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Capa do romance PRISIONEIROS DO AMOR

PRISIONEIROS DO AMOR

Helen, uma jovem insegura e tímida, entregou seu coração ao segurança particular que jurou protegê-la. Após uma intensa noite de entrega, o sonho vira pesadelo: Raul revela sua verdadeira face como líder de um grupo de sequestradores. Ele usou a sedução como arma para capturá-la. Agora, como prisioneira do homem que amou, ela enfrenta um dilema cruel entre o ódio e a sobrevivência, em um jogo perigoso onde as aparências escondem segredos profundos.
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Capítulo 2

A noite em que sairia escondida com Raul chegou e estava muito nervosa. Ele havia levado para ela uma roupa de um dos seguranças. Todos eles usavam ternos escuros e tinham sempre um Headset, então Helen também ganhou um e uma peruca curta de cor escura. Ele havia dito que a cor de seu cabelo a denunciaria em segundos.

Ela concordou.

Durante anos ela odiou seus cabelos. Eles sempre foram motivos de gozação por onde ela passava.

Na escola as meninas diziam que a única coisa interessante nela eram seus fios vermelhos.

E os rapazes a chamavam de cabeça de fogo. Então para tentar esconder suas madeixas cor de fogo, ela havia feito uma touca e ajeitado a peruca que Raul lhe trouxera. Olhando no espelho concluiu que ela estava pronta. Ninguém a reconheceria assim.

As vinte e uma horas em ponto ela saiu do seu quarto e atravessou o corredor, passando por Raul que cobria o segurança que ficava ali. Ela sabia que deveria sair e esperar na entrada. Aquele horário era a hora que um dos seguranças que ficavam no corredor jantar e aquela seria sua oportunidade de sair da mansão. Essa noite era a folga de Raul, então a sua ausência na casa não seria notada. Ele fez a ronda calmamente e depois se despediu dos outro saindo sem pressa, como sempre.

O pai de Helen não estava no país, voltaria apenas na noite de seu aniversario ou não!

Há bastante tempo que eles se ausentavam de quase tudo relacionado a sua vida, inclusive em seus aniversários.

Helen não ligava se seu pai com o passar dos anos havia se tornado um estranho para ela, se fosse pensar bem sempre havia sido assim. Um homem milionário, com suas amantes, fazendo sua mãe e ela sofrer com suas infidelidades, um homem odiado e cheio de inimigos.

Helen balançou a cabeça expulsando os pensamentos conflituosos e a magoa que tinha do pai. Naquela noite, ela só queria se divertir com Raul.

Ela esperou que ele retornasse e foram os dois caminhando para o carro.

Helen sabia que estava tremendo, Raul colocou os braços em suas costas a empurrando gentilmente.

Enfim, entraram no carro e saíram da propriedade.

Quando estavam longe ele disse:

- Feliz Aniversário Helen!

Ela sorriu feliz a adrenalina correndo em suas veias.

- Conseguimos! Nem acredito! Tem certeza que ninguém reparou?

- Absoluta! Fica tranquila!

O carro entrou na rodovia e Helen não conseguia conter sua emoção e excitação.

- Ali atrás tem um presente pra você.

- Pra mim?

Ela se inclinou e viu uma sacola, dentro um vestido preto curto, sandálias com salto alto e outra peruca, dessa vez uma loira.

- Loira? Sério isso? – Ela ria, pois seu sonho sempre foi ter um cabelo loiro.

- Eu queria que você ficasse com seus cabelos naturais, mas chamariam a atenção demais.

- Meus cabelos naturais são horríveis!

- Eu não acho!

Ele olhou para seu rosto com aquela expressão impassível e indecifrável.

- Vá lá para trás e se arrume, chegaremos em vinte minutos.

Helen pulou para o banco de trás e timidamente começou a retirar a roupa. Raul continuava ali na frente impassível. Retirou o terno e olhou para o vestido extremamente sexy. Ela nunca havia vestido algo tão provocante.

- Achei que você ia querer uma roupa diferente das que você usa normalmente... Já que queria ser radical...

Ele riu, vendo a expressão dela com o tamanho do vestido.

- Mas... Mas não vou poder usar o sutiã... Quero dizer...

Ela sentiu o olhar dele em seus seios que ficavam quase que expostos no decote. Ela engoliu em seco, nunca havia sido olhada assim por ele.

- Helen... Relaxa!

Sim Helen! Relaxe... Você é uma adulta! E está na companhia do homem mais lindo e incrível que já conheceu! Simplesmente relaxe!

