Capa do romance A Herdeira Condenada: Casando com o Bilionário

A Herdeira Condenada: Casando com o Bilionário

8.0 / 10.0
Ao deixar a prisão, fui humilhada pela minha família e abandonada na estrada após salvá-las de um sequestro. Minha irmã agora está com meu ex, que me traiu no passado. Eles ignoram que sou a mente por trás de 'Vértice'. Grávida e sedenta por justiça, invado a mansão de um bilionário influente. Em troca da cura para seu avô, não aceito dinheiro, mas exijo casamento. Usarei seu poder para destruir aqueles que me roubaram tudo e retomar meu império.

A Herdeira Condenada: Casando com o Bilionário Capítulo 1

O baque surdo do carimbo de tinta no papel ecoou como um tiro na pequena sala de concreto.

O Diretor Thompson não ergueu o olhar. Apenas deslizou o arquivo pela mesa de metal.

"Acabou, Haynes. Saia."

Camille Haynes permaneceu imóvel. Seus batimentos cardíacos não aceleraram. Suas palmas não suaram. Cinco anos atrás, ela estaria tremendo, com lágrimas escorrendo pelo rosto, implorando para que alguém lhe dissesse que aquilo era um engano.

Agora, ela apenas estendeu a mão para o saco plástico que o Agente Grant lhe oferecia.

Era leve. Pateticamente leve. Um tubo de protetor labial vencido havia três anos e um livro de medicina com a lombada partida em três lugares.

"Assine aqui", disse Grant, entediado.

Camille assinou. Sua caligrafia havia mudado. Costumava ser arredondada, de menina. Agora, eram linhas afiadas e irregulares que pareciam capazes de cortar a pele.

Ela caminhou em direção à pesada porta de aço. A campainha soou, um zumbido longo e raivoso que vibrou em seus dentes. A porta se abriu.

Camille saiu.

O sol a atingiu como um golpe físico. Ela recuou, erguendo o braço para proteger os olhos. O ar não cheirava mais a água sanitária e repolho velho. Cheirava a poeira, fumaça de escapamento e algo assustadoramente aberto.

Ela baixou o braço. Esperava câmeras. Esperava o clarão dos flashes que a haviam cegado cinco anos antes, quando fora arrastada algemada.

Não havia nada.

Apenas uma estrada vazia e uma única limusine preta parada no acostamento.

Os vidros eram tão escuros que pareciam manchas de óleo. O carro estava ali, sinistro e silencioso. Parecia um carro fúnebre.

Camille ajeitou a gola de seu trench coat. Era o mesmo que usara no dia em que fora presa. A bainha estava desfiada e o tecido, apertado em seus ombros. Ela era um fiapo de gente na época. A prisão havia eliminado a gordura e construído músculos em seu lugar.

Ela caminhou até o carro.

O motorista saiu. Usava luvas brancas. Não olhou para o rosto dela. Abriu a porta de trás e fitou o horizonte, como se olhar para ela pudesse contaminá-lo.

Camille se abaixou e entrou.

O ar-condicionado a atingiu instantaneamente, congelando o suor em seu pescoço. A porta bateu com um baque surdo, selando-a em um vácuo com cheiro de couro.

À sua frente, sentadas, estavam sua mãe, Victoria, e sua irmã, Mia.

Victoria segurava uma taça de cristal de champanhe. Não ofereceu uma a Camille. Olhou para o casaco desgastado de Camille com um repuxar de lábio que sugeria que sentia o cheiro de algo podre.

Mia se encolheu no canto do assento de couro. Parecia apavorada.

"Feche as cortinas", disse Victoria. Foi a primeira coisa que disse à filha em cinco anos. "Não vou deixar os paparazzi tirarem uma foto do seu rosto."

Camille estendeu a mão e fechou a cortina de veludo. Seus movimentos eram fluidos, controlados. Ela se recostou, com a coluna sem tocar o encosto do banco.

"Você parece um fantasma", disse Mia. Sua voz era aguda, quebradiça. "A comida de lá devia ser um lixo. Você está esquelética."

Camille olhou para a irmã. Não piscou. Apenas observou o pulso de Mia tremular em sua garganta.

Mia estremeceu e desviou o olhar.

Victoria abriu sua bolsa de pele de crocodilo. Tirou um documento grosso e o jogou sobre a pequena mesa de nogueira entre elas.

Aterrissou com um estalo pesado.

"Assine", disse Victoria. "A família providenciou uma pensão. Você pega o dinheiro, vai para a Europa e nunca mais volta para New York. Você está morta para esta cidade."

Camille baixou o olhar. Trust Fund Divestiture Agreement. Non-Disclosure Agreement.

"E se eu não assinar?", perguntou Camille. Sua voz estava rouca pelo desuso.

"Gavin e eu vamos ficar noivos no mês que vem", Mia deixou escapar, um sorriso cruel tocando seus lábios. "Ele não precisa da ex-noiva condenada dele por perto." Ela enfiou a mão na própria bolsa, tirou um cartão de crédito preto e o jogou sobre a mesa. Ele deslizou pela madeira polida e parou ao lado dos documentos. "Tome. Para uma passagem de ônibus para fora da cidade. Não diga que nunca te demos nada."

O dedo de Camille se contraiu. Apenas uma vez.

"Você não tem poder de barganha", Victoria retrucou, tomando um gole de seu champanhe. "Você é uma mancha nesta família. Ou você assina, ou morre de fome."

Camille se inclinou para a frente. O ar no carro mudou. Tornou-se pesado, sufocante. Uma leve onda de náusea a percorreu, uma companhia familiar nas últimas semanas. Ela a suprimiu, transformando a fraqueza em gelo.

"Vocês me mandaram para lá", disse Camille suavemente. "Você e o Gavin. Temos muitas contas a acertar."

O rosto de Victoria ficou vermelho. Ela abriu a boca para gritar.

O carro sofreu um impacto lateral violento.

Metal rangeu contra metal. O impacto arremessou Camille contra o painel lateral. A taça de champanhe de Victoria se estilhaçou, espalhando líquido e cacos por toda parte.

"Senhora!", a voz do motorista chiou pelo intercomunicador, em pânico. "Estamos sendo abalroados! Três SUVs! Sem placas!"

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