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Capa do romance Quatro Para Uma

Quatro Para Uma

Bolsista em uma universidade de prestígio, Maria Eduarda luta para transformar seu futuro enquanto lida com o vício da mãe. No entanto, sua trajetória muda drasticamente ao cruzar o caminho de Gabriel, Daniel, Antonni e Adrian. O encontro com os quatro irmãos mergulha sua rotina em um caos absoluto e perigoso. Esta obra de harém reverso e dark romance explora como a vida da jovem se transforma diante de conexões intensas e uma realidade sombria.
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Capítulo 3

ANTONNI

Mas que perfeição de garota era aquela! Eu olhava do meu escritório e o de meu irmão, que ficava localizado na parte de cima da academia. Era todo de vidro, e conseguíamos ver a academia inteira do escritório, mas as pessoas lá embaixo não conseguiam nos ver, graças à tecnologia mais cara que colocaram nos vidros. Isso nos dava a privacidade no escritório, enquanto acompanhamos o movimento da academia.

Abrimos essa franquia de academia nesse bairro por causa da Angel. Quando resolveram mudar para cá, ir à academia principal todos os dias ficaria mais difícil.

Eu e meu irmão temos uma rede de academias famosa em todo o país e em alguns lugares fora dele, com uma grande franquia. Começamos este negócio ainda bem jovens e conseguimos dar uma boa visibilidade à nossa academia.

Assim que vi aquela ruiva entrar na academia, não consegui tirar os olhos dela. Nossa, como ela era bonita! Senti uma conexão instantânea com a garota. Sabia que ela era minha. Eu podia sentir isso, sou assim, decidido nos meus sentimentos.

Adrian, meu irmão gêmeo, entrou na sala, foi até sua mesa, se sentou na cadeira e pegou sua xícara de café, distraído com seus afazeres.

- O que tanto está olhando aí, irmão? - Adrian perguntou, mexendo no computador.

- Nossa futura mulher!

Adrian me olhou intrigado e deu uma risada irônica.

- O que disse, maluco? Nós saímos com a Vivi, esqueceu?

Adrian se referia a uma amiga da época do colégio que encontramos algumas semanas atrás e com quem saímos algumas vezes, mas eram apenas encontros casuais, quando estávamos todos sem nada para fazer.

Eu e meu irmão namoramos algumas vezes com a mesma mulher. Quase sempre sentimos atração pela mesma mulher e nos acostumamos a sair os três juntos, desde que a mulher estivesse de acordo.

- Vem aqui!

Adrian se aproximou, e eu apontei para onde a ruiva estava. Aquela garota era uma perdição de bonita. Sei que pareço um doido por me atrair assim só pela beleza, mas ela era realmente linda e parecia ter um imã que me atraía até ela.

- Porra! - Adrian falou ficando hipnotizado pela ruiva também. - Nossa que mulher...

- Ah, sim, com certeza será nossa, nem que seja por uma noite, essa linda ruiva será nossa!

Ficamos parados, olhando para ela por um bom tempo. Ela parecia sofrer com os exercícios, e me fazia rir algumas vezes com suas caretas. Quando o instrutor a deixou sozinha, eu e meu irmão resolvemos descer. Ela era nova aqui e não poderia ficar sem supervisão, ou poderia se machucar.

MARIA EDUARDA

Aquela tortura não tinha fim. Estava fazendo agachamento, e se continuasse, eu ia acabar agachando e nunca mais levantando.

- Ajuda se manter as costas retas. - Ouvi alguém dizer. Virei o rosto e vi dois homens gêmeos idênticos, com cabelos castanhos claros e olhos amendoados. Eles eram lindos, realmente lindos.

- O que me ajudaria agora seria um sofá, uma pizza e um filme.

Eu não os olhei diretamente ao responder, me forçando a me concentrar na tortura que estava sendo submetida naquele momento. Olhei para eles quando os ouvi rir, e percebi que estavam me encarando de uma forma estranha. A intensidade de seus olhares até chegava a ser um pouco assustadora.

- Está numa academia com pensamentos em pizza, ruiva?

Um deles falou. Para mim, eram iguais, então a meu ver, um era o mesmo que o outro.

