Capa do romance PROCURA-SE UM AMOR

PROCURA-SE UM AMOR

8.0 / 10.0
Em PROCURA-SE UM AMOR, Catarina inicia uma busca incessante para amar e ser amada. Neste romance modern, ela enfrenta o desafio de que o amor surge onde menos se espera. Leia este web novel e descubra se ela alcançará seu objetivo nesta cativante fiction romance books.
Resumo de PROCURA-SE UM AMOR
Catarina embarca em uma jornada obstinada para vivenciar o amor em todas as suas facetas. Diferente de muitos, sua busca não nasce de pressões externas ou pactos familiares, mas sim de um desejo genuíno de amar e sentir-se amada. No entanto, ela logo percebe que esse sentimento não pode ser forçado. O verdadeiro afeto costuma florescer de forma espontânea, surgindo nos momentos mais inesperados e em lugares que ela jamais ousou imaginar.
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PROCURA-SE UM AMOR Capítulo 1

Meus dedos batem em um ritmo levemente irritante sobre a mesa do computador, mas não consigo aquietar meus dedos, porque estou nervosa e ansiosa. Respiro fundo, empurro meu óculos para mais perto dos meus olhos e foco na tela do monitor me indicando o preenchimento da ficha cadastral para site de namoro.

" TAMPA DA PANELA"

Nome de merda para um site de namoro, mas o desespero aqui já virou insuportável.

- O que tanto olha nesse monitor, Catarina?

Minha irmã pergunta e apenas observo se vai se aproximar. Se Cassandra souber que estou procurando namorado na internet, vai me dar o sermão sobre a nova mulher, sobre o fato de não precisarmos de homens e toda a sua luta feminista para sermos livres. Amo minha irmã, respeito seus ideais, ela só precisa entender que também tenho os meus. A luta da mulher é válida, o mundo precisa abrir os olhos e entender como é difícil ser mulher. Mas lutar por respeito, equidade, liberdade, não significa que preciso parar de sonhar com o amor, um homem que me ame e eu ame. Uma família feliz e filhos! Existe alguém lá fora pra mim, talvez a tampa da minha panela.

- Por que está sorrindo assim?

Me assusto quando vejo Cassandra atrás de mim.

- Você não vai fazer isso!

Grita e pegando o mouse, fecha a tela deixando outra em evidência.

- Como encontrar o amor da sua vida?

Lê o título da matéria, bufa e fecha a janela, deixando mais uma em evidência.

- Como será seu filho? Catarina você comeu merda?

- O fato de querer ter um marido, filhos, uma família, não me torna louca.

- Loucura é você achar que um teste, um site de namoro e montagens de crianças que podem ser seus filhos seja normal.

- Não sei mais o que fazer!

Grito ao me levantar e meu pijama enrosca na cadeira, quase me fazendo cair. Arrumo a pantufa e me afasto da Cassandra.

- Meu útero está gritando!

- Pode ser de raiva por te ver vendo essas merdas.

Reviro os olhos e ela ri.

- Quero ser mãe!

- Não precisa casar com um macho escroto pra isso. Vai nesses bancos de esperma, escolhe um e pronto.

- Quero um pai pro meu filho. Quero alguém pra viver a magia da gestação comigo.

- Posso ser essa pessoa. Vou amar ser titia!

- Cassandra, para de tentar me convencer a ser como você. Eu não odeio os homens! Pelo menos não todos.

- Teve algum na sua vida que prestou?

Bufo e cruzo meus braços.

- Nosso pai nos abandonou, assim que nossa mãe morreu. Não temos um tio que presta e nunca conhecemos nossos avôs. Aparentemente filho afasta homem e não o segura.

Olho para a linda mulher a minha frente. Cassandra é mais velha do que eu dois anos. Herdou a cor morena linda do meu pai, assim como seus olhos negros intensos e a altura. Seu cabelo é longo e cacheado, até o meio das costas. Belas curvas, fartos seios, bundão e uma boca de dar inveja. Tudo isso odiando homem. Olho meu pijama e depois me olho no espelho perto da mesa de jantar. Estou no limite, quase sendo decretada anã. Não sou gorda, nem magra! Tudo meu parece fora do padrão. Parece que Deus ao me criar pegou um pedaço de cada humano que restou e juntou tudo. Minha cor é um bege, quase merda de criança com diarreia. Assim como a minha mãe, tenho cabelo e olhos castanhos claros. Peito pequeno e bunda enorme.

