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Capa do romance Seduzida pelo ceo da máfia

Seduzida pelo ceo da máfia

Bianca jurou jamais se envolver com homens como Stefano Salvatore, mas sua beleza desperta nele um desejo obsessivo. Consciente de que seu estilo de vida sombrio a afastaria, o poderoso CEO da máfia aguarda por uma brecha. Ao descobrir que ela enfrenta graves problemas financeiros, ele decide agir. Através de sua governanta, Stefano envia uma oferta audaciosa para tê-la. Resta saber se Bianca conseguirá resistir a essa proposta tentadora.
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Capítulo 3

Stefano

Maldita garota que arranhou meu carro. Trinquei meus dentes tamanho meu ódio por aquela garota, quem ela pensa que é?

Mal pisei de volta no escritório, me veio a minha secretária nervosa, me dizer que Don Ângelo está me esperando no meu escritório.

Caminhei decidido até meu escritório. Coloquei a mão na maçaneta antes de abri-la, respirei fundo.

Vamos lá, Stefano. Coloque sua melhor máscara de frieza, para lidar com essa velha raposa. Disse para mim mesmo em pensamentos.

Abri a porta, adentrei meu escritório, observando por alguns segundos a velha raposa do Don Ângelo. Está esperando a menor demonstração da minha fraqueza para me atacar.

Nunca saberá meu verdadeiro objetivo!

Me aproximei para cumprimentá-lo.

- Que prazer em recebê-lo. - disse-lhe olhando sério.

- Garoto. - disse se levantando.

- O senhor deseja um café? - Minha secretária ofereceu.

Balancei minha cabeça em negativa.

- Traga para Don Ângelo, o melhor charuto cubano. - ordenei para minha secretária ir buscar - Um whisky? - perguntei já sabendo a resposta.

Don Ângelo me deu um sorriso, assentindo.

Só espero que essa velha raposa ,não me tenha vindo empurrar a neta novamente. Oh, garota insuportável e fútil!

Servi a Don Ângelo o whisky, minha secretária colocou a sua frente, na minha mesa alguns dos melhores charutos cubanos. Escolheu e começou a fumar, dando baforadas por toda a minha sala.

- Vamos direto ao assunto, garoto. - Don Ângelo me encarou - Preciso de um favor seu.

- Qual? - logo perguntei na defensiva.

O velho deu uma sonora gargalhada.

- Apenas que assuma os assuntos da imobiliária por um tempo. - sorriu me encarando.

- E o Ferreira? - questionei.

- Ferreira é um incompetente. - Don Ângelo tragou charuto com força.

- Como sabe, Don Ângelo, eu o respeito. Mas, não me envolverei com os negócios da máfia. - disse logo me impondo.

Como dizia meu pai. " com a velha raposa de Don Ângelo, tem que se impor limites."

- Garoto, se não fosse tão cheio de escrúpulos… - o velho se sentou ereto e me olhando, sério - Seria o meu melhor capo como seu pai. Mas você prefere ser certinho como seu pai queria.

- Não está satisfeito com meu trabalho? - questionei, me sentei frente a frente, olhando dentro dos olhos do velho.

Enfiei a mão embaixo da mesa onde estava escondida a minha arma. A qualquer movimento a pegaria e usaria.

- Não, Garoto. Você tornou as empresas falidas minha e do Luigi, em grandes empresas de respeito e sucesso.- disse se sentando à vontade na cadeira. - Nos mostrou seu talento. É uma pena não ter se acertado com a Paola.

Lá me vem as lamentações! Não estou com humor para suportar as reclamações desse velho. Reclamando que sua família é uma merda. Que o filho é um bosta que se viciou em drogas, morreu em um acidente, deixando a fútil da sua neta. Que sua filha,se apaixonou por um merda de um dos soldados, fugiu e até então não se sabe o paradeiro.

Vendo que não vou ter solução, a não ser escutar peguei um whisky para mim, tomei em um gole só. Desceu pela minha garganta queimando.

Escutei sem dar muita importância. Devo ter cara de psicólogo, agora!

- Então, garoto vai fazer o que lhe pedi? - me perguntou.

- Olha Don Ângelo, assumirei provisoriamente. - respirei fundo, estou sem paciência.

