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Capa do romance RIO DE JANEIRO - NO MORRO DO ALEMÃO 3

RIO DE JANEIRO - NO MORRO DO ALEMÃO 3

No terceiro volume da saga, o Rio de Janeiro continua sendo um cenário de contrastes entre a alegria vibrante e os perigos constantes. Chegou o momento decisivo para Bernardo provar seu valor e assumir de vez a liderança do Morro do Alemão, ocupando o posto que antes pertencia ao seu pai. Entre conflitos da máfia e tensões locais, ele enfrentará desafios intensos para consolidar seu poder nesta emocionante trama de ação e romance urbano.
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Capítulo 2

Lk narrando

- Vem cá Betina - Eu falo e ela vem correndo em minha direção - Não pode correr na minha frente, tem que me esperar e você também Eduardo.

- Tá bom vô - Eduardo fala

- Já falei que não é para me chamar de vô - Eu falo para ele

- mas você é meu vô - Ele fala

- Quem disse? - Eu falo - Tu tava jogado aí no canto e aí eu resolvi te levar para tomar sorvete.

- Aí não - Eduardo fala colocando a mão na cabeça e balançando ela e eu começo a rir.

Sentamos na sorveteria e logo Ana chegou com Micael e pediram o sorvete e sentamos todos em uma mesa só. As crianças eram o futuro do nosso Brasil e se dependesse delas , não ia sobrar nem terra para contar história.

- Essas cria são piores que terroristas - Eu falo

- Filhos e netos de quem? - Ana fala rindo

- Que ousadia garota - Eu falo para ela rindo

Depois de devolver as crias ao seus receptivos pais, eu entro dentro do quarto a onde a Lua tava se arrumando.

- Você tá linda - Eu falo para ela

- Obrigada - Ela diz com um sorriso no rosto - Acabei de falar com Gabriel, ele falou que Murilo está impossível.

- Não falaram quando volta para o Brasil? - Eu pergunto

- Sem data - Eu falo - Doi muito ficar longe deles, Eu queria todos aqui juntos comigo.

- É a vida meu amor - Eu falo abrindo o guarda roupa e escolhendo uma roupa - Nos fazemos os filhos para o mundo.

- Ainda bem que temos um ao outro - Ela diz - Não sei oque seria da minha vida sem você.

- A minha também - Eu falo abraçando ela - Já tomou banho?

- Não está sentindo que estou cheirosa - Ela fala em um tom irônico.

- Safada - Falo apertando a sua bunda.

Ela começa a rir e eu largo o meu celular e a arma no criado mudo e vou para o banheiro.

- Quem é Beatriz? - Ela grita do quarto e entra que nem furacão no banheiro - Lucas quem é Beatriz?

- Beatriz? - Eu pergunto

- Beatriz com quem você marcou de se exercitar amanhã às 16h? - Ela fala e eu encaro ela sem entender.

- Tu tá louca mulher? - Eu falo para epa

- Tá aqui a porcaria da notificação - Ela fala - Lucas não esqueça o nosso compromisso, amanhã às 16h para praticar exercícios, Beatriz.

Pego o celular da mão dela e quando vejo oque era começo a gargalhar e ela começa a me bater sem parar.

- Calma mulher - Eu falo para ela - É um aplicativo maluca, que a Betina instalou no meu celular, olha aqui - Entrego o celular para ela e ela olha e me encara e eu começo a rir sem parar, a minha barriga doia de tanto rir.

Ela me encara e joga o celular encima da pia, Eu saio do banho e ela estava sentada na cama com a cara fechada. Minha vontade era rir muito, mas e o medo de morrer? Bom, era maior.

Bernardo narrando

Muitas coisas mudou desde que eu assumi o morro. Eduardo já estava enorme, meu casamento com a Alexya andava muito bem, e sou grato por tudo isso.

Continuei comandando com a mesma essência do meu pai, com as mesmas regras, até porque era meu espelho a onde eu me espelhava para comandar tudo isso, que não era nada fácil. As vezes me irritava, me extressava e pensava, será que dou conta? Aí ele tá ali do meu lado dizendo que sim, vai, você consegue.

- Aqui - Alex entra na boca me entregando um envelope - Algumas informações da garota.

Começo a ler uma pequena descrição que mandei fazer sobre a Carolina, era uma pena que ela achasse que nos era o errado da história, sendo que o errado sempre foi o tio dela.