Enchendo-se de coragem ela tirou o sutiã e colocou o vestido, a sandália e a peruca loira.

Viu que também tinha uma bolsa e dentro um kit de maquiagem. Ela sabia muito como usar, mas estava tão empolgada que por instinto feminino fez algo em seu rosto que para a primeira vez ficou formidável. Olhou no espelho sem se reconhecer e aprovando o resultado.

Seus olhares se encontraram no retrovisor. Ele como sempre enigmático, ela sentindo-se a mulher mais linda e desejável do mundo.

Raul parou o carro e retirou o paletó e a camisa. Helen viu seus músculos explodirem bem a sua frente. Sua boca ficou seca de novo e ela não conseguia desviar os olhos daquele peito musculoso.

- Minha vez! – Ele pegou uma camisa branca e limpa e a colocou.

- Só? Isso não vale!

Ele sorriu e aquilo fez com que Helen ficasse nervosa. Não queria parecer uma idiota, não de novo.

- Pronta?

Ela não respondeu. Respirou fundo tentando se acalmar e disse:

- Pronta!

Ele saiu do carro e abriu a porta para ela.

Mesmo de sandálias alta ficava ainda pequena perto dele.

Raul estendeu a mão para ela e Helen sentiu aquele calor de sempre. Ele a olhou aprovando o que via, mas nada disse.

O vestido havia caído perfeitamente no corpo dela. As pernas esguias e os seios que quase explodiam diante do decote. Em outro tempo ela nunca colocaria tal coisa. Mas sentia-se extremamente sexy e isso era muito bom!

Sem tirar os olhos dela disse:

- Faz tudo que eu mandar, certo? Assim não teremos problemas. – Havia um brilho diferente no olhar dele, de desejo e outra coisa que ela não sabia bem o que era.

Ela assentiu e eles entraram.

Raul segurava sua mão gelada. De repente toda a sua coragem se esvaiu quando estava lá dentro. O lugar que ela escolheu era um daqueles restaurantes com música ao vivo e a meia noite uma pista de dança era inaugurada no outro pavimento. E como era de se esperar estava lotado. Algumas mulheres não desgrudavam os olhos de Raul. Helen sentia uma ponta de ciúmes, sabia o quanto ele chamava a atenção. Seu rosto e corpo másculo era realmente algo tentador e nunca passaria despercebido. Ela mesma não conseguia tirar os olhos dele.

Raul foi até a recepção e foram acompanhados à mesa que havia sido reservado para eles.

- Senhor e senhora Tavares, sejam bem vindo!

Helen o encarou surpresa e assim que o homem se afastou ela comentou baixinho:

- Somos um casal? Tavares? Gostei...

- Exatamente! Assim não corro o risco de nenhum homem se aproximar de você!

Ela olhou entre as pessoas ali presentes.

- Seria possível ter alguém perigoso aqui? Todo mundo parece se divertir e sequer sabem quem eu sou!

- Esse foi o plano! Quero que se divirta. O que quer beber?

Helen queria beber sim.

Mas o pânico da última noite numa festa a invadiu, Raul pareceu notar.

- Hei... Nada de ruim vai acontecer a você! Estou aqui... Pode beber, nenhum cara vai te fazer mal! É seu aniversario...

Ela sorriu timidamente.

- Escolha você então!

Ele chamou o garçom e fez o pedido. Logo em seguida chegou uma garrafa de champanhe. Helen arregalou os olhos.

- Nossa! Seria minha escolha.

Ele riu. O rosto dele iluminava quando ria. A barba naquele rosto máscula dava-lhe mais ainda aquele ar tão sexy. Ela queria tocar aquele rosto.

- Você deveria sorrir mais Raul.

- Está me cantando mocinha?

De novo ela sentiu que seu rosto queimava.

- Não... Sim, quero dizer! Não!

Raul não desviava o olhar dela, que parecia despi-la.

- Decida-se!

Ela virou o resto da bebida e sentiu que as pessoas a sua volta começavam a ficar longe. Cheia de coragem disse:

- Somos um casal! Então, deixe me agir como você fosse realmente meu...

Ela riu sentindo-se ótima e sexy como nunca havia sentido.

Raul se inclinou mais sobre a mesa, ela sentiu seu hálito quente e seu cheiro indescritível.

- Cuidado Helen com esse jogo...

- Por que?

- Eu posso começar a agir também como se você fosse minha...

