Capa do romance Quando te perdi - A redenção de Dante

Quando te perdi - A redenção de Dante

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Ivy Martinez sempre amou Dante Salvatore, o homem que seus pais escolheram para ela. Enquanto Ivy se moldava para agradá-lo, Dante se encantou por Ellie, a invejosa prima dela. O casamento arranjado gera apenas rejeição, pois ele prefere a liberdade de Ellie à perfeição de Ivy. Contudo, uma reviravolta do destino tira Ivy de sua vida, deixando Dante em ruínas. Perdido física e mentalmente, ele enfrentará a devastadora verdade sobre o que sentia.

Quando te perdi - A redenção de Dante Capítulo 1

Era início da primavera, Ivy estava extremamente animada pois era o dia do seu noivado com Dante, o noivado que ela esperou durante anos.

Em frente ao espelho, ela se admirava em seu vestido lilás feito sob medida, longo sem muito volume na saia, decote v que realçava seu busto e uma faixa larga em na cintura que afinava ainda mais a sua silhueta.

Seu cabelo estava preso em um coque desarrumado, que deixava seus cachos aparentes. Em seu pescoço usava uma gargantilha de prata em conjunto com os brincos e que combinavam com a pulseira que estava em seu pulso esquerdo.

- Querida está pronta? Está na hora de irmos, disse seu pai que admirava sua filha da porta.

- Sim pai, estou pronta, vamos! -

Disse Ivy com um grande sorriso nos lábios e o coração acelerado.

Ao chegarem no grande salão, os pais de Dante vieram ao seu encontro, de braços abertos e um grande sorriso no rosto. Era de muito gosto para Arthur e Flora, que Dante se casasse com Ivy, ela era uma menina muito educada, com porte altivo, rosto e corpo belíssimos. Uma perfeita parceira para ele que tinha uma futuro e carreira promissores

Enquando os pais de Dante conversavam o com seu pai Pedro, Ivy rolava seus olhos de um lado ao outro procurando por seu noivo pelo salão. Estava muito ansiosa e sentia seu coração batendo tão forte que tinha a sensação de ouvi-lo.

Desde que eram crianças ela gostava dele. Sempre esteve por perto, sempre ao lado dele, sendo amiga, cordial. Até que seu pai, em acordo com os pais de Dante, resolveram selar o futuro dos dois.

Mas Dante, não tinha somente Ivy como amiga de infância, ele tinha também Ellie, a quem ele sentia seu coração bater mais forte.

Ellie era prima de Ivy, assim como Dante, ela era três anos mais velha que Ivy. E por mais que Ivy se fizesse presente, Ellie era mais rápida quando se tratava de Dante.

Por mais que Dante gostasse de Ellie, seus pais preferiam que ele ficasse ao lado de Ivy, pois Ellie era a prima pobre e do interior, não possuía a mesma postura e educação de Ivy.

De tanto procurar o noivo se sentiu estressada por não te-lo em seu campo de visão.

- Onde está o Dante? Ele ainda não veio? Perguntou ela com uma certa euforia em sua voz.

Querida ele logo chegará, não se preocupe.- Respondeu Flora com um sorriso de canto, tentando acalmar a sua futura nora. No fundo ela estava nervosa também pelo atraso de seu filho, ela sempre soube que Dante não era de total acordo com este compromisso.

Ao ouvir a resposta de sua sogra, Ivy decidiu andar pelo salão e cumprimentar os convidados que estavam ali.

Não muito tempo depois ela viu seu noivo passar pela porta. Como sempre ele estava belíssimo. Em um terno de corte italiano azul petróleo com uma camisa preta e uma gravata prata. Seu cabelo milimetricamente penteado, barba muito bem feita. O príncipe de qualquer garota aos vinte anos.

Ivy sorrindo apressou os passos indo de encontro ao seu amado que estava parado na entrada do salão, como se esperasse alguém. Quando chegou perto de Dante, viu chegar sua prima Ellie, ambos se olhavam como se estivessem compartilhando um segredo.

Ivy não levou a sério a suspeita e balança a cabeça como se quisesse afastar os pensamentos abraçou o noivo calorosamente.