- Falta quanto tempo? - Alex pergunta

- Algumas semanas - Eu respondo - Henrique já providenciou a carga mínima para enganar ela e a carga máxima.

- Vai tentar encurrala ela mesmo? - Ele pergunta

- Ela e quem tiver com ela - Ele assente

- E mabrox? - Ele pergunta

- Deixamos para depois ele não tá incomodando agora - Eu falo

Mabrox Era o chef de uma facção de São Paulo tava querendo invadir os morros do Rio de Janeiro e já tinha mandado o seu recado para nós,mas e claro que não iria perder tempo respondendo, quando ele viesse iria apenas meter bala nele.

- Eduardo - Alexya chamava ele pela casa Quando entro - Pensei que iria chegar mais tarde.

- Já resolvi oque tinha que resolver na boca - Eu falo para ela

- Eduardo se escondeu de novo - Ela fala - Essa casa É enorme e ele ainda quer brincar de esconde esconde - Começo a rir.

Eduardo era terrivel, Conserteza ele tava me dando mais dor de cabeça do que eu devo ter dado para o meu e para a minha mãe, mas ele era uma criança ainda e não tinha nem quatro anos ainda.

- Marina ligou convidando para o aniversário do Fabinho - Alexya fala

- quando? - Eu pergunto

- Domingo - Ela responde

- Nós vamos claro - Eu falo para ela que assente com a cabeça.

- Você parece tenso Bernardo - Ela fala - Tá tudo bem?

- Só preocupado com algumas coisas ai - Eu falo - Fica tranquila - Dou um beijo na sua boca.

Alexya me entendia como ninguém, realmente eu estava preocupado com tudo que tava acontecendo. Era muita ameaça junto e se resolve atacar todo mundo junto ia ser ruim para o nosso lado.

Ph narrando

- Você deveria esquecer essa garota - Raul fala

- Não amola - Eu falo

Raul era o sub do meu morro, Um dos meus melhores amigos depois do JN, mas enchia o saco de mais cara. Desde que eu descobri que a Carolina voltou para o Brasil eu estou de olho nela sem ninguém saber, fiz de surpreso quando TH,JN e LK falaram que ela tinha voltado para o Brasil como delegada.

Ela sumiu durante alguns anos, a onde ela estava e oque estava fazendo eu não faço ideia, mas agora eu descobri que ela voltou para o Rio.

Paro o meu carro na frente do seu prédio e eu vejo a mesma saindo do prédio dela para correr, ela continuava linda, ela sempre foi maravilhosa.

Meu telefone toca e era meu pai Samuel ligando, desligo o telefone e jogo dentro do porta luva, quando ela se distancia de mim, Vou seguindo ela devagar com o carro, passo por ela e estacionou em um beco, já era noite e as ruas estão escura. Fico cuidando quando ela se aproxima, olho para os lados vendo que não tinha ninguém e quando ela passa por mim, agarro seu braço pressionando ela contra uma parede a onde ninguém iria ver.

- Me larga - Ela fala se debatendo - Eu sou policial seu desgraçado.

- Oi Carol - Eu falo para ela e ela para me encarando.

- Pedro - Ela fala engolindo seco - Me larga seu desgraçado, você quer oque me matar?

- Eu não estou aqui para te matar - Eu falo para ela.

- Você quer me enganar de novo? - Ela pergunta olhando nos meus olhos.

- Você continua linda - Eu falo para ela que me encarava.

- Me larga Pedro - Eu falo - Ou você vai me levar para aquela imundícia de favela e me trancar lá?

- Vontade não falta princesa - Eu falo para ela - Relembrar os velhos tempos, ou vai dizer que você não sente saudades?

- Me larga - Ela fala

- Diz Carol que você não sente saudades - Eu falo olhando para ela a mesma abre a boca e eu selo os nossos lábios em um beijo.

Ela se debate por inteiro mas sede o beijo, quando eu paro o beijo ela me empurra.

- Nunca mais faça isso - ela fala furiosa - Você e um idiota, eu te odeio Pedro,te odeio.

- Não é oque o seu beijo disse - Eu falo para ela

- Eu vou prender você é todos os seus amigos - Ela fala antes de sair correndo.

Ela ainda estava na minha só não queria admitir por orgulho e por desejo de vingança.

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