- Eu já acordo pensando em pizza. Não tem nada melhor do que pizza com Coca-Cola gelada. - Falei, e vi os dois rirem novamente. Acho que eu devo estar muito engraçada ou os dois eram malucos.

Não pude deixar de reparar que tinham um sorriso lindo, um sorriso meio de lado, e um ar de safados que era um charme.

- Bem saudável, ruiva. - Um deles falou.

- Maria Eduarda, esse é o meu nome.

- Maria Eduarda, um nome lindo, combina com você. Sou Antonni, e esse é meu irmão Adrian!

- É um prazer conhecê-los, mas agora só consigo pensar em dor e comida. Poderiam me deixar sofrer sozinha? - falei, tentando não parecer rude, mas realmente estava exausta e dolorida.

Senti as mãos ajeitando minhas costas e separando um pouco minhas pernas, enquanto o outro levantou meus braços. Dei um pulo pelo susto do contato, não esperava aquilo, e eles sorriram para mim.

- Se deixar seu corpo certo, não sofrerá tanto com as dores, Maria Eduarda. - Adrian falou.

- Principalmente manter as costas retas. - Antonni falou, mantendo as mão na minha cintura e a outra nas minhas costas.

Ele parecia um tanque de tão forte. Os dois, aliás, eram bem gostosos, bem musculosos. Deviam usar bastante a academia ou, quem sabe, moram nela de tão musculosos que eram.

Perdi até o foco com as mãos de Antonni em mim. Senti meu corpo esquentar na hora, fiquei um pouco envergonhada por isso. Ele só encostou em mim e meu corpo reagiu assim... Isso foi esquisito, uma sensação nova para mim.

Olhei para o outro gêmeo à minha frente. Ele era muito bonito, as tatuagens nos braços o deixavam bem sexy.

- Obrigada pela ajuda. - Os dois me olhavam intensamente de novo. Não sabia se gostava desse olhar ou se queria correr desse olhar meio macabro.

Senti a mão de Antonni apertar minha cintura com certa malícia. O fogo que senti subir pelo meu corpo foi surreal. Era a primeira vez que eu sentia isso. Eu estava em público sentindo isso, eu me sentia um pouco vadia por isso.

- Podem descansar, meninas, tomem água. - Falou nosso torturador, que por coincidência era conhecido como personal trainer, ao retornar, sei lá de onde. - Ah, gostariam de falar comigo, chefes? - ele parecia sem graça ao ver os gêmeos.

- Não, Lucas, mas você não devia deixar alunas novas sem supervisão. Elas estavam fazendo os movimentos errados, poderiam ter se machucado. - Antonni falou sério. Nosso torturador ficou pálido.

-Eu só fui beber água, chefe. - Falou ele.

-Bom, desta vez está tudo bem, mas da próxima já sabe, não é? - falou o mesmo sério.

- Não vai se repetir, eu garanto! Se hidratem, meninas, vamos para flexão de braços. - Ele avisou.

- Porra, isso ainda não acabou? - eu perguntei desesperada e todos acabaram rindo do meu desespero. Eu concluí que devo estar muito palhaça hoje.

- Relaxa, ruiva, logo o resultado vai aparecer, e vai ficar ainda mais gostosa do que já é. - Nosso torturador falou me olhando de um jeito um tanto malicioso.

- Está maluco? Quer ficar sem os dentes da boca? - Antonni falou com fúria visível.

Eu o olhei assustada. Qualquer um que o ouvisse acharia que ele estava com ciúmes de mim, e isso seria ridículo, já que nem ao menos nos conhecemos.

- O que meu irmão está querendo dizer, é que você poderia ser acusado facilmente de assédio, provocando uma demissão por justa causa e até um processo. - Adrian falou, ele parecia tão nervoso quanto o irmão.

- Não, eu não vou fazer nada, não se preocupem, não vou acusar ninguém. - Falei, tentando apaziguar o clima tenso que se instalou. - Vamos, torturador, nos mostre os exercícios!

- Pode ir, Lucas. Eu e meu irmão vamos terminar o treino das meninas. - Antonni falou, me olhando fixo. Seus olhos permaneciam pousados nos meus, e eu me sentia estranha com aquele olhar. Eu gostava do jeito que me olhavam, tão intensos.

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