- Excelente rapaz, mandarei alguns dos meus homens para lhe ajudar amanhã cedo. - Don Ângelo se levantou.

- Desde que não afete meu trabalho aqui. Nem afete a minha imagem como ceo dos grupos Bianch e Bellini - impus meu limite.

O velho caminhou até a porta e virou, tragou novamente o charuto soltou fumaça em minha direção.

- Garoto, teus escrúpulos, durarão até encontrar algo que realmente deseje. - deu uma sonora gargalhada - Quando encontrar jogará esses escrúpulos para o alto. - disse passando pela porta a fechando.

Cerrei meus punhos de ódio.

Meu maior desejo e encontrar o maldito que assassinou meu pai. - Disse para mim mesmo.

Narrador desconhecido

Don Ângelo entrou no carro sorridente. Decidido encontraria uma fraqueza em Stefano, pois tinha grande potencial para ser um dos melhores capos.

O velho estava de olhos abertos, ao menor deslize de Stefano, se aproveitaria para chegar aonde queria tornar Stefano, chefe dos capos.

- Encontrarei a fraqueza desse garoto! - Don Ângelo disse decidido - Antes de irmos, quero falar com o Mateo.- ordenou ao motorista que saiu para falar com o rapaz.

Mateo abriu a porta do lado oposto e se sentou, batendo a porta. Aguardando as ordens.

- Elimine o Ferreira- ordenou tragando charuto.

Mateo assentiu, colocou a mão na maçaneta , para sair.

- Vá até o velho Albert e o faça falar.- Don Ângelo trincou maxilar.

Mateo era o soldado de confiança de Don Ângelo, seu motorista Marcos, era seu segundo soldado de confiança.

Marcos entrou no carro dando partida, aguardando o seu chefe dizer para onde iriam.

- Marcos, para casa.- Don Ângelo abriu vidro do carro, arremessou o restante do charuto na rua e fechou - Marcos, o garoto tem potencial. Mas o velho Romeo, enraizou nele, escrúpulos e valores diferentes até mesmo dos que os seus.

Marcos nomeou a cabeça em concordância.

- O garoto é frio e calculista. Sua natureza é de um mafioso. - o velho disse - E será um dos melhores. Basta descobrir sua fraqueza, que irei manipular ele, até se tornar um dos meus capos.- disse cheio de si.

Como de costume vim para a boate tomar uns drinks com Luigi. Olhei em volta procurando-o, o encontrei abraçados com duas mulheres, uma loira e uma morena. As dispensou, e veio em minha direção.

Nos sentamos no bar, o Barman me serviu um whisky.

Luigui não parava de paquerar as mulheres à nossa volta.

- Que bicho te mordeu.? - me perguntou me analisando - E a morena? - sorriu malicioso.

- Não. - respondi bebericando meu whisky.

Maldita garota que riscou meu carro.

- Aquela diaba, vai me pagar. - trinquei meu maxilar, irado.

Vi Luigui acenar para alguém, que logo se aproximou de nós.

- Oi, Stefano. - a garota sorriu.

Não respondi, continuei balançando meu whisky. Colocou sua mão no meu ombro.

- Quer repetir o outro dia?- a garota se oferecia.

- Não - retruquei.

- Você, assim frio é excitante- insistiu.

A dispensei com um aceno.

- Que bicho te mordeu?- Luigi me perguntou espantado.

- Nenhum. - levantei meu copo pedindo outro ao Barman.

- Stefano, você acabou se rejeitar um mulherão.- Luigi estava incrédulo.

- Tanto faz. - desdenhei.

Olhei novamente para garota. Uma bela morena, cor de jambo, cabelos longos negros até a cintura, seios fartos e um belo traseiro.

- Quero entender como você consegue. - Pasmo me falava- Recusa elas e são doidas por você. Me conta seu segredo. - me pediu - Você é praticamente um celibatário.

- Luigi, não será uma mulher que me impedirá de realizar meus objetivos. - me levantei.

Fiz um gesto para o barman, que estava deixando o acerto do whisky embaixo do copo.

- Boa noite Luigi. Irei para casa. - afrouxei minha gravata, bati de leve em seu ombro.

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