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Capa do romance Fênix da Esperança: No Fim de Tudo o Ressurgir é um Belo Recomeço

Fênix da Esperança: No Fim de Tudo o Ressurgir é um Belo Recomeço

Isabelle enfrenta um luto profundo e provações que a levam ao limite. Contudo, ao escolher o perdão, ela renasce como uma fênix para um novo destino. Em uma viagem entre São Paulo e Recife, conhece o atraente Miguel Moraes, entregando-se a um amor repleto de surpresas. Juntos, provarão que o sentimento verdadeiro supera barreiras de idade e classe social, mostrando que a família é o pilar essencial para vencer as adversidades e evoluir com cada propósito da vida.
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Capítulo 3

Acordo numa manhã chuvosa de domingo, por volta das 05h40mim da manhã e lembranças do dia anterior me atormentam e nem forças para sair daquela enorme cama tenho em mim. Penso em ligar para a minha melhor amiga, mas ainda é bem cedo e em pleno domingo, sagrado para o descanso, já que ela havia me dado muito apoio ao vir ao meu encontro no dia anterior.

Pego meu celular na mesinha de cabeceira da cama, vou ao aplicativo de música e faço uma breve pesquisa pela canção Human Nature/Michael Jackson, ao ouvir os primeiros acordes logo os meus olhos em lágrimas inundam meu rosto magro e fino, na mesma medida sinto uma paz, a certeza de que tudo isso é uma fase, uma tempestade e que no tempo certo virá à bonança. Ouço a porta do quarto se abrindo, nem preciso adivinhar de quem se trata, é a minha segunda mãe, aquela que me criou, a dona Antônia. Disfarço para que ela ache que estou dormindo para não tocar no assunto. Alguns segundos depois, ouço o fechar da porta e me tranquilizo. Porém, volto a chorar uma segunda vez, mas sei que devo seguir em frente e adormeço. Já por volta das 10h35mim da manhã, vou para a cozinha preparar meu café da manhã, um prato bem típico nordestino, um cuscuz com manteiga derretida e vou para a mesa degustar o meu alimento. Após acabar de comer ouço meu telefone tocando, é a mãe dele, suspiro e atendo.

– Alô! – diz.

E do outro lado da linha, uma voz chorosa me diz:

– Oi... Isabelle, querida! Eu tenho que falar algo com você. O meu Anthony...

Ao ouvir falar aquele nome uma energia me toma por inteiro, sinto como se alguém tivesse me jogado num poço fundo e muito escuro.

E ela prossegue.

– Ele, desde o primeiro contato contigo, te amou muito, e o que ocorreu jamais será culpa sua.

– Como não? – responde chorando. – Eu não deveria tê-lo deixado sair, só mais alguns segundos, e isso não teria acontecido. Dona Lúcia, eu peço, por favor, que a senhora e o senhor Luís algum dia possam me perdoar.

– silêncio profundo entre as duas linhas.

Após uma longa fungada para enxugar as lágrimas da parte dela, ouço.

– Não, não existe exatamente nada do qual eu e o meu esposo possamos te perdoar em relação ao meu filho, se tudo o que fizeste foi amá-lo com a sua alma... E lhe digo mais, se existe alguém a pedir perdão é o tal pela dor que agora todos estamos a passar. – As lágrimas são as respostas, ao qual ela se despede e desliga a ligação.

Subo as escadas que parecem mais um calvário, para chegar ao meu quarto. Entro e lá eu enxugo as lágrimas, em seguida vou ao banheiro tomar um banho para acalmar os ânimos, bastante alterados pela ligação de minutos antes. Enquanto tomo uma ducha deixo a playlist escolhida tocando e uma das músicas que me faz pensar:

“Independentemente de como a minha alma esteja abatida ainda preciso ouvir a voz de Deus, e ver o que ele quer para mim, através deste acontecimento todo.” – penso enquanto ensaboou o corpo.

Saio do banheiro e me arrumo, coloco uma roupa confortável e calço meu tênis novo, pego a minha máscara e álcool em gel, celular e a carteira com documento e algumas moedas e saio de casa, e minha avó nem “retruca” . Na rua um vento frio passa pelo meu corpo, sinto um arrepio por inteiro e vou andando para uma praça recém-construída, próximo a minha residência. Ao passar por uma das minhas vizinhas, a Severina, que do alto do seu segundo andar, grita meu nome e diz:

– Oh, tadinha! Isa, minha fia, fique assim não, isso faz parte da vida.

