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Capa do romance Preciso ser pai - parte 2

Preciso ser pai - parte 2

Sophia aceita gerar o herdeiro do influente Vítor Carvalho, que enfrenta uma doença grave. O trato profissional se transforma quando a convivência desperta uma paixão mútua na mansão. Contudo, Tomás, amigo de Sophia, decide sabotar o casal para conquistá-la. Entre a chegada do bebê e as armadilhas de um triângulo amoroso, Sophia e Vítor precisam superar inseguranças e o passado para proteger o amor e a estabilidade que encontraram juntos.
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Capítulo 2

Estava diante dele, sentado à mesa. Logo veio a nossa empregada, Maria, preparando a mesa para o jantar.

― Por favor, Maria. Não coloque a mesa ainda, está faltando uma pessoa para o jantar. ― Avisei. Logo ela parou o que estava fazendo e me fitou.

― Está se referindo à moça que está no quarto de hóspedes? ― Perguntou. E quando ia responder, o meu irmão interrompeu.

― Para de perturbar a Maria por causa dessa moça! Agora temos que falar do contrato que você não deu para ela assinar. ―  Ele avisou dando o sinal para a empregada sair. 

Assim que saiu, voltei a minha atenção para ele, que se levantou, vindo até a mim. Estava com o envelope na mão. ― Que merda você fez?

― Merda? ― Levantei a sobrancelha para ele. ― Eu transei bem gostoso com a mulher incrível que aceitou ser a mãe do filho, esse filho que vai salvar a minha vida por conta dessa doença. Ah, você esqueceu que tenho um ano para isso e não posso perder meu tempo com essa merda de contrato! ― falei de forma bem irônica.

― Claro que não esqueci, Vítor! Por isso mesmo que fiz esse contrato. Para proteger essa garota e você.  Mas como sempre você pensou com essa cabeça de baixo e fez isso! ― Soltou o ar e depois levou a mão na cabeça, jogando o cabelo para trás. Em seguida voltou a olhar para mim.

― É mesmo? Bom, pelo modo como você entrou no meu quarto e deu aquele… ― Parei e ele me fitou. Dei uma bufada e  olhei para o meu irmãozinho. ― Aquele escândalo ao me ver com a more… 

Notei o Bernardo me encarando. Então parei de falar dela assim. E nem sei por que comecei a chamá-la assim…

―Vítor? Vítor? ― Ouvi ele me chamar. Sacudi a cabeça para afastar aquele pensamento. ― Você está bem? Está tendo outra crise? ― Perguntou preocupado.

― Estou bem, Bernardo! ― Afastei sua mão quando tentou se aproximar. Voltei a olhar para ele. ― Só pensei em uma coisa… Não é importante agora. Está bem, esqueci de mostrar esse contrato para ela. Mas posso fazer isso agora mesmo. ― Mencionei e peguei o envelope da sua mão. Ele tentou dizer algo, mas o ignorei. Fui em direção às escadas para ir até o quarto que ela está. Também quero saber por que ela não desceu para jantar.

Sophia

Saí do quarto dele e fui logo para o meu, que por coincidência, fica ao lado do dele. Fechei a porta e me joguei na cama, que por sinal é bem macia. Ainda enrolada no lençol que tinha pegado do quarto do Vítor para vir para esse. Estou morrendo de vergonha! Eu não pensei direito no que estava fazendo, quando vi, estava me entregando para aquele homem… Atencioso, carinhoso, sim, me senti especial.  Mas quando o irmão dele apareceu e falou aquelas coisas… Me senti tão mal e também parecia errado. Então tinha que sair dali. Mesmo ele insistindo para eu ficar. Logo ouvi alguém batendo na porta. Dei um salto da cama, mas continuei sentada. Bateu mais uma vez. Será que é o Vítor? Estou ainda enrolada no lençol, olhei para os lados minha mochila, e nem as sacolas das roupas que comprei estavam no quarto. E agora o que eu faço? 

Respirei fundo e tentei me acalmar. Quem quer que seja, não pode me ver assim. Me levantei devagar e procurei algo para vestir. Achei uma camiseta larga  no armário. 

