
Per Sempre Noi – Amor Além do Contrato 🔥 Série: Bella Mia
Capítulo 2
Capítulo 2
Agachei-me rapidamente para recolher a bagunça, e ele se abaixou junto comigo, ajudando-me a recolher os itens.
— Você está bem? Machucou-se? — Ele perguntou, segurando meu pulso enquanto eu segurava uma xícara quebrada.
Fiquei perdida em seu olhar intenso, mas quando estava prestes a responder, a voz de Ava me fez levantar rapidamente, me desvencilhando do homem.
— Me perdoe, Senhor. Elena, por favor, vá chamar o Roger para limpar essa bagunça e ajude as meninas na cozinha. Eu mesma vou atender.
Não tive coragem de olhar para o homem à minha frente, apenas concordei com a cabeça e saí dali o mais rápido que pude, meu coração disparado.
Encontrei Roger na porta da cozinha, ele já estava preparando o balde e os materiais de limpeza.
— Ava pediu para você limpar...
— Sim, foi impossível não ouvir a voz irritante dela. Não sei como você aguenta a implicância dela com você. Estou indo limpar. — Ele sorriu gentilmente.
Ava era realmente uma gerente difícil, tratava todos como se fôssemos seus escravos, não colaboradores.
Todos os olhares estavam em mim. Ava já tinha feito coisas piores por muito menos, com certeza ela descontaria o valor das xícaras quebradas do meu salário. E o fato de ela mesma se oferecer para atender o cliente dizia muito sobre quem ele era, ela só dava atenção a pessoas de alta classe. A julgar pelo terno caro, ele provavelmente trabalhava em alguma empresa poderosa da região.
Comecei a ajudar na cozinha quando Luana se aproximou.
— Ele nunca vem aqui; normalmente, um de seus funcionários vem buscar o café. Mas parece que ele já sabe onde encontrar a dançarina mais quente do La Signorine. — Ela sussurrou.
Olhei para ela assustada.
— Não fale isso aqui.
— Ninguém está ouvindo, fique calma. Você despertou o interesse do poderoso Vice-CEO da Marzano Group.
Me segurei na pia e olhei assustada para minha amiga. Não, não poderia ser ele, ela o conhecia? Mesmo que ela estivesse certa sobre quem ele era, ele não estaria ali por minha causa. A empresa Marzano ficava próxima, e todos costumavam pegar café ali. Eu não entendia por que, pois com certeza eles tinham cafeterias de última geração em cada uma de suas cozinhas. Mas tinha que admitir que, apesar do ambiente de trabalho insalubre, a cafeteria onde eu trabalhava era muito famosa, e o confeiteiro do local era um chef premiado.
Tentei continuar colocando tudo em ordem e cortando pedaços de bolo para serem levados para a vitrine, mas Luana estava ali, observando minha reação.
— Não me olhe assim, ele não veio aqui por mim, provavelmente se cansou de estar em seu escritório e veio comer um pedaço do famoso bolo do Chef. — Insisti.
— Se você diz... — ela provocou.
Ajudei Luana e Vick a levar todos os doces e bolos para a vitrine. Discretamente, notei que o homem ainda estava lá, e seu olhar parecia ter se dirigido a mim, apesar de estar ocupado ao telefone. Parecia que aquelas palavras eram para mim.
Vi quando ele retirou algo do bolso, disse algumas palavras e entregou a Roger quando ele passou perto da mesa empurrando seu carrinho de limpeza. Em seguida, ele se levantou e saiu com seu andar imponente, como se o mundo inteiro lhe pertencesse.
Quando fui guardar algumas bandejas no almoxarifado, Roger sorriu e se aproximou.
— O homem da mesa 10 pediu para te entregar isso. Ele quer falar contigo. — Ele me entregou o cartão e continuou — ...normalmente, não faço esse tipo de recado, mas ele me deu 100 euros para fazer isso, então estou apenas cumprindo o que me foi designado.
