
Presa com o CEO
Capítulo 3
A sala principal, que ficava no primeiro andar, estava completamente vazia. Ela apertou o botão do elevador com destino ao escritório do presidente, que ficava no 28º andar. Logo assim que saiu do elevador, Lola ouviu a voz de Miguel que falava com os jornalistas. "A senhorita Rosa Fu, filha do presidente do Grupo FLO, em breve, será minha noiva. Espero felicitações de todos vocês, obrigado."
'Ficará noivo da filha do presidente do Grupo FLO? Com a senhorita Rosa Fu? Eles vão se casar?! Rosa Fu? A minha melhor amiga?'
Mais um golpe para Lola. Ao ouvir o que disse Miguel, Ramón queria socar a cara daquele homem.
Lola o agarrou pela jaqueta para impedi-lo, ela tinha a cara pálida, e fez sinal para ele com a cabeça para que não fizesse aquilo.
"Senhor Miguel, alguns rumores afirmavam que o senhor e Lola, a filha de José, estavam namorando, mas agora o senhor anuncia o noivado com senhora Rosa Fu. Poderia nos explicar o que está acontecendo?"
Miguel Qi, aos 24 anos de idade, já era o diretor geral do Grupo SNG. Sendo elegante e atraente, ele era famoso por ser um solteiro cobiçado e tinha uma lista de muitas mulheres que havia conquistado. No começo também Lola admirava sua aparência.
"É verdade que ficamos juntos, porém a nossa relação terminou há muito tempo." Ele respondeu sem sequer mudar o tom de voz.
O que ele tinha acabado de falar, fez muito mal a Lola.
De repente, Lola se deu conta de algo. Na noite anterior, ela começou a sentir-se mal depois de tomar um vinho oferecido por Miguel e quem a acompanhou até o hotel foi Rosa.
"Hahahaha..." Justamente no momento em que os fotógrafos começaram a tirar fotos de Miguel, se podia ouvir uma gargalhada irônica vinda do corredor que chegava até o salão onde Miguel estava acompanhado os jornalistas.
Ao mesmo tempo, todos se viraram para ver o que estava acontecendo. 'Tenho a sensação que conheço essa mulher', pensou um dos jornalistas.
"Lola Li! É Lola Li! Ela é a filha do José Li!" Em seguida, outro jornalista reconheceu o rosto de Lola e não demorou muito, ela já estava rodeada por todos eles.
Miguel quando a viu, ficou um pouco atordoado. 'O que ela está fazendo aqui? Onde ela foi depois de beber aquele vinho ontem?', pensou. Miguel não tinha nenhum sentimento por ela, simplesmente desejava o corpo dela. Ele tinha certeza que naquela noite poderia ter ido para cama com ela. 'Fui falar com José e quando voltei, não a vi em lugar nenhum.'
"Senhorita Lola, por que você está rindo?", indagou um jornalista.
"Senhorita Lola, você sabe alguma coisa sobre o presidente José?", perguntou um outro.
"Por que você e o senhor Miguel não estão mais juntos?"
Uma enxurrada de perguntas veio até ela. Os jornalistas faziam perguntas uma atrás da outra, porém, naquele momento, Lola praticamente não estava dando importância para nada. Ela fuzilou Miguel com o seu olhar, como se tivesse diante de um inimigo.
Ele nem sequer tinha dado uma explicação. O que ele poderia dizer? Que ele tinha roubado o posto de trabalho do seu pai e para completar, a tinha abandonado para casar-se com a sua melhor amiga?
Agora que se lembrava, o seu amigo Ramón já tinha advertido que Rosa não era uma pessoa confiável, mas Lola ignorou o aviso.
"Vocês querem saber por que nos separamos? Eu contarei tudo para vocês. Vocês sabem o apelido que coloquei em Miguel? Homem de 3 segundos, sim! Exatamente! Dura pouco na cama, supera pouco mais de 3 segundos. E Rosa Fu é uma cadela. Quando eu e Miguel ainda estávamos juntos, Rosa já tinha uma relação com ele. Logo, eles se uniram para enganar o meu pai e ficar com a empresa. A partir deste momento, eu, Lola Li, juro que me vingaria de todo o mal que me fizeram."
