Capa do romance Refém do meu Marido e do Amor de outro Homem

Refém do meu Marido e do Amor de outro Homem

8.0 / 10.0
Analice Ferri vive um matrimônio terrível, marcado pela violência e pelo controle obsessivo de seu marido, Christian. Apesar do sofrimento constante, ela se vê presa a um amor doentio. Ao decidir fugir dessa realidade brutal, seu caminho cruza com o de um homem gentil, que lhe oferece o carinho e a proteção que nunca teve. Dividida entre a sombra do agressor e a esperança de um novo afeto, Analice deve fazer uma escolha crucial que definirá seu destino final.

Refém do meu Marido e do Amor de outro Homem Capítulo 1

Analice Ferri — Narrando 

Olho-me novamente no espelho observando atentamente se estou do jeito que ele gosta, cabelos soltos uma make básica nada muito exagerado, ele não gosta. Christian é muito exigente quando se trata de mim, às vezes me pergunto o porquê de tudo isso, ele me odeia, tenho essa convicção pois se me amasse não faria tantas atrocidades comigo, não me trataria feito lixo. Isso é tão claro, mas porque me manter presa a ele? Por que? Queria pelo menos ter uma resposta.

Suspiro, passo a mão no meu rosto do lado a qual recebir um tapa, ainda estar vermelho e ardido mas a base ajudou a esconder, esse não é primeiro que recebo e acredito que não será o último.

Encaro a mim mesma, tentando achar algo vivo, mas nada encontro, eu apenas sobrevivo não tenho nenhuma expectativa de vida, ele tirou tudo de mim, não irei dizer "As coisas não eram assim antes" porque elas sempre foram assim. 

Lembranças — On …

Era apenas mais um dia como qualquer outro estava na faculdade no meu primeiro ano em Administração , era meu sonho e finalmente havia conseguido uma bolsa. Pelo fato de meus pais não terem condições de pagar, eu estudava e trabalhava pela noite, era cansativo, mas não me importava saber que mais lá na frente iria valer a pena. Um maldito engano.

Entro no corredor da faculdade como de costume a algumas pessoas passando por ele e eu como sempre olhando para baixo, para não ter que encarar ninguém . Nunca gostei de chamar atenção, quanto menos parecesse melhor. 

— Ana hoje irei com você — diz Kate.

— Tá bom! — digo normal.

Começamos a andar e conversar sobre os planos deste ano, Kate não é minha amiga apenas nos falamos mas não com frequência. Ela é bem diferente de mim, paro com meus pensamentos quando Kate de repente parou de andar e cutucou meu braço, fiquei  sem entender, ela apenas sussurrou — Não me ajude — menina doida,falei um pouco acostumada com seu jeito. Conseguinte ao seu sussurro, um estrondo chamou minha atenção, reparei assustada ao ver Kate no chão do corredor. Ela desabou.

— Meu Deus! — fico chocada com a queda besta, entretanto bem feita.

Fui em sua direção para ajudar, mas ela parecia estar desmaiada? É isso?

Me aproximo dela desconfiada sua expressão é muito cínica. Bato malmente em seu rosto mas ela não reage, olho em volta e não há ninguém que vá ajudar .

Volto meu olhar para ela e vejo a mesma com os olhos abertos, mas rapidamente os fechou novamente.

Mas que atriz!

— Irei embora Kate — digo irritada.

Me levanto e quando vou dar o primeiro passo, a filha mãe puxa meu vestido fazendo assim eu cair de bunda no chão.

— Você estragou meu plano, sua chata — Kate fala irritada, e minha raiva aumenta.

— Qual seu problema? Porque fez tudo isso? Pirou de vez? — pergunto ainda no chão.

— Eu disse para você...

Ela não termina a frase e olha para alguém que está atrás de mim, ouço um pigarro e viro meu rosto.

Olho para cima e vejo uma grande mão estendida para mim, fico parada olhando, êxito em pegar mas acho um gesto muito legal da parte da pessoa que estende a mão, não serei mal educada, e aceito, ao pegar em sua mão sinto algo estranho, medo. Me levanto com a ajuda do desconhecido a qual não havia olhado, sentia vergonha. Passo as mãos na minha bunda para tirar qualquer tipo de sujeira, e também esperava que quem tivesse me ajudado fosse embora. Grande engano!

