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PROIBIDO PARA MIM

Chloe Duarte, uma brasileira de 26 anos, vive o sonho em Nova York ao trabalhar na multinacional Colucci. Após uma noite intensa e às escuras com um desconhecido em um elevador, ela descobre que o homem misterioso é James Colucci, seu CEO controlador. Entre provocações e o desafio de desobedecer às regras do chefe, a sede de prazer torna-se irresistível. O que deveria ser apenas um encontro proibido evolui para uma paixão avassaladora que foge de qualquer controle.
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Capítulo 2

CHLOE DUARTE

Empresas Colucci... Bem-vinda a uma das Empresas mais influentes de toda Nova York.

Um edifício enorme coberto de vidro, um verdadeiro arranha céu se destacando entre as outros prédios que nem mesmo chegam aos seus pés, marcado com o nome de seu fundador em letras maiúsculas, um letreiro gigante pendurado na frente do próprio prédio. Empresas Colucci.

É o meu sonho! Desde o término dos meus estudos sempre sonhei em me integrar numa Empresa desse tipo, estou feliz e orgulhosa de mim por ter conseguido chegar até aqui.

Absolutamente tudo que há aqui, te faz lembrar que você faz parte de algo grande, e, ao mesmo tempo, uma vida doada ao trabalho.

Aceitei o emprego como assistente de comunicação há alguns meses, trabalho junto com o Matt, por termos gostos em comum nos damos bem desde o meu primeiro dia aqui, eu o adoro, não é apenas um simples colega de trabalho que sou obrigada a aguentar, mas Matt se tornou meu melhor amigo.

Por nossa total sorte, estamos sob a mesma direção do nosso gerente que logo nomeamos de Don Juan, Adam Smith. O motivo do apelido infantil e ridículo é que Adam é um mulherengo nato, ou seja, ele usa seus dotes para conquistar qualquer rabo de saia que habita nessa Empresa, é claro que ele não precisa de esforçar demais já que sua beleza e riqueza já fazem muitas mulheres caírem aos seus pés.

O que por incrível que pareça não é o meu caso e de Sam, a recepcionista do térreo que sem querer acabei derrubando um copo quente de café em sua blusa branca perfeita logo no meu primeiro dia, obvio que fiquei intimidada pela minha burrice, mas ao meio-dia estávamos juntas almoçando em um restaurante que Samanta me apresentou. Ou seja, também viramos amigas e somos grudadas da outra, assim como Matt.

Amo meu trabalho, e amo mais ainda por trabalhar na Empresa que sempre sonhei, mas estou odiando e xingando o CEO e nosso gerente neste momento.

O motivo? O motivo é que fomos obrigados a comparecer numa festa de comemoração do aniversário da Empresa, sim, fomos praticamente obrigados a vir a uma droga de comemoração que ocupou dois andares com as festividades.

Estou exausta, meio tonta pelas taças incontáveis de champanhe e os meus saltos estão me matando, tivemos que comparecer ou se estivéssemos a coragem de contrariar nosso superior corríamos o grande risco de levar um pé na bunda, como em qualquer emprego: A porta da rua está sempre aberta.

— E aí? O que acham de para a Stars? — sou tirada dos meus pensamentos ao ouvir a voz alegre de Samanta ao nosso lado.

— Agora? São onze e meia da noite Sam, estou cansada e com os pés doloridos, sem contar que bebi taças de champanhe demais...— resmungo sem vontade de ir a uma balada se acabar de dançar.

— É daí? Vamos! Também exagerei no champanhe caro, mas estou precisando dançar para compensar as horas que fiquei nessa festa sem graça! — ela retruca sem esperar uma resposta minha, apenas se afasta o bastante para levantar os braços na intenção de conseguir chamar um táxi.

Bufo ouvindo a inconfundível risada de Matt ao meu lado, me viro vendo meu amigo me encarar balançando a cabeça.

— Sabe que não adianta retrucar princesa, Sam sempre consegue o que quer. — Bufo mais alto vendo que um táxi se aproxima.

— Vamos! Deixem de preguiça e tragam essas bundas para cá! — acena entrando no carro, e sem esperar mais um comando, Matt a segue para entrar no carro.

Estou prestes a fazer o mesmo quando congelo no lugar, lembrando que estou esquecendo de algo importante.

Minha bolsa!

— Esperem, porra! Acho que esqueci minha bolsa lá em cima! — resmungo alto vendo que eles bufam e saem do carro.

— Olha essa boca, princesa! — Matt me repreende com um sorriso de canto, reviro os olhos mostrando a língua o que faz uma risada audível escapar de seus lábios.

— Vai lá! A gente te espera aqui! — ela bufa dispensando o motorista do táxi que nos xinga antes de arrancar com o veículo.

Aceno e com passos rápidos volto para o hall da Empresa, mas logo sou barrada por um dos seguranças da Empresa, levanto a cabeça e encaro o grandão com o triplo da minha altura.

— Com licença, preciso entrar, esqueci minha bolsa lá dentro!

— Sinto muito senhorita, está fechado, ninguém entra e ninguém sai! — resmunga e me controlo para não bufar.

