter uma banheira em casa. Vou comprar uma, preta para combinar com a decoração do meu quarto. Meu banheiro é pequeno, vou colocar na varanda de trás. Vai ser perfeito.
Deixei tudo bem organizado no apartamento do defunto e sai no mesmo esquema de desligar as câmeras de quando entrei.
A primeira coisa que fiz foi ir até uma loja. Escolhi uma banheira que não precisa de instalação e pedi que entregassem no meu endereço.
Para evitar qualquer tipo de suspeita, fiquei morando mais alguns dias no apartamento que aluguei. Só quando a poeira abaixou foi que optei por sair, mas decidi comprar e alugar para outra pessoa. Gosto de ser cuidadoso.
As notícias ficaram agitadas com a morte do Sampaio. Por todo lugar se lia:
“Jogador de basquete suspeito de matar e esquartejar modelo grávida comete suicídio após ficar dias isolados em sua residência. O corpo foi encontrado eletrocutado na banheira e perto dele uma carta confessando o crime que assustou a população. A polícia ainda vai investigar o ocorrido para descartar possível assassinato.”
A polícia pode investigar o quanto quiser que será confirmado o suicídio. Eu não deixo rastros.
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