
PARA SEMPRE VOCÊ
Capítulo 3
Ciúmes
NARRAÇÃO PATRÍCIA
Me solto do colo de Jaques, limpo meus olhos e observo que ele também chora. Levanto minhas mãos para limpar as lágrimas dele, que fecha os olhos e abaixa a cabeça.
- Sou uma bosta de irmão!
- Realmente vai ter que aprender muito em como cuidar melhor de uma irmã.
Falo sorrindo e o puxo para uma sala.
- Jaques, nós temos tantas coisas para esclarecer.
- Por favor, não! Não começa a defender aquele homem.
Me afasto e observo o ódio que ele tem pelo Ricardo.
- Não vou defender ninguém, disse que quero esclarecer.
Ele me olha lutando contra suas emoções e suspira.
- Quero te falar do nosso pai.
Vejo um sorriso sincero, um assunto que o agrada.
- Quero que saiba mais sobre mim e quero saber mais de você.
Me aproximo e passo a mão em seu rosto.
- Se ainda assim você continuar com esse plano louco, se ainda assim quiser acabar com a minha vida tirando o homem que eu amo de mim, vamos ter que esquecer que somos irmãos.
- Posso passar a mão na sua barriga?
Pergunta com os olhos focados em minha barriga.
- Pode! Pode conversar com seu sobrinho também.
Ajoelha, fica de frente pra minha barriga e a toca.
- E aí Felipe, aqui é o seu tio Lucas! Carinha, estive com o Rufos essa manhã toda e acho que você vai pirar com ele.
Sinto um chute do Felipe e vejo o sorriso do meu irmão ao sentir.
- Ele vai ter um chute forte.
Comenta rindo, percebe que lembra meu pai quando ele era feliz.
- Nem me fale, já estou naquela fase de sentir os pezinhos brincarem ai dentro.
Ele se levanta e toca meu rosto carinhosamente.
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NARRAÇÃO RICARDO
- Eu te amo!
Escuto Jaques dizer a Patrícia assim que entro na sala de reuniões em busca da minha mulher. Ele está próximo demais dela tocando seu rosto, a raiva me domina e o ciúme me deixa cego.
- Tira a porra da sua mão da minha mulher.
Digo já me conduzindo aos dois em uma velocidade absurda. Patrícia vira e me olha assustada, mas nesse momento estou me lixando para o medo dela, quero socar a cara desse filho da puta.
- Ricardo... ele...
- Sai de perto dele agora, Patrícia!
Digo sem deixá-la terminar e dou um soco na cara de Jaques que cai no chão com a boca cortada. Ele coloca a mão na boca e me olha com ódio.
- Ricardo o que você fez? Você enlouqueceu?
- Ouvi ele dizendo que te amava, como pode tentar te tirar de mim assim? Esse tempo todo ele te quis e eu te deixando aos cuidados desse merda.
Digo indo pra cima dele mais uma vez, sinto as mãos da minha mulher no meu peito impedindo de me aproximar dele.
- Sai daqui agora!
Ela pede com raiva, me deixando perplexo.
- Não vou sair daqui e te deixar com ele.
- Sai daqui agora Ricardo!
Grita comigo e vai ajudar Jaques a se levantar. Não acredito no que estou vendo. Ela esta defendendo ele?
- Patrícia... você...
Nem consigo terminar a frase, ela fecha os olhos e sussurra.
- Por favor, sai daqui!
Passo as mãos em meu cabelo e chuto uma cadeira próxima de mim, saindo puto da vida com essa merda toda. Vou para o meu escritório e jogo um vaso na parede. Merda! Me jogo na cadeira e tento entender o que acabou de acontecer.
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NARRAÇÃO PATRÍCIA
- Me desculpe, ele às vezes é ciumento.
Digo limpando a boca do Jaques com um lenço que ele tinha no bolso.
- Ciumento, prepotente, arrogante, irritante, quer a lista toda?
Suspiro diante da visão horrível que ele tem de Ricardo.
- Você o conhecia antes desse ódio todo pela morte do papai?
- Não!
Responde me olhando sério, fico feliz que tenho sua atenção.
- Então vou deduzir que todos esses elogios são de um homem que escolheu olhar os defeitos para julgar uma pessoa ao invés das qualidades.
Entrego a ele o lenço para que termine de limpar seu sangue.
- Vou ver como meu marido, pai do seu sobrinho, o homem que amo está.
Dou um beijo na testa dele e saio da sala.
- Aline, sabe me dizer onde está o Ricardo?
- A última vez que o vi estava indo muito furioso para a sala dele.
Suspiro e agradeço seguindo para a sala do meu raivoso marido. Abro a porta com calma e encontro no chão pedaços de vidro, parece que era um vaso. Entro, fecho a porta, ele está sentado observando São Paulo de sua enorme cadeira. Estamos no escuro, ele está iluminado apenas pelas luzes da cidade. Sigo me aproximando com calma, paro ao lado dele e toco seu ombro.
- Ricardo, sou só sua e de mais ninguém.
Parece que essas palavras são o suficiente para a explosão de ciúmes dele. Se levanta e toma o meu rosto em suas mãos de forma possessiva, invadindo minha boca com vontade e me beijando de forma dura. Isso é selvagem e sexy! Me sinto mais que desejada agora. Morde e chupa meus lábios com força me fazendo gemer em sua boca.
- VOCÊ É MINHA!
Fala com rispidez e sinto meu corpo aquecer. Suas mãos descem e seguem para as minhas pernas levantando o vestido. Passa as mãos na minha bunda, em um puxão me ergue em seu colo. Enlaço minhas pernas nele e meus braços o puxam pela cabeça para continuar me beijando com força. Joga as coisas da mesa no chão e me coloca sobre ela. Desce as alças do vestido e vai da minha boca até o meu seio deixando um rastro de chupões. Tenho certeza que ficarei marcada e sei que essa é a intenção dele. Ele chupa e morde meus seios com força e sinto tremores em minhas pernas.
- Ricardo!
Não me deixa falar e toma a minha boca novamente com força. Suas mãos vão para o cinto dele o soltando, abre o zíper e o botão da calça em uma velocidade absurda. Puxa a calça e a cueca boxer de uma vez sem se quer parar o beijo que me dá. Sinto seus dedos tocarem meu sexo por cima do tecido fino da calcinha, estou molhada por causa do homem deliciosamente violento a minha frente. Separa nossos lábios e me olha com desejo. Vejo-o acariciar seu membro com uma mão enquanto a outra puxa a minha calcinha para o lado. Coloca a cabeça de seu membro na minha entrada, agarra a minha bunda com as duas mãos, nos olhamos esperando o momento e vejo sua respiração pesada.
Sem dizer nada ele puxa a minha bunda com força e sinto me invadir. O abraço sentindo essa sensação maravilhosa dele dentro de mim. Ricardo começa a se movimentar forte e duro, aperta a minha bunda com força e introduz em mim como um animal. Envolvo seu rosto em minhas mãos e o beijo com vontade de mostrar que também o quero como uma louca. Sinto o orgasmo se aproximar e solto a boca dele me agarrando ao seu corpo deixando os tremores me dominar gemendo muito. Geme e grita assim que atinge o seu orgasmo.
- MINHA!
Sussurra empurrando seu membro uma última vez em mim.
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Estamos os dois ofegantes, ainda abraçados e Ricardo me aperta ainda mais em seus braços.
- Sempre sua!
Digo beijando o pescoço dele.
- Jaques é meu irmão!
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