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Capa do romance RAINHA DAS TREVAS YAKUZA (MÁFIA)

RAINHA DAS TREVAS YAKUZA (MÁFIA)

Zarah, uma coreana de 17 anos, vê seus sonhos acadêmicos ruírem após o pai revelar um pacto de sangue. Prometida ao cruel Hendrick, ela deve se tornar a esposa do novo capo da máfia italiana. Contudo, sob sua fachada ingênua, Zarah esconde anos de treinamento secreto e um legado sombrio que assombra até os mais violentos. Entre o dever e sua sede de independência, ela enfrentará um marido impiedoso em um duelo de poder onde o amor é a menor das prioridades.
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Capítulo 2

ZARA NARRANDO

Hoje é meu último dia de aula, dou graças a Deus por sair desse inferno, já não aguentava mais ter que aguentar tantos falsos a minha volta, a verdade é que quando eu estiver na faculdade eu serei totalmente livre desses conhecidos que se fingem de amigos, mas só se aproximam pelo que eu tenho, e se tem uma coisa que eu odeio na vida, é a falsidade, pensa num negócio horrível que eu acho, as vezes me pego pensando se realmente vale a pena manter amizade com certas pessoas, até porque a única que eu tenho hoje para dizer que é verdadeira e única comigo é a Yunna, o resto nunca são verdadeiros, sempre fazem o favor de demonstrar a falsidade estampada no rosto. Bom eu mesmo gostava dos meus dias de treinamento, sempre sonhei em ser independente e eu posso afirmar que hoje eu sou, graças a meu desempenho e meus treinamentos, apesar que sempre tento me aperfeiçoar ainda mais, nunca se sabe quando posso querer fazer algo de diferente.

Esse é um lado meu que ninguém sabe, ninguém conhece, meus treinamentos sempre foram às escondidas, sempre tive a Yunna para me dar cobertura, ela não sabe o que eu fazia, apenas eu falava a ela que precisava de um tempo sozinha e ela sempre entendeu, mas nunca de fato perguntou o que eu fazia, o que eu achava ótimo. Um dia talvez eu conte para ela sobre esse meu outro lado, mas no momento eu prefiro deixar como está. Meu aniversário já é na semana que vem, já vou fazer meus 17 anos, é assim que eu me tornar maior de idade, vou sair da casa do meu pai e lutar pelo o que sempre quis, minha liberdade sem poder dá satisfações a ninguém, sair e curtir onde e a hora que eu quiser. O que é impossível enquanto vivo no teto do meu pai, sempre fui o que dizem por aí, a filhinha de papai. Eu sou filha única, minha mãe morreu em um acidente de carro, assim o meu pai disse, só que eu descobrir que ela foi assassinada e eu jurei vingança e que um dia eu resolveria tudo com minhas próprias mãos, então quando eu iniciei o meu treinamento eu tinha apenas 9 a 10 anos de idade, sim eu iniciei muito jovem, porque eu precisava extravagar a minha fúria e a minha tristeza imensa, descobrir através de um amigo do meu pai, isso fez eu criar uma certa raiva pelo meu pai. Mas sempre sufoquei essa raiva dentro de mim, afinal ele me dava tudo, e além disso ele é um homem muito importante aqui na Coreia, ele é um dos conselheiros dos grandões da máfia, e eu prefiro sempre evitar eles, até porque não sou obrigada a participar das transações ilícitas dele. Sou arrancada dos meus pensamentos com a Yunna me sacudindo.

Yunna: Amiga, em que mundo você está? Estou a vários minutos te chamando e você no mundo da lua. - diz chateada.

Zara: Aí amiga, desculpa eu estava com os pensamentos a mil. - digo calma e ela suaviza um pouco.

Yunna: Só estava te dizendo que nossa aula acabou, e que temos que ir embora, que só voltaremos amanhã para a formatura e finalmente livre dessa tortura. - diz se levantando.

Zara: Graças a Deus, já não aguentava mais ter que olhar para esse monte de falso que tem aqui nessa escola. - digo revirando os olhos.

