
PROIBIDO PARA MIM
Capítulo 3
CHLOE DUARTE
Uma forte descarga de energia atravessa e irradia por todo meu corpo, me arrepio inteira sentindo seu aperto possesivo em minha pele sobre o fino vestido que uso.
— O que você...
— Shiiii
Tremendo assustada com a aproximação repentina ele afrouxa o aperto de sua mão, mas continua muito próximo de mim.
Me mantenho completamente calada, apenas sentindo sua respiração quente do tal desconhecido, por longos e inteiros segundos ele não tenta nada, apenas continua me segurando bem perto do seu corpo, como se esperasse minha aprovação para continuar.
Percebendo que não o afasto e nem nego, na escuridão sinto-o acariciar meu rosto com as costas da mão, um toque firme, porém delicado e desejoso.
Minha respiração desacelera, ficando cada vez mais curta, mordo os lábios sentindo o efeito que apenas suas mãos são capazes de me causar. É estranho, é desconhecido e talvez até proibido, mas não me afasto, eu não quero me afastar, eu quero mais!
É loucura da minha parte? Talvez, talvez eu realmente esteja tão louca a ponto de deixar um completo estranho continuar fazendo isso comigo, dentro da empresa e presa no elevador.
O medo que senti de talvez o elevador pudesse cair, se foi dando lugar a uma sensação nova para mim, a adrenalina corre solta em minhas veias e estou ficando viciada nisso.
Não sei por que, mas ele parece ser o tipo de homem que toda mulher deveria evitar, mas não sei o que está acontecendo comigo, não consigo evitar.
Ofego quando sou empurrada contra a parede gelada do elevador sobre a pele exposta de minhas costas pelo vestido decotado, e sem perder tempo, sinto sua mão se aventurar de um modo sexy na curva do meu quadril, enquanto seu peitoral firme e coberto gruda contra o meu, me deixando totalmente presa entre ele e a parede fria, mesmo não conseguindo enxergar, percebo que ele colocou uma de suas mãos ao lado do meu rosto e contra o elevador, não me restando escapatória.
Sinto minhas pernas fraquejando quando sinto sua outra mão descer pelo meu quadril até o começo da minha bunda.
Meu deus! Que homem é esse? Que me deixa absolutamente rendida com apenas toques e sensações que ele me causa, sem ao menos me dizer uma única palavra.
Um gemido inesperado foge dos meus lábios quando sinto os seus esmagando os meus com pura determinação, como se estivesse pronto para me devorar a qualquer momento.
Jesus, o que estou fazendo? Como se a razão voltasse para mim, reúno forças contra a pura tentação e espalmo as mãos contra o seu peitoral e o empurro.
Desgraça! Minha consciência me pede para correr para longe desse homem, mas meu corpo traidor quer ao contrário, ele quer se aventurar e mergulhar de cabeça no proibido.
Não o afasto novamente quando sua boca me beija novamente, fico tonta, completamente tonta, sentindo uma mordiscada em meu lábio inferior, gemo contra seus lábios buscando por mais, ele parece entender o recado quando sorri contra minha boca antes de contornar meus lábios com a língua antes de enfia-la dentro da minha boca, onde nossas línguas se juntam e duelam contra a outra.
Meu corpo está fervendo, suplicando por mais desse homem misterioso.
Inebriada e intoxicada por todo o seu ser, largo o celular ouvindo o som abafado do aparelho caindo aos nossos pés.
Será que eu realmente devia estar fazendo o que estou fazendo?
Mesmo no escuro noto sua cintura definida coberta pelas roupas quando tomo coragem e deslizo minhas mãos pelo seu corpo, subo pela sua barriga sentindo o tecido de um casaco do tipo longo e um botão, sentindo a atitude tomando conta de mim, solto o único botão apenas ouvindo o tecido escorregar e cair no chão.
Um longo suspiro de surpresa e arrepio lhe escapa quando minhas mãos aventureiras acariciam seu peitoral puxando sua camisa social, disposto a mais do que continuar, ele toca minha pele sob o vestido de noite. Presos dentro do elevador, não ouvimos mais nada mais do que nossas respirações e gemidos impacientes.
Mas que droga!
Não sou esse tipo de mulher, esse tipo de coisa nunca aconteceu antes comigo, nunca em toda minha vida transei ou dei alguns amassos quentes e ousados com um estranho ou desconhecido no primeiro encontro. Sou do tipo cautelosa, prefiro conhecer a pessoa bem antes de iniciar um novo relacionamento, gosto de estar preparada, mas ainda nem sei o motivo dessa nova descoberta que estou vivendo bem aqui.
