
PROIBIDO DESEJO
Capítulo 3
Quando pararam na casa de sua irmã, Jesse pôde ver a fumaça e soube que Jake já
tinha começado a grelhar.
Quando entraram pela porta, Nat lhe entregou uma margarita.
“Jake nunca mais fez estas para mim, mas quando eu lhe disse o quanto você as ama,
ele nos fez um jarro.”
Jesse pegou o copo de sua irmã e a seguiu para a cozinha. Sorvendo a bebida, ela
ajudou Nat com os preparativos do jantar.
Vários minutos depois, de pé na pia lavando os legumes para a salada, Jesse viu
quando Nat atravessou o quintal com um prato cheio de bifes. Clay lhe disse algo enquanto ela entregava o prato para o marido. O que fosse que ela respondeu fez com que Clay e Rio fizessem uma carranca. Eles olharam para a janela onde Jesse estava; Seus olhos quentes,
mesmo nessa distância.
Nat parecia frágil e delicada enquanto estava ao lado dos três homens. Todos
pareciam tão grandes, especialmente Clay e Rio que eram ainda mais altos do que Jake. Ela se encontrou observando suas mãos, lá no supermercado, imaginando qual seria a sensação delas em seu corpo. Os dois a tocaram e se esfregaram contra ela repetidas vezes, e seus mamilos ainda doíam realmente com a necessidade de serem tocados por aquelas mãos grandes. Seus braços, tão musculosos, provavelmente de anos passados trabalhando num
rancho, segurariam uma mulher com firmeza, fazendo-a se sentir segura e quente.
Agora, de onde vinha tudo isso?
Sacudindo-se de seu pensamento fantasioso, Jesse continuou lavando os legumes e vendo enquanto Nat conversava com os homens. Jake sacudiu a cabeça em diversão há algo
que ela tinha dito; Seu amor por Nat evidente no olhar que ele lhe deu.
Aparentemente terminado, Nat se afastou dos homens, saltando de surpresa quando um sorridente Jake bateu nitidamente em sua bunda. Nat se virou, e com a mão no quadril mostrou a língua para ele. Jake lhe disse algo, sua expressão sisuda enquanto apontava para
ela. Aparentemente imperturbável Nat riu e voltou para a casa.
Durante o jantar, e depois de duas margaritas, Jesse começou a relaxar e se divertir.
Enquanto a comida progredia ficou mais fácil deixar Clay e Rio se agitar sobre ela enquanto Jake exagerava sobre Nat. A conversa fluiu enquanto comiam. Jesse ficou quieta enquanto assistia e ouvia, notando o quão íntimos todos pareciam ser. A camaradagem se mostrava
claramente quando eles falaram de outros que viviam em Desire com carinho e alegria.
Quando todos terminaram de comer, Nat e Jesse foram cuidar dos pratos, recusando
as ofertas dos homens para ajudar.
“Querido,” Jesse sorriu quando Nat se aconchegou mais perto de Jake, “você, por
favor, nos faria outro jarro de margaritas?”
“Acho que já tive o suficiente,” Jesse disse a Nat com um sorriso. “Não acho que Jake
gostaria de ter que lidar com uma cunhada bêbada.”
“Bobagem,” Nat lhe disse. “Além disso, você e eu não sentamos e conversamos
sozinhas há anos. Os rapazes vão estar aqui fora lidando com a grelha e se ficarmos caindo de bêbadas, eles vão cuidar de nós. Jake não vai fazer outro jarro, porém, a menos que você o
compartilhe comigo. Ele conhece minha fraqueza por margaritas.”
Uma vez que quaisquer objeções iria desapontar sua irmã, Jesse cedeu. Com a máquina de lavar pratos funcionando, as mulheres se sentaram sozinhas à mesa, bebidas frescas à sua frente. Os homens podiam ser ouvidos lá fora, suas vozes baixas através da
janela aberta.
