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Capa do romance Quatro Para Uma

Quatro Para Uma

Bolsista em uma universidade de prestígio, Maria Eduarda luta para transformar seu futuro enquanto lida com o vício da mãe. No entanto, sua trajetória muda drasticamente ao cruzar o caminho de Gabriel, Daniel, Antonni e Adrian. O encontro com os quatro irmãos mergulha sua rotina em um caos absoluto e perigoso. Esta obra de harém reverso e dark romance explora como a vida da jovem se transforma diante de conexões intensas e uma realidade sombria.
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Capítulo 2

GABRIEL

- Oi, Angel, como foi na universidade? - cumprimentei minha irmã em sinais, quando ela entrou no carro.

- Melhor do que imaginei, conheci uma garota que foi bem legal comigo. - Angel fez sinais, empolgada.

- Que bom, não falei que aqui seria melhor para você. - Gesticulei.

- Calma aí, só ela é legal. - Angel gesticulou.

Mas eu não estava mais prestando atenção na minha irmã. Meu olhar acompanhava uma garota extremamente linda, com seus cabelos vermelhos enormes sendo balançados para trás levemente pelo vento. Seu rosto parecia ter sido esculpido de tão bonita. Lábios carnudos e avermelhados, nariz fino e empinado, pele branca com as bochechas um pouco rosadas e o corpo... nossa, era a perfeição. Seios fartos, dava para perceber pois ela usava uma camiseta curta e larga, mas que grudava nos belos seios. Não era muito alta, mas era perfeita para mim. Eu pensava, encantado, olhando para ela.

Sei que parece estranho, mas eu sou estranho mesmo. Quando gosto de alguém, sou possessivo, e eu tenho certeza de que não apenas gostei dessa ruiva. Eu me apaixonei à primeira vista, e ela tinha que ser minha.

Fiquei louco na menina logo de cara. Sabia que aquela garota tinha que ser minha. Ela ria com algumas amigas, e senti um ciúmes quase doentio quando um rapaz a abraçou por trás. Apertei o volante com força. Nunca senti tanta vontade de esmurrar alguém como senti ao ver aquele rapaz.

A bela garota empurrou o rapaz na hora e brigou com ele, me deixando totalmente satisfeito. Aquela garota seria minha, e por consequência, do meu irmão, já que era inevitável, se um gostava de uma mulher, o outro também. Nós éramos assim desde sempre.

Começamos a perceber isso logo na infância. Gostamos os dois de uma menina e brigamos por isso. Já na adolescência, saímos com a mesma garota, sem saber um do outro, e quando descobrimos, brigamos feio. Mas, como ela era mais velha e experiente, nos convenceu a namorar ela juntos, e gostamos da experiência. Desde então, só saímos com a mesma garota, e não sentimos mais ciúmes um do outro por isso. Aquela garota realmente mexeu comigo.

Fui interrompido por Angel me sacudindo e voltei minha atenção para ela.

-O que foi? Está aí parado feito louco. - Ela fez sinais.

- Desculpa, Angel, estava pensando em alguns assuntos da boate. - Fiz sinais e voltei a atenção para a linda garota ruiva, mas ela já havia saído do meu campo de visão. Olhei ao redor, mas não a encontrei. Liguei o carro e fomos embora.

Eu praguejei pois não vi em que direção ela foi.

MARIA EDUARDA

Quando cheguei em casa minha mãe ainda dormia. Dei graças a Deus, assim não teria como explicar o celular que ganhei do Gustavo. Peguei as garrafas de bebidas e alguns pinos de drogas ao redor, suspirei, joguei tudo no lixo e arrumei aquela bagunça.

Minha mãe era uma mulher viciada em drogas e bebidas, e é assim desde que eu me lembro. Nunca fui próxima dela, sempre fui criada pela minha avó, mas quando ela morreu, tive que vir morar com ela. Não era nada fácil.

Meu maior desejo é concluir meu curso, trabalhar e sumir dessa casa.

Fui para o meu quarto e comecei a mexer no meu novo celular.