Assim que Lola terminou de falar, o silêncio tomou conta do salão por alguns segundos. Miguel olhou para ela, não podia acreditar no que estava acontecendo. 'Um terço do que ela falou era verdade. Mas como ela se atreveu a me chamar de homem de 3 segundos? Estivemos juntos por 3 anos. Eu realmente deveria ter levado ela para cama para mostrar se eu só duro 3 segundos', pensou o homem com raiva.
"Lola, entendo como você está se sentindo agora. No entanto, está exagerando e inventando coisas que não são reais. Não acha que está passando um pouco do limite? As provas estão todas contra o seu pai. Eu e meu pai também estamos muito decepcionados. E Rosa..." Miguel tentou controlar a raiva e recuperar o tom de voz normal. Porém, antes que ele pudesse terminar de falar o que queria, Lola entrou na sala de presidente com a ajuda de Ramón, ignorando totalmente Miguel.
Assim, as câmeras voltaram novamente a mostrar o rosto de Miguel.
Lola e Ramón chegaram à porta da sala do presidente.
Ramón ficou esperando do lado de fora.
Lola abriu a porta devagar e entrou na sala. Seu pai estava sentado com os cotovelos na mesa e as mãos cobriam os olhos. Ele estava perdido nos próprios pensamentos.
"Pai..."
"Você veio, Lola." O pai de Lola forçou um sorriso que logo se transformou em lágrimas.
"Pai, não fique triste. Eu e vovó estaremos sempre ao seu lado, não é?" Lola tentou parecer tranquila, porém perdeu o controle quando viu os cabelos brancos do seu pai e começou a chorar.
De repente, se deu conta de que não tinha sido uma boa filha, uma vez que o seu pai lhe tinha dado uma vida cheia de regalias, e ela, nunca tinha pensado em retribuir ajudando em algo com alguma maneira, para diminuir a carga que ele carregava.
"Lola, não poderei dar o que você queira no futuro..." Seu pai olhava para o computador e o que estava lendo o fazia sentir como se uma faca estivesse atravessando o seu coração.
"Pai, eu não quero nada. Só espero que eu, você e a vovó possamos viver juntos, com saúde e fora de perigo." Lola caminhou na direção do seu pai e o abraçou carinhosamente, aquele homem que a protegia desde que ela nasceu.
Ao ver sua adorada filha, José se sentia muito melhor, e deu leves tapinhas na mão dela. Depois levantou-se lentamente da cadeira, recolheu os seus pertences e deixou a sala acompanhado por Lola.
Quando eles saíram, já não encontravam mais Miguel. Porém, os jornalistas estavam plantados esperando os dois. Assim que viram José saindo, correram em sua direção.
"Senhor José, há algo que queira dizer sobre as acusações?"
"Senhor José, o senhor Pablo afirmou que não abrirá nenhuma investigação na empresa contra o senhor depois da sua demissão. O que o senhor pensa em relação a essa decisão?"
"Presidente José..."
José não tinha vontade de explicar absolutamente nada para a imprensa, porque todos os delitos acusados eram falsos. Para evitar mais sofrimento para o seu pai, Lola disse: "Por que vocês tentam forçar o meu pai a admitir coisas que ele nunca fez? As evidências que provam que o meu pai é inocente virão à luz. Ele foi incriminado por pessoas desprezíveis." Diante de todas essas pressões sociais, ela ainda mantinha seu próprio orgulho.
"Senhorita Lola, o senhor Pablo é a pessoa desprezível que você acabou de dizer?" Um jornalista usou palavras mais fortes que as de Lola para criar polêmica.
"Acho que já deixei claro. Algum dia, vocês saberão a verdade." Embora não tivesse nenhuma ideia dos negócios da empresa, Lola não podia deixar que as pessoas atacassem o seu pai daquela maneira.
'Pablo Qi, Miguel Qi, Rosa Fu, vão receber o que merecem!', pensou Lola. Vendo a perseverança no seu rosto magro, um homem, sentado na frente da televisão, esboçou um sorriso.
"Chefe, a empresa SNG tem um novo grupo de direção. Ainda vamos adquirir a empresa como tínhamos planejado?" O assistente Sánchez revisou as informações que tinha acabado de verificar. Tudo corria bem, com exceção da mudança de chefia na empresa.
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