Capa do romance ENTRE O AMOR E  O ÓDIO.

ENTRE O AMOR E O ÓDIO.

9.7 / 10.0
Luna foi entregue como pagamento por um crime e prometida ao herdeiro da Rocinha. Dezoito anos depois, ela deve se casar com Pollo para manter o legado da facção. No entanto, um acidente coloca um delegado em seu caminho, despertando uma paixão inesperada. Dividida entre o dever com o dono do morro e o novo amor pela autoridade, Luna vê seus sentimentos entrarem em conflito. Agora, ela precisa decidir qual caminho seguir nesse perigoso triângulo amoroso.

ENTRE O AMOR E O ÓDIO. Capítulo 1

8 anos atrás

Thor: naaaaaaaaaaaaao, não atira.

Bang-bang (som de tiro)

Pacheco: Meu Deus, eu o matei, meu Deus, não foi porque eu quis, acorda por favor.

Thor: vamos Pacheco, antes que os caras apareçam e vejam nos aqui.

Pacheco: não! temos que socorrer, não podemos deixar aqui.

Thor: não temos tempo p0rra, vamos logo, a polícia vai aparecer e levar nos.

PACHECO NARRANDO:

-E foi assim que nossas vidas mudaram, desde aquele dia em que eu matei o dono do morro rival, e a partir dali teríamos nossas vidas virada de cabeça para baixo.

Pacheco: vão vir atrás de mim, e agora Thor?

Eu não o matei porque quis não, a arma disparou.

Thor: eu sei mais os caras não vai achar isso não, e vão vim sem dó. Eu assumo a responsa pô. eu vou saber segurar o bagulho.

Mais nada nessa vida e de graça.

Pacheco: eu faço o que você quiser.

Thor: tua filha terá que se casar com o meu filho, quando a mesma fizer 18 anos.

Atrás de um grande homem, tem sempre uma grande mulher.

Pacheco: e se eu não aceitar?

Thor: bom, aí vão vir atrás de você, e o resto você já sabe, roda você e sua família.

Pacheco: aceito!

18 ANOS DEPOIS

Pollo Mavericks 20 anos, dono da rocinha, vulgo PL

POLLO NARRANDO

- Hoje acordei com uma sensação estranha, como se algo fosse acontece, parada mó bizarra, olho pro celular e já e 11 da manhã, ontem gerou fiote, foi meu aniversário de 20 anos, pena que meu velho não estava aqui para comemorar comigo, meu velho morreu quando eu tinha 17 anos em uma operação policial, e antes de morrer ele me disse que eu tinha uma mulher prometida, vê se pode coisa de doido, achei que fosse o efeito dos tiros.

-Depois minha velha disse que era verdade e me contou a história, achei mó parada errada, mas fazer o que? Eu só podia assumir o morro se eu aceitasse esse acordo, e claro que eu aceitei, pelo menos vou ter uma fiel só pra mim, um bct fixa.

LUNA TELLES.

- oi gente, meu nome Luna Telles, próximo mês completo 18 anos, só Deus sabe como eu não queria completar 18 anos. O porquê? Porque meu pai, me prometeu ao PL, eu nem conheço o cara, desde de nova, nunca tive contanto com quem era do movimento, pois minha mãe, não queria que eu quebrasse o acordo, então minha vida sempre foi estudar e aprender ser uma boa dona de casa para quando eu me cassasse, se eu era feliz com isso? Não, não sou. mais fazer o que, aqui na favela as coisas não funcionam como a gente quer, fiquei sabendo que ontem foi aniversario dele de 20 anos, e foi regrada a muita bebida, droga e púta. E só o que ele saber fazer mesmo.

- acordo com meu celular despertando olho no relógio, e já e 06:00 de uma segunda feira, ainda estudo estou no terceiro ano, graças a Deus, só tenho mais esse ano. O próximo ano vou fazer faculdade de administração.

Me levanto, tomo meu banho, visto meu uniforme escolar, e vou até a cozinha.

Luna: Bom dia mãe, digo beijando o seu rosto.

Maria: bom dia minha filha! -Aqui está o café, tome e não se atrase, já estou de saída, beijos.

-Ela diz tudo rápido e saindo. - minha mãe trabalha de serviços gerais no shopping, a mesma nunca concordou com o que o meu pai fez. Já tem 3 anos que o mesmo faleceu de um câncer nos pulmões, ele fumava muito.

-Termino meu café, lavo a louça, vou até o quarto e escovo meus dentes, passo um batom e um rímel, e saiu de casa. -Eu moro em uma parte do morro, que quase não se vê os traficantes e agradeço, só assim não preciso cruzar com o PL. -Desço tranquilamente o morro, até sair do mesmo, e ir ao ponto. -Entro no ônibus, ainda bem que tem uma cadeira vazia, me sento coloco meus fones. Quando menos percebo o ônibus para em um lugar que não e de costume, estranho e retiro meus fones, para saber o que aconteceu. E ouço o cobrador dizer, que o ônibus furou o pneu. Ótimo comecei a semana bem. Desci junto de todos. Como estou a mais ou menos 20 minutos da escola resolvo ir a pé. Boto meus fones novamente e sigo caminho bem distraída. Até chegar próximo ao colégio e só sentir um impacto e meus olhos começam a fechar, vejo tudo escuro e apago.

WILLIAM CAVALCANTE NARRANDO

-Estou saindo de mais um expediente, troca de roupa no banheiro Vou até ao pátio me despeço dos que entraram para assumir o horário e vou para minha casa. -No meio do caminho resolvo mudar de caminho para passar em uma padaria que vende uns bolos deliciosos. -Sigo até a padaria, até eu me deparar com uma garota de cabelos loiros passando na avenida com o sinal aberto para os carros, tento frear mais em vão.

-Não houve jeito, atropelei garota, paro o carro desço correndo e vejo que a mesmo desmaio.

Pego ela no colo, coloco dentro do meu carro e vou até ao hospital. Entro com ela nos braços pedindo socorro, até que vem até mim, enfermeiros com uma maca, colocam ela e levam até a sala de atendimento, tento fazer a ficha, mais digo que não sei nada sobre a garota. Deixo apenas meus dados. Vou até ao refeitório do hospital, tomar um café, afinal sair do plantão sem comer nada. Volto para o corredor, e cruzo com o médico perguntando o estado da garota, e ele me diz que ela acordou bem.

LUNA NARRANDO:

-Acordo vendo um clarão, olho bem para o quarto e vejo que estou no hospital, e lembro do que aconteceu, sou tirada dos meus pensamentos, ao entrar no quarto um homem muito gato, alto musculoso, de tom de pele clara, cabelos loiros, barbudo, exalando seu pacco rabanne.

William: oi tudo bem?

Luna: oi, acho que sim. Sorrio de lado -passou a mão na barba e disse:

William: bom, você entrou na frente do meu carro, eu poderia ter te matado.

Luna: como? Já não gostei da petulância desse homem, como ousa me acusar de entrar na frente do carro dele?

Luna: sem cerrei os olhos e disse, olha eu não entrei na frente do seu carro, foi apenas uma falta de atenção minha, atravessar sem olhar. -Ele me olha com aqueles olhos negros.

William: então resumindo, entrou na frente do meu carro, a pessoa que passa sem olhar para os lados, está querendo entrar na frente dos carros.

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ENTRE O AMOR E O ÓDIO. de Conteúdos

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