- Você demorou, por que se atrasou tanto?

- Eu tinha coisas urgentes a fazer, como você sabe eu sou o diretor operacional e futuro CEO de uma empresa. Não tenho tanto tempo livre como você chérie. Respondeu Dante de forma ríspida, dando uma leve virada para olhar Ellie que conversava com um convidado atrás de Dante.

- Não me chame de cherry, não seja irônico comigo. Respondeu ela em tom baixo com vergonha de ser repreendida por Dante.

- Vamos entrar e fazer logo este teatro que você e meus pais tanto programaram.

- Não é um teatro Dante! É o nosso noivado! - Disse ela fazendo bico e batendo os braços de forma infantil.

Este era um dos comportamentos que Dante odiava em Ivy, em frente a sociedade ela sempre se demonstrou uma ótima companhia, mas quando era só os dois, ela sempre se comportava como uma garota mimada e de forma infantil.

Dante não retrucou, apenas virou de costas e se afastou, deixando-a sozinha.

Cumprimentou seus pais e seu sogro, rodou pelo salão cumprimentando os convidados presentes, sempre se mostrando como um noivo feliz e apaixonado.

A todo momento ele tentava se afastar de Ivy e ela corria atrás dele, e assim discorreu a noite até chegar a hora do brinde de noivado

No meio do salão, batendo levemente na taça que estava em sua mão, Dante chamou a atenção de todos para fazer seu discurso.

- Peço a atenção de todos neste momento! - Ele olha atentamente para todos a sua volta.- Primeiramente agradeço a presença de todos aqui, e nesta noite tão agradável eu quero compartilhar com vocês o meu desejo de unir-me para o fim de minha vida com esta garota exemplar. - Disse virando para Ivy com sorriso irônico nos lábios.

- E neste momento eu te pergunto, Ivy quer casar comigo?- Disse ele retirando do bolso de seu terno uma caixinha de veludo que continha um lindo anel solitário.

Mesmo que ela estivesse preparada para esta cena, ouvir esta pergunta sair dos lábios de Dante era mais encantador do que ela jamais imaginou, e de forma eufórica e quase chorando, respondeu a ele:

- Sim! Mil vezes sim!

Dante então colocou o anel no dedo anelar de Ivy e de forma muito delicada e teatral beijou a mão dela.

No fundo do salão Ellie observava toda a cena com a cara fechada. Ela não aceitava que nunca seria ela ao lado dele, porque Arthur e Flora não aceitavam ela como nora.

Após o brinde Dante aproximou do ouvido de Ivy e disse de forma calma:

- Está feito, agora eu vou embora.

- Como assim? Perguntou ela desmanchando o sorriso que carregava nos lábios até então.

- Estou cansado, para mim já chega.

Então ele se dirigiu à porta do salão sem se despedir de ninguém. Não queria chamar a atenção, principalmente a de seus pais que iriam repreendê-lo se soubessem de sua saída.

Sem tempo de reagir, Ivy ficou ali parada no meio do salão, vendo Dante atravessar a porta.

- Querida está tudo bem? Onde está meu genro?

- Pai, ele não estava se sentindo bem e foi embora.

Como assim foi embora? Nem se despediu de ninguém?

- Ele não queria que ficassem preocupados, ele não quis chamar a atenção.

Disse ela ao seu pai de forma delicada ao pé do ouvido, para que ninguém ouvisse.

A festa continuou por mais algumas horas, todos perguntavam por Dante, e Ivy sempre com a mesma resposta, que ele não estava bem e se ausentou.

Assim acabou a festa e ao despedir do último convidado, Ivy percebeu que viu Ellie entrar mas não viu ela sair. Assim como Dante, ela saiu sem que percebessem.

Mais uma vez se sentiu estranha ao pensar na coincidência. Mas com medo de ser dominada por seus medos preferiu dispersar suas dúvidas.

A festa havia acabado, era tarde, o salão estava vazio, era hora de ir embora.

Junto com seus sogros e seu pai, Ivy saiu do salão, um dia a menos, cada vez mais próxima de seu casamento com Dante.

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