Yunna: Tem razão, eu também já não suportava mais, esse monte de falso ao nosso redor. - diz pegando suas coisas, me levanto e faço o mesmo.

Zara: Aí amiga, tenho que ver o Kyung a gente se viu ontem mais foi muito breve, meu pai havia me ligado, e precisei ir. - digo frustrada.

Yunna: Eu acho lindo essa relação de vocês, e o melhor, ele te respeita e nunca tentou nada né amiga. - fala tranquila enquanto andamos pelo corredor da escola.

Zara: Sim amiga, eu amo tanto ele sabe, a gente nunca foi além, apenas beijos e amassos, eu estava pensando em ir além depois do meu aniversário. - falo, mas já imaginando o quanto eu posso ser feliz com ele, e que um dia nos casaremos e formaremos nossa família.

Yunna: Já está na hora mesmo, você sabe que depois que cruzar essa linha não tem mais volta. - assinto e continuamos andando até chegar no estacionamento. O estranho que hoje o motorista do meu pai veio me buscar, hoje eu iria com a Yunna, porque deixei meu carro mecânico, mas hoje pelo jeito meus planos mudaram.

Jing: Boa tarde senhorita, vim buscá-la, seu pai deseja conversar com a senhorita. - diz tranquilo enquanto abre a porta do carro.

Zara: Pelo jeito amiga, hoje a sua carona vai ser recusada, vou ter que acompanhar o Jing, se não meu pai vem me buscar, e não tô afim de sermão. - nos abraçamos, entrei no carro e o Jing deu a volta, entrou no carro, deu partida e fomos para o escritório do meu pai, o que é raro eu nunca venho nesse prédio, não gosto de chegar muito perto dos assuntos do meu pai.

Quando ele estacionou o carro, ele desceu e abriu minha porta, peguei minha bolsa com meus pertences e fui caminhando até o elevador. O Jing veio junto, e apertou o botão para o andar do meu pai, subimos em silêncio e quando chegamos, ele me guiou até a sala do meu pai, assim que chegamos perto ele bateu na porta, e meu pai já sabia que era eu, então pediu para que eu entrasse, e assim eu fiz quando entrei ele apontou para a cadeira a sua frente. Meu pai não é o dos melhores pai do mundo, mas sempre me deu de tudo e me criou a base de regras, mas sempre tratei de quebra muitas delas. Assim que me sentei ouvir ele começar a falar.

Pai: Bom filha, eu te chamei aqui hoje, porque semana que vem, já é seu aniversário de 17 anos. - ele faz uma pausa. - Ao fazer 17 anos, você se casará com o Hendrick Mancini, um capo na máfia italiana.

Zara: O que? Como assim? Eu não vou casar com ninguém, eu não o amo, nunca o vi, e não irei casar de jeito nenhum! - digo e sinto meus olhos marejarem.

Pai: Você não tem escolha, eu assinei um contrato com o pai dele, bem antes de você existir. E então agora você já sabe que será esposa do Hendrick, trate de aceitar. - diz firme.

Zara: Eu não o conheço, nunca o vi, e não o quero, eu não vou me casar, com ninguém. - digo já sentindo as lágrimas rolarem pelo meu rosto.

Pai: Você não tem alternativa, esse é seu destino e você vai fazer queira você ou não. - fala alterado.

Zara: Você não pode está fazendo isso comigo, você não pode. - grito e me levanto, meu pai grita mais alto.

Pai: Você não vai sair dessa sala, trate de aceitar, e a partir de hoje, você não vai mais sair de casa, ficará trancada em seu quarto, e se você me desobedecer eu vou ter que tomar medidas mais drásticas. - grita e me assusto com seu grito. Baixo minha cabeça e as sinto as lágrimas caírem compulsivamente.

Zara: Eu posso muito bem decidir as coisas por mim, e você não tinha esse direito de fazer isso por mim. - ele já irritado se aproxima e bate no meu rosto.

Pai: Eu já te disse, se você não se casar, você vai atrair uma guerra, e nessa guerra muitos podem morrer, inclusive nós mesmo, agora pega suas coisas e vai pra casa. Vou deixar meus homens te vigiando, ouse sair de casa, e tomarei medidas drásticas! - fala irritado. - Se arrume, seu noivo está na cidade, hoje você vai conhecer ele e seu sogro. Passo para buscá-la as 19:30 hora.

