Seguir
Capítulos
Compartilhar
Capa do romance Quase Morri, Mas Voltei Mais Forte

Quase Morri, Mas Voltei Mais Forte

Após Murilo me abandonar em choque anafilático para socorrer sua estagiária, decidi encerrar nosso casamento. Ele desdenhou da minha partida, humilhando-me publicamente e me acusando de traição corporativa para encobrir sua amante. No aniversário da união, após novos ataques, libertei-me de vez. Meses depois, ressurgi como uma empresária poderosa, vendo meu ex-marido implorar por perdão enquanto recebia a notícia de que sua amante esperava um filho.
Capítulos
Compartilhar

Capítulo 1

Na festa da empresa, tive uma crise alérgica que quase me matou. Meu marido, Murilo, me viu sufocando, mas me abandonou no chão para levar sua estagiária para casa.

Quando pedi o divórcio, ele riu.

"Você vai voltar rastejando", ele disse, enquanto exibia seu caso com a amante por toda a cidade.

Ele me humilhou, me acusou de vazar segredos da empresa para protegê-la e, no nosso aniversário, me deixou esperando por horas apenas para me atacar na frente de todos.

Naquela noite, em meio aos cacos de vidro, assinei os papéis do divórcio e minha carta de demissão. Eu estava finalmente livre.

Meses depois, quando nos reencontramos, eu era uma empresária de sucesso. Ele, um homem quebrado, implorava por perdão, bem no momento em que sua amante apareceu, anunciando aos gritos que estava grávida.

Capítulo 1

"Você quase me deixou morrer, Murilo." Minhas palavras flutuaram no ar frio do nosso apartamento penthouse, onde o brilho da cidade de São Paulo parecia zombar da escuridão em meu coração. "Eu quero o divórcio." Foi um som final, pesado, que se solidificou entre nós.

Murilo, meu agora quase ex-marido, o CEO da tecnologia que todos admiravam, não hesitou. Ele assinou os papéis. A caneta arranhou o papel com uma facilidade que me atingiu mais forte do que qualquer tapa. Meus olhos seguiram o movimento rápido de sua mão, registrando a indiferença em seu rosto. Não havia uma única ruga de hesitação.

Ele me olhou como se eu fosse uma criança fazendo birra.

"É só um susto, Laís," ele disse, com a voz tão suave quanto mortal. "Você não tem para onde ir. Sem mim, o que você fará?"

Eu mal podia acreditar na sua audácia. No entanto, sua arrogância não me surpreendeu. Ele sempre me viu como a "garota humilde do interior", a esposa troféu que ele resgatou de uma vida provinciana. Ele acreditava que eu nunca o deixaria porque, na sua mente, eu não tinha nada.

Murilo mencionou o "período de reflexão" legal com um sorriso irônico.

"Você vai voltar rastejando, meu amor," ele disse, rindo para um amigo ao telefone. "Estará de volta antes que o mês termine. Laís não consegue viver sem o estilo de vida que eu lhe dou."

Ouvi-o se gabar para os amigos, descrevendo-me como "emocionalmente instável" e "dramática".

"Ela só está chateada porque eu passei mais tempo com a estagiária do que com ela na festa da empresa," ele explicou, a voz cheia de desdém.

Enquanto ele falava, meu coração se apertava. Não pela dor da traição evidente, mas pela tristeza de perceber o quanto ele havia se tornado cego para a realidade.

Em pouco tempo, suas redes sociais explodiram com fotos dele e de Cecília, a estagiária. Eram selfies sorridentes em jantares caros, passeios de iate, fins de semana em resorts. O mundo inteiro sabia. Ele não se importava em esconder. Parecia que ele queria que eu visse, que eu sentisse a dor.

Mas a única coisa que eu senti foi vazio.

Eu continuei empacotando minhas coisas, dobrando camisetas e livros. Minhas mãos se moviam com uma precisão mecânica, quase sem emoção. Eu estava esvaziando minha vida.

