Capa do romance Seduza-me meu CEO perverso

Seduza-me meu CEO perverso

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Ao chegar em Buenos Aires para um novo emprego, eu não esperava que Lisandro Duvall, o enigmático CEO da Duvall & Associados, cruzasse meu caminho de forma tão intensa. O que começou como um tropeço acidental evoluiu para um jogo perigoso de sedução no escritório. Entre segredos e toques casuais, minha carreira e sanidade estão em risco. Lisandro é um mistério ardente que me leva ao limite, e agora estou presa em uma atração incontrolável que promete nos consumir.

Seduza-me meu CEO perverso Capítulo 1

Chegar a Buenos Aires foi como cair num sonho esquisito, tudo era enorme, rápido e barulhento, nada a ver com Mendoza, onde a vida parecia mais calma, como se o tempo tirasse um fôlego entre uma coisa e outra.  

Me mudei com um único propósito: construir minha própria independência, começar do zero numa cidade que não conheço, mas que me chama como se tivesse algo grande guardado pra mim.  

Meu primeiro passo importante foi o emprego que consegui na Duvall & Associados, uma agência de publicidade top, daquelas que todo mundo menciona com respeito. Eu ainda não acreditava direito, e, embora estivesse animada, também carregava um nó no estômago que não saía por mais que eu tentasse me acalmar.  

Moro com Sebastião Mendes, meu melhor amigo desde que éramos pequenos. Ele é modelo, daquele tipo que com um sorriso te convence de qualquer coisa, sempre foi como um irmão mais velho, alguém que me cuida não importa o quanto eu erre.  

Quando cheguei ao apartamento que agora dividimos, ele me recebeu de braços abertos e com uma garrafa de vinho tinto, pronto pra comemorar minha chegada como se fosse o evento do ano.  

O apê é pequeno, mas bonito, com paredes brancas e uma janela grande na sala que deixa ver as luzes da cidade. Amo essa vista, ela me faz sentir que estou no lugar certo.  

-Ei, a gente deveria sair pra um bar hoje à noite - disse Sebas enquanto desempacotávamos umas caixas no chão da sala. Ele estava sentado no meio de um monte de coisas minhas: livros, roupas, até uma luminária velha.  

-Não acho que seja uma boa ideia sair logo antes do meu primeiro dia - respondi, arrumando uns livros numa prateleira que a gente mal tinha montado. - Não quero chegar toda de ressaca ou com cara de zumbi.

- Anda, Valéria - insistiu, se apoiando numa caixa com aquele sorriso dele que sempre me faz hesitar - não tô dizendo pra gente se acabar de beber, só umas duas doses, algo tranquilo, tem um lugar aqui pertinho, a gente volta cedo e pronto.  

Eu o olhei de canto de olho. Sebastião era impossível de ignorar: alto, magro, corpo bem definido, com o cabelo escuro que sempre fica um pouco bagunçado e uns olhos verdes que parecem saídos de um filme. Mas, pra mim, ele é só o Sebas, o amigo que me viu chorar como louca quando terminei com meu ex e que ainda está aqui, do meu lado, como se nada tivesse acontecido.  

- Não sei, Sebas - falei, ainda em dúvida - acabei de chegar nessa cidade, e quero estar cem por cento amanhã.  

- Tá bom, você venceu - respondeu, levantando as mãos como se estivesse se rendendo - mas amanhã, depois do trabalho, a gente vai comemorar, hein? Se tudo der certo, claro.  

- Beleza, isso me agrada mais - falei, sorrindo - se eu conseguir sobreviver ao dia, aí sim a gente comemora.  

- Perfeito. Amanhã faço algo especial pro jantar - disse ele, me dando uma piscadela enquanto se levantava do chão.  

- Você cozinhando? - perguntei, erguendo uma sobrancelha. Sebas tinha muitas qualidades, mas cozinhar não era uma delas. Uma vez, ele tentou fazer uns tacos em Mendoza e acabamos pedindo pizza porque ele queimou a carne.  

- Claro, vou estrear essa belezura de cozinha - respondeu, apontando pra cozinha do apê, que é pequena mas moderna, com uma bancada de granito que parece saída de uma revista - ali não tem como dar errado.  

- Humm... - falei, não muito convencida, mas sorri e não quis discutir mais. A gente veria como ele se sairia com esse plano.  

Naquela noite, depois de desempacotar o básico, me sentei na minha cama com minha agenda nas mãos, querendo revisar tudo uma última vez antes de dormir. Tinha anotado o nome do meu novo chefe, Martín Gallardo, o diretor criativo da agência. Chequei minha roupa - uma calça preta e uma blusa branca simples, mas elegante -, minha bolsa com os papéis que precisava e até o mapa do metrô, por via das dúvidas.

Vi que a empresa se chamava Duvall & Associados, e pensei que "Duvall" seria o dono ou algo assim, mas não dei muita importância, estava tão focada no que vinha pela frente que não prestei atenção em mais nada.  

Me deitei na cama, olhando o teto do quarto, o barulho da cidade entrava pela janela, era um zumbido constante de carros e vozes que nunca parava. Fechei os olhos e respirei fundo, amanhã seria meu primeiro dia, meu grande começo, eu não sabia o que esperar, mas estava pronta pro que viesse.  