Me vesti rapidamente e corri até a porta. Abri uma fresta e espiei quem estava do outro lado. Era ele. O Vítor.  O que ele está fazendo aqui? Eu respirei fundo e tomei uma decisão. Eu vou abrir a porta e encarar o Vítor. Vou ouvir o que ele tem a dizer e depois vou decidir o que fazer. Eu vou enfrentar essa situação de uma vez por todas. 

Abri a porta e vi o seu rosto surpreso.  Ele não deveria estar lá embaixo? Será que ele veio me pedir desculpas pelo o que seu irmão falou? Droga, achei que estava pronta para enfrentá - lo, mas vendo-o assim, bem diante de mim, não consigo. Caramba Sophia como você é uma medrosa! Eu ainda estou magoada com a forma como o irmão dele me tratou. Mas também sinto falta dele. Sinto falta do seu abraço, do seu beijo.  Será que eu o amo? Eu não tenho certeza de nada. Eu só sei que meu coração está batendo mais forte e que minhas mãos estão suando. 

Fui até a porta e abri, ele estava diante de mim. Estava lindo, como sempre. Seus olhos brilhavam ao me ver e ele me abraçou com força. Senti seu perfume e seu calor. Ele me beijou suavemente e sussurrou no meu ouvido:

 ― Por que não desceu para jantar? ― Ele perguntou, entrando no meu quarto e passando por mim. Eu estava perto da porta e depois encostei, me virei e olhei para ele, tentando ignorar a fome e a solidão.

 ― Não estava com fome. ― Respondi, sem olhar para ele.

 ― Mentira. Você está com fome. Você está se escondendo de mim? ― Ele indagou, caminhando até a mim. 

Fiquei em silêncio ouvindo aquela voz macia e rouca. Depois se afastou e me fitou. Seus olhos eram de um azul profundo que me hipnotizava. Ele sorriu e passou a mão pelo meu cabelo. 

― Você está vestida desse jeito? Cadê as suas roupas? ― Perguntou, olhando para o meu corpo coberto apenas com a camisa branca. Eu senti o calor subir pelo meu rosto e desviei o olhar. 

― Eu... eu não achei nada. Acho que esquecemos as minhas coisas no carro. ― Disse, passando por ele e indo para cama, mas ele pegou no meu braço, me fazendo parar. 

― Você tem razão. Estava louco para sentir esse corpo delicioso. Mas você vai jantar comigo e então vou ordenar para a empregada pegar suas roupas para se vestir e jantar comigo. Mas antes de fazermos isso, você tem que assinar esse contrato. ― Ele disse, mostrando o envelope que estava segurando. Olhei para ele intrigada.

 ― Contrato? O que é isso? ― Eu murmurei perguntando, sentindo as lágrimas nos meus olhos. Será que ele acha que eu sou alguma mulher interesseira ou… Ai meu Deus! Será que é um dinheiro a mais para ir pra cama como ele? Ergui minhas mãos para me afastar dele, que me olhou em choque, não entendendo a minha mudança de humor. 

― O que foi? Por que ficou desse jeito? Não estou entendendo. ― Ele indagou, não entendendo a minha atitude. 

Dei as costas e fui até a minha cama, sentei na beirada. Não conseguia encarar os seus olhos, que me fitavam com preocupação e confusão. Senti uma onda de culpa e arrependimento me invadir, mas também uma raiva que não sei de onde veio. Por que ele tinha que ser tão perfeito? Por que ele tinha que me fazer sentir coisas que eu não queria sentir? Por que ele tinha que me beijar daquele jeito?

― Me desculpe, eu... eu não sei o que deu em mim ― Eu balbuciei, tentando controlar as lágrimas que ameaçavam cair. ― Eu só... eu preciso de um tempo, tá bom? Por favor, não me pergunte mais nada agora. Se quiser, deixe esse contrato que vou ler. Agora quero ficar sozinha.  

Ele tentou se aproximar de mim, e deixou o tal envelope na cama. Em seguida ele saiu do quarto. Logo me joguei na cama. Droga que burrada que me meti!

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