Capa do romance Quase Morri, Mas Voltei Mais Forte

Quase Morri, Mas Voltei Mais Forte

8.1 / 10.0
Em Quase Morri, Mas Voltei Mais Forte, uma mulher sobrevive ao abandono do marido e ressurge como uma empresária de sucesso. Este romance de superação traz uma trama de billionaire romance novels onde o divórcio e a vingança transformam uma traição em um novo destino. Leia online agora.
Resumo de Quase Morri, Mas Voltei Mais Forte
Após Murilo me abandonar em choque anafilático para socorrer sua estagiária, decidi encerrar nosso casamento. Ele desdenhou da minha partida, humilhando-me publicamente e me acusando de traição corporativa para encobrir sua amante. No aniversário da união, após novos ataques, libertei-me de vez. Meses depois, ressurgi como uma empresária poderosa, vendo meu ex-marido implorar por perdão enquanto recebia a notícia de que sua amante esperava um filho.
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Quase Morri, Mas Voltei Mais Forte Capítulo 1

Na festa da empresa, tive uma crise alérgica que quase me matou. Meu marido, Murilo, me viu sufocando, mas me abandonou no chão para levar sua estagiária para casa.

Quando pedi o divórcio, ele riu.

"Você vai voltar rastejando", ele disse, enquanto exibia seu caso com a amante por toda a cidade.

Ele me humilhou, me acusou de vazar segredos da empresa para protegê-la e, no nosso aniversário, me deixou esperando por horas apenas para me atacar na frente de todos.

Naquela noite, em meio aos cacos de vidro, assinei os papéis do divórcio e minha carta de demissão. Eu estava finalmente livre.

Meses depois, quando nos reencontramos, eu era uma empresária de sucesso. Ele, um homem quebrado, implorava por perdão, bem no momento em que sua amante apareceu, anunciando aos gritos que estava grávida.

Capítulo 1

"Você quase me deixou morrer, Murilo." Minhas palavras flutuaram no ar frio do nosso apartamento penthouse, onde o brilho da cidade de São Paulo parecia zombar da escuridão em meu coração. "Eu quero o divórcio." Foi um som final, pesado, que se solidificou entre nós.

Murilo, meu agora quase ex-marido, o CEO da tecnologia que todos admiravam, não hesitou. Ele assinou os papéis. A caneta arranhou o papel com uma facilidade que me atingiu mais forte do que qualquer tapa. Meus olhos seguiram o movimento rápido de sua mão, registrando a indiferença em seu rosto. Não havia uma única ruga de hesitação.

Ele me olhou como se eu fosse uma criança fazendo birra.

"É só um susto, Laís," ele disse, com a voz tão suave quanto mortal. "Você não tem para onde ir. Sem mim, o que você fará?"

Eu mal podia acreditar na sua audácia. No entanto, sua arrogância não me surpreendeu. Ele sempre me viu como a "garota humilde do interior", a esposa troféu que ele resgatou de uma vida provinciana. Ele acreditava que eu nunca o deixaria porque, na sua mente, eu não tinha nada.

Murilo mencionou o "período de reflexão" legal com um sorriso irônico.

"Você vai voltar rastejando, meu amor," ele disse, rindo para um amigo ao telefone. "Estará de volta antes que o mês termine. Laís não consegue viver sem o estilo de vida que eu lhe dou."

Ouvi-o se gabar para os amigos, descrevendo-me como "emocionalmente instável" e "dramática".

"Ela só está chateada porque eu passei mais tempo com a estagiária do que com ela na festa da empresa," ele explicou, a voz cheia de desdém.

Enquanto ele falava, meu coração se apertava. Não pela dor da traição evidente, mas pela tristeza de perceber o quanto ele havia se tornado cego para a realidade.

Em pouco tempo, suas redes sociais explodiram com fotos dele e de Cecília, a estagiária. Eram selfies sorridentes em jantares caros, passeios de iate, fins de semana em resorts. O mundo inteiro sabia. Ele não se importava em esconder. Parecia que ele queria que eu visse, que eu sentisse a dor.

Mas a única coisa que eu senti foi vazio.

Eu continuei empacotando minhas coisas, dobrando camisetas e livros. Minhas mãos se moviam com uma precisão mecânica, quase sem emoção. Eu estava esvaziando minha vida.

Meu celular vibrou. Era uma mensagem de Murilo, mas desta vez, não era sobre Cecília. Era sobre mim.

"Não seja ridícula, Laís. Você sabe que não quer isso."