Na manhã seguinte, acordei antes do despertador tocar, não sei se foi pelos nervos ou porque o colchão novo ainda parecia estranho, mas não consegui ficar na cama nem mais um minuto. Me levantei, vesti um jeans, um moletom e meus tênis favoritos, e decidi sair pra caminhar um pouco antes de me arrumar pro trabalho, queria conhecer um pouco a cidade, senti-la com calma antes que tudo ficasse louco.  

Buenos Aires me acertou em cheio desde o primeiro passo, os prédios eram tão altos que parecia que tocavam o céu, e as ruas estavam cheias de gente que ia e vinha como se tivesse pressa pra viver.  

Comprei um café numa cafeteria perto do apê, depois comecei a caminhar sem rumo certo, só pra ver como esse lugar pulsava.  

Enquanto andava pelas calçadas, me perdi nos meus pensamentos, lembrei de Mendoza, das tardes tranquilas no quintal de casa, tomando mate, pensei nos meus irmãos, que com certeza estavam ocupados com suas coisas, e nos meus amigos, que tinham se despedido de mim com abraços e promessas de virem me visitar.  

Deixar tudo isso tinha sido difícil, mas também me animava estar aqui, numa cidade tão viva, tão diferente. Sim, eu trazia nervos, mas também uma esperança que me aquecia o peito.

Passei por uma pracinha pequena com uma fonte no centro, havia pombas por todos lados, e um senhor jogava migalhas de pão desde um banco. Parei um segundo pra olhar, era um dia bonito, daqueles que te fazem pensar que tudo vai dar certo.  

De repente, enquanto andava por uma rua, ouvi uma freada forte, levantei a vista e vi um carro de luxo, preto e brilhante, parar de uma vez bem na minha frente.  

Fiquei parada como estátua, sem saber se atravessava ou esperava. Antes que eu pudesse decidir, uma mulher desceu do carro com pressa, tinha o cabelo loiro bagunçado, gritava alguma coisa, mas eu não conseguia entender o quê, porque o barulho da rua engolia as palavras dela.  

Tentei me afastar, não queria me meter em confusão alheia, mas aí a porta do carona abriu de supetão e um homem desceu com uma expressão que me gelou o sangue.  

Ele era alto, com um terno preto que caía perfeito, o cabelo escuro penteado pra trás, e os olhos... aqueles olhos azuis, juro, eram tão frios quanto gelo. Ele parecia dominante, como alguém que manda e pronto, sem ninguém dizer o que fazer.

Fiquei pasma, com o café ainda na mão, olhando pra ele sem querer. A mulher se aproximou furiosa e levantou a mão pra dar um tapa, mas ele segurou o pulso dela antes que ela o tocasse.  

Não parecia bravo, mais controlado, como se estivesse acostumado a lidar com essas coisas, mas tinha algo no rosto dele, uma intensidade que me deixava arrepiada.  

Quis me mexer, sair dali, mas meus pés não obedeceram. Estava tão vidrada na cena que não percebi que pisei numa garrafa de vidro vazia que alguém tinha deixado na calçada. O "crac" ecoou, e o homem virou pra mim de uma vez. Nossos olhares se cruzaram, e senti como se ele tivesse me prendido com aqueles olhos gelados.  

Fiquei com uma vergonha danada por ter visto algo tão pessoal, tentei desviar o olhar, fingir que não era nada, mas antes que eu pudesse escapar, ele começou a caminhar na minha direção. Meu coração disparou, e o café na minha mão tremeu um pouco. Eu não fazia ideia do que ia acontecer, mas não gostava nem um pouco da ideia de um cara tão intimidador vir direto pra cima de mim.  

O homem parou na minha frente, a poucos passos, e me olhou de cima a baixo como se estivesse me estudando. Foi como se o ar ficasse mais pesado com ele por perto.  

- Gostou do show? - perguntou com uma voz fria, quase debochada, como se eu fosse uma criança que ficou olhando uma piada ruim.  

Fiquei vermelha, mas não de vergonha, e sim de raiva. Quem esse cara pensava que era pra falar comigo assim? Levantei o rosto e, sem pensar muito, respondi:  

- Bom, se eu soubesse que ia ter espetáculo, tinha trazido pipoca.

Por um segundo, pensei que ele ia ficar bravo, os olhos dele se estreitaram um pouco, como se estivesse processando o que eu disse, mas aí, contra tudo o que eu esperava, ele soltou uma risada, daquelas que você não sabe se é de deboche ou por outra coisa.  

Não disse mais nada, me lançou um olhar intenso, e depois se virou, entrou no carro e foi embora. A mulher, que ainda estava na calçada, gritou mais alguma coisa, mas ele nem olhou pra trás.  

Eu fiquei ali parada, com o coração na garganta, sem saber nem o que pensar. Quem era aquele cara? Balancei a cabeça pra me livrar disso, não tinha tempo pra isso, precisava me focar no meu primeiro dia de trabalho, não num encontro esquisito com um desconhecido na rua.

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