
Quando os Corações Surgem: O Impiedoso Chefe da Máfia Me Quer de Volta
Capítulo 3
Eleanor foi arrancada do chão, arrastada pelo corredor e empurrada para dentro de um quarto.
Ela tropeçou, sua visão momentaneamente turva pelo brilho do lustre de cristal acima.
Instintivamente, ela estendeu a mão para a porta, mas ela se fechou com força assim que seus dedos a tocaram.
Com o coração acelerado, começou a bater na porta, desesperada para escapar, quando a voz de Gemma veio do outro lado. "Considere-se sortuda. O Sr. Clark não repara em muitas mulheres," disse ela. "Mas seja sábia—faça-se útil, ou vai se arrepender de cada momento aqui."
Os passos se afastaram, deixando Eleanor em um silêncio atordoado.
Quando seus sentidos voltaram, o suave som da água correndo do banheiro chamou sua atenção.
Ela piscou, absorvendo o ambiente opulento—janelas do chão ao teto que ofereciam uma vista deslumbrante da cidade abaixo, e uma chaise longue luxuosa posicionada perfeitamente para alguém relaxar e aproveitar a vista.
Apesar do luxo, a fria elegância do quarto parecia estranhamente impessoal, como um espaço projetado para encontros passageiros em vez de conforto.
A porta do banheiro se abriu de repente, e Eleanor se virou para ver Andreas saindo, o vapor se enrolando ao redor dele como uma névoa de outro mundo.
Seu roupão pendia frouxamente, apenas o suficiente para insinuar a elegância por baixo, uma graça sem esforço que se agarrava a ele tão naturalmente quanto as gotas de água ainda brilhando em seus cabelos.
Elas desciam por seus traços esculpidos, conferindo um charme quase magnético à sua expressão de gelo.
Sob o roupão, os contornos de seu peito eram visíveis—um físico tanto poderoso quanto refinado.
Seu olhar era frio, penetrante, um olhar que parecia congelar o ar entre eles.
Naquele instante, o quarto parecia apenas um pano de fundo, Andreas sendo o inegável ponto focal, cada movimento deliberado, emanando um comando silencioso e avassalador.
Eleanor se viu momentaneamente cativada.
Ela sozinha nutria um desejo secreto: uma emoção pela perseguição de homens distantes e inatingíveis.
Ela havia aperfeiçoado a arte de atraí-los apenas para descartá-los quando estavam mais vulneráveis, saboreando a dor crua deixada em seu rastro.
Mas ela nunca esperou que Andreas—o único homem de quem se afastou anos atrás—retornasse à sua vida dessa maneira.
"Venha aqui." Sua voz cortou seus pensamentos, fria e autoritária.
Eleanor ergueu o olhar para encontrar Andreas sentado na beira da cama, seu olhar penetrante fixo nela.
Ela engoliu em seco, sentindo um impulso instintivo de recuar.
Seu olhar era frio, inflexível e carregado de uma calma inquietante que provocou um arrepio em sua espinha.
Notando sua hesitação, Andreas ergueu uma sobrancelha, seu tom marcado com um toque de impaciência. "Gemma não explicou as regras para você?"
Eleanor balançou a cabeça, captando o leve brilho de zombaria que cintilava em seus olhos.
"Nova aqui, então?" ele perguntou, sua voz carregando um leve desprezo.
"Não," Eleanor respondeu, seu tom mais firme do que sentia. "Eu não estou trabalhando aqui—sou uma legista forense."
Andreas repetiu suas palavras, divertimento puxando o canto de sua boca. "Uma legista?"
Ele deixou as palavras pairarem, então acrescentou com um sorriso irônico, "Meio período?"
O olhar de Eleanor se estreitou, a raiva cintilando em seus olhos ao perceber a zombaria em seu tom.
"Eu não vim aqui por vontade própria—Gemma me sequestrou!" Eleanor disse, sua voz firme, mas entrelaçada com exasperação. "Eu não estou trabalhando aqui."
"Mentirosa," Andreas murmurou.
Com um passo quase preguiçoso, ele fechou a distância, sua mão escorregando ao redor da cintura de Eleanor para pressioná-la firmemente contra a mesa.
Eleanor tentou se afastar, mas seu aperto era inflexível.
"Por favor, ouça-me! Eu sou uma legista. Eu não trabalho aqui," ela explicou, sua voz tensa.
Um toque de divertimento tocou a boca de Andreas, seu olhar afiado e inescrutável. "Certo, vamos brincar com sua pequena história," ele murmurou. "Uma legista, então."
O coração de Eleanor afundou ao reconhecer a zombaria em seu tom.
Não importava o quanto ela tentasse explicar, ele já havia feito seu julgamento. Para ele, ela era apenas uma mulher trabalhando neste cassino.
Quando Eleanor abriu a boca para protestar mais, Andreas se aproximou, calando suas palavras com um beijo repentino e inflexível.
Em um movimento rápido, ele puxou suas calças para baixo e rasgou sua calcinha preta.
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