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Capa do romance Seduza-me meu CEO perverso

Seduza-me meu CEO perverso

Ao chegar em Buenos Aires para um novo emprego, eu não esperava que Lisandro Duvall, o enigmático CEO da Duvall & Associados, cruzasse meu caminho de forma tão intensa. O que começou como um tropeço acidental evoluiu para um jogo perigoso de sedução no escritório. Entre segredos e toques casuais, minha carreira e sanidade estão em risco. Lisandro é um mistério ardente que me leva ao limite, e agora estou presa em uma atração incontrolável que promete nos consumir.
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Capítulo 3

Despertei naquela manhã com o estômago embrulhado, como se tivesse tomado três xícaras de café de uma vez sem respirar. Os nervos e a decisão de não desistir brigavam dentro de mim.

Depois do meu primeiro dia desastroso na Duvall & Asociados -onde conheci Lisandro Duvall, o CEO que impunha respeito e era atraente demais para a minha saúde mental-, jurei para mim mesma que não ia deixar aquele homem me derrubar. Eu tinha chegado a Buenos Aires para recomeçar, e aquela empresa era a minha chance de mostrar o que eu valia.

Não ia permitir que uns olhos azuis frios e um comentário sarcástico me fizessem duvidar, era isso que eu repetia enquanto me vestia.

Ao chegar no escritório, o lugar estava cheio de vida. A área criativa era uma bagunça: telas com desenhos pela metade, teclados batendo loucamente e o cheiro de café pairando por todo lado, como se fosse o combustível que mantinha todo mundo funcionando.

Sentei na minha mesa, pronta para provar que dava conta, quando apareceu o meu chefe, com um sorriso que parecia dizer "calma, vai dar tudo certo".

-Valeria, bem-vinda de verdade ao time -disse ele, apoiando-se na minha mesa com uma pasta na mão-. Hoje temos uma reunião importante com a Varela Spirits, uma marca de bebidas que o Lisandro cuida. Você vai me ajudar a preparar e depois vem comigo para anotar tudo. Tá pronta?

Assenti, embora por dentro sentisse o estômago apertar ainda mais. Lisandro de novo? Era o dono da empresa, claro, mas depois do que aconteceu no corredor -quando ele se aproximou tanto que a voz dele quase queimou a minha pele-, eu não sabia como ia reagir ao vê-lo. Engoli os nervos e respondi o mais calma que consegui:

-Claro, Martín. O que eu preciso fazer?

Ele explicou que a Varela Spirits estava lançando uma nova linha de produtos e que aquela reunião era decisiva para definir a campanha publicitária. Meu trabalho era simples, mas importante: organizar os papéis, preparar a sala e anotar tudo o que dissessem.

Enquanto ele falava, eu tentava me concentrar nas palavras e não na imagem de Lisandro sussurrando no meu ouvido, com aquela voz que me deixou tremendo. "Foca, Valeria", repeti em silêncio.

Passei a manhã correndo de um lado para o outro: revisando documentos, garantindo que a sala estivesse perfeita e pedindo ao pessoal da limpeza para deixar tudo impecável.

Estava tão concentrada no que fazia que quase não percebi aquela sensação estranha subindo pela nuca, como se alguém estivesse me encarando fixamente. Levantei a cabeça e, através das paredes de vidro que separavam os escritórios, o vi. Lisandro estava parado na porta do escritório dele, do outro lado do corredor, com as mãos nos bolsos. Não se mexeu, não sorriu, só me olhou com uns olhos que pareciam me prender sem esforço.

Baixei o olhar rápido, fingindo arrumar uns papéis, o coração batendo como se quisesse fugir do peito, e me xinguei por ser tão fraca. O que estava acontecendo comigo? Era só um homem.

Um homem com um rosto que parecia esculpido à mão e uma presença que ocupava todo o espaço, mas só isso. Respirei fundo e continuei trabalhando, embora não conseguisse tirar da cabeça aquela faísca no olhar dele, como se soubesse exatamente como me deixar nervosa sem nem tentar.

A hora da reunião chegou antes que eu estivesse preparada para encará-lo. Entrei na sala com meu notebook e um bloco de notas, tentando parecer profissional enquanto deixava minhas coisas numa cadeira no fundo.

O time criativo começou a chegar, conversando entre si, e Martín sentou perto da cabeceira, revisando os apontamentos. Então entrou Lisandro, e juro que o ar ficou mais pesado.

Não sei como ele conseguia, mas era como se tudo parasse por um segundo quando ele aparecia. Vestia uma camisa cinza-escura com as mangas dobradas até os cotovelos, e aquela roupa caía tão bem nele que era impossível não notar. Sentou na cabeceira da mesa, cruzou uma perna sobre a outra e me olhou por um instante antes de falar com Martín.

Tentei me concentrar em ligar o notebook, mas meus dedos tremeram ao digitar a senha. "Calma, Valeria", repeti na cabeça. Não ia deixar que ele me afetasse de novo. Mas então senti alguém se movendo atrás de mim. Virei, e lá estava ele, a poucos passos, com aquela calma que me tirava do sério.

