
Reviver
Capítulo 3
Depois de sair da clínica, vou pra casa, tomo um banho rápido, boto uma roupa mais despojada e saio para o lugar que me garantirá felicidade, ou ao menos satisfação. É um prédio de três andares com uma aparência não muito agradável por fora, mas eu sei que por dentro a história é outra. Para entrar, você precisa de uma senha e um cartão magnético que deve ser passado na roleta da porta com um segurança que mais parece um armário. A Casa da Rachel. Minha amiga mais antiga aqui em Miami.
Entro e logo sou cumprimentado por muitos ali dentro. O som que ressoa é sexy. Há sofás em forma de L por todos os lados sempre com uma mesinha de centro de vidro onde não faltam bebidas. A luz é fraca e pisca em tons de lilás e violeta de forma lenta. O lugar tem cheiro de mulher, gosto de mulher e som de mulher em toda parte. Todas elas em poucas roupas, se é que podem ser chamadas de roupas: corpete, meia, calcinha e cinta-liga. Sim, é um espetáculo para os olhos. Andam de lá pra cá exibindo seus corpos em cima de sandálias com saltos altos mortais e oferecendo bebidas aos clientes.
No meio do salão há um palco com várias coisas usadas pra fazer louco um homem. Nesse momento duas mulheres fazem strip-tease e se tocam provocativamente enquanto uma porção de homens babam ao redor disputando com dinheiro e elogios quem será o sortudo a trepar com uma delas ou até mesmo com as duas ao mesmo tempo.
Vou ao bar e peço o Bourbon de sempre. O barman Louis me cumprimenta e pergunta pela minha ausência. Falo sobre minhas férias até que uma mulher senta ao meu lado e chupa o lóbulo da minha orelha. Não preciso vê-la pra saber que se trata da Rachel.
— Então estava viajando? — ela me pergunta quando me viro no banquinho para olhá-la.
— Rachel. Você está ótima. Isso mesmo estava viajando mês passado e cheguei ontem à noite. — digo a ela, sorrindo.
— Porque não veio aqui? Sempre que viaja você gosta de aliviar o stress e esse é o seu point favorito.
— Não foi necessário. Conheci uma loira no avião.
Não é preciso falar mais nada, ela sabe o que aconteceu, mas mesmo assim ela provoca, me perguntando se levei a garota pra minha casa.
— Claro que não, Rachel. Levei para um hotel, você sabe que eu não levo mulheres pra minha casa.
— Sei. Pelo menos não em muito tempo.
Não, não levo mulheres pra dormir, transar ou fazer o inferno na minha casa. Não gosto disso e ela sabe. Porque falar sobre coisas que me desagradam? Fecho a cara e acho que ela entendeu porque muda o sorriso que estava em seu rosto para um rosto sério novamente. Mudo de assunto.
— Então, o que temos de novidade hoje?
— Bom... — ela chega mais perto de mim e começa a roçar seus quadris na minha perna. — o que você acha de provar o tempero da casa?
— Rachel, o tempero da casa é delicioso, mas já comi. Quero um novo sabor.
Ela põe a mão na minha ereção já crescente e começa a me acariciar.
— O que há de errado em comer a mesma comida se ela te agrada?
— Errado? Não há nada de errado. Mas gosto de variar no cardápio, você sabe. — eu sorrio sarcasticamente.
— Eu sei. — ela diz parando o movimento de suas habilidosas mãos — Você já me provou, gostou, mas dispensou.
Ela está deliberadamente tentando me irritar? Porque isso agora?
— Porque essa droga agora Rachel? — pergunto irritado.
— Esqueça, sei de suas preferências. Desculpe ter tocado no assunto.
— Você é gostosa, Rachel. — sorrio — Muito gostosa. Na verdade você é uma das poucas mulheres com quem eu quebraria meu ritmo sexual adaptado. — digo ficando de pé, puxando ela pra mim e esfregando minha ereção no meio das suas pernas.
Vejo como se acende o fogo dentro dela e imediatamente paro, pois não quero dar uma impressão errada. Mas surte outro efeito. Ela sorri e me senta de volta no banquinho. Parece que ela só precisava de uma injeção de ânimo. Mas não sei do que ela está falando? Ela está na casa dos cinquenta, mas é uma bela mulher com os cabelos negros e corpo de deixar qualquer mocinha de vinte anos no chinelo.
— Não respondeu minha pergunta Rachel. — termino meu Bourbon, deixando a conversa fiada de lado — O que há de novo em sua Casa?