Eu ignorei. Peguei meu telefone e disquei um número que sabia de cor, um número que trazia um calor familiar ao meu peito.

"Pai?" Eu disse, minha voz vacilando um pouco.

A voz do outro lado da linha estava cheia de alegria. "Minha filha! Que surpresa boa! Como você está, meu raio de sol?"

O alívio e o amor em sua voz foram um bálsamo.

Murilo entrou no quarto, o cheiro de um perfume floral barato o precedendo. Cecília. Ele nem se importava em disfarçar mais. Ele jogou as chaves do carro na mesinha de centro, queixando-se do trânsito.

"Quem era?" ele perguntou, sem sequer olhar para mim, enquanto afrouxava a gravata.

"Meu pai," respondi, sem dar mais detalhes.

Ele apenas acenou com a cabeça, já distraído. Então, o telefone dele tocou. Era Cecília.

"Murilo, muito obrigada pela carona! Você é o melhor!" A voz dela, fininha e estridente, vazou do aparelho.

Ele apertou o botão para abafar o som, mas já era tarde demais. Eu já tinha ouvido. Meu estômago revirou, mas mantive a expressão neutra. Não importava. Nada mais importava.

Eu continuei a guardar meus pertences na caixa. Murilo, por sua vez, foi até a geladeira.

"Não tem mais água?" ele reclamou, batendo a porta com força. "Laís, você não reabasteceu o filtro de água?"

Eu continuei meu trabalho, ignorando-o.

Ele se virou para mim, a voz cheia de raiva. "É inacreditável como você está agindo! Ainda está chateada com o que aconteceu na festa? Você está sendo infantil! Foi só um mal-entendido!"

Um mal-entendido. Aquele termo ressoou em minha mente.

Eu me lembrei daquele jantar, das luzes brilhantes, da música alta. O cheiro de camarão frito pairava no ar. Eu, que sou alérgica a camarão, comecei a sentir o aperto na garganta, a falta de ar. Eu tentei chamar Murilo, mas ele estava rindo com Cecília. Meu corpo começou a tremer incontrolavelmente. A última coisa que me lembro foi de cair no chão, a escuridão me engolindo.

Quando acordei no hospital, sozinha, a primeira coisa que perguntei foi por Murilo. A enfermeira me disse que ele havia deixado um recado, pedindo desculpas por não poder ficar, pois tinha um "compromisso inadiável". Eu sabia qual era o compromisso. Era levar Cecília para casa.

"Você me deixou lá, Murilo," eu disse, a voz calma, mas carregada de uma dor que ele nunca seria capaz de entender. "Você me viu lutar para respirar, me viu caindo, e priorizou levar a sua estagiária para casa. Isso não foi um mal-entendido, foi uma escolha."

Ele tentou argumentar, mas eu o cortei.

"Não há mais nada para conversar," declarei. "O divórcio é o melhor para nós dois."

Ele me olhou, os olhos arregalados de surpresa. "Você vai se arrepender disso, Laís. Vai voltar rastejando."

Eu sorri, um sorriso gélido que nunca alcançou meus olhos. "Não, Murilo. Sinto um alívio que você nunca entenderia. Finalmente, não terei que enfrentar você todos os dias."

Ele bufou, enfurecido. Pegou suas chaves e saiu, batendo a porta com tanta força que o apartamento inteiro tremeu.

Eu terminei de arrumar minhas caixas, tomei um banho frio e preparei um chá de camomila. A solidão no apartamento não era mais sufocante; era um espaço limpo, esperando para ser preenchido com algo novo.

De repente, meu telefone vibrou novamente. Uma mensagem de Murilo: "Venha me buscar. Estou no bar do João. E traga minha carteira. Esqueci em casa."

Ele continuava me tratando como sua serviçal, mesmo no meio de uma separação.

"É seu dever como esposa," ele acrescentou em outra mensagem, um claro ultimato.

Eu suspirei, exausta. Peguei as chaves do carro e a carteira dele. Ao chegar ao bar, ouvi as risadas. Murilo e Cecília. Eles estavam rindo, despreocupados, como se o mundo não estivesse em chamas.

A voz dele, antes tão cheia de desprezo pelo divórcio, agora parecia ter esquecido completamente o assunto. Ele estava se divertindo. E eu, como sempre, era a esposa conveniente que o salvaria de qualquer inconveniente. Ele realmente acreditava que eu nunca o deixaria. Ele estava prestes a descobrir o quanto estava errado.

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Quase Morri, Mas Voltei Mais Forte de Conteúdos

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