
PROIBIDO DESEJO
Capítulo 2
Capítulo 2
Clay dirigiu até a cidade, sua atenção dividida entre a estrada e a sedutora sentada
ao seu lado. Ela tentou duramente ignorar ele e Rio. Se Jake não o tivesse avisado de sua falta de emoção, ele teria ficado preocupado. Mas ele estava à procura das rachaduras em sua
armadura e sua pequena querida não o tinha desapontado.
Ficou surpreso com o olhar genuíno de surpresa quando ela reagiu a eles. A aparente
confusão em seu rosto lhe disse o quão desconhecido tinha sido para ela.
Isso fazia sua resposta a eles muito mais doce.
Ele não esperava ficar atraído pela mulher que Jake havia descrito para eles. Sabia pela expressão de Rio que ele se sentia do mesmo jeito. Não podia deixá-la escapar, pelo
menos não até que pudessem examinar essa atração que sentiam por ela.
Talvez ela fosse apenas uma diversão temporária para eles, mas o furioso tesão que
ele estava desde o momento em que colocou os olhos nela lhe dizia que era algo mais. E se o jeito como Rio estava se mexendo em sua cadeira era alguma indicação, ele tinha a mesma
reação a ela.
“Você está gostando de nossa cidade?” Ele tentou começar uma conversa.
“É adorável.” Ela desviou o olhar para a janela lateral.
“Você já passou algum tempo vagando pela cidade?” Ele trocou um olhar com Rio. Não queria nem pensar quem mais ela já poderia ter conhecido. Quando Rio fez uma
carranca, soube que ele tinha tido o mesmo pensamento inquietante.
“Não, passamos todo o dia de ontem em casa, então saímos esta manhã para fazer
compras,” ela respondeu, ainda olhando pela janela.
Clay tinha tido o suficiente dela tentando ignorá-los. Ele agarrou sua mão, e quando
ela tentou puxá-la de volta, apertou ainda mais, tendo cuidado para não machucá-la. “Nossa cidade pode ser um pouco diferente do que você está acostumada.”
Acariciando sua mão com o polegar, sentiu o arrepio que ela tentou esconder. E
sorriu.
Jesse torceu a mão da sua. “A cidade onde moro é pequena. Elas são todas quase a mesma coisa.” Ela tentou esconder o tremor em sua voz e temeu que tivesse falhado quando olhou para ele. Ele sorriu conscientemente para ela, e ela franziu a testa para ele, perguntando-se o que diabo estava acontecendo. Sentimentos que não tinha tido em anos a
bombardeando, e ela desejou poder ficar longe desses dois até que descobrisse.
“Nossa cidade é muito diferente.” Rio se inclinou para frente em seu assento, sua respiração abanando sua orelha. “Em Desire,” sua voz foi baixa, “nós absolutamente
valorizamos nossas mulheres. E temos prazer em castigá-las com igual entusiasmo.”
Jesse não conseguiu evitar o suspiro quando se virou para Rio. “O que você quer
dizer com castigá-las? Vocês batem em suas mulheres?” Ela perguntou incrédula.
“Bater em nossas mulheres?” Clay puxou para o estacionamento na garagem e parou
o carro. E se inclinou em direção a ela, aglomerando-a quando Rio abriu a porta, inclinando-
se do outro lado. “Não da maneira que você está pensando.”
“Que outra maneira existe?” Ela tentou evitar seu toque.
Ela estremeceu quando Clay pegou uma mecha rebelde de seu cabelo e a girou em
torno do dedo enquanto olhava para ela. “Por exemplo,” ele começou, “se você nos pertence e é uma menina má, você pode esperar ser despida,” quando seus olhos se arregalaram, ele
continuou, “virada em um de nossos colos com sua bunda nua no ar, e apanhar.”
Ela ofegou e sabia que seus mamilos podiam ser vistos cutucando através da blusa e
moveu os braços para se cobrir. Clay ficou olhando para eles e sorrindo. Quando ele tocou
seu braço, ela recuou automaticamente e o viu franzir a testa antes de continuar.
“Você seria espancada até que seu pequeno traseiro ficasse um belo cor-de-rosa, suas
coxas molhadas com seus doces sucos e você nos implorando para fodê-la.”
Jesse olhou para Clay em absoluto choque. Seu coração batia quase fora de seu peito,
e se ela não estava enganada, sua calcinha estava molhada! Era ele de verdade?
