
Sentimento
Capítulo 2
Me chamo Alícia Silva tenho 16 anos sou uma menina morena com cabelos castanhos lisos, olhos de jabuticaba como dizia meu pai, me parecia muito com minha mãe! Sinto tanta falta deles, que chegar a doer dentro do meu coração, por que tinha que acontecer logo comigo? Eu não consigo entender por que eu? E agora sofro a cada dia que passa sentindo falta deles... Depois de um terrível acidente, aonde estava voltando de férias com meus pais: José Silva e minha mãe Ana Silva, estava tarde da noite e chovia muito, deixando a estrada ainda mais perigosa, para quem estava atrás do volante, meu pai seguia com a velocidade reduzida, pois não conseguia ver direito a pista já que ela estava encharcada pela chuva, e um caminhão na tentativa de ultrapassa a via, acabou atingindo... nosso carro em cheio, ainda consigo sentir o gosto amargo em minha boca só em lembrar desse acidente que marcou a minha vida. Eu era de família simples, mas feliz, meus pais não gostavam de fala sobre os seus familiares! Éramos uma família feliz por mais que só fosse nos três, e nas férias meu pai sempre nos levava para alguma viagem, como eles nunca me falaram se eu tinha avós, tios ou primos sempre acreditei que éramos só nós três, meus pais trabalhavam muito, mas nunca me faltou nada, principalmente amor, por isso sinto tanta falta deles. Então neste acidente acabei perdendo meus bens mais precioso... minha família, e acabei aqui neste orfanato por indicação da assistente social Joana Oliveira, como morávamos de aluguel não restou muitas coisas, mas dona Marília coordenadora do orfanato me acolheu mesmo estando em estado de choque, eu não queria acreditar que eu estava sozinha nessa vida, não sabia o que pensar? Ou como agir me vi perdida! Cada dia que passo aqui nesse orfanato fico me perguntando o porquê eles nunca tocaram no assunto do restante da nossa família, mas não vale a pena ficar pensando principalmente agora que estou sozinha nesse mundo. Quando a ficha caiu! Realmente eu estou só, o que será de mim? Dos meus sonhos? Será que eu irei conseguir ter uma vida melhor estando aqui nesse orfanato? A dona Marília é tão boa comigo, a cada dia tento superar, nestes dias até sai do quarto, o que era quase impossível, mais eu não gostava muito, gosto de ficar no quarto junto com minha tristeza e saudades que sinto deles, mais estou tentando sair desse sofrimento, Uma das meninas junto com a psicóloga que vem de vez enquanto aqui, chegou a conversar comigo sobre aceitação, de que meus pais se foram e que eu teria que começar me reerguei pois não era isso que eles queria para mim! E ela estava certa mais era difícil sair desse sofrimento! Então por isso de eu tentar sair um pouco, e me adaptar a esse lugar frio, sem vida. Quando eu estava no pátio eu vi algo que me chamou atenção, ele era diferente, bonito, alto, e o que me chamou mais atenção foi seus olhos um olhar frio, ele estava acompanhado de alguns policiais, o que será que ele aprontou? Aquilo despertou a minha curiosidade. Os nossos olhos se encontraram, deu até uns calafrios, eu fico me perguntando será que eu vou conseguir realizar meus sonhos de me tornar uma boa administradora, era isso que eu queria ser desde que comecei a entender sobre empresas, meu pai sempre disse que sou boa em cálculos desde pequena, sempre fui esperta para estudar, era algo que sempre me fascinou aprender descobrir mais e mais... Ele sempre dizia que estudo é uma base de tudo que queremos, será que vou conseguir, não quero ser adotada por ninguém, não sei o que me espera fora desse orfanato, mais também tenho medo sair, medo de que alguém me faça mau. Pensa Alícia. Falo em pensamento...
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