
Reviver
Capítulo 2
As férias foram ótimas. Foi bom poder tirar uma pequena folga da vida corrida de professor e fisioterapeuta, principalmente levando em consideração que como professor eu não estou muito satisfeito já que não consegui exatamente o cargo que queria no Departamento de Fisioterapia na Universidade de Miami, então foi um primeiro semestre bem diferente do que eu imaginava. Mas posso dizer que estou me deixando levar por enquanto, porque que para mim, só de estar ensinando eu fico feliz. Embora isso não queira dizer que eu não vá batalhar para conseguir a vaga que eu tanto quero na equipe de mestres de altíssimo nível da Universidade.
Aproveitei muito bem as belas praias das Bahamas, assim como também as mulheres vindas de todos os lugares do mundo. Várias solteiras atrás de sexo e isso com certeza eu posso dar. Foi muito agradável acordar todos os dias com uma mulher diferente na minha cama, ás vezes até mais de uma. A meu ver um homem que se preze deve estar aos beijos com uma gata em um bar e fodendo outra em seu quarto logo em seguida, e foi exatamente isso que eu fiz durante mais de um mês. Só que infelizmente a vida me chamou de volta e eu tive que deixar para trás uma das melhores férias que já tive nos últimos anos.
Mas nem tudo são espinhos com o término da viagem, já que minha segunda começa com uma sensação de tremor maravilhosa no meu pênis. É algo maravilhoso. Uma sensação doce e quente que me desperta de forma magnífica. Por um instante penso estar sonhando até que a sensação se torna tão carnal e extremamente prazerosa que é impossível compará-la a um sonho. Oh siim... Alguém está me chupando! Olho para baixo e vejo que uma cabeleira loira cobre o rosto da mulher que me faz essa grande gentileza. Mas de que importa seu rosto? Ela é incrível. Uma verdadeira profissional do sexo. Do sexo oral em especial.
Removo meus braços que estão sob a minha nuca e coloco minhas mãos em seus cabelos, pressionado de leve sua cabeça pra baixo. Sinto meu pênis no interior da sua garganta e é mais do que bom. Quando jorro em sua garganta, não perco tempo e retribuo o favor. Vários minutos prazerosos se passam até que saio de cima dela e me enfio no banheiro sozinho.
Enquanto a água do chuveiro cai sobre mim, penso no máximo que foi encontrar essa mulher no voo de volta para os Estados Unidos, um pedaço das minhas maravilhosas férias veio comigo dentro avião. Sorrio ao lembrar-me da aeromoça olhando feio pra gente quando saímos do banheiro, ofegantes e com cara de quem acabou de trepar. Transar em um avião era uma das poucas coisas que não tinha feito em se tratando de sexo. É ótimo e eu sem dúvida repetirei muitas e muitas vezes. Já experimentei de tudo, desde o papai e mamãe até o sado, embora essa modalidade de sexo não me atraia muito. Não gosto de dor, causar ou sentir, não gosto de misturar dor e sexo. Não acho o resultado da equação agradável aos meus olhos, mas respeito plenamente os que curtem.
Ao sair, ligo para a recepção e peço comida pra nós dois. Em cima da mesinha, meu celular vibra com o lembrete de uma reunião importante. Acho que o meu corpo ainda está acostumado ás férias e esqueci completamente que hoje é segunda. Dia de trabalho. Droga! Gostaria de passar o resto da manhã transando com essa loira, mas não posso. É, não estou mais de férias. Tenho que adequar meu ritmo a transar, dormir, acordar e ir trabalhar ao invés de transar, dormir, transar de novo...
Alguns minutos se passam e o serviço de quarto chega trazendo a comida que pedi. Dou uma gorjeta ao rapaz e o mando de volta. Ligo novamente para a recepção, dessa vez para pedir um taxi para ela. Não posso levá-la para casa e não quero deixar isso por sua conta. Ela sai do banho, nua, apenas com uma toalha em volta do corpo e outra sobre os cabelos. Passeio meus olhos por seu corpo. Uau! É uma visão poderosa, de uma mulher que diz que ainda quer muito mais do que já tivemos aqui. Bem que eu gostaria garota, mas não vou poder, tenho coisas pra fazer.
Peço que ela coma, mas ao notar sua intenção de voltar pra nossa brincadeira, – ainda que eu queira – sou obrigado a freá-la. Seu olhar cai. Deve estar sentindo-se rejeitada, mas pensando bem, isso é bom, isso me protege. Embora eu queira foder essa menina até a hora do almoço, é bom que seja assim porque desse jeito ela não cria esperanças. Visto minhas roupas rapidamente enquanto ela come e observo de relance que ela escreve algo em um papel. Ela o entrega pra mim e com uma rápida olhada, eu vejo que é um número de celular.
Olho curioso o pedaço de papel insignificante e sorrio devolvendo-o a ela. Explico que não preciso dessas coisas porque nunca fico com ninguém que não passou de uma simples transa de uma noite e embora ela me olhe com uma expressão triste, – a expressão triste nos olhos de uma mulher me faz lembrar coisas específicas que não quero mais em minha vida – eu ignoro tudo. Tenho uma vida pra tocar e não preciso de problemas, obrigado. Dito isso, deixo o dinheiro para o taxi em cima da mesinha de cabeceira e abro a porta para ir embora.