Ela virou seu olhar para Rio para ver que ele a olhava com o mesmo olhar quente de
seu irmão. Enquanto o observava, ele se moveu para mais perto, “Se você fosse muito ruim,” ele lhe disse com a voz crua de emoção, “seus apelos por liberação não te levariam a nada. Pelo menos até que você se desculpasse muito lindamente e prometesse se comportar. E
teríamos que estar certos de que seu pedido de desculpas era sincero.”
Escondendo o pânico pela resposta selvagem de seu corpo, ela passou por Rio e saiu
do carro, vagamente consciente de que fez só porque ele permitiu. Tinha a sensação que, tão grande e forte quanto estes homens eram, eles pareciam perfeitamente capazes de segurá-la
contanto que quisessem. Por que esse pensamento deixou sua calcinha ainda mais molhada?
“Tudo isso não significa nada para mim já que não estou interessada em ter um relacionamento com ninguém.” Ela esperava que eles chegassem ao ponto e recuassem.
“Estou curiosa sobre uma coisa, porém.”
Até aí Clay já tinha saído do carro e andado ao redor para se juntar a eles. “Sobre o
que você está curiosa, doce?”
“Se os homens desta cidade são como vocês, por que há algumas mulheres aqui ainda? Elas já teriam partido até agora. Por que qualquer mulher ia querer ficar com um
homem que a espanca?”
Clay e Rio começaram a rir. “Por que você não pergunta a sua irmã, Natalie?” Clay
perguntou a ela. “Você sabe que Jake é um Dom, não é?”
“Um Dom?” Jesse olhou de um lado para outro entre os dois. “Você quer dizer
chicotes e correntes?”
“Entre outras coisas.” Clay assentiu. “Rio e eu não somos Doms como Jake, mas
sabemos como fazer nossa mulher se comportar. A surra ia deixá-la saber que você cruzou a linha,” ele a estudou, “mas com você, estaríamos dispostos a experimentar.” Ele olhou para Rio. “Nunca tive interesse em usar brinquedos em nossas mulheres, mas isso me faz sentir
um aventureiro. Temos algumas compras para fazer, Rio.”
Rio ajustou seu jeans mais uma vez. “Aparentemente,” ele murmurou.
Clay continuou a olhá-la e ela lutou contra o impulso de se inquietar. “Sua irmã está ficando com a bunda espancada agora enquanto falamos, e quem sabe mais o quê por aquele
pequeno atrevimento de antes.”
“Como se atreve? Ela não fez nada de errado!” Jesse não entendia por que sua irmã estava sendo castigada e se preocupava. Brevemente imaginou a gargantilha que Nat sempre usava e se perguntou se era mais do que apenas um belo colar. Poderia ser uma coleira que Jake tinha colocado nela?
“Promessas, promessas,” Rio a imitou. “Tenho sido tão negligenciada ultimamente.”
Clay sorriu e adicionou, “Não se preocupe com Nat. Ela está tendo exatamente o que queria. Ela sabia como seu marido ia reagir. Quando um homem é desafiado por sua mulher, é sua responsabilidade e privilégio enfrentar esse desafio. Ela queria a atenção de seu
marido, e conseguiu. Confie em mim, ela vai amar!”
Clay tocou o braço de Jesse, franzido a testa quando ela recuou. “O que você precisa entender é que as pessoas que vivem nessa cidade o fazem por uma razão. Ela foi fundada por pessoas que desejavam viver suas vidas de um jeito que é diferente do que a maioria considera ‘normal’. Eles queriam viver onde poderiam ser aceitos, não julgados pelos
padrões das outras pessoas.”
“Não entendo.” Jesse sacudiu a cabeça em confusão. “Você quer dizer que um monte
de Doms vive aqui?”
Clay assentiu. “Sim, e há um monte de homens que são como eu e Rio. Queremos uma vida onde temos uma mulher que ame a nós dois e que ambos a amamos. Nossos pais viveram assim. Crescemos nesta cidade. Sempre soubemos que queríamos viver nossas vidas
desse jeito.”
“Nós dois fomos casados antes,” Rio acrescentou. “Casamos com duas mulheres diferentes e odiamos. Nós dois nos divorciamos há algum tempo, e agora estamos prontos para continuar com nossas vidas. Mas dessa vez, vamos viver do jeito que a gente sempre
quis.”