Meu celular vibrou. Era uma mensagem de Murilo, mas desta vez, não era sobre Cecília. Era sobre mim.

"Não seja ridícula, Laís. Você sabe que não quer isso."

Eu ignorei. Peguei meu telefone e disquei um número que sabia de cor, um número que trazia um calor familiar ao meu peito.

"Pai?" Eu disse, minha voz vacilando um pouco.

A voz do outro lado da linha estava cheia de alegria. "Minha filha! Que surpresa boa! Como você está, meu raio de sol?"

O alívio e o amor em sua voz foram um bálsamo.

Murilo entrou no quarto, o cheiro de um perfume floral barato o precedendo. Cecília. Ele nem se importava em disfarçar mais. Ele jogou as chaves do carro na mesinha de centro, queixando-se do trânsito.

"Quem era?" ele perguntou, sem sequer olhar para mim, enquanto afrouxava a gravata.

"Meu pai," respondi, sem dar mais detalhes.

Ele apenas acenou com a cabeça, já distraído. Então, o telefone dele tocou. Era Cecília.

"Murilo, muito obrigada pela carona! Você é o melhor!" A voz dela, fininha e estridente, vazou do aparelho.

Ele apertou o botão para abafar o som, mas já era tarde demais. Eu já tinha ouvido. Meu estômago revirou, mas mantive a expressão neutra. Não importava. Nada mais importava.

Eu continuei a guardar meus pertences na caixa. Murilo, por sua vez, foi até a geladeira.

"Não tem mais água?" ele reclamou, batendo a porta com força. "Laís, você não reabasteceu o filtro de água?"

Eu continuei meu trabalho, ignorando-o.

Ele se virou para mim, a voz cheia de raiva. "É inacreditável como você está agindo! Ainda está chateada com o que aconteceu na festa? Você está sendo infantil! Foi só um mal-entendido!"

Um mal-entendido. Aquele termo ressoou em minha mente.

Eu me lembrei daquele jantar, das luzes brilhantes, da música alta. O cheiro de camarão frito pairava no ar. Eu, que sou alérgica a camarão, comecei a sentir o aperto na garganta, a falta de ar. Eu tentei chamar Murilo, mas ele estava rindo com Cecília. Meu corpo começou a tremer incontrolavelmente. A última coisa que me lembro foi de cair no chão, a escuridão me engolindo.

Quando acordei no hospital, sozinha, a primeira coisa que perguntei foi por Murilo. A enfermeira me disse que ele havia deixado um recado, pedindo desculpas por não poder ficar, pois tinha um "compromisso inadiável". Eu sabia qual era o compromisso. Era levar Cecília para casa.

"Você me deixou lá, Murilo," eu disse, a voz calma, mas carregada de uma dor que ele nunca seria capaz de entender. "Você me viu lutar para respirar, me viu caindo, e priorizou levar a sua estagiária para casa. Isso não foi um mal-entendido, foi uma escolha."

Ele tentou argumentar, mas eu o cortei.

"Não há mais nada para conversar," declarei. "O divórcio é o melhor para nós dois."

Ele me olhou, os olhos arregalados de surpresa. "Você vai se arrepender disso, Laís. Vai voltar rastejando."

Eu sorri, um sorriso gélido que nunca alcançou meus olhos. "Não, Murilo. Sinto um alívio que você nunca entenderia. Finalmente, não terei que enfrentar você todos os dias."

Ele bufou, enfurecido. Pegou suas chaves e saiu, batendo a porta com tanta força que o apartamento inteiro tremeu.

Eu terminei de arrumar minhas caixas, tomei um banho frio e preparei um chá de camomila. A solidão no apartamento não era mais sufocante; era um espaço limpo, esperando para ser preenchido com algo novo.

De repente, meu telefone vibrou novamente. Uma mensagem de Murilo: "Venha me buscar. Estou no bar do João. E traga minha carteira. Esqueci em casa."