Ele riu e saiu do cômodo. Voltei meu olhar com mais calma para o cartão elegante em minha mão. Era preto, com um papel fosco, e nele estava estampado, em elegantes letras douradas:
Giovanni Marzano – Vice CEO da Marzano Group +398966400--
O que ele queria comigo, eu ficaria sem saber. Não ligaria para ele, mas algo me fez guardar o seu cartão de visitas no bolso da minha calça e voltar ao trabalho.
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Giovanni Marzano
Dirigindo pelas ruas já familiares a caminho da Marzano Group, meus pensamentos oscilavam entre a misteriosa dançarina da noite passada e a reunião familiar inevitável que me aguardava. A imagem dela, dançando exclusivamente para mim, me perseguia, uma tortura doce, em contraste com a amarga disputa pelo controle da empresa.
Ao chegar ao prédio, o manobrista correu para abrir a porta do meu carro, sua reverência exagerada apenas aumentando minha irritação.
— Bom dia, Sr. Marzano — disse ele, forçando um sorriso.
— Bom dia — respondi secamente, passando por ele sem outra palavra. Estava acostumado com a atenção, mas naquela manhã, tudo me irritava.
Decidi parar na cafeteria ao lado antes de encarar a reunião. Ao entrar, a tranquilidade foi quebrada pela bela silhueta da garconete arrumando as mesas, pedi o meu café e quando ela se virou, o lugar se encheu com o som de xícaras se estilhaçando no chão. Era ela — a dançarina.
Seus cabelos ruivos da noite anterior agora eram longos e castanhos, presos num penteado disciplinado, revelando uma beleza ainda mais impressionante. Nossos olhares se encontraram, e ela desviou rapidamente, corando. Elena Ricci - este era seu nome que li em seu crachá. Enquanto eu estava surpreso e curioso, ela estava assustada, tentei falar com ela que nem abriu a boca enquanto eu a ajudava a recolher os cacos.
— Posso ajudá-lo, Sr. Marzano? — A gerente apareceu, tirando-me do transe depois de mandar a garota embora.
— Um café expresso, por favor — pedi, sem conseguir tirar os olhos de Elena que se afastava, parecendo fugir.
Sentei-me numa mesa afastada, observando-a enquanto ela sumia para o que deveria ser a cozinha. Havia uma tentação de pedir que fosse ela a me servir, mas sabia que isso poderia complicar ainda mais sua situação.
Enquanto me perdia em pensamentos sobre Elena e recusava chamadas e e-mails, a frustração crescia por não a ver retornar ao salão. O turbilhão de mensagens e ligações só reforçava o quão infernal seria o meu dia.
Meu café chegou, e, enquanto o saboreava, o telefone tocou novamente. Desta vez, atendi.
— Me dê boas notícias, Octavio, porque o meu dia começou complicado — adverti.
— Giovanni, a situação é difícil. Seu irmão está determinado a assumir o controle total — a voz do meu advogado soou preocupada.
As lembranças dos últimos três anos, evitando cada encontro familiar, cada ligação do meu irmão Michele, que agora estava com a minha ex-noiva, me atormentavam.
— Eu sei, Octavio — resmunguei, minha irritação crescendo.
— Ele é o favorito do conselho para o posto de CEO. — Meu advogado e grande amigo falou o que sempre fora óbvio para mim.
— Eu sou mais competente — insisti, irritado.
Nesse momento, Elena voltou ao salão, repondo doces na vitrine. Seus olhares furtivos e o rubor em suas bochechas me cativavam.
— Sua imagem de playboy irresponsável não ajuda. Lembre-se, muitos no conselho são conservadores — Octavio me alertou.
— Eu vou resolver isso, Octavio. Aguarde instruções — interrompi, já com um plano se formando em minha mente.
Desliguei o telefone e deixei algumas notas sobre a mesa. Elena havia desaparecido de vista novamente. Chamei um funcionário que passava, entreguei-lhe uma boa quantia em dinheiro, meu cartão de visitas e um recado para Elena.
Saindo da cafeteria, liguei para Adriano, meu investigador.