— Olhe para mim — a voz firme da pessoa que me ajudou me fez parar de me ajeitar, aquilo soou como uma ordem, e fiquei em alerta, será o diretor? resolvo obedecer.

Foi quando criei coragem e levantei meu rosto, fitando o homem que achara gentil, de aparência misteriosa e atraente, Ele é alto e veste um elegante terno cinza, camisa branca e gravata preta, com os cabelos escuros marrom-acobreados em desordem.

Olhos verdes, barba rala. Entre tantos atributos do homem, o que mais chamou minha atenção foi seu olhar frio sem nada a desvendar,gritava perigo .

— Me desculpe, senhor,  estava distraída , não queria ficar no meio do caminho — tomei coragem para falar.

Ele me olhava, parecia estar sob análise daqueles olhos misteriosos, deixando-me intrigada e envergonhada, nunca usei roupas boas, não que andasse mulambenta mas não chegava ao mesmo nível dos demais da faculdade 

— Qual seu nome? — ignorou meu pedido de desculpas.

— Desculpe, não lhe conheço — gaguejei feio, droga estou nervosa.

— Me diga o seu nome! — dessa vez ordenou, fiquei com mais medo, e raiva pelo seu tom. Quem ele pensa que é?

— Peço desculpas novamente por ter ficado no caminho do senhor, mas isso não lhe dá o direito de saber meu nome nem nada do tipo, é um desconhecido — respiro e continuo. — Agora me dê licença preciso ir .

Ele fica parado ainda me encarando,a expressão do seu rosto não é nada agradável, seu olhar demonstra raiva, fico sem entender nada. Ele se aproxima de mim fazendo assim eu recuar. Não, ele não me fará mal algum repito isso em minha mente. Aliás, estamos no corredor onde as pessoas circulavam, fico aliava por isso, mas seu olhar me apavora.

— Tudo bem! — respira fundo. — Deixarei você ir.

Fico olhando sem entender. Ele está me dando permissão para ir embora? É louco.

— Vá antes que eu me arrependa — manda.

Olho chocada, caminhei disparada para a saída, mas não sem antes olhar novamente para trás ou pior dizendo para ele,  esquecendo de Katie. Arrisco-me a dar uma última olhada, o mesmo ainda procedia no lugar, encarando-me.

Aquele olhar dizia muitas coisas, que desconhecia.

Minha família era um fracasso financeiramente, tudo que conseguimos era com muito esforço e sacrifício. Papai quase nunca estava em casa, dizia que estava perto de conseguir muito dinheiro pra nos dar um conforto melhor. Eu sempre fazia alguns bicos por dia, ajudando mamãe, minha irmã mais nova era mimada mesmo nos não tendo muita coisa, Lia parecia ter nascido na família errada, pois era muito requintada e fresca.

Em um dia qualquer da semana, papai chegou gritando, festejando que havia ganhado na loteria, todos muito emocionados, comemoramos com lágrimas de alegria, finalmente mamãe não precisaria trabalhar limpando a sujeira dos outros, era um trabalho digno porém prejudicial para ela.

Tudo foi muito rápido, nos mudamos para uma casa grande e bonita, daí vieram as  mudanças, mamãe conseguiu o que mais queria que era ser modelo, papai investiu em seu trabalho de cerâmicas. Lia comprou tudo que queria, e eu continuei a mesma, sempre gostei da simplicidade.

Numa noite de desfile da agência Ferri, mamãe ia está nas passarelas, ela havia passado por uma mudança incrível, minha mãe era linda mas precisava se cuidar, e o dinheiro lhe proporcionou isso, a vaidade entrou na vida dela. 

Naquela noite vir pela segunda vez Christian Ferri, o homem aterrorizante do corredor da faculdade. Quando descobri qual era seu nome, entendi, o porquê da sua arrogância. Ele era milionário.

Lembranças — Off ..

Devem pensar o seguinte: me apaixonei por um homem que não era real, e hoje estou casada com ele, presa a ele para sempre.

— No que tanto pensa Ana? — me assusto com a voz de Christian. — Espero que seja em mim, Amor — diz com cinismo, fico em alerta ao ver ele vindo em minha direção. 

— Estava pensando na minha mãe, faz tempo que não a vejo e nem falo com ela — me viro para ele.

Ele me encara, parece procurar algum vestígio de mentira em meu rosto,  percebo que  ainda estar de terno a qual saiu mais cedo, mesmo com o terno bagunçado e os cabelos, ele continua tão bonito.