– Obrigada. – Segue em sentido à praça das cerejeiras.

Sinto meu celular vibrar, olho o nome gravado.

“Por favor, não quero falar com ele.” – penso.

Deixo o aparelho de lado até que ele pare de emanar vibrações. Ao chegar à praça vou ao mercadinho mais próximo e compro dois Tridents sabor canela e volto a sentar num banquinho. Vejo um casal com uma criança a brincar e ambos sorriem, aquilo por um instante me paralisa e atrai a minha total atenção. Pego o meu celular e vou à galeria e vejo uma foto recente onde estou com o Anthony abraçado, e cogito que aquela família um dia poderia ser a que poderíamos juntos construir num futuro que, infelizmente, jamais existirá. Fico a pensar nele enquanto subo uma extensa rua com uma longa ladeira, saio em direção à avenida e vou dar um passeio pelas lojas para me livrar dos tais pensamentos. Ando alguns quilômetros e decido voltar para casa. Em um determinado tempo, já abrindo o portão, paraliso ao ouvir o seguinte:

– Estou com medo da minha menina não suportar essa tamanha dor, e desistir de encontrar um novo amor e seguir seus sonhos e metas. Ela não merece estar passando por isso.

Uma voz diz:

– Nem a família dele também, não esqueça.

– Que seja. – diz Antônia. – Minha maior preocupação é com a minha neta, não suporto vê-la desta maneira desolada.

Finjo que o portão deslizou da minha mão, o que faz um barulho bem alto, para que assim notassem a minha presença. Entro e nem sequer digo uma palavra, lavo as minhas mãos e vou em direção ao meu quarto, tiro as minhas roupas e tomo um segundo banho por causa do Sars-Cov-2, visto meu melhor pijama, me deito e adormeço.

Acordo às 15h45mim da tarde e vou para a cozinha almoçar. Subo para o meu quarto para escolher a minha melhor roupa e a máscara, depois coloco meu melhor perfume. Espero a minha avó terminar de se arrumar para irmos à igreja. Chegando lá, cumprimentamos de longe os irmãos e vamos para as cadeiras em que nos sentamos nos cultos, agora com certo distanciamento. Então, se aproximou de nós um irmão e amigo meu de infância da congregação.

– Olá! Boa noite! A paz irmãs. – disse Rogério.

– Amém! – sonoro e em bom som ao mesmo tempo sai das bocas delas.

Ele continuou a cumprimentar os outros membros da igreja. Exatamente às 18h00mim da noite começou o culto. Iniciando com o louvor e após algumas orações, mais louvores. A pregação ficou por conta do pastor Carlos Francisco em Salmos, Versículo 42, versos do primeiro ao nono. Durante a ministração daquela noite chorei ao entender o carinho e cuidado de Deus para comigo através do seu ministro.

Por volta das 20h00mim da noite terminou o culto. Fui para a porta do templo, e o mesmo rapaz que havia me cumprimentado antes do início veio agora diretamente falar comigo.

– Isabelle, eu posso falar rapidamente contigo sem a presença da senhora Antônia?

– Claro Rogério, o que deseja?

– Quero dizer... – Pigarro. – Que Deus é contigo e no momento certo essa dor amenizará e vais poder enxergar a perfeita e agradável vontade d’Ele, sobre a sua vida. E que... Deixa para lá.

– Obrigada pelas palavras de ânimo irmão Rogério.

– Saí imediatamente em direção a Antônia.

– Com licença. Vó, nós podemos ir?

– Vamos, minha filha. – Ela despede-se do pessoal.

Já em casa dou-lhe um beijo na testa e quando ia para meu quarto, ela fala:

– Filha!

– Diga. – Consente.

– Fico feliz por você estar encontrando forças para seguir, és uma jovem, porém com uma maturidade que me impressiona querida.

– Estou apenas tentando, só isso. – Responde.

Tiro as roupas que fui para o culto e coloco o pijama mais confortável, deito-me em minha cama, pego meu celular, escolho uma das nossas fotos, me abraço com o celular e adormeço.

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