Sempre ganhava presentes dos meninos da faculdade, que na maioria das vezes eram doces finos, algum anel, colar ou roupa. Sabia que era tudo esperando que eu ficasse com algum deles, mas isso não ia rolar. Não gostava de nenhum menino da faculdade.

Eu nunca me senti atraída por ninguém. Às vezes acho que nem vai acontecer de eu gostar de alguém. Eu acho que a atração deve acontecer logo de cara, e comigo ainda não aconteceu com ninguém.

Mas se eles gostam de me presentear, eu aceito numa boa. Não sou boba e sempre deixo claro que não quero nada com eles. Mesmo assim, continuam a me presentear.

Fui tomar banho, logo iria encontrar a Júlia. Iríamos em uma nova academia de luxo que abriu no bairro nobre dela. Como ela não queria ir sozinha, convenceu o pai dela a pagar a mensalidade para mim.

Eu odiei, malhar não é comigo, mas a Júlia me convenceu. Coloquei a roupa de academia e chamei um Uber, tudo pago pelo pai dela, já que não tenho dinheiro. Preciso de um emprego urgente, pois minha mãe usa o dela com bebidas, drogas e festas. Eu trabalhava em uma cafeteria, mas não consegui conciliar o trabalho com meus estudos, já que morava longe do emprego e ainda tinha que voltar para a universidade. Meu rendimento caiu e quase perdi a bolsa de estudos do governo que consegui, então resolvi me dedicar aos estudos.

Quando saí, ela ainda estava dormindo no sofá. Preparei uma comida e deixei para ela antes de sair.

Ao chegar na academia, fiquei boba. Era enorme. Vi a Júlia na porta e fui até ela.

Júlia era minha melhor amiga. Nos conhecemos desde criança, e apesar de ela ter uma condição financeira bem superior à minha, pelo fato de o pai dela ser político e ser daqueles que gostavam de tirar fotos e dizer que ele e a família eram "do povo", tudo uma grande mentira, ele sempre colocou a Júlia para estudar em escola pública. Nos conhecemos lá, e desde então somos unha e carne.

- Puta merda, você é muito gostosa, Duda! Dá até vergonha entrar com você aí! - falou ela, e eu ri.

- Para com isso, você também é gostosa! - abracei minha amiga baixinha, que conseguia ser até menor que eu.

- Duda, eu peso 100 quilos e tenho 1,55 de altura. Não sou gostosa, sou gorda mesmo!

- Cala a boca, Júlia, você é cheia de curvas, e com esse rabão enorme aí, chama a maior atenção. - Falei, sincera. Júlia tinha um corpo bonito, cheio de curvas, mas ela não via isso. Ela riu.

- Por isso gosto de você, minha amiga é quase cega!

- Você que é cega com você mesma. Vamos nessa tortura logo! - falei, e entramos na academia.

Meu Deus, pensei, exausta. Como alguém pagava para ser torturado daquele jeito? Meus braços e pernas já estavam sem forças com os exercícios que o personal nos ensinou, e isso nem era o treino principal, era só para aquecer.

Coloquei minhas mãos nas pernas sem senti-las, Júlia riu.

- Cara, sua resistência física é pior que a minha. - Ela riu. - Pelo menos uma coisa eu ganho de você!

- Mano, quem paga para ser torturado assim? - falei sem ar.

- Todas as pessoas que estão aqui, preguiçosa. E olha como está cheio.

- Júlia, eu nunca mais venho com você, eu desisto. - Falei séria.

- Deixa de ser mole, Duda, só se passou meia hora!

- Mano, mentira, eu achei que já era hora de ir embora. - Olhei para ela com uma careta de desagrado, e ela riu alto.

- Bora meninas, vamos malhar as pernas agora. - Falou o homem, eu suspirei. - Bora ruiva, deixar essas pernas ainda mais bonitas. - Ele falou sorrindo.

- Senhor, socorro. Eu te odeio, Júlia. - Falei acompanhando o personal para mais um round de pura tortura!

Como eu odiava aquilo, e eu faria a Júlia me pagar com juros por essa tortura pura.

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