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Capa do romance Seja Meu

Seja Meu

Aos 18 anos, Layra está decidida a seduzir Arthur, o CEO frio e calculista por quem sempre foi apaixonada. Apesar de ser filha do seu melhor amigo, ela ignora os riscos de uma guerra familiar para conquistar o homem que fechou o coração após traumas do passado. Morando no Rio de Janeiro, Arthur se vê como alvo de um desejo proibido e incontrolável. Entre a razão e o prazer, essa batalha de sentimentos testará todas as convicções e o bom senso do empresário.
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Capítulo 2

Arthur

A luz do sol invadindo o quarto do hotel me fez despertar, olho para o lado e vejo que a ruiva de lábios carnudos que ainda dorme enrolada no lençol branco, completamente nua. Retiro rapidamente o pano que a cobre e deslizo minha mão pela pele macia e clara, passo meus dedos pelas curvas da sua bunda e acerto um tapa, deixando o local avermelhado e volto a fixar meu olhar no teto, começo a relembrar o que passei a alguns anos atrás, quando era um idiota apaixonado.

Naquela ano, eu trabalhava como superintendente de um Banco, localizado em Brasília. Era meu orgulho, afinal, chegar em um patamar profissional como o meu, e sendo considerado “jovem", não era para qualquer um. Filho de um CEO e dono majoritário de uma das maiores empresas do País, do ramo da engenharia civil, com escritório principal localizada atualmente no centro do Rio de Janeiro, fez com que eu sempre me desafiasse a ir em busca de novos desafios. Confesso que ter nascido em berço de ouro cravejado com diamante me deu o suporte necessário para eu alcançar tudo o que eu almejava. Mas tudo há um preço...

E esse preço era está longe dos meus pais. Meu pai, que era também meu melhor amigo, meu mentor, sempre me apoiou em tudo, porém, o fato de eu ter recusado assumir os negócios da família não lhe agradava muito, mas mesmo assim ele sempre se manteve ao meu lado em cada decisão. Infelizmente não nos falávamos com muita frequência, ambos tínhamos a vida extremamente corrida e exaustiva, entretanto, mesmo com a distância e a agenda apertada dávamos um jeito de mantermos o contato, e mesmo com todas as facilidades que eu tinha na vida, provei a mim mesmo que eu não era apenas mais um riquinho mimado herdeiro de um império. Mostrei a todos que eu poderia caminhar com os meus próprios pés.

Nesse período eu estava noivo da belíssima Thais, acreditei que havia encontrado o amor da minha vida. Começamos a sair no inicio da faculdade de administração e, desde então, não nos desgrudamos mais. Pensar nela era algo que me fazia sorrir, saber que aquela bela morena logo seria minha esposa me deixava feliz e revigorado. Foi pensando nisso que eu havia decido sair do trabalho mais cedo para lhe fazer uma surpresa naquele dia.

Eu achava que não estava dando a atenção que ela merecia, eu quis compensar minha ausência, por isso que não liguei para avisá-la que estava saindo do trabalho mais cedo, pois queria surpreendê-la. Durante o percurso, comprei um de seus vinhos preferidos e belas rosas vermelhas. Cheguei em casa duas horas mais cedo que o costume. Saí do carro, e corri em direção ao elevador, segurando os presentes em minhas mãos. Ao chegar na sala, coloquei o vinho sobre a mesa e o buquê de rosas em cima do sofá, para então começar a tirar o terno quente que estava me sufocando.

Arregacei as mangas da camisa branca e abri alguns botões, enquanto andava. Meus nervos relaxaram instantaneamente e um sorriso surgiu em meus lábios assim que ouvi a música baixinha que vinha do nosso quarto, misturando-se ao som do chuveiro ligado. Abri a porta devagar e entrei, tomando cuidado para não fazer barulho, maravilhando-me ao som da bela melodia que estava tocando. Retirei o relógio do pulso e o coloquei sobre o criado-mudo, abri mais alguns botões da camisa e andei em direção ao banheiro, na intenção de surpreendê-la, já imaginando tudo o que faria daquele momento em diante.

No entanto, um som abafado, e tão conhecido por mim, me fez parar no meio do caminho, congelei, era um gemido de prazer. Senti o sangue sumir do meu corpo, dando lugar a uma mistura de confusão e raiva descontrolada. A passos firmes, segui até o banheiro e empurrei a porta usando toda a força que tinha, fazendo o objeto se chocar contra a parede, causando um grande barulho. Então, eu os vi, minha noiva e meu amigo, traindo-me descaradamente dentro da minha própria casa.

Vi o homem se encolher covardemente atrás da vadia, sem nem ao menos ter a decência de me enfrentar, um verdadeiro covarde. Thais me encarou alarmada, o peito subindo e descendo nervosamente, enquanto tentava tapar o seu corpo nu com as mãos. Fora de mim, segurei-a pelo braço bruscamente e a arrastei para fora do banheiro.

— Saia, agora! Saia! — ordenei com ódio.

— Arthur. Meu amor… Não faz isso, vamos conversar.

— Cala a boca, por*a! Sua put@ descarada, saia agora, você e esse filho da put@!!!

— Arthur cara, não pode fazer isso — o imbecil falou, vindo logo atrás.

Virei-me e cravei minha atenção em sua fisionomia, com sangue nos olhos, tomado pela raiva avancei em sua direção e o atingi com socos, logo depois, empurrei-o para cima da vadia.

— Arthur, amor, me ouve. Eu… Me perdoa por favor, eu amo você, eu cometi um erro — Disse Thais enquanto chorava desesperada

— Saia! E não diga mais nenhuma palavra ou eu vou perder a cabeça com você — eu disse, possesso. Voltando a segurá-la pelo braço, puxei-a na direção da sala.

— Por favor, espere, já que não quer me ouvir agora, ao menos me deixe pôr uma roupa.

— Tá com vergonha agora, sua put@? Pois quero que o prédio inteiro saiba a vadia que você é! — Sem cerimônia e remorso, abri a porta que dava acesso ao corredor e os joguei para fora da minha casa, eu queria humilhá-los, da mesma maneira que haviam feito comigo.

E a partir daquele momento, prometi a mim mesmo que aquela seria a primeira e última vez que eu havia sido feito de idiota. Naquele dia, prometi a mim mesmo que nenhuma mulher teria lugar na minha vida.

Meus pensamentos foram interrompidos pelo som do toque do meu celular sobre o criado-mudo, ao lado da cabeceira da cama.

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