Clay assentiu e continuou, “O ponto é que as pessoas aqui vivem suas vidas da maneira que lhes convém e ninguém é julgado. Temos mulheres que são subs quem vem para cá à procura do Dom certo. Há também homens e mulheres que vivem nesta cidade como casais, por que simplesmente gostam da cidade. É tão normal ver um casal nesta cidade como é ver uma mulher de coleira com seu Dom ou uma mulher com mais de um
marido.”
Jesse não pôde deixar de ficar intrigada. “Mas, ter mais de um marido é ilegal,” ela
argumentou.
“Aos olhos da lei, sim,” Rio lhe disse. “Em Desire, uma mulher é legalmente casada
com o mais velho, se eles são irmãos ou apenas amigos, mas uma cerimônia que inclui todas as partes envolvidas é realizada. Temos uma mulher na cidade chamada Isabel, que é casada com três irmãos. Ela é legalmente casada com Ben, que é o primogênito, mas se alguém se atrever a insinuar que os outros dois não são seus maridos, não haveria inferno para pagar. Ela ama os três e eles adoram o chão que ela pisa. É assim que é aqui.”
“Funciona bem para nós,” Clay acrescentou, “porque nós fazemos funcionar. Há uma
série de regras não escritas aqui que os novatos aprendem rapidinho, e respeitam, ou então
são colocados para fora da cidade.”
“Regras não escrita?” Jesse não conseguiu deixar de perguntar. “Tais como?”
“Primeira regra,” Clay lhe disse “é que as mulheres nunca são prejudicadas. Qualquer um que machucar uma mulher recebe a merda batida fora dele e se torna um
párea. Somos todos muito próximos aqui e um párea nunca poderia sobreviver.”
“Gostei dessa regra.” Ela assentiu. “O que mais?”
Clay parecia feliz que ela tivesse demostrado interesse em seu estilo de vida e continuou. “Outra regra é que você tem que ouvir os homens ao seu redor, ou seus maridos
serão informados que você desobedeceu e você será castigada.”
“Isto não é justo.” Ela sacudiu a cabeça. “Por que uma mulher teria que obedecer a cada homem na cidade? Isso é ridículo!” Ela se virou, mas parou quando Clay segurou seu cotovelo.
Ela se virou para estalar, mas parou quando viu o olhar de súplica em seu rosto.
“Tente imaginar esta cidade mais de cem anos atrás, Jesse. Doms e homens como nós, homens que queriam compartilhar uma mulher fundaram esta cidade. Você sabe como era difícil para as mulheres antes? Elas não tinham direito ou escolha, a não ser obedecer a seus
maridos. Elas podiam até mesmo ser espancadas!”
Jesse viu a careta de Rio e foi encorajada por isso. “Então as mulheres que vinham para Desire antes, não podiam ser espancadas?” Ela encontrou-se intrigada com o pensamento de pessoas se movendo para cá em um momento que as escolhas de estilo de
vida teriam sido vistas com maus olhos pela sociedade.
Clay sacudiu a cabeça. “Se um homem batesse em sua esposa, ele se tornaria um
párea e seria forçado a partir. A cidade permitia que sua esposa ficasse onde ela estaria segura e protegida. Você tem que entender, Jesse. As mulheres tinham mais liberdade aqui do que a maior parte das mulheres no país. Como uma cidade poderia crescer se as mulheres não viessem para cá, sabendo que seriam maltratadas por Doms ou maridos múltiplos? Estas
regras protegem nossas mulheres. Elas ainda fazem até hoje.”
“Pense sobre isso do outro lado, Jesse.” Rio sorriu para ela. “As regras mantêm os
homens na linha. Você tem alguma ideia do quão difícil às pessoas nesta cidade desceria em
um homem por bater ou até mesmo enganar sua esposa?”
Clay assentiu. “Olha, ninguém além de seus maridos lhe diriam o que fazer, mas se você se encontrar em uma posição que é perigosa ou poderia lhe prejudicar de qualquer maneira, outro homem se moveria para protegê-la. Todos nós protegemos todas as nossas mulheres o tempo todo. Se você o desobedecesse, ele a tiraria do perigo e a levaria para seus
maridos.”
“Então,” Rio acrescentou, “você seria severamente punida por seus maridos por não
ver sua própria segurança.”
“Bem, desde que nenhuma dessas regras se aplica a mim, não estou preocupada com
isso.” Ela se moveu em direção à garagem. “É melhor irmos lá dentro e falar sobre o carro.”
“Oh, mas estas regras se aplicam a você, querida,” Clay lhe disse.
Jesse parou abruptamente e se virou. “Desde que não tenho marido, não vejo como
isso se aplica a mim.”
