
Sequestrada pelo CEO mafioso (Irmãos Rodrigues Livro 3)
Capítulo 3
Antônio
O dia em que matei Sampaio foi um dia especial. Ele era o número 99 na lista de canalhas que apaguei.
Eu estava muito a fim de comemorar. E como se ela tivesse bola de cristal, recebi uma mensagem:
“É meu aniversário. Seja meu presente. E vamos comemorar daquele jeito que você gosta.”
Sorri de canto para a mensagem. Era Miriam, uma das minhas parceiras fixas. Eu gosto de controle. Não sou o tipo romântico. Antônio Rodrigues é adepto de cordas, correntes, tapas na cara, na bunda, enforcamento. Gosto de extremos. Claro que sempre com permissão e prazer mútuo. O mundo ficaria chocado se saísse em números a quantidade de pessoas que curtem o misto de dor e prazer. Como já senti muita dor, gosto de proporcionar.
“Claro.” Respondi.
Vai ser ótimo comemorar meus 99 com ela. Miriam é minha favorita quando o assunto é sexo, em nenhuma ocasião ela usou palavras de segurança. Ela tem uma certa tara por dor.
Cheguei no apartamento dela e fui recebido por ela vestida apenas com lingerie branca e segurando um bolo.
― Feliz aniversário para mim! ― disse sorridente.
“Feliz aniversário, princesa.”
Ela colocou o bolo sobre a mesa e veio me beijar.
― Eu fui má. Por favor, me castigue. ― Não fez rodeios sobre o que queria.
Minha resposta foi pegá-la pelas nádegas e jogar nas costas como um saco de batatas. A levei para o quarto, onde muitas vezes já transamos, e a amarei com pernas e braços abertos na cama. Ela tinha todo tipo de acessórios para isso.
Com as portas do seu guarda-roupa abertas, escolhi chicotes e um vibrador. Seu presente vai ser uma dupla penetração.
Ela ficou empolgada. Gozou só com a antecipação e algumas chicotadas.
― Esse olhar, gato, gozo horrores só de olhar para ele ― disse enquanto eu a desamarrava.
Liguei o vibrador e ela gemeu de antecipação.
― Esse é o melhor aniversário.
Apenas sorri, tirei minha roupa e começamos a brincadeira.
**
Depois que terminamos, vesti minha calça e sentei na cama enquanto abotoava a camisa.
― Amanhã tenho que comemorar com meus pais, mas podemos repetir domingo ― sugeriu.
Dei de ombros. Miriam sabe que nosso negócio é apenas sexo, sabe que tenho outras. Inclusive ela tem um namorado. Às vezes ela demonstra querer mais que isso. Fala bastante sobre brigar com o namorado. É quando deixo claro que se ela terminar com ele vai perder os dois. Gosto das nossas transas e só. Não me vejo capaz de um relacionamento ou uma família.
Se não houver nada mais para fazer, podemos sim repetir a comemoração de hoje. Caso contrário, ela que comemore com o namorado.
Fui para casa. Sempre que posso durmo na minha cama. Apesar da dificuldade para entrar na casa é onde me sinto vivo e seguro.
**
No sábado, o compromisso com Miriam foi adiado. Um cliente de última hora. Alexandre me ligou questionando se eu poderia fazer o serviço rapidinho antes de entrar no outro. Ao ver a ficha, disse sim rapidamente. Seria o meu número 100, mas esse não comemoro. É só mais um.
Peguei meu rifle, subi o prédio e me posicionei. No meu ouvido, os fones tocavam minhas canções favoritas de rock. Assim que avistei a vítima mirei e atirei. Fim. De onde eu estava não conseguia ouvir os gritos, mas podia ver os movimentos.
Guardei minha arma calmamente e fui para a empresa. Afinal, com a história de Sampaio faz dias que não apareço lá. Não posso esquecer que além de assassino, sou CEO. O jeito é “trabalhar” sábado para compensar.
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