Nat manteve Jesse falando sobre o negócio que ela e uma amiga começaram em Maryland, conseguindo deixar sua irmã bebê mais do que um pouco tonta. Ela sabia que Jesse não bebia muito, e logo se soltaria o suficiente para falar. Sentiu-se um pouco culpada por seu método desonesto para descobrir o que estava errado com Jesse, mas ela tinha que se apressar. Só tinha duas semanas com sua irmã, e nos últimos dois dias ela tinha sido incapaz de tirar uma única coisa dela. Queria ajudá-la, tentar corrigir o estava errado e trazer de volta a Jesse com quem tinha crescido, e o silêncio não cooperativo de sua irmã estava dificultando
seriamente seus esforços. Tomar o assunto em suas próprias mãos parecia o único jeito.
Clay e Rio se opuseram no início, mas quando eles perceberam o quanto ela queria ajudar Jesse, cederam, desde que pudessem escutar na esperança de encontrar um caminho
de chegar mais perto dela.
Jesse tomou um gole da bebida enquanto dizia a Nat sobre seu negócio em casa.
“Kelly trabalha principalmente com as fórmulas, enquanto eu lido com as vendas e
projetos de pacotes,” disse a Nat. “Fazemos tudo nós mesmos; usando todos os ingredientes naturais. Começamos fazendo creme para as mãos, mas agora também fazemos xampu,
condicionador e óleos de banho.”
“É esse o material que você está usado que a faz cheirar tão bem?” Nat perguntou entusiasticamente. “Você sempre cheira como pêssegos. Acho que Clay e Rio adorariam te
dar uma mordida!”
Jesse fez careta. “Isso não pode acontecer, Nat.” Ela terminou a bebida, colocando cuidadosamente o copo de volta na mesa, seus movimentos cada vez mais deliberados
enquanto o álcool entrava em vigor.
“Eu trouxe algumas coisas comigo para você. Eu deveria ir buscá-las.” Antes que ela
pudesse se levantar, Nat a deteve.
“Mais tarde, agora vamos apenas sentar e conversar.”
“Faz sua pele beeem suave,” Jesse respirou. “E temos o pó mais incrível.” Ela tomou
um gole da bebida, e então franziu a testa.
Nat viu o sorriso de Jesse e se perguntou se sua irmã tinha percebido que ela encheu
seu copo.
“Este novo pó tem gosto e ele cheira. Eu uso os pêssegos e creme.” Ouvindo uns
gemidos, ela piscou em confusão. “O que foi isso?”
“Só a máquina de lavar louças dando piti, Jake me prometeu verificar isso,” Nat respondeu, levantando a voz para que os homens pudessem ouvir. Se eles queriam espiar, o mínimo que podiam fazer era ficar quietos.
“Eu adoraria tentar o pó. Aposto que Jake vai adorar!”
“Também faz sua pele parecer toda refrescada, é refrescante,” Jesse se corrigiu. “Eu
te trouxe a especiaria de canela. Pensei que atiraria em você, é, combinaria com você.”
Percebendo que Jesse já teve o suficiente, Nat levou todo o meio jarro de margarita
para a pia e despejou pelo ralo. Ela não queria que sua irmã ficasse doente, apenas mais solta. Olhando para fora, ela viu que os três homens estavam sentados à mesa abaixo da janela,
aparentemente escutando cada palavra.
Voltando para a mesa, ela se sentou e olhou para sua irmã, que tinha a cabeça descansando no braço dobrado deitado sobre a mesa. “O que fez você e Kelly decidirem
começar um negócio?”
“Cansei de usar calcinha com buracos,” Jesse respondeu cansadamente.
“Desculpe-me?” Jesse tinha tomado margaritas demais?
“Você já percebeu o quão sexy soa quando um homem diz a palavra calcinha?” Jesse
refletiu. “Brian chamava cueca. Os homens usam cueca. As mulheres usam calcinha!”