Me levanto enquanto choro em silêncio, eu não quero esse destino pra mim, mas eu não tenho como fugir, e mesmo se tivesse meu pai me caçaria no mundo inteiro até me encontrar, e talvez até me mataria. Eu só não vou me rebelar e fazer o que tenho que fazer porque ele é meu pai, se não eu o mataria sem pensar duas vezes. Eu não quero esse casamento, mas se tenho que fazer isso, então que assim seja, mas quando eu sair dessa maldita prisão eu vou fazer o que me der na telha, e vou ativar o meu outro lado, e não terei medo das consequências porque eu sou dona de mim, e farei acontecer. Sair da sala e fui até o elevador, o Jing veio atrás e me levou até o estacionamento, quando chegamos andei até o carro, e ele me levou para casa, vim todo o caminho chorando porque eu não queria e não quero ter que fazer algo que não quero, mas não tenho alternativa. Quando desci do carro vi os olhares dos seguranças da casa me olhando, e eu sabia que o meu querido pai já havia dado suas ordens e eu teria que me manter presa.

Assim que entrei em casa, corri até as escadas da e subi diretamente para meu quarto, e assim que entrei no mesmo me joguei na cama e chorei, mas chorei tudo o que tinha pra chorar até acabar pegando no sono. Quando acordei já era 19hrs, então me levantei, corri pasta o banheiro e tomei um banho de 10 minutos, sai do banheiro, fiz logo uma make básica, vou até o closet, pego apenas uma calcinha e visto, passo um pouco de creme de ameixa no meu corpo, pego uma calça jeans de lavagem clara, é um cropped de manga longo com uma faixa mediana e amarras na frente no tecido fino, me visto, arrumo meu cabelo o deixando solto. Quando olho a hora no celular, vejo que já é o horário marcado pelo meu pai, calço meu salto, espirro um pouco de perfume no meu pescoço, e pulso, saiu do quarto e caminho pelo corredor até chegar nas escadas e meu pai já estava quase subindo, e parou no primeiro degrau quando eu apareci no topo da escada, suspirei e desci as escadas em silêncio, ao chegar no último degrau, vou caminhando em direção a porta, sem encarar ou falar com meu pai, ele abre a porta, saiu em direção ao carro, o motorista abre a porta e entro, quando meu pai entrou, ele mandou o motorista ir para nosso destino, o mesmo deu partida e quando chegou enfrente a um restaurante extremamente chique, ele estacionou o carro e abriu a minha porta, desci do mesmo e o meu pai colocou o braço dele a minha disposição, então segurei no braço dele, e caminhei em silêncio até a recepção do restaurante.

Recepcionista: Boa noite, tem reserva? - pergunta.

Pai: Estou com o Sr. Mancini. - assim que ele fala o sobrenome ela nos leva até a mesa onde tem dois homens sentados. Assim que chegamos ambos se levantaram e cumprimentaram meu pai, e quando se viraram para mim, tive que fingir simpatia, então coloquei o meu melhor sorriso no rosto.

Zara: Boa noite, Sr. Mancini, é um prazer lhe conhecer. - na verdade um desprazer.

Francesco: Boa noite, querida! Pode me chamar apenas por Francesco. - fala estendendo sua mão para mim, seguro a mesma e aperto gentilmente. - Esse é meu filho Hendrick Mancini. - diz e o mesmo se vira para mim, com um falso sorriso nos lábios.

Zara: Prazer lhe conhecer. - digo é um nó se forma em minha garganta. Ele não é um cara horrível, ele é um pedaço de mal caminho, mas eu não o amo, ele é lindo, ele é másculo, tem o cabelo cor castanhos, olhos azul acizentado.

Hendrick: O prazer é todo meu, Zara. - diz e puxa uma cadeira para que eu possa me sentar. Eu sei que assim como eu, ele deve está fingindo simpatia, suspiro frustrada.

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