
Sedução do Amor
Capítulo 3
Londres, 13 de fevereiro de 2015
Está tudo silencioso, há cores para todos os lados: Vejo lindas flores, frutos nas árvores, passarinhos voando aos céus! O calor do dia é fascinante, meus olhos brilham olhando para cima, está tudo perfeito: o clima, a paisagem, algumas pessoas andando de mãos dadas, crianças conversando com seus pais...
O calor me aquece como sempre, me sinto mais viva e feliz, dou um sorriso enquanto caminho e sinto aquele vento gostoso sobre minhas bochechas e balançando minhas roupas. Quando olho para a paisagem à minha frente, de repente, tudo fica preto. Onde estou? Eu não sei, tento correr, mas está tudo escuro e nem sei para onde estou indo ou para onde devo ir. Simplesmente respiro fundo e fecho meus olhos com força. Sou acordada por um barulho de chuva, não é tão forte, mas está chovendo.
Eu me sento na cama e olho para o quarto, está escuro ainda, não sei que horas são, olho para meu relógio no pulso esquerdo e são 06h20min. Queria voltar a sonhar novamente, o sonho se referia à minha casa, minha vida em Madrid. É tão lindo lá e agora terei que viver aqui, porque preciso de novas experiências e aqui receberei um bom salário. Lembro-me dos meus pais por um momento, a saudade é imensa que chega a doer o coração, coloco uma mão sobre meu peito e limpo uma lágrima que escorre pela minha face.
Levanto da cama e peço o café da manhã, eles me dizem que em vinte minutos chegará. Enquanto espero, escovo os cabelos e os dentes, e lavo o rosto. Assim que termino, seco minha face e me olho no espelho...
Os meus olhos são azuis claros e meus cabelos no tom de mel lisos, que batem no meio das costas, meu físico é magro e tenho um metro e sessenta e oito centímetros.
Saindo do banheiro, escuto alguém batendo na porta, vou até lá e a abro. Vejo um homem de cabelos claros e olhos castanhos, ele me entrega o café da manhã e o agradeço. Coloco meu café na mesinha que há na cozinha, abro o saquinho e têm torradas, alguns pedaços de bolos e leite com café.
Por um momento fico pensando que terei que ligar para minha tia logo, aliás, foi ela que me disse para vir para cá, pois há uma empresa que estão contratando tradutores e o salário é muito bom, eu preciso desse emprego.
Parando de pensar, eu como as torradas, tomo meu leite com café, e depois um pedaço de bolo.
Troco de roupa, porque está frio lá fora, coloco uma blusa de mangas e uma blusa de frio por cima, é bem quentinha. Coloco uma calça jeans escura, uma bota preta de couro, visto um cachecol em meu pescoço, pego uma bolsa marrom e coloco minha carteira, pego um guarda-chuva, chave e saio do hotel.
Chegando lá fora, abro o guarda-chuva e ando na calçada, a chuva não é tão forte, mas o vento é bem frio e muitas pessoas se apressam na rua por causa da chuva, por não terem um guarda-chuva, já outras andam calmamente com seus guarda-chuvas. Eu desejo procurar um emprego, então tenho que andar para ver algo que me interessa.
Olho todas aquelas pessoas a minha volta, todas agasalhadas, suspiro sentindo aquele frio sobre minhas bochechas e caminho mais rápido, vejo um museu e começo a andar até lá.
Já dentro do local, vou até a recepção e pergunto se precisam de atendente de telefone ou serviços gerais e entrego meu currículo.
O homem olha para mim e diz:
— Então é fluente em espanhol, inglês, francês e português? — Ele me olha impressionado e eu respondo:
— Sou sim. — Ele sorri para mim e diz:
— Bom, não preciso desses serviços, mas se quiser ser atendente, estamos precisando. Apareça aqui amanhã às sete da manhã para a entrevista com o dono do Museu, Annie.
Eu digo que irei aparecer, ele devolve o meu currículo e me mostra o lugar, depois ele diz:
— Sou Diego, sou o vice chefe, é um prazer, Annie, até amanhã.
Eu pego na mão dele me despedindo e retorno ao hotel para aproveitar esse dia frio.
A chuva para durante a tarde, mas o tempo continua frio, como as fatias de bolo e bebo café. Depois tomo um banho rápido, faço minha higiene, coloco uma roupa confortável, visto uma blusa de frio por cima e meias nos pés. Sento no sofá e ligo a televisão, pego meu celular e escrevo um SMS para os meus pais dizendo que estou bem, eles respondem depois de um minuto.
"Olá, filha, que bom que está bem, conte as novidades, está em um hotel? Vai procurar um emprego? Seu pai mandou um abraço, nós te amamos. Sempre nos mantenha informados, viu? Se cuida!"
Eu sorrio com a mensagem e escrevo.
"Olá, mamãe, estou em um hotel e hoje consegui uma entrevista para amanhã, espero que dê tudo certo. Eu amo vocês também, vou mantê-los informados, se por acaso eu demorar a responder alguma mensagem, me entenda que às vezes sou desligada, viu? Beijos para vocês. ”
Eu desligo o celular após isso, vejo um pouco de televisão e depois vou dormir.
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