Nat conhecia sua irmã bem o suficiente para seguir e concordou. “Sim, você está
certa. Quando Jake diz algo com a palavra ”calcinha”, eu fico toda irritada.”
“Lá vai você.” Jesse assentiu, e então continuou, enunciando com cuidado, “Enfim, Brian sempre tinha um esquema de enriquecer rápido. Eles nunca funcionavam. Nem ele.” Ela se endireitou e olhou em volta, franzindo a testa para o copo de água que estava à sua
frente.
“Então, você começou um negócio,” Nat cutucou.
“Não, limpava quartos de hotel. Minhas mãos ficavam muito secas e rachavam, mas eu não tinha dinheiro para gastar com cremes para as mãos, não com a compra de roupas novas para um menino em constante crescimento.” Ela se sentou quieta por um momento, aparentemente se lembrando desse tempo, seu rosto parecendo tão desamparado que Nat queria abraçá-la. Ela viu como Jesse parecia encolher os ombros. “Kelly me fez alguns.
Outras pessoas gostaram, então decidimos começar a fazer e vendê-los.”
“O que aconteceu com Brian?” Nat perguntou, sabendo que ele tinha algo a ver com
o jeito como Jesse tinha mudado. “Nunca gostei dele e Jake o odiou à primeira vista.”
“Eu sou frígida, sabia?” Jesse disse a questão a sua irmã com naturalidade. “Não
sinto mais muita coisa. Se machucada o suficiente, acho que isso te fecha.”
Nat olhou para sua irmã em estado de choque. “O que você está dizendo, Jesse?”
“Brian nunca me amou, Nat,” sua irmã disse estoicamente. “Ele nunca me abraçou. Nunca me tocou, a menos que quisesse algo de mim, geralmente sexo.” Ela se inclinou para
frente. “Vejo como Jake é com você.”
Jesse parecia estar apenas um pouco sóbria, mas as palavras continuaram a se
derramar dela.
“Jake está sempre te tocando, brincando com seu cabelo, mesmo quando você está
sentada lá assistindo televisão.” Jesse gesticulou freneticamente. “Jake te toca, porque ele te quer, e ele te ama. Brian me fazia sentir como o homem Nat; e eu não sei mais como ser uma
mulher.”
“Oh, querida!” Nat saltou e correu para se ajoelhar perto de Jesse. “É claro que você é
uma mulher! Como você pode pensar de outra forma?”
“Oh, Nat, você nunca vai entender! Não sendo casada com um homem como Jake.”
“Explique-me então, Jesse. Faça-me entender.”
“Oh, Nat, no início, costumava ser horrível. E só foi piorando até que um dia eu
percebi que finalmente tinha me acostumado a isso. Brian não gosta de trabalhar, então eu tinha que fazer. Durante toda a minha gravidez, eu trabalhei limpando quartos de hotel. Depois que tive Alex, levava-o comigo.” Sorrindo tristemente, ela continuou em voz baixa, “Ele estava sempre comigo, enquanto Brian corria ao redor com ternos de mil dólares
cobrados em meu cartão de crédito para se reunir com ‘investidores'.”
Esfregando a mão pelo rosto, Jesse continuou, “Ele era tão preguiçoso, Nat. Ele não
fazia nada a não ser se vestir em ternos sofisticados e joias caras e se encontrar com pessoas
que ele enganava por dinheiro.”
Jesse tomou um gole de água e debruçou-se contra Nat.
“Eu levava o lixo para fora. Eu trancava a casa à noite. Eu cortava a grama, empurrava a neve, aprendi como consertar o encanamento e todas as outras coisas que um
homem deveria fazer em casa.”
Sacudindo a cabeça tristemente, ela disse a Nat, “Eu não sou digna de ser amada.”
“Jesse, isso não é verdade!”
