
Perdida em Sua Doçura
Capítulo 3
Harlow acordou toda dolorida e com as pupilas dilatadas. Seu rosto empalideceu de horror quando percebeu a figura masculina em cima dela, atordoada, ela empurrou o homem, e contra a luz, pôde notar o pingente de prata com uma cruz em seu pescoço brilhar.
Ela imediatamente correu para fora da sala e percebeu que ainda havia muito barulho lá fora.
Tampando os ouvidos com a mão e incapaz de conter as lágrimas, ela cambaleou para fora do bar. Uma vez lá fora, ela se agachou e começou a chorar compulsivamente, fazendo com que as pessoas na rua olhassem para ela e cochichassem entre si. Não foi até que ela ouviu alguém chamar a polícia que ela se levantou e saiu de lá enxugando as lágrimas enquanto vagava sem rumo como um zumbi.
Atordoada, ela se perguntou: 'Como aquele homem pôde fazer sexo comigo sem eu saber e naquelas condições?'
De repente, um barulho alto a trouxe de volta à realidade.
Era o barulho dos freios de um carro que freou bruscamente em sua frente. O susto foi tão grande que Harlow sentou-se na calçada cobrindo o corpo com parte do vestido rasgado. Os pedestres a olhavam surpresos, mas não fizeram nenhum esforço para ajudá-la.
Um jovem de camisa branca saiu do BMW e se aproximou dela. A armação dourada de seus óculos brilhava sob os faróis do carro, e em tom de desculpas, ele perguntou: "Você está bem, senhorita?"
Ela balançou a cabeça afirmativamente em resposta.
"Sinto muito por não tê-la visto atravessar a rua", disse ele, pensando que ela devia estar daquele jeito devido ao susto.
Ele se aproximou para ajudá-la a se levantar, mas Harlow o empurrou, levantou-se sozinha e começou a andar apressadamente, deixando-o para trás.
Os pedestres que estavam assistindo à cena foram embora.
"Cuidado!", gritou o jovem, enquanto rapidamente agarrava seu braço frio para afastá-la de outro carro que vinha rapidamente em sua direção.
"Tem certeza que está tudo bem? Você está me ouvindo? Por favor, diga alguma coisa. Você quer que eu te leve a um hospital?", perguntou ele preocupado. Foi então que ele percebeu suas roupas rasgadas, o forte cheiro de álcool, seu cabelo desgrenhado e suas lágrimas, enquanto caminhava descalça. Ele sentiu uma grande tristeza em seu peito ao vê-la neste estado.
"Estou bem", respondeu ela bruscamente. Então, ela retirou seu braço da mão dele, endireitou-se e atravessou a rua.
Por sua vez, o homem entrou no carro e a seguiu.
"Eu sinto muito por ter assustado você. Deixe-me pelo menos levá-la para casa, por favor", ele baixou o vidro e ofereceu. Dirigindo ao lado dela, ele acrescentou: "Não é seguro uma mulher andar sozinha a esta hora."
Como não ouviu nenhuma resposta, ele puxou sua identidade da carteira e estendeu a mão para a garota. "Meu nome é Zachary Zeng, e aqui você pode confirmar minha identidade. Você pode confiar em mim, deixe-me levá-la para casa."
Vendo sua expressão acolhedora, Harlow sentiu que ele era confiável, pois afinal seu sorriso sincero era a única coisa agradável naquela noite.
Diante disso, ela entrou silenciosamente no veículo com lágrimas em seu rosto e uma dor no estômago que percorreu seu corpo, mas ela não disse uma palavra a respeito. Seus pensamentos se voltaram para os acontecimentos daquela noite. Ela estava mantendo a sua virgindade para o homem por quem se apaixonaria no futuro, mas agora tudo parecia um sonho.
"Para onde devo levá-la, senhorita?", perguntou Zachary enquanto dirigia, interrompendo seus pensamento.
"Leve-me para a Neo Business School, por favor", respondeu ela baixinho.
"Hum, me parece que você é uma universitária, então. O que você estuda lá?", perguntou ele com um sorriso, tentando puxar assunto.
Mas Harlow não respondeu, em vez disso, ela se recostou no banco e fechou os olhos, pensou novamente sobre aquela noite. Sentindo sua relutância em responder, o jovem na frente do volante sorriu e ligou a rádio, e uma calorosa melodia clássica inundou os ouvidos da garota. Embora Harlow fosse ainda muito jovem, ela preferia esse tipo de música à música pop que a maioria dos jovens da sua idade escutava. Ela gostava porque esse tipo de música podia confortar e acalmar o coração ferido de qualquer pessoa, e era exatamente disso que ela precisava agora.
Depois de relaxar um pouco, ela abriu os olhos e olhou pela janela, ao ver aquele lugar familiar, ela imediatamente se endireitou no banco e disse: "Pare o carro!"
Zachary parou perto da calçada e disse: "Ainda faltam pelo menos cem metros para a universidade. Por favor, deixe-me levá-la até a entrada."
"Não, está bom aqui", respondeu ela, correndo para fora do veículo e caminhando em direção ao prédio comunitário à sua frente. Ela estava com tanta pressa de entrar que até se esqueceu de agradecer a ele.
Assim que a viu desaparecer na escuridão da noite, Zachary fechou as janelas e partiu.
Harlow caminhou até o Bloco C, entrou no elevador e pressionou o 10º andar. Ela só conseguiu se acalmar depois que o elevador começou a subir.
Ela caminhou até o número 1005, e parando em frente à porta, ela ajeitou seus cabelos e suas roupas antes de tocar a campainha.
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