Ele continuava me tratando como sua serviçal, mesmo no meio de uma separação.

"É seu dever como esposa," ele acrescentou em outra mensagem, um claro ultimato.

Eu suspirei, exausta. Peguei as chaves do carro e a carteira dele. Ao chegar ao bar, ouvi as risadas. Murilo e Cecília. Eles estavam rindo, despreocupados, como se o mundo não estivesse em chamas.

A voz dele, antes tão cheia de desprezo pelo divórcio, agora parecia ter esquecido completamente o assunto. Ele estava se divertindo. E eu, como sempre, era a esposa conveniente que o salvaria de qualquer inconveniente. Ele realmente acreditava que eu nunca o deixaria. Ele estava prestes a descobrir o quanto estava errado.

Você pode gostar

Capa do romance A arrumadeira e o Ceo
9.5
Expulsa de casa pela madrasta, a órfã Samantha enfrenta uma realidade cruel até encontrar apoio em Alice. Em busca de estabilidade, ela aceita um cargo de arrumadeira em um hotel luxuoso. No entanto, seu destino muda ao cruzar o caminho de Enrico, o CEO implacável conhecido como muralha de gelo. Atraída pelo homem enigmático e cheio de segredos, ela inicia um romance inesperado. Conseguirá esse amor superar as barreiras do passado e do poder?
Capa do romance A Faxineira
8.7
Amber, uma herdeira acostumada ao luxo, vê seu mundo desmoronar após a falência do pai. Forçada a viver na periferia de Nova York, ela enfrenta uma realidade cruel e sem recursos. Sua sorte muda ao conseguir um emprego de faxineira em uma empresa liderada por alguém de seu passado. O que começa como uma humilhação torna-se sua única via de sobrevivência, iniciando uma jornada profunda de redenção, memórias e autodescoberta em busca de recomeço.
Capa do romance Bilionários Proibidos: Quando o Poder Deseja
9.5
Caio Moretti domina o mundo corporativo através da riqueza e influência. No entanto, seu poder falha ao tentar adquirir a companhia de Helena Duarte, que o rejeita publicamente de forma implacável. Enquanto ele se recusa a aceitar a derrota, Helena luta para esconder a forte atração que sente pelo rival. Em meio a embates de ego e negócios, Caio percebe que o desejo é impagável e que enfrentar essa mulher pode custar seu orgulho e seu coração.
Capa do romance Corações Acorrentados: Sob a Máscara do Bilionário
8.9
Amélia é uma mulher forte que se vê forçada a recorrer ao misterioso bilionário Victor Renaud para salvar sua família da ruína financeira. O enigmático homem de negócios propõe um acordo desafiador que testa os limites da jovem. Entre segredos ocultos e uma atração crescente, a fachada de Victor começa a ruir. Agora, ambos precisam enfrentar revelações sombrias do passado que ameaçam seu vínculo. Conseguirão eles superar as amarras ou serão destruídos por suas escolhas?
Capa do romance Entre Lençóis e Negócios
9.1
Bonnie enfrenta sérios problemas financeiros quando recebe uma oferta inusitada. O bilionário London, um CEO influente, precisa de um casamento por conveniência e propõe um contrato de um ano. O que começa como um acordo estritamente profissional e temporário desafia as expectativas de ambos. Entre lençóis e negociações, eles descobrem que sentimentos reais não seguem regras. Será que essa união de fachada pode se transformar em uma paixão genuína?
Capa do romance "Entre Mentiras e Lençóis"
8.3
Traída e humilhada por sua família e pelo ex-marido, Luna Camargo ressurge após anos de sumiço. Agora milionária e poderosa, ela deixou para trás a ingenuidade para buscar justiça. No topo da elite, seu caminho cruza com o enigmático Dante Ferrari. Entre ambos nasce um desejo ardente, mas segredos profundos ameaçam esse envolvimento. Em um jogo de sedução e poder, Luna deve descobrir se o amor é real ou apenas uma armadilha em seu plano de vingança.