“Nem mesmo meu marido me amava.” Quando Jesse se virou para ela, Nat quis chorar. “Ele nunca iniciava o sexo porque não valia a pena à energia para tentar me despertar. Ele só começava se realmente significasse, às vezes, e eu pensava, ‘Quanto tempo se passou desde que tivemos a última relação sexual? ’ Quando eu percebia que tinha sido há semanas, eu tinha que lhe perguntar se ele queria fazer sexo. Era a única maneira de obter
paz na casa.”
Seus olhos permaneceram estáveis enquanto continuava, “Ele é claro, dizia que sim e
apenas se sentava lá. Eu tinha que jogar com seu pênis até que ficasse duro.” Engolindo em
seco, ela brincou com seu copo, não olhando para cima.
“Então eu tirava minha calcinha e me curvava. Graças a Deus não durava mais que
um minuto ou dois. Quando ele terminava, eu puxava minha calcinha e ia me limpar.”
Quando ela tentou se levantar para reabastecer seu copo com água, Nat a cutucou de
volta na cadeira para ir pegar para ela.
Colocando a água, Nat olhou pela janela nas expressões angustiadas no rosto dos
homens. Clay e Rio pareciam querer matar alguém e Jake não parecia muito melhor.
A voz triste de Jesse derivou pela janela. “Não sou beijada ou abraçada há tanto
tempo, Nat.”
Nat não aguentava mais. Com um último olhar em Clay e Rio, retornou a mesa,
determinação em seus passos.
“Querida, Clay e Rio adorariam te beijar, entre outras coisas. Quero que você dê a
eles uma chance.”
“Eu não posso Nat.”
“Por que não? Esses dois já estão loucos por você. Quero que você pelo menos passe
algum tempo com eles.”
“Qual seria o ponto? Você não entende? Não consigo rir. Não consigo chorar. Não
com ninguém, exceto Alex. Com qualquer outra pessoa, o resto está morto.”
“Está se você continuar a manter essas barreiras entre você e o resto do mundo,” Nat
argumentou.
“Você ainda não entende.” Jesse suspirou cansada e o coração de Nat quebrou. “Não
é uma escolha minha. Eu não sei como tirar essas barreiras. Elas têm sido uma parte de mim
por tanto tempo. Eu apenas não sei como sentir mais nada.”
“Besteira!” Nat colocou as mãos nos quadris e considerou sua irmã. “Você está
tentando me dizer que não sentiu nada por mim quando me abraçou no aeroporto?”
Jesse piscou surpresa.
“Você esquece o quão bem eu te conheço, Jesse. Uma pessoa não muda tanto. Você
não é Jessica Brian mais! Você é Jesse, porra!”
“Nat, você não entende.”
“Oh, eu entendo muito bem,” Nat lhe disse. “Eu vi o jeito como você os tem
observado. Você acha que não percebi a maneira como você reagiu a eles esta tarde? Eu te vi ficar toda nervosa. Você parecia mais viva do que esteve desde que chegou aqui! Você acha que não vi como corou cada vez que um deles olhava para você ou te tocava durante o jantar? Eu vi o jeito como você ficou olhando para seus lábios e lambendo o seu. E vi o jeito como você olhava para as mãos deles. Você as imaginou em você, não é? Posso ser mais velha que você, querida, mas não sou idosa. Eles te interessam e se você quer admitir ou não,
eles te despertam.”
Jesse podia sentir seu pânico se construindo. Eita, tome alguns drinques, abra a boca,
e olha o que acontece. Ela começava a suspeitar de que Nat tinha um motivo oculto para ter
Jake fazendo aquelas margaritas.
Irritada agora, ela se voltou para sua irmã. “Droga, Nat! O que devo fazer? Espalhar minhas pernas para eles? Ter uma aventura e seguir em frente? Você realmente acha que
homens assim ficam felizes fodendo uma mulher que não pode gozar?”
“Homens como o quê?” Nat perguntou.
