Seguir
Capítulos
Compartilhar
Capa do romance SECRETARIAMENTE AMADA

SECRETARIAMENTE AMADA

Luiza esconde a dor causada por piadas e ofensas sobre seu corpo, mantendo uma fachada de indiferença. No trabalho, seu único refúgio de respeito é o chefe, com quem mantém contato constante, ainda que apenas por telefone. Contudo, um acesso de fúria dele acaba sendo a gota d'água para o emocional dela. Após esse limite ser ultrapassado, Luiza decide mudar, e ninguém ao seu redor está pronto para a transformação impactante que está prestes a surgir.
Capítulos
Compartilhar

Capítulo 1

Luiza:

Sento em minha mesa para começar mais um dia puxado na empresa Moore's Interprise.

Mas eu mal me encosto e meu celular corporativo começa a tocar.

- bom dia, Luiza fontes secretaria do senhor Leonardo Moore, em que posso ajudar?- digo toda a frase e penso antes de respirar fundo sabendo do dia cheio que vou ter.

- Sou eu Luiza.- a voz do meu chefe invade a linha.

Droga, devia ter olhada para ver que era ele.

- Bom dia sr. Moore. Deseja alguma coisa? - pergunto.

Ele dificilmente vem para essa filial da empresa e só liga quando é questão de trabalho.

- Sim, preciso que me envie os contratos com os maiores clientes em potencial, imprima alguns que irei te mandar para encaminhar a alguns setores da empresa. As dez haverá uma reunião importante com alguns acionista, a senhorita deve ir me representar e tomar notas.

Vou anotando todas as ordens que ele me dá.

Meu dia já seria cheio sem falar com ele, agora vou ter que lutar contra o tempo e fazer varias coisas enquanto atendo as ligações.

- Consegue fazer tudo isso antes do almoço?- ele pergunta.

Não.

- claro senhor, precisa de mais alguma coisa?- por favor diga não.

- Por enquanto não, se precisar ligo depois do almoço. -Ele diz e desliga.

Ele parece estranho, por mais que ele seja autoritário e muito profissional, de algum jeito ele parecia encomodado com algo.

Esqueço esse assunto, nem sou próxima do meu chefe.

So o vi duas vezes e por mais que ele tenha sido gentil, nem olhou muito para mim.

Não quando estávamos em um evento cheio de modelos.

Ah esse evento, uma das piores s festas que tive que cobrir.

A humilhação de me pararem na porta e perguntarem oque eu estaria fazendo em um evento onde só tinha modelos foi muito. Mas nada comparado aos cochichos das mulheres lá dentro e os olhares de repulsa de alguns homens.

Esqueço esse assunto e vou fazer oque foi me pedido.

Passo a manha todo imprimindo, enviando email para o chefe e contratos por todo o prédio.

Quando dá a hora da reunião arrumo minhas coisas e o caderno de anotação e vou para a sala no andar de baixo.

Quando chego quase todos ja estão ali.

Ouço risadas de umas das mulheres presentes mas não me importo em saber o motivo de suas risadas.

Me sento ao lado da cadeira que sr. Moore deveria ficar e espero a reunião começar.

- Acho que deveríamos vender, seria menos problemas para nossa cabeca.- um dos acionista diz.

- Oque?- pergunto fazendo com que todos na mesa me olham.

Não costumo opinar nas reuniões, mas meu dever é anotar e defender a visão do meu chefe caso necessário.

- Acho que a senhorita ouviu, quando o sr. Moore ler suas anotações ja estaremos negociando com o vendedor e ele não terá outra opção a não ser vender as ações na qual não vemos quase nenhum dinheiro, ou passar vergonha.- ele diz autoritário.

- Não pode negociar uma coisa que não é sua senhor. O contrato precisa da assinatura do sr. Moore, e ele nao quer vender.

- Se não vendermos, isso só nos trará problemas.- ele diz.

Esses homens.

É sempre assim, quando o sr. Moore nao esta eles acham que manda ma empresa.

- Não sei por que se preocupa, toda a gestão da empresa fica a cargo do sr. Moore, vocês só precisam ficar sentados recebendo os lucros e aparecendo em reuniões idiotas como essa.- digo e percebi que passei do limite.