— Você não gosta de transar com as mesmas mulheres por isso sempre dá um tempo sem vir aqui. É claro, depois que come a casa inteira, não é. — ela diz com o olhar malicioso — Então, eu tenho uma pessoa pra você. Chegou hoje.
Meu interesse é despertado na hora. Chegou hoje. A casa abriu há poucos minutos então provavelmente nenhum outro homem meteu seu pau nela.
— Hmm. Interessante. Uma mulher sem experiência com os homens nessa casa ainda. Muito bom. — falo de forma apreciativa.
— Melhor que isso. Uma mulher sem experiência nenhuma com qualquer homem.
—Uma virgem? — pergunto estupefato. Ela balança a cabeça lentamente concordando.
— Como conseguiu uma virgem pra este lugar Rachel? — eu estou incrédulo.
— E o que importa como consegui? Te interessa ou não?
— É claro que interessa. Quero conhecê-la agora Rachel porque já estou de pau duro há um bom tempo, mas agora estou achando que ele vai sair de dentro da minha calça.
Caralho. Uma virgem. Adoro a sensação de romper o lacre de uma mulher. É tão gostosa uma boceta bem apertadinha e melhor ainda, a grandeza de saber que você foi o primeiro a proporcionar prazer a essa mulher. Mal posso esperar.
Rachel me conduz ao segundo andar onde estão os quartos. É assim que o prédio é dividido. Na parte de baixo a “recepção”, no segundo e terceiro andares, os quartos de todos os tamanhos e modelos para ser escolhidos à vontade.
Logo ao subir posso ouvir os gemidos de quem já está se divertindo, e logo serei eu emitindo esses sons. Com mais uma virgem. No terceiro andar o ambiente é mais sofisticado, para os clientes mais exclusivos e mais especiais da casa. E é ali, atrás da última porta que ela está.
Fico ansiosamente esperando fora da porta enquanto Rachel entra pra tratar de alguma coisa com ela. Não consigo ouvir sua voz, apenas Rachel lhe dizendo pra fazer tudo que eu quero e que me agrade bastante. Hmm, muito bem Rachel.
— Ela deve estar um pouco nervosa Nicholas, então seja um pouco gentil, ok. — diz Rachel quando sai. Ela deixa a porta entreaberta.
— E quando é que eu não sou gentil? — levanto uma sobrancelha.
— Estou falando sério Nick, ela é muito jovem e eu tenho muito a ganhar com ela. Não quero que ela saia correndo apavorada porque você foi bruto demais.
— Prometo que meto com jeitinho tá, Rachel. — sorrio maliciosamente — Agora vá que eu não estou mais aguentando.
Ela sai sorrindo pra mim e fazendo um gesto de “estou de olho em você”. Entro no quarto e a vejo, sentada na cama com as pernas cruzadas e usando nada além de uma blusa fina até o umbigo. Não está vestida com as lingeries que as mulheres aqui normalmente usam, mas mesmo assim, parece muito sedutora. Parece um anjo, penso. Um anjo tremendamente sexy, mas ainda assim, um anjo.
Tem uma pele branca, que brilha sob a pouca luz do quarto. Seus cabelos são pretos caídos até os ombros e eu não posso ver seu rosto porque ela está de cabeça baixa. Consigo contemplar seu corpo. É perfeito. Seus seios não são tão grandes, mas sim do tamanho ideal. Ideal para tocar à vontade, mamilos pontudos que se destacam embaixo da blusa, barriga lisinha, pernas bem torneadas e sua depilação mostra alguma experiência de mulher.
Talvez tenha vinte e poucos anos. Como pode ainda ser virgem com um corpo tão gostoso? Mas quando ela levanta a cabeça e olha pra mim, mudo de ideia na mesma hora. Tem olhos doces em um tom de verde claro, um nariz que parece ter sido esculpido por algum artista talentoso da época barroca, boca pequena e rosada em um rosto de formato angelical.
Não poderia dar mais de quinze anos a esse rostinho. É quando percebo que a estou encarando de maneira diferente. Não posso deixar transparecer a ela que chamou minha atenção de tal forma.
— Olá garota. — digo em meu modo sedutor.
— Oi. — responde timidamente.
— Está preparada pra isso? — pergunto tirando os sapatos.
— Si... Sim. — ela parece assustada.
— Não precisa ter medo de mim. Prometo que não te farei nenhum mal. — quero acalmá-la para que relaxe e eu não tenha tanto trabalho na hora de penetrá-la.
— Não tenho medo de você.