“Como eles!” Ela apontou para o quintal. Esperando que eles não pudessem ouvi-las. Desde que não ouvia as vozes dos homens por um bom tempo, assumiu que deveriam ter ido para outro lugar. “Você já olhou para eles? Eu sei que você ama seu marido, mas não pode ser cega! Clay e Rio são belíssimos. Grandes, e fortes, e musculosos, com bundas que
você simplesmente quer dar uma mordida!”
Nat sorriu aquele sorriso sabedor, que ela usava sempre que ganhava um
argumento. “Bem-vindo de volta, Jesse, senti sua falta.”
Jesse piscou surpresa.
“Você é louca!” Jesse sorriu com indulgência para sua irmã, então rapidamente ficou
séria. “Isto é apenas as margaritas falando. Sou diferente agora. Nat. Se eu não conseguia agradar aquela desculpa preguiçosa de marido que eu tinha, o que a faz pensar que vou ser
capaz de satisfazer dois homens que podem ter qualquer mulher que quiserem?”
Nat sorriu e se inclinou para ela. “Clay e Rio são homens fortes com coração de ouro. Eles têm procurado a vida inteira por uma mulher que ambos pudessem amar e que amaria a ambos de volta.” Ela riu. “Eles não têm sido celibatários, nem de longe. Eu os vi com um monte de mulheres ao longo dos anos, e nunca os vi olhar para uma mulher do jeito que olham para você. Nem mesmo suas esposas. Talvez você seja essa para eles, e eles sejam
esses para você, talvez não. Mas, não acha que vocês três devem isso a si mesmo descobrir?”
“Em menos de duas semanas eu tenho que voltar para casa.”
“Talvez sim, talvez não.”
“Mas não posso deixar Kelly sozinha.” Não importa o que, ela não podia abandonar
Kelly.
“Vamos nos preocupar com isso mais tarde.” Nat a considerou de perto. “Agora, vou
fazer algo que pode deixá-la zangada, mas estou fazendo isso para seu próprio bem.”
Nat agarrou sua mão, puxou-a para fora da cozinha e se dirigiu para as escadas. Jesse foi puxada pelos degraus e para o quarto de hóspedes onde sua irmã começou a reembolsar
sua mala.
“Você está me expulsando?”
“Não é bem isso.” Nat foi até o banheiro adjacente para pegar os artigos de toalete de Jesse. “Onde está meu material de canela? Mal posso esperar para experimentá-lo em Jake.”
Perguntando-se o que sua irmã poderia estar tramando, Jesse foi até o armário para
pegar a bolsa púrpura. Olhando-a de perto, entregou-lhe a bolsa, vendo sua luta para fechar
a mala. Nat nunca tinha sido boa em fazer as malas.
Quando Nat finalmente conseguiu fechar a mala, ela abraçou Jesse, sussurrando em
seu ouvido, “Eu te amo, querida, lembre-se disso.”
Jesse considerou sua irmã suspeitosamente, começando a ficar realmente nervosa. Nat voltou a descer as escadas, entrou na cozinha e parou. Clay, Rio e Jake estavam sentados à mesa tomando café, como se tivessem estado lá o tempo todo. Olhando pela janela, ela viu que tinha sido fechada. Nat deve tê-la fechado quando foi pegar a água. Os homens não
poderiam ter ouvido a conversa, ela pensou aliviada.
Jesse olhou para Nat. “Não entendo Nat. O que você está fazendo?” Nunca confiava
em sua irmã mais velha quando ela tinha esse olhar em seu rosto.
“Clay, Rio, estou dando Jesse para vocês,” ela ouviu sua irmã dizer.
“O quê!” Jesse ofegou, olhando para Nat.
Nat a ignorou. Olhando severamente para os dois homens sorridentes, Jesse a ouviu dizer, “Estou confiando a vocês minha irmã. Confio em vocês para não machucá-la. Se tudo correr bem, vocês têm que trazê-la de volta para mim na véspera que ela supostamente teria que ir para casa. Quero algum tempo com ela. Desde que estou lhes dando a maior parte, espero que vocês respeitem minha vontade. Se as coisas não irem bem, traga-a de volta direto para mim.” Ela parecia um sargento enquanto compassava na frente dos homens. “Não para o aeroporto, não importa o que ela diga, mas direto aqui para mim.”