“Você está ficando na casa de Jake, não é?”
“Sim, e daí? O que isso tem a ver com qualquer coisa?”
“Bem, enquanto você estiver sob seu teto, ele é responsável por sua segurança.”
“O quê?” Jesse lançou as mãos. “Isso é ridículo!”
“Quando em Roma, querida.” Rio riu.
“Vou te dizer outra coisa que você não sabe.” Clay franziu o cenho. “Jake tem todo o
direito de virá-la sobre os joelhos por tentar trocar o pneu. Você poderia ter se machucado.”
Em seu ofego, ele acrescentou, “Como você acha que Nat teria feito? Aposto que ela
tentou pra caramba para que você parasse de tentar trocar aquele pneu, não foi?”
Jesse corou com culpa. “Então, Rio e eu teríamos ficado muito chateados que alguém além de nós dois espancasse sua bunda. Considere-se sortuda que chegamos lá antes que
você pudesse se machucar, e o fato de que Nat o distraiu.”
Jesse se virou e seguiu à frente dos homens enquanto se dirigia ao compartimento da garagem aberta, as palavras ainda ressoando em seus ouvidos. Para alguém que teve problemas não sentindo nada, seu sistema se sentia bombardeado de tantos ângulos
diferentes que ela mal podia processar tudo.
Entrando na garagem, ela parou à vista de um rabo apertado e coxas musculosas amorosamente encaixados em um par de jeans desbotados bem vestidos debruçados sobre a frente de um carro. Ela assistiu como aqueles músculos se deslocaram enquanto o homem
que os possuía se endireitava quando ouviu sua abordagem.
Jesus; era cada homem nesta cidade alto e magnífico?
Ele sorriu maliciosamente enquanto segurava suas calças soltas e ajustava a camiseta
enorme, seu olhar deixando-a ciente do fato de que ele sabia o que ela tentava esconder em
suas roupas tão mal ajustadas.
Ela não sentia nenhum desejo de se vestir de forma reveladora, e atrair atenção
masculina indesejada. Certamente parecia não fazer nenhuma diferença para estes homens.
Clay se moveu para ficar na frente dela, suas costas grandes como uma parede
bloqueando sua visão do mecânico e a dele dela.
Jesse não podia mais ver o mecânico, mas quando ela o ouviu perguntar “Quem é a
moça bonita?” Ela conseguiu cutucar Clay de lado.
Qual era o problema com ele?
“Oi, eu sou Jessica Tyler, Irmã de Natalie Langley.”
Quando ela alcançou para apertar sua mão, sentiu Rio passar por ela e oferecer ao
mecânico sua própria mão, eficazmente mantendo o homem de tocá-la.
“Ei, Ryder. Trouxemos o carro de Nat. Ela teve um pneu furado, portanto colocamos
o estepe, mas ela precisa de um novo.”
Apetando a mão de seu amigo, Ryder assentiu. “Sem problema.” Ele se virou para
ela e sorriu. “Então, você é irmã de Nat? Como é que nunca te vi antes?”
“Eu nunca visitei aqui antes.” Ela cuidadosamente colocou espaço entre ela e os
homens. O nível de testosterona subiu e ela se tornou absurdamente consciente da resposta
de seu corpo. Isso estava ficando fora de controle.
“Gostaria de saber se você poderia verificar a correia da ventoinha enquanto o carro
estiver aqui. Parecia estar fazendo algum barulho,” Jesse disse. Nos olhares surpresos dos homens, ela continuou, “Não sei muito sobre carros, mas quando o meu fez um barulho
como esse, o mecânico me disse que parecia a correia da ventoinha.”
“Ela está certa.” Clay franziu a testa. “Eu ia mesmo te pedir para olhar isso.”
“Farei.” Ryder assentiu. “Diga a Jake que ligo pra ele amanhã. Vocês precisam de
uma carona?”
“Não, obrigado.” Clay sacudiu a cabeça, ainda olhando para ela. “Meu caminhão
está estacionado em frente ao mercado. Era lá que todos nós estávamos quando Jake recebeu
a chamada de Nat.” Ele agarrou sua mão. “Vamos, doce, vamos buscar aqueles bifes.”
Jesse se virou para dizer adeus a Ryder, surpresa ao encontrá-lo sorrindo provocante
para ela. “Foi muito bom conhecê-la, Jesse. Espero que você volte para me ver antes de partir.
Eu sei que Dillon adoraria conhecê-la, também.”
“Quem é Dillon?” Ela perguntou.