- Catarina!

Olho pra minha irmã que parece sem paciência.

- Você está assim por causa da crise dos trinta anos?

- Não! Estou assim porque meu corpo, mente e coração, em perfeita harmonia decidiram que é hora de encontrar a

pessoa certa.

- E vai achar nesses sites de namoro?

- Não sei! É uma opção. Posso tentar encontros ás cegas.

- Meu Deus! Em que mundo você vive? Quem hoje em dia vai a um encontro ás cegas, sem ter medo de ser estuprada, morta, agredida ou roubada.

- Não posso viver me escondendo do mundo, com medo de tudo. O amor da minha vida está lá fora e eu vou achar.

- Desisto!

Cassandra vira as costas e sai da sala, me deixando sozinha. Volto para o computador, determinada a encontrar o cara. Preencho meus dados, as coisas que gosto, pra que facilite achar alguém correspondente a mim. Agora é só esperar acharem.

***************

DUAS SEMANAS DEPOIS

Me olho mais uma vez no espelho, tentando me aceitar em um vestido preto colado ao corpo e uma maquiagem horrível que eu mesma fiz. Parece até que um olho está maior que o outro.

- Vai mesmo a esse encontro?

Pelo espelho vejo Cassandra na porta do meu quarto.

- Sim!

- Encontro ás cegas ou site de relacionamento?

- Encontro ás cegas! É um amigo da Karen, aquela que trabalha comigo.

- Como ele é?

- Não faço ideia! Vamos nos encontrar em um tal de Bar do Juca.

- Vai sai de casa a noite pra encontrar alguém que nunca viu na vida? Você não anda vendo jornais e internet, né? Os perigos que corremos nesses encontros.

- Se for pra guiar minha vida de acordo com as notícias, nunca mais saio de casa. Pode deixar que sei me proteger e estarei segura nesse bar. Qualquer coisa te ligo!

- Por que está usando vestido? Você não gosta.

- Porque vestido deixa sexy e mais bonita.

Digo dando de ombros.

- Mas você deixa de ser você e não acho certo enganar o amor da sua vida assim.

Estreito meus olhos pra ela que sai do quarto rindo. Agora é encontrar o Osvaldo.

*************

Entro no bar, que mais parece um boteco. Tem três homens jogando bilhar, uma mesa com muitos homens e três mulheres que parecem homens em uma outra mesa. Meu Deus, onde eu vim me enfiar? Penso em recuar, mas todos me olham. Combinei de esperar pelo Osvaldo no balcão. Ambos estaríamos de preto. Ignoro os olhares e sigo para o balcão, me sentando em um banquinho. Olho pra porta, em mais um pensamento de ir embora, mas seria confirmar que Cassandra esta certa.

- Oi!

Me viro pro balcão e quase caio dele ao ver o homem lindo a minha frente. Lindos olhos verdes e um cabelo tão loiro que chega a brilhar e arder meus olhos. Uma barba loirinha que faz meus dedos coçarem pra tocar. Gente! Precisaria subir em cima de mim mesma mais doze vezes pra alcançar a boca desse Deus grego. Sorri e minha cabeça tomba, perdida no encanto desse Viking.

- Vai ficar só me olhando ou vai pedir algo pra beber.

- Vou beber!

Respondo inconscientemente, ainda perdida em tanta beleza. É crime demais um homem desses. Deus não foi justo comigo, jogando na terra essa delícia só pra eu olhar. NUNCA, MAS NUNCA QUE ESSE HOMEM ME OLHARIA.

- O que você vai beber?

Volto minha cabeça para o lugar e balanço, tentando recuperar o foco.

- Ainda não sei! Estou esperando alguém.

- Quer pedir para os dois?

- Eu não sei o que ele gosta de tomar. É nosso primeiro encontro.

Faz uma careta e balança a cabeça.

- Não creio que o meu bar seja um bom local pra primeiro encontro.

Olha em volta e sei do que está falando. Esse boteco não serve pra nada.

- Acho que alguém vai beber sozinha.

Coloca um copo na minha frente e deixa uma garrafa de cerveja, que ele arranca a tampa com maestria.

- É por conta da casa.

Pisca pra mim e fecho as pernas, sentindo essa piscada onde eu não deveria sentir.