Jesse ficou lá, aparentemente chocada, enquanto assistia Clay e Rio se revezarem para abraçar Nat. Ela ouviu o murmúrio de Clay, “Eu te amo, Nat.” Rio teve sua vez para
abraçar sua irmã. “Obrigada, querida. Você não vai se arrepender.”
Jesse deu um passo atrás quando eles se aproximaram dela, olhando-a atentamente.
Ela nunca tinha estado tão assustada em sua vida!
Clay a segurou enquanto Rio pegava sua bagagem.
“Espere.” Jake avançou.
Graças a Deus. Jake seria a voz da razão e a tiraria dessa loucura. Partir com estes dois homens seria como uma fantasia em um dos livros que gostava de ler. Ela sempre lia sobre ménages e pensava que tinha que ser a maior fantasia na Terra, ter dois homens completamente dedicados à felicidade de sua mulher, mas até hoje, nunca tinha se dado conta de que as pessoas realmente viviam assim. Mas, ela não poderia ficar e viver essa
fantasia, e destruí-la seria pior do que não vivê-la em nada.
Esperando que Jake colocasse fim a tudo isso, ela se virou para ele e encontrou-se
abraçada em seus braços fortes. Então, ele a surpreendeu. Segurou seus braços, avaliou-a de
perto e ela se perguntou brevemente o que ele viu que o fez assentir.
“Sei que isso não é o que você deseja agora,” ele lhe disse, tirando sua esperança de um resgate. “Mas, acho que Nat está certa. Você vai está vendo muito eu e Nat enquanto
estiver com Clay e Rio. Eu insisto nisso.” Ele deu aos homens um olhar de advertência.
Voltando sua atenção para ela, ele sorriu. “Se, a qualquer momento, você quiser
voltar aqui, me diga. Quero que você tente, porém, querida, ok?”
Jesse podia ver por que Jake era um bom Dom. Ele podia convencer uma mulher em
tudo.
Saber que poderia partir sempre que quisesse lhe deu coragem. Ela ia fazer o seu
melhor para não destruir essa fantasia. Assentiu hesitante, “Ok.”
Olhou pelo canto do olho e viu o sorriso satisfeito no rosto de Clay e Rio, esperava
que estivesse fazendo a coisa certa.
“Boa menina.” Rio sorriu travessamente.
Jake se virou para seus amigos. “Agora, para você dois, estou confiando a vocês minha cunhada que está sob minha proteção. Vocês sabem que levo essa responsabilidade muito a sério. Os dois estão dispostos a assumir como seus protetores, enquanto ela
permanecer com vocês?”
“Absolutamente,” Clay respondeu. Alcançando para tocar seu cabelo, seus olhos
nunca deixando os dela, “Nada faria eu e Rio mais felizes como ser os protetores de Jesse.”
“Prometemos cuidar muito bem dela,” Rio adicionou, sorrindo para ela.
Nat sorriu enquanto observava os homens apressarem sua irmã para a porta. Ela
sabia que eles seriam bons para Jesse, se ela apenas lhes desse uma chance.
Jesse tinha crescido com o poder de iluminar uma sala com seu sorriso e sempre
tinha sido cheia de malícia. Casar com aquele idiota certamente a tinha mudado, e Nat queria
a velha Jesse de volta. Clay e Rio poderiam ser exatamente os homens para fazê-lo.
Vendo o caminhão de Clay se afastar, Nat se recostou satisfeita contra o peito forte
de seu marido. “Acho que eles são exatamente o que ela precisa, e ela é exatamente o que eles
precisam.”
Ela segurou seus braços quando as mãos dele se deslizavam sob seu top. Abrindo seu sutiã, as mãos se fecharam sobre seus seios, e ele sussurrou em seu ouvido. “Você é
exatamente o que eu preciso.”