— Foi um enorme prazer garota. — digo piscando um olho pra ela e fechando a porta atrás de mim.
Depois de fechar a conta no hotel, vou até a Universidade e tenho bastante sorte em encontrar uma vaga a essa hora. Já são quase oito quando eu entro na sala dos professores e sinto o olhar dos meus colegas sobre mim por causa do atraso. Ora, foda-se. Todo mundo se atrasa uma vez na vida.
— Dormiu demais Nicholas? — pergunta Alex com um sorriso debochado no rosto. Bastardo. Se ele soubesse que mal dormi porque tinha uma loira tremendamente gostosa cavalgando em cima de mim a noite toda.
— Não. — limito-me a responder.
Durante quase duas horas, ouço os coordenadores da Junta Acadêmica falando sobre os alunos, o sistema de provas que foi melhorado, notas, pais de alunos, o novo semestre letivo... Um saco! É sério, eu amo ser professor, sabia que era o que eu queria fazer assim que saí da faculdade, mas ás vezes não acredito que passo metade do meu dia falando e ouvindo as mesmas coisas sempre. Quando acaba a reunião, vou para a sala de aula. Não deveria ter essa aula hoje, deveria ser apenas a reunião de boas-vindas e aconselhamento, mas parece que foi mudado o cronograma que foi enviado para mim uma semana antes de voltar ás aulas. Odeio mudanças de última hora.
— Após me apresentar aos novos alunos, proponho uma dinâmica para conhece-los e para que eles me conheçam. Observo como muitos rapazes simpatizam comigo quando proponho uma saideira e a forma como as garotas – todas elas – ficam afetadas pelo meu rosto, meu corpo, meu estilo de me vestir e minha voz grave e sedutora. Sei de todos os meus atributos e vejo como olham pra mim. Não sou bobo.
Quando você tem uma beleza razoável, pode restar brechas pra insegurança, mas quando você se parece comigo, você sabe que é o tipo de todas. Bom, esse sou eu. Um metro e oitenta de beleza, muito bem distribuída pelos meus músculos definidos. Herdei o cabelo castanho médio e olhos da mesma cor da minha mãe. Como já ouvi de várias pessoas diferentes: um colírio para os olhos. Do meu pai eu herdei a tremenda cara de pau, charme e arrogância. Coisas que, aliás, eu considero minhas melhores qualidades.
Tudo no primeiro dia de volta ao trabalho caminha de forma muito agradável, até mesmo quando uma aluna bem descarada vem me pedir “ajuda” com algo que não entendeu. Aceito dar uma orientação especial, mas tomo o cuidado de manter tudo no campo profissional, pois a última coisa que eu quero é ter problemas por causa de assédio. Volto à sala dos professores e guardo meus materiais na minha mesa, mas quando estou prestes a sair, vejo Jenni vindo na minha direção. Rolo os olhos sem que ela veja porque já sei onde isso vai dar. Da última vez, fomos parar no quartinho de materiais de limpeza em um dos corredores daqui.
Nos cumprimentamos, falamos um pouco sobre nossas férias e como eu imaginava, sua postura indica querer algo mais. Mas quando dou uma desculpa, ela fica visivelmente decepcionada. Qual é? Já comi essa mulher duas vezes e nunca fodo a mesma pessoa mais que do que isso. Mesmo ela sendo tão gostosa não vou ultrapassar esse ponto. Eu não quero. Eu não posso. No final, dou uma dispensa um pouco mais rude do que o necessário e ela vai embora chateada. Esse é o problema do sexo casual. As mulheres ficam no pé durante um tempo. Sexo uma única vez ou no máximo duas vezes com uma mulher é a melhor coisa que um homem pode fazer para não gerar vínculos. Não importa o quão moderna uma mulher diga ser, no fim, ela sempre vai esperar algo mais de você. E eu não sou o tipo de homem que tem alguma coisa pra oferecer a ninguém.
Chego à minha clínica por volta das duas da tarde e procuro me ocupar com alguma coisa porque não tenho pacientes. Os dois que eu estava esperando para depois que eu voltasse das férias desmarcaram na última hora e eu fico sem ter nada pra fazer o resto da tarde depois de me inteirar dos assuntos financeiros e funcionais na minha ausência.
As horas passam e isso é entediante. Gosto de estar em ação, seja na sala de aula ensinando minha bela profissão, seja na minha clínica quando estou operando milagres no corpo de alguém, seja na cama quando estou satisfazendo meus mais carnais desejos. Preciso fazer algo. Droga! Não deveria ter dispensado Jennifer, quero transar e ela me seria bem útil depois que saísse daqui.
Não Nicholas, você não pode mais sair com ela. Duas vezes lembra? Não pode passar disso com uma mulher.
Meu subconsciente faz bem em me lembrar disso. Mas estou excitado e quero uma mulher embaixo de mim a noite toda. E para isso eu sei exatamente onde devo ir agora que não tenho um “encontro” marcado com ninguém.
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