Ele está duvidando de mim, acha que não faço parte da equipe dessa empresa, lembro-me que poderia facilmente esfregar meu crachá em seu rosto, mas também lembro que o maldito está dentro da bolsa.

— Por favor, eu trabalho aqui e...

— Algum problema senhorita Duarte? — um alívio me toma quando me viro encontrando Jack Michael saindo de dentro da Empresa e vindo até nós.

— Graças a deus o senhor apareceu, é que acabei esquecendo minha bolsa dentro da Empresa.

Jack Michael é um homem jovem e charmoso, me surpreendo que na idade dele tenha um cargo com tanta responsabilidade já que ele é o chefe do meu gerente e braço direito do CEO que por incrível que pareça nunca o vi desde os meses que trabalho aqui.

Matt e Samanta também nunca o viram, dizem que é um homem reservado demais, mas acho um grande alívio que eu nunca tive o azar de encontrar o próprio chefão em minha frente.

Apenas um olhar e um aceno de cabeça de Jack na direção do segurança o faz se movimentar para o lado liberando minha passagem, controlo um sorriso quando encaro o rosto do segurança.

— Obrigada, senhor Michael! — ele acena com um sorriso ajeitando os óculos de grau antes de se despedir.

Não perco mais tempo, passo pelas portas de vidros da Empresa e sigo rapidamente para o elevador, e enquanto espero o bendito descer até mim começo a fuçar o celular, é até engraçado, sou irresponsável a ponto de esquecer minha própria bolsa com minha carteira e documentos importantes, mas nunca esqueço a porcaria do celular, parece que ele é uma parte de mim.

Ouvindo o som das portas pesadas do elevador se abrindo a minha frente, entro e aperto o botão do meu andar e sem retirar os olhos do celular, me encosto numa parede entrando em uma das minhas redes sociais.

Arrastando o dedo pela tela do aparelho, sou inundada por um uma multidão de fotos, mas uma em especial chama a minha atenção, é uma foto de Daniel, meu ex-namorado beijando a barriga de gravida de uma modelo que com quem se casou.

Estão felizes, entro no perfil dele vendo que a maior parte das imagens são do casal, rindo, se beijando, uma infinidade de poses e fotos. Ele seguiu em frente, não desejo a infelicidade deles, até fico feliz que ele tenha achado a pessoa certa.

Gosto da liberdade da minha vida solteira, mas em alguns momentos me sinto completamente sozinha e solitária, como se precisasse de uma pessoa para amar e que também dedicasse todo seu amor por mim.

Retiro os olhos das fotos vendo que o elevador para em um andar, fixo o olhar no painel vendo que não é o meu andar, então existem mais alguém aqui dentro ainda, me sinto até aliviada por não ficar sozinha nessa Empresa a noite, onde somente a penumbra e os postes de luzes ao lado de fora iluminam o ambiente vazio.

Volto minha atenção para desligar o celular, mas pelo canto do olho consigo ver uma pessoa se juntar a mim dentro do elevador, um cheiro inconfundível de um perfume masculino e amadeirado chegam até minhas narinas, inspiro o aroma particular e cheiroso constatando que seja uma colônia bem cara.

Com a curiosidade a mil, abaixo o celular pronta para descobrir quem é o dono do perfume gostoso quando as portas do elevador se fecham, um barulho esquisito e o som do motor se silenciando são ouvidos e logo uma escuridão total preenche todo o espaço.

Um completo silêncio reina no escuro, ainda sem ter certeza do que está acontecendo apenas respiro fundo tendo somente a luz fraca do celular iluminando mais ou menos o meu rosto.

Merda! Mas que porra!

Mordo o lábio inferior com força para conter um palavrão cabeludo em voz alta quando a bateria do meu celular fica fraca e logo também me abandona.

Pronto! Escuridão total!

— Ah, isso não pode estar acontecendo, não!

Calma, é do que preciso nesse momento já que estou presa num elevador no escuro, e para piorar tenho quase certeza de que provavelmente só há nós dois nessa droga de prédio.

Tentando não entrar em pânico trancada aqui dentro, início uma sequência de respiração controlada, vamos Chloe! Mantenha a calma, você consegue!

Para começar eu nem devia ter vindo, mas era obrigatório, então paro de me controlar e abro a boca para profanar o desgraçado do meu gerente e CEO que planejaram essa merda de festa.

Ok, tenho uma parcela de culpa nessa situação pavorosa, mas não quero me culpar ou vou surtar totalmente.

— CEO filho de uma puta, é podre de rico e não conserta essa droga de elevador! — resmungo bufando e sentindo o suor dominando meu corpo rapidamente.

Ouço uma risada vindo do desconhecido, e logo percebo minha falha, não sei quem esse homem é, ou seja, talvez ele conte que andei xingando e falando mal do chefão para Adam e tenho certeza de que o tal CEO irá me demitir.

— Você...— antes que eu possa pronunciar mais uma palavra ouço sons de movimentação por perto, dou um pulo quando sinto uma mão grande rodear minha cintura.

Está calor!

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