************

UMA HORA DEPOIS

Estou na minha quinta cerveja e sou uma idiota por acreditar que isso fosse dar certo.

- Ele não veio!

O viking gostoso comenta, parando na minha frente. Apenas o balcão nos separa e percebo que seu nariz é meio grandinho. Olha só! Deus não fez tão perfeito assim. Então me lembro que dizem que nariz grande, rola grande.

- Está vermelha!

Aponta pra mim rindo.

- É a bebida!

Digo sem graça e um homem desse tamanho deve ter uma rola do meu tamanho. Deve ter um Catarino entre as pernas. Um riso preso escapa de mim e ele tomba a cabeça.

- Conta a piada!

- Não!

Suspiro e pego minha bolsa.

- Acho melhor ir embora.

- Não perca sua noite por causa de um idiota.

- De idiotas meu mundo é cercado. Será que é tão difícil achar um cara legal pra namorar, casar e ter filhos? Eu nem sou tão exigente!

Ele ri e coloca dois copos com tequila na minha frente.

- Não desista!

Ergue seu copo e faço o mesmo.

- Uma hora o idiota certo aparece.

Batemos os copos e viramos a tequila seca mesmo. Balanço minha cabeça e coloco o copo no balcão.

- Sou Apolo!

- Combina com você!

- Esse olhar foi de sedução pra mim?

- Não!

Respondo sem graça.

- Eu não sei me maquiar, então um olho ficou maior que o outro e parece que estou seduzindo.

- Percebi o olho torto assim que entrou.

Vai até a pia atrás dele e molha um pano de prato novo.

- Tira isso que parece não combinar com você.

- Posso ficar nua? Isso aqui não combina também.

- Seria um belo show aos meus clientes, mas é melhor não.

Limpo meu rosto e ele fica me olhando.

- Ainda não me disse seu nome.

- Catarina!

- Lindo nome! Aposto que te chamam de Cat!

- Não! Me chamam de Catarina mesmo. Uma vez me chamaram assim, mas foi um cara bêbado em uma balada. Me chamou de Cat e miou pra mim.

Meu corpo arrepia, lembrando da cena nojenta.

- Deve ter sido engraçado.

- Mais ou menos.

Ficamos conversando sobre encontros que deram errado e Apolo tem mais desastres amorosos do que eu. Olho meu relógio e já está tarde. O bar já está vazio.

- Agora eu preciso ir!

- Te acompanho até lá fora. Vai de táxi ou uber?

- Uber! Combinei com um amigo que trabalha como uber de vir me pegar. Ficar por perto caso dê alguma coisa errada.

Pulo do banco e ando até a porta. Ele sai de trás do balcão e agora ao meu lado, percebo que não sou tão baixa perto dele. Bato na altura do seu coração. Saímos do bar e mando mensagem para o meu amigo, pra saber se está por perto.

- Vai continuar tentando esses encontros?

- É o que me resta!

Meu amigo está por perto e decido usar o aplicativo pra chama-lo.

- Sabe que é perigoso, certo? Dependendo do lugar, da pessoa e do encontro, não é seguro.

- Nada nesse mundo é seguro.

Vejo o carro do amigo se aproximando e me viro para o Apolo.

- Obrigada por me fazer companhia, Apolo!

- Meu nome é Gustavo! Disse Apolo porque te ouvir me chamar de Deus grego quando te servi uma das cervejas.

- Desculpa!

Digo sem graça.

- Te desculpo se me prometer uma coisa!

- O que?

- Todos os encontros vai marcar aqui! Assim saberei que vai estar segura e se alguém não aparecer, te faço companhia.

- Por mim tudo bem!

- E mais uma coisa!

- Está pedindo demais!

Abro a porta do carro do meu amigo.

- Pede!

Digo antes de entrar.

- Seja você mesmo. Nada de maquiagem, roupas que não combinam com você. Fica mais bonita sem isso tudo.

- Vou pensar no seu pedido.

Pisco pra ele e entro no carro.

- Gustavo!

O chamo ao abrir a janela do carro.

- Fala!

- Obrigada de verdade!

Sorri pra mim e tenho certeza que esse sorriso ganharia qualquer mulher, mas eu não sou a mulher que ele desejaria ter.

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PROCURA-SE UM AMOR de Conteúdos

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