— Tire minha roupa — ordena

Fico parada por um tempo e recebo seu olhar severo, imediatamente vou a seu encontro.

Começo a tirar seu paletó depois passo para a camisa social, minhas mãos estão trêmulas e demoro a desabotoar. Ele mantém seus olhos fixos em mim sem nem mesmo piscar.

— Não irei te morder Ana, agilize — ele já está se estressando — Não agora..

Respiro fundo, finalmente acabo de desabotoar sua camisa mas ele não a tira totalmente, dando-me um pouco da visão de seu corpo esbelto, fico um tempo somente olhando-o, muitas dizem que ele é o homem perfeito e que fariam de tudo para tê-lo, o homem do sonhos (Vejo-o como meu pesadelo). Não se enganem com a beleza ela simplesmente pode acabar com sua vida. 

Christian anda até a poltrona e se senta, fico parada no mesmo lugar sem saber o que fazer. Faz exatamente um ano que estamos casados, acredite eu não queria. Ainda não me acostumei ao seu ritmo.

— Vem aqui! — fala me olhando profundamente.

De imediato atendo sua ordem, não quero apanhar.

Caminho em sua direção, meu coração batia freneticamente rápido, minhas pernas queriam vacilar a distância não é muita até ele, mas seu olhar faz eu ir pra outra dimensão sem me dar conta do que se passa ao meu redor. Felizmente ou infelizmente chego até ele 

— Senta aqui — engulo em seco 

Ele faz eu ficar com uma perna de cada lado do seu corpo, fazendo assim minha vagina pressionar direto no seu membro. Christian cheira meu pescoço, beija, meu corpo reage a seu toque.

Levantando-me, tirou suas mãos do meu corpo, para tirar a camisa, continuando apenas com sua calça. Ele puxa minha mão fazendo assim eu tocar no volume de sua calça, fico tensa e excitada.

Ao sentir meu toque ele fecha seus olhos e pressiona mas meus dedos em seu volume, eu estou confusa. Ele não é assim, a essa hora já teria me invadido sem dó. 

Christian me puxa para ele, passa suas mãos pelo meu sutiã com delicadeza, tirando-o lentamente.

Meu seios saltam para fora, livres, ele passa a língua pelos lábios, olha para meu rosto, e volta a olhar meus seios, logo começa a chupar eles do seu jeito bruto porém gostoso,  os aperta enquanto suga.

Quando suas mãos alcançam minha calsinha, sei exatamente o que fará, num único puxão o pano de renda rasgou. Completamente encharcada, briguei internamente com minha carne por ser tão fácil. Christian apenas estava brincando comigo, fazendo seus joguinhos de sedução, sentir vontade de chorar, mas sei que é proibido.

Ele pega meu cabelo e faz assim eu ficar de joelhos diante dele, ele já tirou suas calças estava tão perdida que nem percebi. Por fim tira agora sua cueca fazendo seu membro saltar para fora, ele direciona para minha boca, e já sei o que devo fazer.

Comecei lentamente a engolir seu pênis, ele gostava quando fazia desse jeito, às vezes forçava minha boca para tê-la por completo, mas nunca conseguia, não sem sofrer uma crise. Aquilo me incomodava muito, e sempre fazia com delicadeza, por outro lado, Christian era impaciente e gostava das coisas do jeito dele. Passando as mãos em meu cabelo, segurando minha cabeça ele começou a se movimentar vindo de encontro com minha boca e saindo, bem devagar, depois de alguns segundos seus ritmos ficarem rápidos, entrando, saindo de maneira que machucava mais que o necessário minha boca pequena perto daquele seu troço.

Ele me levantou novamente e me jogou sobre a cama, ficou por algum tempo me olhando, era diretamente para minha vagina penso em fechar as pernas, mas sou surpreendida com sua boca sobre nela.

Me contorço debaixo dele sua língua toca meu ponto sensível e sem que eu possa controlar, rebolo em sua boca necessitando de mais.

Vindo por cima de mim ele beijou minha boca, me devorando. Pincelou seu membro em minha vagina, eu o queria loucamente,precisava dele dentro de mim jamais pensei em querer isso.

Ele pressiona seu membro em minha entrada, fechei meus olhos apesar de estar encharcada a penetração era difícil( pra quem já esteve com alguém dotado deve saber)

Entrando um pouco,ficou parado apenas me beijando, não aguentei e acabei por fazer movimentos lentos, fazendo ele entrar lentamente.