Helen se aproximou mais dele também, a bebida começando a fazer o efeito que ela desejava: Coragem!

- Então estamos combinados!

Os olhos dele eram pura lascívia quando desceram em direção ao seu decote. Se a noite acabasse ali, já estava totalmente satisfeita com o efeito que estava surtindo nele.

- Olha só, já que vamos brincar de sermos um par. Deixa eu te falar uma coisa sobre mim.

- Sim... – sua voz saía fraca e emocionada.

- Eu gosto da sensação de perigo, pode imaginar a gente transando no meio dessa multidão e ninguém perceber? Eu te possuindo, sem que ninguém aqui sequer percebesse?

Helen sentia seu corpo respondendo ao ouvir aquelas palavras, sentia uma umidade crescente entre suas pernas.

Se encolhendo, ela respondeu:

- Isso seria possível mesmo?

Ele meneou a cabeça afirmando.

- É meu aniversario Raul... Eu quero tudo!

- Mesmo?

- Sim...

- Amanhã será o seu aniversário e tudo que fizemos aqui será passado, certo?

Ela não queria aquilo, mas concordou.

- Eu gosto de mandar também, adoro ver que a pessoa faz tudo que eu quero.

Aquilo estava deixando Helen tão excitada que tinha medo das pessoas ao redor notar. Olhando reparou que ninguém parecia notar lhes.

- Concordo, eu confio em você!

- Tire sua calcinha...

- O quê?

- Tire sua calcinha... Você disse que concordava com tudo que eu dissesse...

Helen sabia que ele a estava testando, pois então ele teria uma surpresa. Recostando na cadeira ela disse:

- Você acha que não consigo não é?

Dizendo isso se inclinou e com uma mão abaixou e começou a retirar a calcinha. Raul olhava a cena, seus olhos brilhando semicerrados. Ele pegou sua bebida e bebia calmamente vendo Helen fazer a manobra. Quando ela havia conseguido abaixar a peça até seus pés ele disse:

- Pega e me dê!

A voz dele estava rouca e perigosamente baixa.

Ela obedeceu. Abaixou rapidamente e a colocou em suas mãos.

- Ótimo Helen... Diga-me há quanto tempo você não faz amor? De verdade?

Ela abaixou os olhos, sabia o que ele queria dizer, com o: Verdade!

- Ah não vai me dizer que... Diga!

- Nunca fiz amor Raul, o que aconteceu comigo não se pode chamar de fazer amor...

Ele segurou sua mão que estava com a calcinha e tirou a peça dela, colocando-a em seu bolso.

- Se toque... Eu quero que você sinta como está excitada. Quero que conheça seu corpo!

- Raul, as pessoas...

- Elas não se importam com a gente! Sem falar que a iluminação é ótima pra isso... Se toque, se conheça menina, conheça seu corpo...

Helen entreabriu as pernas e encaminhou sua mão até a sua vagina e como desconfiava ela estava totalmente úmida.

- E então? Você está molhadinha?

- Si-sim...

- E por que Helen, por minha causa?

- Você sabe que sim Raul...

- Diga pra mim, olhando em meus olhos e se tocando.

Ela fez!

Entreabrindo mais as pernas ela se tocava, a Raul segurava sua outra mão fazendo movimentos na palma, até seu pulso.

- Helen, olhe para mim... Não feche os olhos, eu quero ver você perdendo o controle.

Ela reabriu os olhos e tudo que ela queria era aliviar aquela sensação entre as pernas.

- Ra- Raul... –gaguejou... – Não vou conseguir...

- Vem cá...

- O que?

- Me dê sua mão...

Sem entender, ela tirou sua mão do centro de suas pernas e colocou sobre a mesa e para seu espanto ele levou até sua boca beijando cada dedo, parando naquele que ela havia se tocado.

Raul gemeu baixinho, lambeu seu dedo e ondas de arrepio e calor invadiram seu corpo.

- Ah Helen... Por que você aceitou isso? Não tem mais volta!

O garçom chegou perguntando o que eles iriam jantar e de novo Raul fez o pedido.

- Está gostando Helen?

O que ela podia responder? Estava simplesmente maravilhada!

- Estou adorando!

- E a noite está apenas começando.

Eles terminaram o jantar e como esperado a música ao vivo começou. E logo depois anunciaram que em breve a pista de dança ao lado seria também liberada.

Raul levantou e estendeu sua mão:

- Vamos!

Ela levantou, sentindo-se estranha sem a calcinha.