- Quem pensa que é sua vadia gorda? Eu vou me encontrar com um potencial comprador na hora do almoço e na parte da tarde o contrato ja estará pronto para o sr. Moore assinar. Se ele não quiser que venha pessoalmente me dizer isso antes de me encontrar com o cliente.- ele diz e o sorriso que dá em minha direção diz que ele acha que essa discussão ja esta vencida.

Me levanto da cadeira e vou em direção a porta. Ele ainda sorri achando que ganhou.

- Se insistir nesse assunto, até o final do almoço haverá uma intimação do tribunal direcionada ao senhor. Proponho que pense bem.

- esta ameaçando me processar?- ele pergunta se levantando da mesa exaltado.

Todos na sala continua em silêncio, apenas observando.

- Não estou ameaçando, oque esta querendo fazer é considerado prática abusiva, quer vender algo que não é seu e fazer com que meu chefe seja obrigado a vender para que nao passe vergonha, tudo isso para que voce possa lucrar. E alem do mais um processo de injuria cairia muito bem para o meu chefe caso continue com isso.

- Pratica abusiva? Injuria? Injuria contra quem?- ele grita.

- O senhor me ofendeu enquanto eu estava só fazendo meu trabalho, nao vou discutir sobre isso, vai a esse almoço e consequentemente ira também a um tribunal no proximo mês.- com isso eu saio da sala e deixo todos la.

Droga.

Volto para o andar da presidência e pego o celular corporativo ligando para meu chefe que nao atende nenhuma das 5 vezes que liguei.

Deve estar em alguma reunião.

Ligo para o departamento juridico e um advogado sobe.

Explico tudo oque aconteceu para o advogado que vai tomar as devidas providências para que caso a venda seja fechada haja consequência.

Tento ligar novamente para o sr Moore mas nada dele atender.

Droga, que seja.

Pego minha bolsa para ir almoçar e desço pelo elevador.

Distraída mechendo em minha bolsa pego o elevador comum.

Ele vai parando em vários andares por causa da hora do almoço.

Muitas pessoas vão entrando e vou me expremendo no canto do elevador.

- Ta ficando apertado aqui.- um homem que entrou um alguns andares depois de mim diz.

- outras pessoas tem chance de pegar o elevador privativo, mas veio nesse só pra dificultar nossas vidas.- uma mulher diz depois de me olhar.

Levanto minha sombrancelha mas não digo nada.

- até por que caberia duas pessoas no seu lugar.- o mesmo homem que reclamou diz e as pessoas do elevador começa a rir.

Abaixo a cabeca e me encosto mais ainda na parede fria do elevador.

- Vamos rezar para que os cabos não arrebente.

Isso ja é o fim para mim, assim que as portas se abrem no hall eu empurrou todo mundo e saio do elevador.

Ja estou cansada disso.

Caminho pela calçada ate um restaurante perto da empresa.

Assim que me sento e faço o pedido o celular da empresa começa a tocar com mensagens.

Olho para ver se é algo importante e um dos grupos da empresa está ativo e recebendo muitas mensagens.

É apenas um grupo para funcionários interagirem, ideia dos próprios funcionários.

Quando abro a mensagem meu coração se aperta.

Estão falando da reunião.

Se antes ela não foi demitida, agora vai.

Ja estava na hora, ela nao combina nem um pouco com a estética da empresa.

Se vocês vissem hoje no elevador, quase nao coube ninguém por que ela estava junto.

Eu só acho que o sr. Moore a mantem por perto por que não tem chance de ela distrair ele. Nao que isso seja problema ja que ele quase não vem para a empresa.

E foram essas mensagens que fazem ir ao banheiro chorar.

Não aguento mais os comentários sobre mim.

Deixo que as lagrimas rolem no banheiro e quando acabo jogo uma agua na cara.

Quando estou prestes a sair do banheiro meu celular toca e vejo o numero do sr. Moore.

- Sr. Moore, tentei te...- começo a dizer mais sou interrompida.

- Um processo? Você esta maluca? Oque pensa que estava fazendo?- ele praticamente grita ao fazer as perguntas.

- Eu só estava fazendo meu trabalho.- digo.

- Seu trabalho eu ate entendo, já resolvi com o acionista em questão e ele não ira fazer a venda e eu tambem não o processarei.

- Que bom que tenha dado certo.- digo respirando fundo.

