Capa do romance Proibida para o Bilionário em Luto

Proibida para o Bilionário em Luto

9.4 / 10.0
Em Proibida para o Bilionário em Luto, Ayana aceita ser babá na mansão de Malik Anderson, um CEO viúvo. Neste romance moderno, ela deve lidar com segredos e a imprensa de Nova York. Leia este billionaire romance books e descubra se o amor supera o luto nesta cativante web novel.
Resumo de Proibida para o Bilionário em Luto
Ayana Brooks assume o cargo de babá na luxuosa mansão de Malik Anderson, um CEO bilionário consumido pelo luto. Em Manhattan, ele vive apenas para o filho, mantendo-se emocionalmente isolado até a chegada de Ayana, que traz nova vida ao ambiente. Enquanto uma paixão proibida surge entre patrão e funcionária, segredos do passado e a pressão da mídia ameaçam o romance. Em um mundo de riqueza e dor, eles devem decidir se o amor supera o alto preço do escândalo.
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Proibida para o Bilionário em Luto Capítulo 1

Brooklyn / Nova York

- Droga! - esbravejo, me jogando no sofá de dois lugares que tinha na pequena sala da nossa casa, desanimada depois de andar por horas e ouvir a mesma frase da boca de todas aquelas pessoas que me olhavam de cima abaixo como se eu tivesse uma doença contagiosa ou fosse uma marginal unicamente por ser moradora do Brooklyn

Eu sequer conseguia terminar de pronunciar as minhas qualificações, pois bastava eu dizer de onde eu vim para em seguida ouvir:

"Não há vagas!"

E o pior não era ouvir que não haviam vagas, e sim, o momento que fui obrigada a ouvir os absurdos de uma mulher arrogante e prepotente que se dizia gerente de uma boutique de alto nível. Ela teve a coragem e a ousadia de dizer em alto e bom tom:

"Não empregamos moradores do Brooklyn, querida. Não queremos assustar nossos clientes. Lá é terra de marginais. É melhor você procurar alguma gangue por lá. Com toda certeza você terá mais sorte, queridinha."

- Que ódio! - falo a mim mesma, ao relembrar essa humilhação.

A minha vontade era de voar no pescoço daquele girafa vesga de salto alto. Mas eu me contive, não por medo dela, mas por medo de mim mesma e do que eu seria capaz de fazer se desse o primeiro passo.

Abro a tela do celular,e começo a mexer sem prestar atenção em nada. A minha mente estava longe. Eu pensava nos problemas que tínhamos, nas dúvidas, no aluguel, nos remédios da minha avó, na sua recuperação e na comida que precisava pôr na mesa todos os dias, mas que a cada porta fechada, ficava mais difícil conseguir.

Eu estava aérea, e com o olhar distante, quando de repente a minha avó surge na porta da cozinha, me lança um olhar curioso e pergunta:

- O que aconteceu dessa vez, menina? Por que esse mal humor?

- O mesmo de sempre, momma. Nada de emprego. Só porta fechada com força na minha cara. Além de ouvir inverdades a respeito do bairro onde vivemos - falo ainda nervosa.

- Tenha paciência, minha filha. Em algum momento as coisas vão mudar e portas vão se abrir para você - minha avó diz se aproximando tentando me consolar e me lançando aquele olhar carinhoso que só ela tem.

Impaciente passo as mãos em meu rosto. E sinto um nó se formar na minha garganta. Quando isso acontece significa uma única coisa: vou chorar. Mas dessa vez eu não posso deixar o desespero me dominar. Primeiro porque chorando eu não vou conseguir resolver nenhum dos nossos problemas. E segundo, porque existem pessoas em situações mil vezes piores do que a minha. E a minha momma é uma delas. A pouco menos de dois meses ela sofreu uma queda no trabalho que a obrigou a usar moleta e a impossibilitou de continuar as suas atividades, e para piorar a situação, a maldita empresa Anderson Group não prestou os atendimentos e muito menos ofereceu alguma ajuda. Portanto, nossa situação financeira está no limite. Tenho algum dinheiro guardado da rescisão do meu último emprego numa fábrica de tecidos que infelizmente faliu e dispensou todo o quadro de funcionários, mas o que resta é muito pouco, e se eu não conseguir um trabalho o mais rápido possível tenho até medo do que possa vir a nos acontecer.