“Dillon é meu parceiro,” Ryder lhe disse com uma piscada.
“Oh, isso é bom,” Jesse sorriu. Havia assumido que Dillon e Ryder era um casal gay e
ficou satisfeita que eles podiam ser felizes nesta cidade. Ela ficou surpresa quando Clay e Rio
desataram a rir.
Ryder riu, sacudindo a cabeça, e se aproximou de Jesse, ignorando totalmente seus
clarões. “Não esse tipo de parceiro, querida.” Sua voz era baixa. “Dillon e eu somos parceiros
na garagem, mas também quando levamos uma mulher para a cama.”
Jesse o olhou com surpresa. Lembrando o que os homens lhe disseram lá fora antes, ela não pôde resistir olhar para eles, surpresa ao ver o medo em seus olhos enquanto a olhavam continuamente. Será que eles estavam pensando que ela cairia nos braços de Ryder?
Se ela pudesse rir, ela teria.
“Pronto, doce?” Clay perguntou, estendendo a mão novamente.
Sem pensar, apenas sabendo que queria limpar aquele olhar de seus olhos, ela colocou a mão na dele. Murmurando adeus a Ryder, ela se virou e permitiu que Rio tomasse
sua outra mão enquanto eles deixavam a garagem.
Andando os dois quarteirões para o mercado, Clay e Rio segurando suas mãos, ela
lutou para fazer sentido de tudo isso. Olhando à sua volta, viu outras mulheres com mais de um homem. Lembrando-se da conversa anterior, procurou e viu que várias delas usavam coleiras, algumas com um homem, outras não. Ela verificou cuidadosamente as pessoas que
via; surpresa que quase todas as mulheres pareciam delirantemente felizes.
Também se surpreendeu que os olhares que os homens davam a suas mulheres pareciam amorosamente indulgentes. Os homens seguravam as portas abertas para as mulheres, as ajudavam a atravessar a rua com uma mão em seu braço ou em suas costas,
carregava seus pacotes. Cada homem agia como um cavalheiro.
Ela percebeu que já fazia um longo tempo desde que tinha visto pessoas agindo
dessa forma e nunca tinha percebido isso.
Sem que percebesse, eles chegaram ao mercado. Ela puxou as mãos das deles, e automaticamente segurou a maçaneta da porta. De repente, lembrando-se das palavras de
Rio, ela parou.
“Boa menina,” ele sussurrou, fazendo-a estremecer. “Você se lembrou.”
Quando ele abriu a porta, ela lhe lançou um olhar cauteloso e passou por ele. Clay,
com uma mão em suas costas, a guiou para dentro.
Compras com eles foi uma experiência estressante. Eles a tocavam a cada oportunidade. Clay a aglomerou quando alcançou acima de sua cabeça para pegar o suco de maçã que ela queria. Rio a firmou com um braço ao redor de sua cintura enquanto ela
agarrava o produto. Ela nem sequer notou quando parou de vacilar em seus toques.
* * * * *
Clay quis gritar de alegria quando pouco a pouco ela permitiu seu toque. Logo sua
pequena querida começou a ficar excitada e ele quis beijar sua pequena carranca quando ela
pareceu finalmente perceber isso.
Sempre se metendo em seu caminho logo ela tinha os olhos brilhando faíscas de ouro. Ela poderia colocar uma frente fria, mas ele apostava o rancho que dentro dela um
inferno se enfurecia, só esperando para ser explorado.
Mas embora ela lentamente tenha se acostumado a seu toque, ainda não falava. Ela
habilmente evitava todas as perguntas pessoais sobre ela, e isso fez Clay querer colocá-la sobre o joelho. O tesão que estava ostentando desde que tinha colocado os olhos nela saltou para a atenção nesse pensamento. Ótimo! Nesse ritmo, ele teria que se desculpar e masturbar
antes que pudesse se sentar à mesa com ela.
Ele só a tinha conhecido há algumas horas e já estava pronto pra explodir. Viu os traços tensos de seu irmão sempre que tocava Jesse, e assumiu que a mesma tensão se mostrava em seu rosto. Se não fizessem esta mulher deles logo, ambos poderiam
simplesmente explodir.
Ele já não tinha dúvidas de que esta era a mulher que ele e Rio estavam esperando. Mal podia acreditar que ela finalmente tinha chegado, e mal podia esperar para começar suas
vidas juntos. Mas, a tristeza e a distância em seus olhos teriam que ser tratadas.
O mais rápido possível.
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