Como se tudo fizesse parte de um sonho de mal gosto, os motores voltam a funcionar como um passe de mágica,
a luz do elevador volta rapidamente em um flash que me obriga a fechar os olhos devido a claridade repentina.
Ainda de olhos fechados e contraídos, me assusto quando as mãos do meu misterioso parceiro me cercam e me agarra com firmeza, em uma posição que me impede totalmente de ver o seu curioso rosto.
Ainda não entendendo muito bem o que acabou de acontecer aqui dentro, pisco meus olhos várias vezes até me acostumar completamente com a luz, ofegante e meio perdida noto que minha mão continua espalmada em seu peito firme.
— Você vai descer nesse andar...e isso vai ser um segredo só nosso, entendido? — sou surpreendida pela sua voz potente.
— Mas, quem é você? — pergunto sentindo minha respiração se normalizar aos poucos, com o rosto colado em seu peitoral, percebo que ele sorri.
— Sinto muito, mas você não saberá quem eu sou...
É isso! Ele está brincando comigo, como se fosse a droga de uma peça de jogo que ele pode mover e manipular, usar quando for conveniente para ele, uma presa fácil nas garras de um caçador voraz.
Mas sua frase não causa o efeito esperado em mim, não me deixa abalada e nem nervosa, é muito pelo contrário, ele apenas atiça minha curiosidade e aumenta minha tentação de desligar meu lado racional e agarra-lo aqui dentro novamente.
Desço do elevador com o celular na mão e sem olhar para trás, não sei mais onde me encontro, estou totalmente perdida e atordoada.
Isso realmente aconteceu?
Sei que é uma atitude infantil, mas chego a beliscar meu braço para constatar que tudo foi muito real, por um momento penso no que poderia ter acontecido se o elevador não voltasse a funcionar naquele momento, eu seria tão louca a ponto de transar com um estranho dentro de um elevador da Empresa no meio da noite?
Dou meia volta e espero o elevador novamente, quando entro dessa vez não há homem misterioso, apenas eu e minhas perguntas sem respostas, subo para o meu andar e finalmente encontro minha bolsa num canto.
Quando chego ao térreo, fecho os olhos e respiro fundo sentindo o ar fresco da noite acariciando meu rosto, pelo menos espero que minha cara não esteja toda vermelha...
Caminho alguns metros vendo meus amigos encostados numa parede do prédio, Sam está com os braços cruzados em volta do corpo, enquanto Matt briga ou discute com alguém no celular, quando os olhos azuis de minha amiga me encontram a vejo se apressar para chamar outro táxi.
— Nossa, você demorou! Ficou se pegando com algum cara dentro do elevador, ou o que? — Matt diz sorrindo debochado depois de finalizar a ligação.
Puta que pariu!
Matt e seu senso de humor exagerado, mas pelo menos dessa vez ele acertou na mosca.
Esse homem misterioso parece ter saído de um livro de romance erótico, porque nunca imaginei que isso poderia acontecer comigo ou com outra mulher no mundo, pensava que uma situação como essa só existisse em novelas e livros românticos, mas vejo que o impossível é muito capaz de se tornar completamente possível para qualquer um, muito menos quando você espera.
Ainda olhando para os meus amigos sem conseguir dizer uma só palavra, vejo Sam descruzar os braços ainda me encarando.
— Vocês está quieta demais, aconteceu algo? Viu um lobo mal, chapeuzinho? — um sorrisinho aparece em sua boca fazendo me ficar vermelha de vergonha.
Viro o rosto para não deixar minha reação envergonhada a mostra, já que não seria uma boa ideia contar aos meus amigos que vivi uma experiencia doida e excitante com um completo desconhecido dentro do elevador enquanto eles me esperavam pacientemente aqui fora.
— Vamos deixar de conversinha, vamos nessa? — decido trocar de assunto imediatamente,
Nosso amigo coloca a mão no coração, como se estivesse decepcionado com minha mudança repentina de assunto, faço uma careta e me afasto alguns passos dando a entender que quero sair daqui logo.
— Ok, vamos! Vamos curtir uma festa como se deve! — para minha felicidade ela cai na minha e esquece o assunto anterior.
Graças a Deus...
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