Raul a conduziu até ao bar, algumas pessoas estava por ali de pé, apenas aguardando que a porta que dava acesso à pista fosse aberta. Ele a conduziu até um banco e rapidamente a suspendeu colocando sentada nele. Com estrema rapidez ele se colocou em sua frente, seu corpos se roçando. Seus rostos a centímetros de distancia.

- Minha vez... – Ele murmurou em seu ouvido, lentamente colocou sua mão entre suas pernas e Helen arqueou o corpo, colocando a cabeça em seu ombro.

Quem os visse de longe, apenas veria um casal apaixonado abraçados. Helen sentiu seu dedo tocando sua vagina, ela queria abrir mais a perna, mas com seu corpo Raul impedia. Ele queria exatamente assim. Ela a mercê dele.

- Não, Helen, fica assim parada. As pessoas não vão perceber nada do que está acontecendo aqui... -e continuou acariciando ali, deixando-a louca.

- Eu sabia! Era exatamente assim que eu imaginei que você estivesse...

Helen segurava suas costa, as unha cravadas nele.

- Relaxa baby...

- Eu- eu não consigo!

- Consegue! – Seus dedos tocavam suavemente, fazendo aquela caricia erótica.

E então a porta abriu e ele a desceu do banco. As pernas dela estavam bambas e tudo que queria era saciar aquele tesão todo.

Eles foram para o meio da pista e Raul a puxou de novo para seus braços. Quando ela sentiu seu pau duro em sua coxa ela vibrou. Raul riu aquele riso que tirava todas as suas forças.

- Helen, eu vou te possuir essa noite! Você tem noção disso? Tem noção do que está fazendo comigo?

Ela não sabia, ou melhor, ela não acreditava que pudesse um dia exercer aquilo nele!

- Eu quero tudo Raul...

- Estou vendo...

Ele roçou seu corpo no dela e de novo sentir sua excitação a deixou louca de desejo. Estava perdida naquele olhar cheio de magnetismo e perdição.

- O que quer que eu faça com você?

- Me beija...

Raul segurou seu rosto e sem afastar seu corpo do dela a beijou. Sua língua invadiu sua boca e a devorava com seu beijo. Helen gemia baixinho correspondendo com a mesma intensidade.

- Helen, Helen...

De novo ele se apoderou de sua boca, sugando, lambendo, roçando seu corpo no dela.

- Vem cá, vamos para meu apartamento! Aqui não vou poder fazer tudo que quero com você.

- Seu apartamento?

Ela sabia que parecia uma idiota, repetindo quase tudo que ele dizia, mas estava nervosa e confusa, mas se deixou ser levada por ele.

- Desculpe, sei que você queria se divertir aqui, mas tenho outros planos...

Ela não disse nada!

Como poderia dizer não? Ela também queria o mesmo que ele.

Ele abriu a porta do carro e ela entrou, em seguida deu a volta e sentou do seu lado, mas antes de partir ele de novo a beijou. Dessa vez lentamente, suas mãos passeando em seu corpo.

- Eu sabia que por trás dessa mulher doce e tímida existia essa cheia de fogo por mim!

Gemendo e sem poder conter mais ela o tocou. Sentir seu membro em suas mãos foi arrebatador.

- Ah que delícia! Calma mocinha! Temos tempo ainda!

E deu partida no carro.

- Eu não sabia que você tinha um apartamento aqui...

Ele a olho de lado, sem tirar os olhos da estrada:

- Você sabe poucas coisas sobre mim, mas é melhor assim mesmo.

Ele estacionou na frente de um prédio antigo e abriu a porta pra ela. Antes de entrar ele a encostou no carro e a beijou novamente.

- Nessa noite Helen eu irei te ensinar algumas coisas. Quero que essa noite fique em sua mente para sempre.

Ele a levou para dentro do prédio e entraram no elevador. A boca de Raul a devorava enquanto subia para o terceiro andar.

Ele abriu a porta e a conduziu para dentro.

Seu apartamento era confortável e para Helen precisava de um toque feminino, porém limpo e arejado. Perguntava-se quem poderia cuidar dele, já que Raul ficava boa parte na mansão.

- Sente ali Helen, quero ver você se tocando, igual fez lá no restaurante.

Ela sentou ousada no sofá, as pernas entreabertas.

Raul tirou sua calcinha do bolso e a cheirou e em seguida a colocou sob a mesinha. Encostado na parede ele ficou ali de frente para ela esperando, seus olhos quase selvagens grudados nela.

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