— Preciso de tudo sobre Elena Ricci, ela trabalha na grande cafeteria próximo ao Grupo Marzano, e seja rápido — ordenei, me concentrando na ideia se solidificando em minha mente.
— Sim, Senhor. Farei imediatamente. — Respondeu e eu desliguei.
Enquanto caminhava para o escritório, as preocupações com a reunião me assombravam. Todos me viam como o irmão impulsivo e descomprometido. Mas eu era mais que isso. Se a imagem era o problema, eu a mudaria. A qualquer custo.
O desejo por Elena, a dor da traição de meu irmão e minha ex-noiva, e a determinação em vencer se misturavam. Eu não iria desistir, não agora, não depois de tudo que passei.
Naquela sala de reunião, enfrentaria meu pai e meu irmão. Agora, com um novo objetivo em mente, estava pronto para mostrar que eu era o verdadeiro herdeiro da Marzano Group e algo me dizia que Elena Ricci seria a chave para tudo isso.
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Meu secretário, Damiano, veio atrás de mim enquanto eu entrava em minha sala em busca do laptop. Com um suspiro, ouvi suas palavras rápidas.
— Sr. Marzano, seu pai e Michele já estão na sala de reunião.
— Obrigado, Damiano — respondi, respirando fundo. Caminhei a passos firmes para a sala, a determinação pulsando em cada passo.
Abri a porta sem bater. Meu irmão, ao lado de nosso pai, mostrava algo em seu laptop. O sorriso de meu pai, Paolo Marzano era caloroso, mas carregado de expectativa.
— Bom dia, filho. Você está atrasado.
— Bom dia — disse, sem olhar para Michele, que me encarava com uma expressão mista de censura e desafio.
— Eu te liguei, Giovanni. Para avisar que nos reuniríamos mais cedo, mas como sempre, você ignorou minhas chamadas — repreendeu Michele.
Sem uma palavra, abri meu laptop, virando a tela para nosso pai.
— Estes são os meus números, pai. Números não mentem. Eu sou o melhor para assumir a liderança do Grupo Marzano — declarei, apontando para os gráficos que mostravam meu sucesso e lucratividade.
Meu pai abaixou a cabeça, fechando meu laptop com um gesto suave.
— Filho, por favor... Vocês precisam conversar. Quando eu não estiver mais aqui, restarão apenas vocês e sua mãe — disse ele, sua voz carregada de um peso emocional.
— Ah, por favor, pai, não comece com isso... — comecei, mas Michele interrompeu.
— Papai tem razão, Giovanni. E, além disso, eu sou a imagem da empresa. Sou responsável. As matérias que saem sobre mim nos jornais são bem diferentes dos seus escândalos...
A vontade de bater em Michele cresceu em mim, mas olhei novamente para o nosso pai, contendo minha ira.
— Tudo bem, pai. Mas antes de qualquer coisa, quero propor uma disputa justa. Os quinze dias em Capri servirão para mostrar a todos quem merece o posto de CEO do Grupo. Vamos ver com quem os clientes se sentirão mais à vontade, com quem os associados preferem depositar seu apoio. Eu sou muito mais do que vocês veem, e vou provar isso — falei, minha voz firme e confiante.
O sorriso de papai se alargou, um vislumbre de aprovação em seus olhos.
— Tudo bem, mas se o seu irmão se sair melhor do que você, quero que aceite a derrota e que o perdoe.
Levantei-me, olhando diretamente nos olhos de meu pai.
— Não há nada para se perdoar, pai. Mas se isso te deixa em paz, aceitarei a derrota e manterei um contato profissional com ele — respondi, minha voz carregada de resolução.
Michele parecia surpreso e talvez um pouco triste com minhas palavras.
— Tudo bem. — Disse Michele, quase em um sussurro, depois continuou: — Vamos comunicar aos associados. Eles devem estar chegando para a reunião do conselho.
Papai sorriu, e logo as batidas na porta indicaram o fim da nossa conversa privada. Era hora de o jogo começar, e eu me sentia mais do que pronto para ser o vencedor.
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