-Já se acostumou com a empresa ou ainda tá procurando alguém pra perturbar? -disse ele, com a voz baixa e um toque sarcástico que me fez travar a mandíbula. Aquele meio sorriso dele estava lá, mal desenhado no rosto, como se adorasse me ver reagir.

O coração deu um pulo, mas levantei o queixo e respondi o mais serena que pude:

-Eu não costumo perturbar ninguém... a menos que peçam.

Os olhos dele brilharam com algo que não entendi direito. Estava se divertindo? Gostava do desafio? Deu um passo mais perto, e o cheiro do perfume dele -fresco e amadeirado- me atingiu como uma rajada. Meu corpo reagiu sem permissão, um calor subiu pelo peito que eu não consegui controlar.

-Vou ficar de olho em como você trabalha hoje -disse ele, se aproximando um pouco mais-. Espero que não me faça passar vergonha.

Quis responder algo rápido, mas Martín entrou de novo na sala e o momento se desfez. Lisandro se afastou com aquela facilidade que tinha, como se não tivesse acabado de me deixar com o pulso acelerado. Sentei de uma vez, abrindo o bloco com força demais, e tentei ignorar como as palavras dele continuavam girando na minha cabeça.

A reunião começou com Martín explicando as primeiras ideias para a campanha da Varela Spirits. Eu anotava tudo o que podia, mantendo a cabeça baixa para não cruzar com os olhos de Lisandro, que conduzia a conversa com segurança. Tudo ia bem até que chegou Leonardo Varela, o dono da marca de bebidas.

Era um homem atraente, por volta dos quarenta anos, com o cabelo tingido de um preto que não enganava ninguém e um sorriso que me deu má impressão desde o primeiro segundo. Quando me apresentaram, ele me olhou de cima a baixo como se eu fosse mercadoria.

-Valeria, que prazer te conhecer -disse, apertando minha mão mais do que o necessário-. Uma cara bonita sempre deixa essas reuniões mais suportáveis.

Senti um arrepio desconfortável, mas sorri por educação e tirei a mão rápido.

-Obrigada -respondi, com a voz mais seca do que pretendia, e voltei para o meu lugar.

Notei que Lisandro, do outro lado da mesa, franziu a testa levemente. Os dedos dele, que antes tamborilavam na madeira, pararam. O corpo dele ficou mais rígido, como se estivesse prestes a se levantar. Não disse nada, mas aquela reação chamou minha atenção. Será que o comentário de Varela o incomodou? Ou eu estava vendo coisas onde não tinha?

A reunião continuou, com Varela jogando comentários ou perguntas fora de hora toda hora. Em um momento, enquanto eu anotava, ele se inclinou para mim e sussurrou:

-Você tem um pescoço muito bonito, já te falaram isso?

O comentário me pegou desprevenida, e por um segundo fiquei paralisada. Senti o hálito dele perto demais, e uma mistura de desconforto e raiva subiu por dentro. Mas eu não ia deixar que ele me vencesse. Respirei fundo, virei a cabeça só um pouco e disse, com a voz mais calma que consegui:

-Obrigada, mas acho que é melhor falarmos do orçamento da campanha, não é?

Minha resposta foi tranquila, mas firme, e consegui trazer a conversa de volta ao que importava. Martín me olhou, e Lisandro levantou uma sobrancelha, como se não esperasse que eu lidasse tão bem com aquilo. Varela deu uma risadinha esquisita e se recostou na cadeira, mas não tentou mais nada.

Quando a reunião acabou, fiquei recolhendo minhas coisas enquanto os outros saíam. Estava cansada, mas também satisfeita: tinha sobrevivido a Varela e mostrado que conseguia me manter firme. Fechei o notebook e me preparei para ir embora, mas então ouvi a voz dele atrás de mim.

-Valeria, vem na minha sala.

Era Lisandro, parado na porta com os braços cruzados. O tom dele soava como uma ordem. Assenti e o segui pelo corredor, sentindo o coração acelerar a cada passo.

O escritório dele era impressionante: paredes de vidro com vista para a cidade, uma mesa enorme e uma poltrona de couro. Ele se sentou atrás da mesa e apontou a cadeira à frente.

-Não se aproxime de Leonardo Varela fora do trabalho -disse ele, direto, me olhando fixo nos olhos.

Cruzei os braços, irritada com o jeito que ele falou.

-Não preciso que me cuidem -respondi, erguendo o queixo-. Sei me defender sozinha.

Lisandro se inclinou para frente, apoiando os cotovelos na mesa. O espaço entre nós pareceu encolher, e o olhar dele aqueceu minha pele como se pudesse me tocar.

-Não tô te cuidando, não sou seu guardião -disse ele, com a voz tão grave que me arrepiou inteira-. Só não suporto quem não sabe respeitar.

O silêncio que veio depois foi intenso, como se o ar estivesse carregado de eletricidade, seus olhos baixaram para os meus lábios por um segundo, e minha respiração pareceu parar.

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