- Não deu nada certo, você também vai retirar seu processo de injuria contra ele.- ele diz como um comando.

- Não mesmo.- digo firme.

- Oque disse?

- Eu disse que não vou retirar meu processo contra ele, ele me ofendeu ao me chamar de vadia gorda.- digo com raiva.

- É, voce não é vadia, algo mais?- ele diz desdenhando.

- Ele também me chamou de gorda, na frente de todos.- Digo e começo a tremer.

Quero socar alguma coisa.

- E você é oque?- Ele grita na outra linha e vejo que esta com raiva.

- Esta no meu horário de almoço, boa tarde sr. Moore.- digo e desligo o telefone.

Estou cansada disso, é essa palhaçada todo dia.

Mas é a primeira vez que esse idiota me trata assim.

Volto para minha mesa puta da vida e nesse meu prato chega.

Olho para a macarronada que eu pedi e nao sinto a minima fome.

- com licença, pode me trazer uma salada?

Você pode gostar

Capa do romance A Esposa Falsa do CEO Gay
8.3
Pressionado por sua família conservadora e por investidores, o CEO Oliver Montenegro precisa de um casamento de fachada para proteger sua imagem. Julia, sua melhor amiga, aceita a proposta de ser sua esposa em troca de luxo e liberdade. No entanto, a constante vigilância da imprensa e dos sócios exige que eles simulem uma paixão real. Entre mentiras e aparências, sentimentos genuínos e ciúmes surgem, ameaçando transformar o acordo em algo muito mais profundo.
Capa do romance A namorada de mentirinha do CEO arrogante
9.2
Após ser demitida e flagrar a traição do namorado com sua amiga, uma mulher tenta reconstruir a vida. Ela consegue um emprego sob o comando de Henrique, um CEO tão atraente quanto arrogante. Com três meses para provar seu valor e evitar nova demissão, ela se vê presa em uma mentira perigosa: fingir ser namorada do chefe. Entre beijos técnicos e declarações falsas, a resistência ao charme dele vacila, transformando o ódio inicial em uma atração incontrolável.
Capa do romance A Nora Rendida do CEO: Uma paixão Inesperada
9.3
Natasha sempre almejou integrar a influente família Colt, sentindo atração por homens maduros como Jack. Sem opções entre os irmãos Colt, ela acaba se envolvendo com o jovem Daniel. Contudo, sua vida sofre uma reviravolta drástica ao conhecer o pai dele, o enigmático patriarca Max Colt. O homem que ela sempre considerou inalcançável ressurge do exterior, assumindo o papel de seu sogro e despertando sentimentos inesperados que complicam seu destino.
Capa do romance A Obsessão do Magnata
8.8
Morgana Ávila é uma bioquímica dedicada que luta para custear o tratamento caro do filho de seis anos nos EUA. Ao representar sua empresa em um congresso, ela confronta Theodoro Ventura, um arrogante CEO de tecnologia marcado por traições passadas. Fascinado pela audácia da jovem, ele decide investigá-la e descobre suas vulnerabilidades. Determinado a possuí-la, o magnata propõe um acordo irrecusável: uma noite de prazer em troca da salvação da criança.
Capa do romance Ele Queria Amante, Consegui O Patriarca
7.9
Traída no altar, vi meu noivo exigir que eu fosse sua amante enquanto ele se casava com outra. Rejeitando a humilhação, rasguei meu vestido e tomei uma decisão audaciosa: pedi à matriarca para me casar com Hélio Luís, o poderoso Patriarca da família. Para o choque de Lauro, o próprio Hélio surgiu para me defender, exigindo respeito e submissão. Deixei de ser a noiva desprezada para me tornar a mulher do homem mais influente, iniciando uma nova era de poder.
Capa do romance Envolvida com o chefe arrogante
8.9
Após flagrar a traição do noivo com sua própria prima, Blair decide manter a cabeça erguida. Contudo, uma noite de bebedeira com seu implacável chefe, Roman, muda tudo. O que deveria ser apenas um encontro passageiro para afogar as mágoas transforma-se em um jogo perigoso de possessão. Roman, um homem que nunca aceita perder, está determinado a tê-la por completo. Agora, Blair enfrenta o desafio de escapar de um bilionário que não pretende soltá-la.