- É o que eu espero, momma... Porque a situação não está nada fácil - falo desanimada.

- Vai tomar um banho, trocar de roupa e descer pra almoçar. Isso vai te ajudar. Uma boa comida e uma roupa limpa sempre ajudam a aliviar o peso das lutas da vida - Minha avó disse. Beijou a minha testa e voltou para a cozinha.

Eu respiro fundo. Seguro a minha mochila e subo a escada. Entro no meu quarto, pego uma roupa leve e vou tomar um banho gelado, porque o aquecedor que tínhamos estava tão velho que deu curto circuito e por pouco não incendiou a casa inteira.

Já de banho tomado e roupa limpa, sento na minha cama. Respiro fundo e tento alinhar os pensamentos. Lembro da minha infância difícil, da perda dos meus pais, em seguida do meu avô, e da difícil situação que minha avó e eu estamos passando. Um filme passa em flashes na minha cabeça e tudo isso só serve para aumentar a minha vontade de chorar. Mas eu não tenho esse direito. Eu não posso me dar ao luxo de desistir. Não só por mim. Mas principalmente pela minha momma 'avó'. Ela é tudo o que me resta de importante nessa vida, e por ela, por nós, eu lutaria até o fim.

Deixo o meu celular carregando e desço a escada para almoçar. Mas quando chego no último degrau vejo uma cena que me dilacera.

A minha momma estava sentada no sofá, o mesmo que eu estava a poucos minutos. Em suas mãos trêmulas, ela segura uma folha de papel e seu olhar estava perdido.

Eu me aproximo. E percebi que ela estava tremendo muito e seus olhos ficaram encharcados de lágrimas. O meu coração aperta. Eu sabia que não havia nada nessa vida que fosse ruim que não pudesse piorar.

- O que houve, momma? Por que está nervosa? - falo, sentando na poltrona à sua frente.

Ele não me encara. Apenas me entrega o documento, se levanta e começa a caminhar pensativa pela casa.

Com o papel nas mãos descubro o motivo do seu silêncio e tristeza. Se tratava de uma ordem de despejo. O dono do imóvel estava vendendo a casa e tínhamos menos de um mês para desocupar o lugar onde resumia toda a nossa vida.

Sem saber o que fazer, continuo lendo aquele documento, inutilmente, tentando encontrar algo que nos favoreça. Mas as palavras eram curtas e diretas: "O imóvel será vendido. E os inquilinos têm vinte dias para oferecer uma oferta de compra ou deixar o imóvel." O meu peito fechou, o meu coração errou as batidas por algum tempo. Eu estava desolada, e o pior é que não havia nada que eu pudesse fazer para mudar a nossa situação.

Por que eu tinha que passar por tantas provações? Será que algum dia vai surgir uma luz no fim do túnel?

As perguntas martelam dentro da minha cabeça enquanto leio e releio aquele documento que mais se pareceu com uma sentença. Mas na verdade era isso que significava. Haviam nos sentenciados sem direito a julgamento, e o veredito não era favorável pra gente. Em seguida, dobrei o papel com cuidado, como se ele pudesse me machucar se eu fosse brusca e firme demais.

- A gente vai dar um jeito, momma - digo, mais para convencer a mim mesma do que para tranquilizar a minha avó.

Ela para de andar, me encara por alguns segundos e tenta sorrir. É um sorriso fraco, cansado, daqueles que carregam mais medo do que esperança. Eu sabia que ela estava sofrendo muito mais do que eu, porque nesta casa estava guardada todas as recordações boas e ruins da nossa família. E sair daqui significava uma perda imensamente maior do que todas as que já tivemos nessa vida.

- Eu sei, minha filha... você sempre dá um jeito - responde, voltando devagar para o sofá. - Só não queria ser mais um peso nas suas costas. Não é justo você carregar sozinha um fardo desse tamanho.

- Não fala isso, momma. A senhora nunca foi e nunca será um peso pra mim.

Ela segura minha mão com força, como se aquele toque fosse a única coisa firme num mundo que insiste em desabar. Ficamos assim por alguns segundos, em silêncio, ouvindo apenas o barulho distante da rua e o rangido antigo da casa. E em meio a tanta luta, eu não conseguia parar de me perguntar, o que fizemos de errado para está passando por tantas provações.

Quando as coisas vão mudar?

Como vou resolver esse problema se eu sequer consigo enxergar uma luz no fim do tú

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