Ela gemeu quando ele beliscou seus mamilos. Deus, ela já estava molhada. Espantava-a, às vezes, que depois de estar casada com este homem tantos anos, ele ainda conseguia deixá-la molhada com apenas um toque, um gesto, uma palavra falada com uma
voz que nunca falhava em excitá-la. Ele a usara agora.
“E,” ele sussurrou sombriamente, “Eu sei exatamente o que você precisa.”
“O quê?” Ela ofegou quando sua mão habilmente desabotoou seu jeans e deslizou
dentro.
“Você precisa ser espancada por mentir sobre as margaritas. Eu as faço para você
sempre que você pede e você disse a sua irmã que eu nunca fiz. Você foi uma menina má.” Nat ofegou novamente quando os dedos se empurraram em sua boceta ensopada. “Eu realmente sinto muito, mas eu queria soltá-la um pouco. Ela não teria aceitado se não
pensasse que você as havia feito para ela. Ela queria agradá-lo.”
“E você?” Ele puxou o top sobre sua cabeça e tirou seu sutiã. Pegando-a nos braços,
ele foi em direção ao quarto. “Você quer me agradar, também?”
“Oh, sim!” Nat fechou os braços ao redor do pescoço de seu marido e acariciou sua
mandíbula. “O que posso fazer para agradá-lo?”
Soltando-a na cama, ele rapidamente puxou seu jeans e calcinha. Virando-a de bruços, ele segurou-a quieta com uma grande mão em suas costas. “Você pode ficar quieta enquanto eu insiro o novo plug anal que comprei para você hoje.” Ela ofegou e ouviu sua risada. “Você estará com ele enquanto leva a surra que merece.” Ele acariciou seu pescoço. “É
maior do que o que tenho usado em você.”
Ela tentou saltar para cima e sentiu a mão firme em suas costas.
“Jake, não! Aquele já é grande o suficiente!”
Ela viu quando ele pegou o lubrificante e o sentiu apoiar-se em suas costas enquanto lubrificava os dedos. Ouviu o tubo bater na cabeceira da cama um segundo antes dele puxá-
la para ele, capotando ao seu redor e colocando-a em seus joelhos.
“Você vai tentar me dizer o tamanho do plug anal que você precisa para seu castigo,
agora?”
“Sinto muito,” Nat choramingou, ofegando novamente quando dois dedos
lubrificados entraram em seu ânus.
“Você vai sentir muito, amor,” Jake prometeu.
Nat se agitava com tanta excitação que sabia que a única coisa que a impedia de cair
do colo do marido era seu aperto forte nela. Ela pôde sentir os dedos escorregar dela, e então uma dureza fria contra sua abertura mais vulnerável. Ele sabia quão ligada ela ficava quando ele fazia alguma coisa em seu ânus, o sentimento de impotência, a qualquer intrusão em sua bunda fazendo-a se sentir pequena e vulnerável, enquanto ele facilmente a segurava no lugar. Ele tinha grande prazer em jogar com sua bunda, e ela sabia que a surra seria mais
intensa enquanto ele a enchia com o plug.
Ele moveria o plug dentro dela enquanto durasse seu castigo, e ela sabia que ver um plug em sua bunda enquanto a espancava, o estimulava a se tornar mais dominante do que o
normal. E isso era muito.
Sabendo que ele via enquanto empurrava o plug em seu ânus, estava certa de que estaria em apuros esta noite. Ele a espancaria por mais tempo do que o normal, e em momentos como este, quando ele a empurrava ainda mais, sabia que também estaria
conseguindo sua boceta espancada. Ela quase gozou com o pensamento.
“Você está pronta para seu castigo, minha querida pequena sub?” Sua voz soava crua
de emoção.
“Sempre meu amor, meu mestre.” Ela abriu mais as pernas para ele e sentiu a
queimadura quando o grande plug pressionou dentro dela.
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