— Aah.. — gemi.

— Safada.. — disse com voz rouca em meu ouvindo 

Estava tão gostoso ..

— Minha vez, Amor — abrir meus olhos ao ouvir novamente sua voz, ele se levantou um pouco fazendo assim ficar em pé, e me penetrou novamente só que do jeito dele.

— Christian.. — minha voz saiu como uma súplica, esse homem me deixava louca.

— Está gostando, amor? — perguntou, mas não respondi.

Ele bateu em meu rosto fazendo assim eu abrir meus olhos, e de imediato toda minha excitação se foi...

— Te fiz uma pergunta — apertou meu pescoço quando perguntou novamente.

Nada respondia, pois não conseguia.

— Prefere do meu jeito, eu sei — sorriu, aquele maldito sorriso.

Ele iria me maltratar, lágrimas já começam a sair de meus olhos.

E assim ele faz mesmo. Me carregou fazendo eu ficar com as pernas entre seus braços. E entrou, segurei em seu pescoço em busca de apoio, podia sentir ele por completo dentro de mim. Batendo forte em meu útero fazia o máximo para não gritar, sentia estar numa gangorra, subindo e descendo naquela vara que estava acabando com meu interior.

Suas investidas eram intensas, sua mão livre apertava minha clavícula. Gemia de dor, quando ele andou e me imprensou na parede, logo depois me desceu, me pôs de lado, levantou minha perna esquerda e voltou ao seu ritmo incessante..

Aquilo estava longe de terminar, cansado daquela posição, ele me jogou sobre a cama novamente mas agora de costas pra ele.

Fui obrigada a empinar minha bunda para, novamente, me penetrou. Odiava aquela posição, ele fazia eu me sentir uma cadela.

Não aguentei e gritei quando ele puxou meu cabelo, meu coro estava ainda muito sensível pelos puxões na manhã antes de ir para o trabalho.

— Christian.. — digo chorando.

— Porque está chorando? — pergunta irritado.

— Para por favor!! — imploro.

— Você quer me trair, sua vadia — rosnou, não entendi a mudança de assunto. — Estava se comunicando com aquele desgraçado pelas minhas costas.

Bateu em minhas costas com força, gritei pela dor. Ele estava entendendo tudo errado 

— Christian, deixa eu explicar..

Um soco foi desferido em meu rosto, quando virei meu rosto para tentar explicar, e voltou a me virar com tudo para o lado, chorei apenas e escondi meu rosto no lençol da cama.

Se ajeitando novamente, fazendo com que minha bunda ficasse ainda mais arrebitada para ele, o grito desesperado rasgou minha garganta, quando entrou com tudo no meu ânus, abrindo caminho à força.

— Aaaah — gritei. — Por favor, para, para!!!

A dor era tanta que não sei se adormeci ou desmaiei mesmo, entrei em transe parecia 

Não estar em mim mesma. Só voltei a realidade quando senti seus fortes jatos, suspirei aliava.

Saindo de dentro de mim, gemi baixinho fiquei destruída, minha barriga latejava bem abaixo do meu umbigo. Minha vontade era de gritar, chorar e chorar mas não podia fazer isso.

Sinto suas mãos em meu corpo, ele me carregou, apoiei minha cabeça em seu ombro, ele me levou para o banheiro e lá me deu banho. 

Depois me enrolou no roupão, vi que as coxas da cama já estavam trocadas. Deitou-me na cama e tirou meu roupão fiquei tensa mas lembrei que ele gosta que eu durma nua, se deitando do meu lado, virei para ficar na minha bolha , mas senti suas mãos me puxarem para perto do seu corpo.

— Amanhã sua irmã virá para cá — fala com voz enjoada — Já sabe das regras, Analice.

Minha irmã virá pra cá finalmente uma notícia boa, sorriu. Tenho tantas saudades dela.

— Quanto ao Dr Junior — estremeço ao ouvir ele falar a respeito. — Já está pagando por se meter em meu caminho — diz por fim e me aperta mas sobre seu corpo.

Meu Deus ele vai matá-lo, coitado, ele é inocente não devia ter conversado, lágrimas descem pelo meu rosto, preciso fazer algo, Christian precisa entender o que realmente acontece.

Queria minha mãe, queria sair daqui. ..

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