Franzo a testa. Fico surpreso com sua declaração. Parece tímida e insegura, mas mesmo assim sinto firmeza em sua afirmação. Ela quer parecer confiante. Sim, pode ser isso. Atrevo-me a questioná-la?
— Porque então parece tão assustada?
— Porque sou virgem. — ela responde, firme. Sorrio.
— Eu já sabia. Rachel me falou sobre sua inexperiência, mas fico feliz que você mesma tenha me contado. Mas não precisa ter medo.
— Eu já disse. Não tenho medo de você. Estou apreensiva com o sexo, não com você.
O quê? Tem medo de sexo e não de mim? Realmente fico confortável em saber que não me teme, mas se teme o sexo, porque diabo está em um prostíbulo como esse? Ainda mais sendo uma virgem?
— Tem medo de sentir dor na sua primeira vez, não é? — pergunto quando um raio de percepção cai sobre mim.
— Bem... sim. Dor não é uma coisa que eu goste.
— E quem gosta? — pergunto divertido, mesmo sabendo que algumas pessoas gostam de associar dor ao sexo.
Ela me dá um sorriso tímido.
— Olha, na primeira vez de uma garota ela sempre vai sentir um pouco de dor, é normal, mas sei como fazer sua dor se transformar em prazer muito rapidamente. Confie em mim.
— Você sabe? — ela pergunta, parecendo duvidar.
— Sim, menina. Você não é minha primeira virgem e sem dúvida não será a última. Vou te fazer muito bem essa noite, ok.
Ela me dá um ok vacilante e sinto que me esconde algo, mas prefiro não levar em consideração. Estou armado e a última coisa que eu quero é discutir essas bobagens com ela. Eu só quero comê-la.
Sento ao lado dela e acaricio seus cabelos sedosos. Passo minhas mãos pelo seu rosto e sinto uma necessidade de saber sua idade. Corpo de mulher, rosto de menina. Quero saber se é tão jovem quanto seu rosto diz.
— Quantos anos você tem? — Primeiro as coisas importantes.
— Hum, dezoito.
Ótimo. Dezoito anos. Talvez seu corpo apenas tenha tomado forma muito cedo enquanto seu rosto não quis deixar a infância de lado. Toco seus ombros e desço minhas mãos para os seus seios. Têm o formato de duas peras. Firmes e deliciosos com tais. Quero ter seus mamilos em meus dentes. Quero chupá-los até ouvi-la gemer.
Tiro sua blusa devagar e levo meus lábios até seus rosados picos gêmeos. Chupo de leve e me satisfaço com a sensação de senti-los endurecer com minha língua circulando-os. Passo minhas mãos pelos seus braços descendo para a barriga e sinto que um arrepio corre por seu corpo. Começo a beijá-la de forma lenta e sensual, mas sua língua é tímida ao contato da minha. Apesar de seu corpo estar respondendo bem aos meus cuidados, ela está muito quieta. Outra mulher já estaria gemendo no meu ouvido. Paro.
— O que há com você? — pergunto puxando meu corpo para trás para olhá-la nos olhos.
— Nada.
— Como nada? Não está gostando do que estou fazendo?
— E... Estou... É só que... — ela olha pra baixo, balança a cabeça quase imperceptível e a percepção de algo cai em mim.
— Não está a fim, não é? Você não se parece muito com as outras meninas da Rachel.
— Não, não é isso. É que não acho que vou suportar seu peso sobre mim. Estou com medo de ser muito doloroso.
Como assim? Não vou soltar todos os meus 85 quilos sobre ela de uma vez. Nem vou meter meu pau de uma vez como um animal bruto, já disse a ela pra não ter medo e mesmo assim ela está nervosa.
— Não vou te machucar menina. Já falei. Além do mais, você me disse que não tinha medo de mim.
— E não tenho, mas sei que me machucará mesmo que não queira.
— Ok — fico de pé e a levanto junto comigo — Me diga por que esta dizendo isso.
Ela não responde. Limita-se a olhar pra baixo. Olho também e vejo sua beleza nua, mas então, um pouco mais para o lado percebo uma mancha arroxeada logo acima do quadril pegando uma parte das costas.
— O que foi isso? Está machucada? É por isso que não quer transar?
Ela olha pra mim e sem uma palavra me reponde com um aceno de cabeça afirmativo. É isso. Essa menina foi ferida por alguém e seu machucado parece recente. De repente não tenho mais vontade de transar, mas sim de conhecer essa garota e saber quem fez esse mal a ela.
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